Questões de Concurso
Sobre mudanças na indústria: fordismo e taylorismo em sociologia
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Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Avalie o que se afirma serem características do regime de acumulação flexível, conforme descrito pelo autor.
I- Produção padronizada e em larga escala.
II- Inovação tecnológica e organizacional.
III- Surgimento de novos setores de produção.
IV- Redução expressiva do setor de serviços.
V- Formas de trabalho temporárias e precarizadas.
Está correto apenas o que se afirma em
"[O trabalhador] estava preocupado, não com o progresso técnico abstratamente, mas com os problemas gêmeos práticos de impedir o desemprego e manter o padrão de vida habitual, que incluía fatores não-monetários, tais como a liberdade e a dignidade, bem como os salários. Assim, não era às máquinas como tal que ela objetiva, mas a qualquer ameaça a estes - acima de tudo à mudança total nas relações sociais da produção que o ameaçavam. Se esta ameaça vinha da máquina ou de alguma outra parte, dependia das circunstâncias" (Hobsbawm, 2000, p. 24).
HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudos sobre a história do operariado. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete a análise sócio-histórica sobre o luddismo e outros quebradores de máquinas conforme o trecho acima citado.
I. As hostilidades na forma de sabotagens e quebras de máquinas não eram um fenômeno generalizado e indiscriminado, apesar de não se restringirem aos trabalhadores e de serem, com algumas exceções, práticas partilhadas pela opinião pública das massas.
PORQUE
II. As sabotagens e a destruição de máquinas compunham um dos diversos métodos de luta que a classe trabalhadora e outros grupos sociais utilizavam enquanto possíveis meios para se contrapor às mudanças e explorações produzidas pela nova ordem socioeconômica industrial.
TEXTO 1

TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).

O trabalhador na linha de montagem ilustra uma crítica ao processo produtivo padronizado e repetitivo, típico de certos modelos de organização do trabalho. A fala remete à alienação do trabalhador em relação à tarefa que realiza, uma vez que ele não tem uma visão clara do processo produtivo como um todo.
A alienação do trabalhador na linha de montagem está associada:
Considerando o tema da organização do processo de trabalho e suas repercussões, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as características sintéticas aos seus respectivos conceitos.
Coluna 1
1. Taylorismo.
2. Fordismo.
3. Toyotismo.
Coluna 2
( ) Sistema de adaptação produtiva às demandas flutuantes do mercado, que emerge como alternativa à crise econômica global da década de 1970.
( ) Modelo baseado em estudos de tempo e movimento para prescrever a forma mais rápida e eficaz de trabalhar, condicionando o salário à produtividade individual.
( ) Seus entusiastas argumentam que se trata de um modelo que estimula mais a criatividade do trabalhador, demandando um perfil de trabalhador polivalente e de maior qualificação.
( ) Conjunto de inovações técnicas de gestão e ampliação da mecanização na indústria que se converteu em paradigma organizacional e consagrou a produção e consumo de massas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
HARVEY, D. Condição pós-moderna. Edições Loyola: São Paulo, 1992. p. 124.
Para muitos estudiosos, o fordismo foi, de fato, um aprimoramento do taylorismo, motivo pelo qual é comum referir-se a ambos como um único sistema de organização produtiva: o taylorismo-fordismo.
A inovação de destaque desse sistema produtivo no primeiro quarto do século XX foi a
(Disponível em: pucsp.br.https://revistas.pucsp.br ?download?pdf.Adaptado.)
Assinale a opção CORRETA em relação a esses métodos de organização da produção.
O sistema de produção rígido de tipo fordista expandiu-se nas economias capitalistas centrais, sobretudo no período entre as duas grandes guerras mundiais. [...] As transformações levaram ao surgimento de um novo projeto societário baseado na reestruturação produtiva.
ESTEVES, T. J.; OLIVEIRA, R.R.A. de. O que é fordismo? In: BODART, C. das N. (org.). Conceitos e categorias fundamentais do ensino de Ciência Política. V. 2. Maceió: Editora Café com Sociologia, 2022. p. 49-54.
A respeito das transformações provocadas pelo fordismo, assinale a alternativa correta.
Com base em tais fatos, considera-se que:
I. O Taylorismo tem sua ênfase na estrutura das organizações. II. O Fordismo baseia seu modelo na produção em massa. III. O Taylorismo parte da ideia central da organização racional do trabalho.
Estão corretas as afirmativas
( ) A industrialização da comunicação implanta uma nova cultura, ou seja, “um corpo complexo de normas, símbolos, mitos e imagens que penetram o indivíduo em sua intimidade, estruturam os instintos, orientam as emoções... concernentes à vida prática e à vida imaginária”.
( ) Os Meios de Comunicação de Massa, em seu papel de atores e agentes na sociedade tecnológica, são considerados como fatores que imprimem sua dinâmica na sociedade, pois são tidos como possuidores de uma liberdade de ação real.
( ) O fato de o telespectador receber “gratuitamente” o programa e não poder mais “exigir seu dinheiro de volta”, como ocorria no cinema, leva a emissora a buscar somente o aumento numérico de público, rebaixando a qualidade dos programas aos níveis “da massa”, vulgarizando-os, padronizando-os, impondo o que se chama valor mercadológico.
( ) A função do telejornal, em geral, não é de noticiar nem divulgar fatos que interessem à sociedade, mas a de moldá-los, reproduzindo assim a vida política e social conforme os critérios ideológicos e particulares de jornalistas, proprietários ou patrocinadores.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo
Considere a seguinte passagem:
No final do século XIX e início do século XX, inúmeras leis de “proteção” à mulher passaram a proibir o trabalho feminino em
ocupações consideradas mais pesadas ou perigosas, já que isso havia trazido problemas de ordem “moral” resultantes do fato
de as mulheres terem mais mobilidade fora do espaço da casa. Na França, uma lei de 1892 proibia as mulheres de exercer o
trabalho noturno. No Brasil, a mesma proibição foi expressa em um decreto de 1932. Embora muitas dessas leis visassem à
“proteção” das mulheres, exploradas pela indústria – assim como ocorria com as crianças –, acabaram por confiná-las aos
cuidados domésticos e a trabalhos realizados em casa, sub-remunerados. Durante o século XX, as duas guerras mundiais
voltaram a impulsionar a presença das mulheres nas indústrias, pois, nesses momentos, os esforços produtivos eram
necessários. No entanto, com o fim do período de guerras, novamente se reivindicou o retorno das mulheres à casa. O modelo
de família almejado pela sociedade industrial e fordista do pós-guerra centrou-se, então, no “homem provedor e na mulher
cuidadora”.
(SILVA, Afrânio et al. (orgs.). Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2016. p. 338.)
Sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, assinale a alternativa correta.