Questões de Concurso Comentadas sobre sistemas religiosos - magia, ciência, religião, ritos e cerimônias. antropologia econômica. divisão do trabalho, comércio e consumo em antropologia

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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Antropólogo |
Q3363859 Antropologia
Artefatos cerimoniais, como máscaras, ornamentos e utensílios rituais, carregam significados que vão além de sua função utilitária. Acerca do assunto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O significado de um artefato cerimonial pode ser interpretado universalmente, independentemente do contexto cultural, pois símbolos possuem valores fixos e imutáveis em todas as sociedades.
(__)Artefatos rituais podem ser analisados isoladamente, sem necessidade de considerar o sistema cultural ao qual pertencem, pois sua forma e materialidade já expressam plenamente seu significado.
(__)O estudo dos artefatos cerimoniais é essencial para compreender as dinâmicas sociais e espirituais de um povo, pois eles são manifestações tangíveis de crenças e práticas culturais.
(__)A análise etnológica dos artefatos deve levar em conta não apenas sua estética e funcionalidade, mas também seu papel simbólico e sua relação com os ritos e mitologias do grupo social.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3337504 Antropologia
Leia as considerações sobre xamanismo de Els Lagrou, antropóloga especializada em estudos ameríndios:
“A consciência de que tudo está conectado e que todas as ações produzem reações, não somente gestos como também palavras, imagens vistas e pensamentos cultivados, é o que subjaz ao conhecimento xamanístico. Entre os Huni Kuin (Kaxinawá), o xamã se expressa pela performance e pelo canto que produz as visões, permitindo guiar as pessoas que participam desse ritual e ensinando-as a ver aquilo que se procura ver e, principalmente, a não se perder sob o efeito de bebidas visionárias. No caso dos Kaxinawa, os desenhos ganham um papel crucial nesse mundo visionário, pois eles são como caminhos que permitem ‘ver’ a realidade sob diferentes perspectivas”.
(Adaptado de https://revistausina.com/2015/07/15/entrevistacom-els-lagrou/)
No trecho acima, o fenômeno do xamanismo é interpretado como: 
Alternativas
Q3337500 Antropologia
O Ensaio sobre a dádiva de Marcel Mauss foi publicado originalmente na revista Année Sociologique (1923-1924), sendo considerado uma obra central para a teoria antropológica. A respeito das noções de dom, troca e reciprocidade mobilizadas no ensaio citado, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3337494 Antropologia
No texto O que significa tornar-se outro?, a antropóloga Aparecida Vilaça argumenta que a experiência xamânica Wari' se caracteriza pela duplicidade corporal. No texto, Vilaça afirma:
"O xamã caracteriza-se por possuir dois corpos simultâneos: um corpo humano visível pelos Wari', que se relaciona com eles normalmente, como membro de sua sociedade, e um corpo animal que ele percebe como humano, e que se relaciona com os demais animais daquela espécie também como membro da sua sociedade, que é como a sociedade Wari’" (Vilaça, 2000, p. 63).
Com base na explicação de Aparecida Vilaça, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3337493 Antropologia
Lygia Sigaud foi uma antropóloga brasileira que se dedicou aos estudos das relações sociais no campo. No seu artigo Se eu soubesse, a autora descreve as relações entre trabalhadores e patrões da seguinte forma:
"Do ponto de vista do observador, a ‘casa de morada’, a terra e a proteção constituíam obrigações patronais, assim como não trabalhar fora e ser leal ao patrão correspondiam a obrigações dos moradores. Para esses, apenas as suas obrigações eram percebidas enquanto tais. As do patrão eles representavam como dons, como sinais de sua bondade, e sentiam-se, portanto, devedores. Desincumbir-se com afinco de suas obrigações era a forma de retribuir. De sua parte, o patrão se concebia como um doador: aquilo que concedia ao seu morador atestava apenas a sua generosidade e não era vivido como uma obrigação. Ser generoso era um valor e o prestígio dos patrões se media pelos sinais exteriores de sua magnanimidade. O não cumprimento de suas obrigações punha em risco o prestígio do patrão perante os pares e os moradores e configurava uma dívida, ainda que ele não se concebesse como um devedor” (Sigaud, 2012, p. 130).
A teoria das trocas que embasa a descrição e a análise da autora é:
Alternativas
Q3335786 Antropologia
O povoamento do Cariri cearense ocorreu a partir do ciclo da “civilização do couro” dos séculos XVII e XVIII. A partir do enunciado, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3335785 Antropologia
“Assim, se a religião é uma das formas de ver o mundo, ela pode fornecer matrizes para construção deste mesmo mundo, impregnando-o de signos e valores que ultrapassam o próprio sistema religioso. Portanto, seria possível ‘ler’ a cultura brasileira a partir dos códigos do sistema religioso afro-brasileiro e, ao mesmo tempo, ‘ler’ os códigos deste sistema a partir dos valores da cultura brasileira.”
(AMARAL, Rita. SILVA, Vagner Gonçalves. Religiões afro-brasileiras e cultura nacional: uma etnografia em hipermídia).

Sobre o tema das religiões afro-brasileiras, assinale a única alternativa que está consonante com a realidade:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217765 Antropologia
O caso a seguir expõe um tipo de relação entre mito e narrativa histórica.

A Cachoeira de Iauaretê corresponde a um lugar de referência fundamental para os povos indígenas que habitam a região banhada pelos rios Uaupés e Papuri. Várias pedras, lajes, ilhas e paranás da Cachoeira de Iauaretê simbolizam episódios de guerras, perseguições, mortes e alianças descritos nos mitos de origem e nas narrativas históricas desses povos. Para eles, é seu lugar sagrado, onde está marcada a história de sua origem e fixação nessa região, assim como a história do estabelecimento das relações de afinidade que vêm permitindo, até hoje, a convivência e o compartilhamento de padrões culturais entre os diversos grupos que coabitam naquele território, há milênios.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mitos de Origem e Narrativas Históricas. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/763

Assinale a opção que expressa corretamente essa relação.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217758 Antropologia
No texto a seguir, Muniz Sodré discorre sobre relações entre o fenômeno do sincretismo e a religiosidade.

No sentido amplo, o amálgama sincrético pertence ao fenômeno da interculturalidade, que se tornou mais característico nas religiões universais: ao se expandir, o cristianismo, por exemplo, incorporou crenças locais, assim como fez o islamismo com relação ao judaísmo e ao cristianismo. Muitos séculos antes disso, os cultos africanos também se constituíram a partir de uma linhagem sincrética de sistemas de crenças egípcios, indianos e outros. O sincretismo comporta aspectos tanto espontâneos quanto estratégicos. No caso dos cultos afro-brasileiros, pode-se falar de uma estratégia de natureza religiosa, mítica e histórica, destinada a assegurar a continuidade dos africanos e seus descendentes nas condições adversas da diáspora escrava.

SODRÉ, Muniz. Pensar Nagô. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.



Com base no texto, é correto afirmar que o sincretismo
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217757 Antropologia
No trecho a seguir, Philippe Descola apresenta elaborações sobre a relação entre humanos e meio ambiente.

Faz pouco tempo que começamos a ter a medida do preço extremamente alto que será preciso pagar pela exploração imoderada de nosso meio ambiente, com a poluição crescente do solo, do ar, da água e também dos organismos vivos, com o desaparecimento acelerado de inúmeras espécies de plantas e animais, com as consequências dramáticas do aumento do efeito estufa sobre o planeta. Em outros lugares do mundo, muitas culturas não seguiram o mesmo caminho, não isolaram a natureza como se ela fosse um domínio à parte, exterior, onde toda causa pode ser estudada cientificamente e onde tudo pode ser rentabilizado a serviço dos homens.

DESCOLA, Philippe. Outras naturezas, outras culturas. São Paulo: Editora 34, 2016.

De acordo com o que é exposto no trecho, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217756 Antropologia
No texto a seguir, os autores criticam um modo de entender a história da espécie humana que se tornou senso comum entre leigos e estudiosos.

O mundo dos caçadores-coletores, antes da chegada da agricultura, era repleto de experiências sociais arrojadas, parecendo muito mais um variado desfile carnavalesco de formas políticas do que as insípidas abstrações da teoria evolucionária. Além disso, muitas das primeiras comunidades agrícolas eram relativamente isentas de níveis e hierarquias. E, longe de estabelecer sólidas diferenças de classe, um número surpreendente das primeiras cidades do mundo se organizava segundo linhas de claro teor igualitário, que dispensavam governantes autoritários, políticos-guerreiros ambiciosos ou mesmo administradores opressores.

GRAEBER, David; WENGROW, David. O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

Trata-se da ideia de que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217754 Antropologia
No texto a seguir, o autor apresenta uma aparente contradição no discurso da modernidade.

Se o “espírito” era “moderno”, ele o era na medida em que estava determinado que a realidade deveria ser emancipada da “mão morta” de sua própria história — e isso só poderia ser feito derretendo os sólidos (isto é, por definição, dissolvendo o que quer que persistisse no tempo e fosse infenso à sua passagem ou imune a seu fluxo). Lembremos, no entanto, que tudo isso seria feito não para acabar de uma vez por todas com os sólidos e construir um admirável mundo novo livre deles para sempre, mas para limpar a área para novos e aperfeiçoados sólidos.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

Nesse trecho, ele sugere que a modernidade
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217747 Antropologia
[O] cenário muda radicalmente com a constatação de que os TupiGuarani eram capazes de produzir muito além dos níveis vitais. No que se refere a desenvolvimento, isso obriga a pensar nos nativos como produtores de excedentes, como produtores de riqueza – a tomá-los como base para a história [da riqueza no Brasil].

CALDEIRA, Jorge. História da riqueza no Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017.

O texto refere-se à mudança de entendimento sobre aspectos econômicos dos povos indígenas brasileiros, o qual carregava valor paradigmático.

O trecho acima desafia o entendimento de que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217746 Antropologia
Leia o trecho a seguir, que discorre sobre a noção de democracia racial.

As ideias às vezes antecedem os nomes que no presente as denominam, outras vezes lhes sucedem, quando novas ideias tomam de empréstimo velhos nomes. No caso da “democracia racial”, tal como a conhecemos no Brasil do século XX, ela foi usada em pelos menos três sentidos distintos: foi ideal de igualdade de direitos entre raças numa democracia política, à maneira norte-americana; teve o sentido de hierarquia de raças numa cidadania limitada e hierarquizada, mas não ditatorial; e significou, enfim, trânsito, mescla, intimidade e convivência entre raças.

GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Modernidades negras: a formação racial brasileira (1930-1970). São Paulo: Editora 34, 2021. (Adaptado).

Com base no texto, sobre a noção de democracia racial, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217738 Antropologia
Leia o trecho a seguir.

Se, por um lado, o sonho é sempre desencadeado pela vontade de um outro, e o sonhador aparece como uma “presa”, uma vítima, alguém à mercê de um sentimento que lhe é alheio, por outro, o sonhador não está de forma alguma inteiramente subjugado aos sentimentos desse outro. Os vivos resistem aos apelos incessantes desses outros, e é porque resistem que eles podem continuar existindo como Yanomami.

LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: Uma etnografia dos sonhos yanomami. São Paulo: Ubu Editora, 2022.

O trecho acima apresenta um aspecto central da concepção Yanomami de sonho.

Com base no texto, é correto afirmar que, para esse povo, os sonhos são
Alternativas
Q3400201 Antropologia
Em relação às tradições indígenas brasileiras, é o significado do termo "xamanismo": 
Alternativas
Q3394167 Antropologia
"Ao se comparar a atitude religiosa ocidental com a oriental, percebem-se diferenças fundamentais, fruto da diversidade cultural vivenciada de cada lado, isto é, dos modos peculiares de viver e de ver a vida e o mundo presentes no que se convencionou chamar de Oriente e Ocidente".

Gaarder, 2000, apud, Oliveira, L.B. et al. Ensino Religioso: no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, 2007. 175 p. (Coleção Docência em Formação − série Ensino Fundamental).

Acerca das diferenças entre essas duas culturas, com base nas características das tradições religiosas predominantes no Oriente e no Ocidente, considere as seguintes assertivas:

I.Na tradição Ocidental, a 'História' possui uma perspectiva linear, marcada por um começo, um meio e um fim. O mundo foi criado em certo ponto e um dia essa história terá um fim. Em contrapartida, na tradição Oriental, a 'História' repete-se num ciclo eterno. O mundo dura de eternidade à eternidade.

II.Na tradição Oriental, a 'Ética' consiste na busca da sabedoria. Nessa perspectiva, a fuga da ilusão do mundo é uma fuga das causas de todo o sofrimento. Por outra via, na tradição Ocidental, - do ponto de vista da 'Ética' - a pessoa é um instrumento da ação divina e deve obedecer à vontade de Deus. O pecado e a passividade diante do mal devem ser abandonados.

III.Em ambas as tradições, o 'Homem' pode se unir ao divino mediante a iluminação, e o caminho para a iluminação passa pelo cultivo do conhecimento. Os opostos, os contrários e os diferentes completam-se e harmonizam-se.

IV.Na perspectiva cultural Ocidental, a 'Salvação' parte de Deus que redime o ser humano do pecado. Ao mesmo tempo, é que julga-o e dá-lhe a punição. Do ponto de vista da cultura Oriental, a 'Salvação' consiste em libertar-se do eterno ciclo da ressurreição e fugir da ignorância. A 'Salvação' é fruto de sacrifício ou do conhecimento místico.

V.Tanto na tradição Oriental quanto na perspectiva Ocidental, 'Deus', representado também pelo divino, está presente em tudo. Se manifesta em várias formas e em diversas épocas. 'Deus' possui uma forma impessoal que permeia tudo e a todos.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3394166 Antropologia
O tema "ritos religiosos" é composto pela conjunção de dois termos, sendo que o segundo qualifica e especifica o primeiro.
Vilhena, Maria Angela. Ritos religiosos. In: Passos, João Décio, e Usarski, Frank (Orgs.) Compêndio de Ciência da Religião, São Paulo: Paulinas/Paulus, 2013, p. 513 - 524.

Essa explicação se faz necessária, pois nem todo rito pode ser qualificado como especificamente religioso. Sobre as distinções entre ritos religiosos e não religiosos, considere as seguintes assertivas:

I. Os ritos são elementos constitutivos do viver humano, posto que não há vida social onde não estejam presentes.

II. Os elementos constitutivos dos rituais em suas mais variadas formas são compreendidos como: a)ações sociais ordenadas, b)pautam-se em estruturas e lógicas próprias, c) realizam-se em espaços e tempos previsíveis ou aleatórios, d) seguem convenções ligadas às regularidades e às transformações que seguem o ritmo ou ciclo da natureza, da vida biológica, pessoal e ou social.

III. Ações simbólicas coletivas ou individuais, embasados em sistemas de crenças que postulam a existência de modo único alternando ou combinando, de forças ou energias que podem ser tanto internas quanto externas ao sujeitos.

IV. Práticas rituais veiculam conhecimentos, valores, crenças, princípios, normas comportamentais importantes para que o grupo e a sociedade não entrem em processos de desagregação.

V. Asseveram convicções de que o mundo conhecido e a existência humana não se esgotam na pura imanência.

É rito exclusivamente religioso o que se afirma em:
Alternativas
Q3394163 Antropologia
A transição da religião oral para letrada costuma ser situada dentro dos parâmetros da civilização, modernização e colonização.
Brito, Ênio José da Costa. Tradições religiosas entres a oralidade e conhecimento do letramento. In: Passos, João Décio, e Usarski, Frank (Orgs.) Compêndio de Ciência da Religião, São Paulo: Paulinas/Paulus, 2013, p. 485 - 498.

Sobre os aspectos centrais relacionados às religiões letradas e não letradas, registre V, para as verdadeiras e F, para as falsas:

(__) Enquanto nas sociedades não letradas as normas da religião oral, central e indiferenciada, se referem ao contexto, religiões letradas direcionam a estrutura normativa de um sistema social ao universalismo pelo processo de conversão e expansão e pela descontextualização e generalização das normas.

(__) Seguindo as teorias de Max Weber sobre as religiões, atribui-se às grandes religiões do mundo a racionalidade, enquanto às religiões tradicionais, atribui-se a existência de um corpo doutrinário elaborado.

(__) Nas religiões letradas, seu representante ideal-típico seria o mago ou o feiticeiro, enquanto nas religiões não letradas esse representante é o profeta.

(__) Em 1973, na obra 'Interpretação das culturas', Clifford Geertz considera as religiões letradas como organizadas em torno de um "conjunto de mito e magia rigidamente estereotipado [...] e confuso" enquanto as religiões tradicionais do mundo seriam "mais abstratas, logicamente mais coerentes e articuladas em termos mais gerais".

(__) Nas tradições orais religiosas no Brasil, comumente compreendidas como as religiões afros e afro-brasileiras, na transmissão - normalmente oral -, culturas das crenças e valores, as mulheres tiveram um papel-chave, ajudando a manter a riqueza e a originalidade da cultura escrava, que tinha como uma das características fundamentais a manutenção da família.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3394162 Antropologia
O sincretismo é visto como uma característica dos estudos sobre o fenômeno religioso. Marca o ponto de encontro e de convergência entre tradições distintas. No Brasil, o sincretismo religioso tornou-se agenda de estudos, sobretudo - mas não exclusivamente - às experiências e tentativas de fusão entre o catolicismo popular e as religiões afro-brasileiras por meio de seus Orixás (Ferretti, 1998).
Ferretti, Sérgio E. Sincretismo afro-brasileiro e resistência cultural. Horizontes Antropológicos, v. 4, 1998, p. 182-198.

Em relação à existência do sincretismo religioso no contexto do Ensino Religioso e da formação da sociedade brasileira, registre V, para as verdadeiras e F, para as falsas:

(__) Com a Lei n.º 10639/2003, o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira torna-se obrigatório. Com isso, abriu-se caminho para a adoção de medidas de correção e reparação dos danos materiais, físicos e psicológicos resultantes do racismo e de formas conexas de discriminação.

(__) Por possuir um objetivo claro de epistemologia para a compreensão do fenômeno religioso, em sua busca pelo Transcendente, por um lado; bem como no respeito ao outro e sentido da vida, por outro, cabe ao Ensino Religioso não fazer uma crítica sobre o sincretismo religioso visto se tratar de um fenômeno justificável historicamente num longo período da história do Brasil em que a liberdade religiosa se encontrava ausente.

(__) Entre alguns de seus significados, o sincretismo traz também uma ideia de opressão e de imposição da religião do colonizador sobre o colonizado, implicando na aceitação pacífica pela classe subalterna, de tradições da classe dominante, que adotaria e confundiria elementos de origens distintas e opostas.

(__) O Ensino Religioso tem o dever de promover a igualdade no trato religioso, sem nenhuma espécie de proselitismo ou ideologia religiosa em detrimento à outra.

(__) Após a realização, em 1983 na Bahia, da II Conferência Mundial da Tradição dos Orixás e Cultura, os líderes conhecidos das religiões afro-brasileiras passaram a condenar o sincretismo afro-católico, afirmando não ser hoje mais necessário disfarçar as crenças africanas por trás de uma máscara colonial católica.

(__) No campo das religiões afro-brasileiras, diversos dirigentes e militantes, sobretudo os mais intelectualizados, tendem atualmente a seguir a estratégia de aceitar a prática do sincretismo religioso a fim de serem fiéis à tolerância religiosa prevista na constituição federal de 1988.


Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Respostas
21: B
22: B
23: E
24: E
25: B
26: B
27: D
28: B
29: B
30: D
31: A
32: B
33: A
34: C
35: E
36: C
37: B
38: D
39: A
40: D