Questões de Concurso Sobre desigualdades de raça, classe e gênero em sociologia

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Q4426226 Sociologia
Analise as afirmativas abaixo sobre racismo:

1. O racismo contra os negros é uma herança cultural e social que persiste até os nossos dias, de modo especial em países como o Brasil, que no passado adotaram a escravidão.
2. O índice de miscigenação da população brasileira, de modo especial entre negros e brancos, nos permite afirmar hoje que ocorreu no país um processo de neutralização da intolerância racial.
3. Segundo a Organização das Nações Unidas, o racismo está relacionado com a convicção de que há uma relação entre as características físicas, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136211 Sociologia
“As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens. Essas e outras informações estão no estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado pelo IBGE.”
(Mulher estuda mais, trabalha mais e ganha menos do que o homem. Agência IBGE Notícias. Disponível em https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Adaptado)

No Brasil, diferenças sociais entre homens e mulheres prejudicam a democracia porque
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136210 Sociologia
“A desagregação do regime escravocrata e senhorial ocorreu, no Brasil, sem que se oferecesse aos antigos agentes do trabalho escravo assistência e garantias que os protegessem na transição para o sistema de trabalho livre. Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que o Estado, a Igreja ou qualquer outra instituição assumissem encargos especiais, que tivessem por objeto prepará-los para o novo regime de organização da vida e do trabalho.”
(Florestan Fernandes. A integração do negro na sociedade de classes. Volume 1, São Paulo: Editora Globo, 2008, p. 29. Adaptado)

Segundo o texto, o processo de abolição da escravatura no Brasil
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Q2064672 Sociologia
“O cidadão era um cara, na época dos meus pais, muito bom de grana. É verdade. O cidadão era o chique, era o rico. Ele era o dono do comércio, o dono de uma firma... O trabalhador não era cidadão não. Isso não existia. O trabalhador era um peão. Peão, peão, peão toda a vida. Meu pai veio para São Paulo como um simples agricultor e morreu como um servente de obra. Mas ele cumpriu suas obrigações, cumpriu todos os seus deveres. E, quando ia a algum lugar e precisava de algum direito, ninguém tratava como cidadão. Eles tratavam como um marginal, como se fosse um lixo. Eu vi isso e vivi isso também. A injustiça me deixava com muita raiva”. [morador da periferia de São Paulo, falando sobre seu pai e a cidadania no Brasil entre os anos de 1930 a 1970].
HOLSTON, James. Cidadania insurgente: disjunções da democracia e da modernidade no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Considerando a narrativa sobre a cidadania, avalie as seguintes afirmações:
I. A cidadania, no Brasil, é um fenômeno que percorre a formação de uma república democrática e evidencia a dignidade do trabalhador como sujeito de direito.
II. O trabalhador brasileiro nem sempre encontrou reconhecimento social e garantias que retratam a sua dignidade como sujeito de direito.
III. Historicamente, o reconhecimento do trabalhador como cidadão, no Brasil, funciona como meio de demarcar as pessoas que são dignas ou não de ter acesso a direitos.
É correto o que se afirma em
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Q2064671 Sociologia
“Em sua expressão social, a ideologia da mestiçagem é aristocrática, romantiza as desigualdades, banalizando-as. Não há, contudo, uma justificativa moral para as desigualdades que esteja apoiada na crença em alguma hierarquia natural/biológica entre os diferentes membros da nação, como se se acreditasse que os miseráveis fossem feitos de um “barro diferente”, conforme a imagem de Souza (2000). Para que se transforme numa questão moral, a igualdade social precisa ser politicamente construída e individualmente internalizada como um valor, o que simplesmente não se deu na história brasileira. A justiça social não é um bem natural, é um valor político que determinada sociedade pode construir – ou não”.
COSTA, Sérgio. A construção sociológica da raça no Brasil. Estudos afro-asiáticos, v. 24, n. 1, p. 35-61, 2002.
A partir da análise do texto de Sérgio Costa a respeito da ideologia da mestiçagem, avalie as seguintes afirmações:
I. O conceito de mestiçagem possibilita a criação de parâmetros analíticos para se refletir a respeito da heterogeneidade dos grupos que constituem a sociedade brasileira.
II. Os problemas raciais que possibilitam o fenômeno da desigualdade social envolvem o caráter cultural de uma sociedade que enfrenta dificuldades quanto a sua identidade.
III. Os valores de uma sociedade constituída por múltiplas etnias e diferenças são elaborados no contexto de suas lutas políticas e históricas.
É correto o que se afirma somente em
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Q2064637 Sociologia
“Violência de gênero é [...] uma relação de poder de dominação do homem e de submissão da mulher. Demonstra que os papeis impostos às mulheres e aos homens, consolidados ao longo da história e reforçados pelo patriarcado e sua ideologia, induzem relações violentas entre os sexos e indica que a prática desse tipo de violência não é fruto da natureza, mas sim do processo de socialização das pessoas”
TELES, Maria Amélia de Almeida; MELO, Mônica de. O que é Violência contra a mulher. São Paulo, Brasiliense, 2002.
Considerando o texto de Maria Amélia de Almeida Teles e Mônica de Melo, avalie as asserções a seguir.
I. Violência de gênero é uma invenção teórica que mascara as diferenças biológicas e o lugar definido pela natureza entre os sexos.
II. Violência de gênero é socialmente construída e um indicador de dominação e de imposição de um sexo sobre o outro.
III. Violência de gênero é uma prática recentemente incorporada contra os comportamentos reprováveis da mulher na sociedade.
IV. Violência de gênero é considerada como processo ideológico historicamente incorporado e com fundamento na ideologia de submissão religiosa.
É correto o que se afirma somente em
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Q2064636 Sociologia
“A ‘função’ de reprodução da escola é uma invariante das sociedades modernas, que precisam encontrar nos veredictos escolares, ratificando as competências e o mérito das pessoas, a justificativa das hierarquias sociais produzidas pelas desigualdades escolares. Consequentemente, a reprodução passaria, primeiro, pela transformação das desigualdades sociais em desigualdades escolares de mesma extensão e, depois, das desigualdades escolares em desigualdades sociais em um circuito idêntico de repetição.”
DUBET, François; DURU-BELLAT, Marie; VÉRÉTOUT, Antoine. As desigualdades escolares antes e depois da escola: organização escolar e influência dos diplomas. In: Sociologias, Porto Alegre, ano 14, nº 29, jan./abr. 2012. p. 22-70.
Considerando o excerto acima, assinale a afirmação verdadeira.
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Q2064632 Sociologia
Analise o seguinte trecho sobre o conceito de alienação, de Karl Marx: “O trabalhador se torna tanto mais pobre quanto mais riqueza produz, quanto mais a sua produção aumenta em poder e extensão. O trabalhador se torna uma mercadoria tão mais barata quanto mais mercadorias cria. Com a valorização do mundo das coisas aumenta em proporção direta a desvalorização do mundo dos homens. O trabalho não produz somente mercadorias; ele produz a si mesmo e ao trabalhador como uma mercadoria, e isto na medida em que produz, de fato, mercadorias em geral.”
(MARX, Karl. I. O Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2010).
A partir do texto apresentado sobre o conceito de alienação desenvolvido por Karl Marx, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma nos itens abaixo.
( ) Descreve o distanciamento e o estranhamento na relação entre o trabalhador e o produto do seu trabalho, que não mais se reconhece nele. ( ) Refere-se ao momento em que os homens, alijados do produto do seu próprio trabalho, toma consciência de seu papel na sociedade e busca reencontrar-se consigo mesmo. ( ) A criação de valor se dá no momento em que as mercadorias os produtos produzidos pelos trabalhadores transformam-se em mercadorias e passam a circular no mercado pelo esforço direto dos que atuam na circulação. ( ) A produção capitalista, ao transformar o produto do trabalho em mercadoria, transforma o próprio trabalhador também em mercadoria, desumanizando-o.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Alternativas
Q2011356 Sociologia

No que se refere à discriminação racial, julgue o item subsequente.


As inovações tecnológicas permitem que os ativos financeiros sejam movimentados rapidamente, o que dificulta o controle destes por agentes estatais e organismos internacionais.

Alternativas
Q2011355 Sociologia

No que se refere à discriminação racial, julgue o item subsequente.


A escola, por ser uma instituição formativa, não discrimina o aluno negro; ao contrário, lhe fornece as ferramentas necessárias para superar os ambientes e práticas racistas ainda existentes na sociedade.

Alternativas
Q2011354 Sociologia

No que se refere à discriminação racial, julgue o item subsequente.


No Brasil, os negros são vítimas recorrentes de violência institucional devido ao preconceito.

Alternativas
Q2011353 Sociologia

No que se refere à discriminação racial, julgue o item subsequente.


De 2005 a 2015 houve significativa redução no número de homicídios entre a população negra brasileira.

Alternativas
Q2011352 Sociologia

No que se refere à discriminação racial, julgue o item subsequente.


Há mais negros que brancos nas penitenciárias brasileiras em proporção compatível com a população brasileira como um todo.

Alternativas
Q2011351 Sociologia

No que se refere à discriminação racial, julgue o item subsequente.


Estudos apontam que parte significativa dos negros sofre abordagens policiais abusivas devido ao preconceito de determinados agentes de segurança.

Alternativas
Q2011344 Sociologia

    Ainda existe uma resistência muito grande no sistema de justiça em incorporar o paradigma da Lei Maria da Penha. Persiste uma construção da imagem das vítimas. O comportamento delas é submetido a um escrutínio moral no tribunal do júri. Por outro lado, há uma tendência à desumanização do autor dos crimes — que pode ter tido “um lapso”, “uma forte emoção”, ou pode ter bebido ou usado drogas, ou ser efetivamente um pervertido sexual, alguém que tem um comportamento monstruoso. Nunca o criminoso é o homem racional para quem a lei é dirigida. E isso oculta o conteúdo político da discussão sobre a desigualdade de gênero na sociedade. O discurso que é feito é sempre o de que aquele caso é pontual, uma tragédia individual, e não um episódio que é recorrente na sociedade.


Fernanda Matsuda. A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Cejus/FGV, 2014. Internet: (com adaptações).

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte a respeito de gênero e violência.


Na sociedade brasileira, a violência atinge a todas as mulheres de maneira uniforme, com índices semelhantes independentemente da raça ou condição econômica das vítimas e dos agressores.

Alternativas
Q2011343 Sociologia

    Ainda existe uma resistência muito grande no sistema de justiça em incorporar o paradigma da Lei Maria da Penha. Persiste uma construção da imagem das vítimas. O comportamento delas é submetido a um escrutínio moral no tribunal do júri. Por outro lado, há uma tendência à desumanização do autor dos crimes — que pode ter tido “um lapso”, “uma forte emoção”, ou pode ter bebido ou usado drogas, ou ser efetivamente um pervertido sexual, alguém que tem um comportamento monstruoso. Nunca o criminoso é o homem racional para quem a lei é dirigida. E isso oculta o conteúdo político da discussão sobre a desigualdade de gênero na sociedade. O discurso que é feito é sempre o de que aquele caso é pontual, uma tragédia individual, e não um episódio que é recorrente na sociedade.


Fernanda Matsuda. A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Cejus/FGV, 2014. Internet: (com adaptações).

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte a respeito de gênero e violência.


A abordagem das questões relacionadas a gênero nas escolas deve restringir-se a assuntos relacionados às mulheres e aos homossexuais.

Alternativas
Q2011342 Sociologia

    Ainda existe uma resistência muito grande no sistema de justiça em incorporar o paradigma da Lei Maria da Penha. Persiste uma construção da imagem das vítimas. O comportamento delas é submetido a um escrutínio moral no tribunal do júri. Por outro lado, há uma tendência à desumanização do autor dos crimes — que pode ter tido “um lapso”, “uma forte emoção”, ou pode ter bebido ou usado drogas, ou ser efetivamente um pervertido sexual, alguém que tem um comportamento monstruoso. Nunca o criminoso é o homem racional para quem a lei é dirigida. E isso oculta o conteúdo político da discussão sobre a desigualdade de gênero na sociedade. O discurso que é feito é sempre o de que aquele caso é pontual, uma tragédia individual, e não um episódio que é recorrente na sociedade.


Fernanda Matsuda. A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Cejus/FGV, 2014. Internet: (com adaptações).

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte a respeito de gênero e violência.


Embora possa tratar das questões de gênero sob a perspectiva das ciências sociais, o professor deve ter ciência de que essas questões são do âmbito da opinião e do comportamento individual, devendo, por isso, considerar como sociologicamente válido o que pensa cada aluno.

Alternativas
Q2011341 Sociologia

    Ainda existe uma resistência muito grande no sistema de justiça em incorporar o paradigma da Lei Maria da Penha. Persiste uma construção da imagem das vítimas. O comportamento delas é submetido a um escrutínio moral no tribunal do júri. Por outro lado, há uma tendência à desumanização do autor dos crimes — que pode ter tido “um lapso”, “uma forte emoção”, ou pode ter bebido ou usado drogas, ou ser efetivamente um pervertido sexual, alguém que tem um comportamento monstruoso. Nunca o criminoso é o homem racional para quem a lei é dirigida. E isso oculta o conteúdo político da discussão sobre a desigualdade de gênero na sociedade. O discurso que é feito é sempre o de que aquele caso é pontual, uma tragédia individual, e não um episódio que é recorrente na sociedade.


Fernanda Matsuda. A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Cejus/FGV, 2014. Internet: (com adaptações).

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte a respeito de gênero e violência.


Constitui objetivo do estudo das questões de gênero nas aulas de sociologia evidenciar aos alunos as desigualdades sociais que se disfarçam em diferenças biológicas.

Alternativas
Q2011340 Sociologia

    Ainda existe uma resistência muito grande no sistema de justiça em incorporar o paradigma da Lei Maria da Penha. Persiste uma construção da imagem das vítimas. O comportamento delas é submetido a um escrutínio moral no tribunal do júri. Por outro lado, há uma tendência à desumanização do autor dos crimes — que pode ter tido “um lapso”, “uma forte emoção”, ou pode ter bebido ou usado drogas, ou ser efetivamente um pervertido sexual, alguém que tem um comportamento monstruoso. Nunca o criminoso é o homem racional para quem a lei é dirigida. E isso oculta o conteúdo político da discussão sobre a desigualdade de gênero na sociedade. O discurso que é feito é sempre o de que aquele caso é pontual, uma tragédia individual, e não um episódio que é recorrente na sociedade.


Fernanda Matsuda. A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Cejus/FGV, 2014. Internet: (com adaptações).

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte a respeito de gênero e violência.


Gilberto Freyre caracterizou a família brasileira como patriarcal: os senhores de engenho tudo podiam para satisfazer suas vontades, mesmo que isso significasse agir com violência contra mulheres brancas ou negras.

Alternativas
Q2011339 Sociologia

    Ainda existe uma resistência muito grande no sistema de justiça em incorporar o paradigma da Lei Maria da Penha. Persiste uma construção da imagem das vítimas. O comportamento delas é submetido a um escrutínio moral no tribunal do júri. Por outro lado, há uma tendência à desumanização do autor dos crimes — que pode ter tido “um lapso”, “uma forte emoção”, ou pode ter bebido ou usado drogas, ou ser efetivamente um pervertido sexual, alguém que tem um comportamento monstruoso. Nunca o criminoso é o homem racional para quem a lei é dirigida. E isso oculta o conteúdo político da discussão sobre a desigualdade de gênero na sociedade. O discurso que é feito é sempre o de que aquele caso é pontual, uma tragédia individual, e não um episódio que é recorrente na sociedade.


Fernanda Matsuda. A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Cejus/FGV, 2014. Internet: (com adaptações).

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte a respeito de gênero e violência.


Desde a década de 30 do século XX, ensaístas da sociologia brasileira vêm mostrando que as mulheres são vítimas de violência doméstica e sexual.

Alternativas
Respostas
381: C
382: D
383: A
384: B
385: A
386: B
387: C
388: C
389: C
390: E
391: C
392: E
393: E
394: C
395: E
396: E
397: E
398: C
399: C
400: C