Questões de Concurso
Sobre estratificação e desigualdade social em sociologia
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A juventude é vista, em geral, como uma fase complicada, de frustrações, dúvidas e inseguranças. Simultaneamente, é considerada como uma fase de liberdade e ousadia, permeada por descobertas e novas experimentações.
Na cultura ocidental, considera-se a juventude como um período de passagem da infância para a vida adulta. Pode ser compreendida como um período de aprendizado, que costuma ser superado quando o indivíduo “amadurece”. No entanto, há outro entendimento do que é “ser jovem” que se baseia no estilo de vida e no modo de ver o mundo (com o entusiasmo de quem está sempre aprendendo), e essa postura pode ser cultivada por muitos anos.
Revisão Anual de Sociologia. São Paulo:
FTD, 2018. p. 180 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item.
As desigualdades sociais se mostram um fenômeno de
grande influência na trajetória escolar de muitos jovens,
em diferentes lugares do mundo.
No contexto brasileiro, a questão racial é preterida em função da existência de outras tantas intolerâncias que foram e ainda são praticadas.
A estrutura social e ocupacional do Brasil, ainda na atualidade, continua fortemente associada à herança escravagista do país.
O esforço individual é o que permite a superação das desigualdades de origem.
Depreende-se do texto apresentado a necessidade de considerar uma multiplicidade de elementos de ordem étnico-racial, educacional e geográfica para explicar a constituição do mercado de trabalho no Brasil.
Por uma perspectiva sociológica, embora tenha havido, no período em questão, uma mudança no mercado de trabalho brasileiro para diminuir a desigualdade, a lógica de hierarquização de status entre as ocupações pouco se modificou.
As credenciais educacionais são uma variável pouco relevante para se compreender a desigualdade de renda.
A violência estatal atinge, desigualmente, a população brasileira, havendo um viés racial na maneira por meio da qual ela é praticada cotidianamente.
Além do próprio gênero, há uma miríade de fatores responsáveis pela produção da violência de gênero.
A existência de assimetrias na realidade social tem como efeito imediato a produção da violência.
O fenômeno da violência deve ser explicado unicamente a partir da perspectiva de quem o sofre.
O feminicídio se apresenta como uma tipificação dessa forma específica de violência, qualificada a partir do gênero de quem a sofre.
A violência de gênero reflete, sobretudo, a fragilidade das mulheres na sociedade.
A noção de heterogeneidade da pobreza referida no texto indica que, diante das diferenças tão amplas da sociedade, nenhuma variável pode sobrepor-se a outra na compreensão das desigualdades.
Uma das contribuições mais relevantes da ampla literatura sociológica acerca das desigualdades sociais diz respeito à multidimensionalidade dessa questão.
Infere-se dos dados da PNAD apresentados no texto que, no período analisado, houve aprofundamento da proporção de pessoas negras entre o decil mais pobre da população brasileira.
Pierre Bourdieu buscou conciliar a teoria sociológica clássica (Marx, Weber, Simmel) ao propor uma forma de pensar a estratificação social baseada na posse individual de diferentes capitais em um jogo de disputas por posições de prestígio social.
Simmel propõe se pensar a estratificação social não apenas como decorrente da posição social dos indivíduos na estrutura de produção, mas, também, na adesão ou diferenciação dos indivíduos a estilos de vida.