Questões de Concurso
Sobre globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalho em sociologia
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TEXTO 1

TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).
TEXTO 1

TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).
Com base na análise de Ricardo Antunes, o tempo livre
Com base no excerto, ao afirmar que “o consumismo é um atributo da sociedade”, Bauman ressalta que
Para Ricardo Antunes, o trabalho vivo consiste em
Sobre a globalização e suas características, assinale a alternativa INCORRETA:
(Fonte: WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. O mundo rural como espaço de vida: reflexões sobre a propriedade da terra, agricultura familiar e ruralidade. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2009.)
Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir:
I. Caio Prado Jr. argumenta que as relações de produção no Brasil são pré-capitalistas, de modo que o trabalhador rural tem a autonomia do camponês, estando fora da lógica capitalista.
II. Maria de Nazareth Wanderley argumenta que a permanência do campesinato está diretamente relacionada ao seu papel na reprodução do capital, seja por meio da grande propriedade ou da propriedade familiar.
III. Para Caio Prado Jr., o campesinato teve um papel central na resistência à formação do capitalismo no Brasil, devido à sua organização interna de subsistência e autonomia frente ao latifúndio.
IV. Wanderley destaca que o Estado teve um papel importante na reprodução da grande propriedade e na manutenção de relações de exploração que envolvem tanto o campesinato quanto a força de trabalho assalariada.
V. Tanto Caio Prado Jr. quanto Maria de Nazareth Wanderley reconhecem a função do campesinato como um sujeito de resistência política e econômica, capaz de subverter o sistema capitalista agrário.
Estão corretas as afirmativas
(ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11ª ed. São Paulo: Cortez. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006, p. 09).
Tomando como base o texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. As transformações atuais no mundo do trabalho geraram uma nova configuração das relações sociais de produção, caracterizada pela perda de relevância da classe trabalhadora como agente de transformação social.
II. Quando concebemos a forma contemporânea do trabalho, é fundamental considerar o processo de criação de valores de troca, indispensável para a sustentação das relações de produção capitalistas.
III. Há uma diferença muito grande entre conceber, de um lado, o fim do trabalho abstrato que gera valor mercantil e, de outro, o fim do trabalho concreto que cria coisas socialmente úteis.
IV. As novas condições do desenvolvimento capitalista geram uma interação complexa entre o saber científico e o trabalho, de modo que a ciência se torna a principal força de produção do valor.
Considerando o pensamento de Ricardo Antunes, estão corretas as seguintes afirmativas