Questões de Concurso
Sobre cultura de massa e indústria cultural em sociologia
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A cultura do consumo é um modelo social, no qual a relação entre as pessoas e os recursos materiais é mediada pelo mercado, transformando indivíduos em consumidores. Com base no texto apresentado e no modelo social mercadológico como marcador da sociedade atual, julgue o item a seguir.
A boneca Barbie carrega em si a uma categoria cultural, mas ela não existe sem que a categoria cultural oposta exista para contraditá‑la.
A cultura do consumo é um modelo social, no qual a relação entre as pessoas e os recursos materiais é mediada pelo mercado, transformando indivíduos em consumidores. Com base no texto apresentado e no modelo social mercadológico como marcador da sociedade atual, julgue o item a seguir.
A boneca Barbie, como objeto de consumo e o padrão de beleza que ela cria dentro da cultura, registra, de maneira vital e tangível, um significado cultural que, sem ela, seria intangível.
A cultura do consumo é um modelo social, no qual a relação entre as pessoas e os recursos materiais é mediada pelo mercado, transformando indivíduos em consumidores. Com base no texto apresentado e no modelo social mercadológico como marcador da sociedade atual, julgue o item a seguir.
A boneca Barbie, fonte estética de inspiração para as meninas desde a década de 1950, construiu, desde a sua criação, um caminho de narrativas libertadoras e emancipadoras a respeito do papel da mulher na sociedade.
A cultura do consumo é um modelo social, no qual a relação entre as pessoas e os recursos materiais é mediada pelo mercado, transformando indivíduos em consumidores. Com base no texto apresentado e no modelo social mercadológico como marcador da sociedade atual, julgue o item a seguir.
O consumo nas sociedades de mercado move‑se por meio de uma estrutura artificialmente constituída, composta de elementos como a publicidade, a propaganda, a moda e os rituais de consumo.
A cultura do consumo é um modelo social, no qual a relação entre as pessoas e os recursos materiais é mediada pelo mercado, transformando indivíduos em consumidores. Com base no texto apresentado e no modelo social mercadológico como marcador da sociedade atual, julgue o item a seguir.
Na sociedade de consumo, o significado cultural move‑se constantemente de um ponto para outro, de acordo com a lei da demanda e da procura.
No livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, Zigmunt Bauman aponta: “Numa enorme distorção e perversão da verdadeira substância da revolução consumista, a sociedade de consumidores é com muita frequência representada como se estivesse centralizada em torno das relações entre o consumidor, firmemente estabelecido na condição de sujeito cartesiano, e a mercadoria, designada para o papel de objeto cartesiano” (2022).
Segundo o excerto, para Zigmunt Bauman, na sociedade de consumidores,
Os principais teóricos da chamada “Escola de Frankfurt”, Adorno e Horkheimer, retomavam de Marx a dimensão “negativa” (a recusa do capitalismo), porém abandonavam a dimensão “positiva” que estaria na confiança que Marx depositava no movimento operário e em sua missão de edificar a sociedade socialista.
(Leandro Konder, “Cultura e política nos anos críticos”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005.)
Konder explicita que os chamados “frankfurtianos”
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas. São Paulo: Edusp, 2008, p. 96.
Para esse autor, o fenômeno da globalização
Desse modo, Zigmunt Bauman aponta que essa nova liquidez trará como principal consequência
Com base no excerto, ao afirmar que “o consumismo é um atributo da sociedade”, Bauman ressalta que
(Stuart Hall, A identidade cultural na pós-modernidade, 2006. Adaptado)
Segundo Stuart Hall, o Presidente Bush teria agido assim porque
(Zygmunt Bauman, Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, 2022. Adaptado)
Segundo Bauman, o consumo é concebido na sociedade contemporânea como
I.
Nós somos mulheres de todas as cores De várias idades, de muitos amores Lembro de Elza Soares, mulher fora da lei Lembro Marielle, valente e guerreira De Chica Da Silva, Toda Mulher Brasileira Crescendo oprimida pelo patriarcado Meu corpo, minhas regras, agora mudou o quadro Mulheres cabeça e muito equilibradas Ninguém está confusa, não te perguntei nada São elas por elas Escute este samba que eu vou te cantar Eu não sei por que eu tenho que ser a sua felicidade Não sou a sua projeção, você é que se baste Meu bem, amor assim eu quero longe de mim Sou Mulher, sou dona do meu corpo e da minha vontade Fui eu que descobri poder e liberdade
Adaptado de: Música “Nós somos mulheres. Samba que elas querem” de Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.
II.
Já tive mulheres de todas as cores De várias idades, de muitos amores Com umas até certo tempo fiquei Pra outras apenas um pouco me dei Já tive mulheres do tipo atrevida Do tipo acanhada, do tipo vivida Casada carente, solteira feliz Já tive donzela e até meretriz Mulheres cabeça e desequilibradas Mulheres confusas, de guerra e de paz Mas nenhuma delas me fez tão feliz Como você me faz Procurei em todas as mulheres a felicidade Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Adaptado de: Música “Mulheres” de Toninho Geraes
Analise as afirmativas a seguir relacionadas ao procedimento de adaptação da versão original do samba.
I. Apropria-se de um elemento cultural que reforça papéis de gênero com o objetivo de questioná-lo e reformulá-lo de acordo com os interesses e os desejos de um grupo social.
II. Plagia uma expressão cultural ao reproduzir fielmente seu conteúdo sem fazer a devida atribuição de autoria.
III. Rejeita o estilo musical do samba que frequentemente perpetua a sexualização da mulher, representando-a como objeto de desejo masculino.
Está correto o que se afirma em
Embora os rolos – no qual os filmes residem enquanto potência fílmica – sejam palpáveis, o filme em si não é. Não pode ser tocado, tampouco visto sem que seja projetado. À medida que o projetor roda, dando às gravações velocidade suficiente para gerar a ilusão do movimento, cabe aos espectadores, sem tempo para fixar o olhar e o entendimento em um ou outro aspecto determinado da sequência de imagens que lhe é mostrada, juntar algumas impressões do que acaba de ser visto para formatar um ponto de vista ou uma interpretação. Tanto o que faz “eleger” alguns dentre os incontáveis sinais possíveis como os mais significativos de um filme quanto o modo como os interpreta não pode ser desvinculado de seus desejos e conhecimentos prévios. Em outras palavras, o processo não é desvinculado das particularidades daquele que o vê, de sua memória e de seu saber.
Adaptado de: NASCIMENTO, Nayara. Amor em telas – amor e tecnologia digital em filmes dos anos 2010. Tese de doutorado em Sociologia da Universidade de São Paulo, 2022, p. 21.
Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a compreensão sociológica da autora sobre o ato de consumir produções audiovisuais.
Se até a década de 1950, as produções eram restritas e atingiam um número reduzido de pessoas, hoje elas tendem a ser cada vez mais diferenciadas e cobrem uma massa consumidora. Durante o período que estamos considerando, ocorre uma formidável expansão, ao nível de produção, de distribuição e de consumo da cultura; é nesta fase que se consolidam os grandes conglomerados que controlam os meios de comunicação da cultura popular de massa.
ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1988, p. 121.
Segundo o debate apresentado, o principal processo que impulsionou o desenvolvimento da indústria cultural no Brasil foi a(o)
A indústria cultural, os meios de comunicação de massa e a cultura de massa surgem como funções do fenômeno da industrialização. [...] A cultura feita em série, industrialmente, para o grande número, passa a ser vista não como instrumento de crítica e de conhecimento, mas como produto trocável, que deve ser consumido como se consome qualquer outra coisa. [...] Uma cultura perecível [...]. Uma cultura que não vale mais como algo a ser usado pelo indivíduo ou grupo que a produziu.
COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 10-11.
As dimensões apresentadas no texto funcionam como reforço das normas sociais, que se repetem para que a reprodução dessas formas de organização seja vivenciada sem discussão, consolidando assim o(a)