Questões de Concurso Comentadas sobre antropologia

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Q3870453 Antropologia
"O simples ato de uma criança, ao sentar-se em uma cadeira, cruzar ou não as pernas, colocar os cotovelos sobre a mesa, fixando o olhar em determinada direção, demonstra todo um conjunto de atitudes oriundas de uma efetiva educação do corpo."

Isso leva-nos a constatar que existem educações físicas que não estão explícitas somente nos manuais didáticos de ginástica, mas "registradas" em nossas atitudes, ou melhor, marcadas, integradas ao nosso próprio corpo. Assim, podemos descrever esse conjunto de aprendizagens do "uso do corpo" provenientes dos pátios e corredores da escola, das ruas e das praças, de festas cívicas e folclóricas, enfim, de todo o nosso cotidiano, como uma efetiva educação do corpo.

"Essa compreensão leva-nos a concluir que a maneira pela qual utilizamos nossos gestos corporais corresponde a um conjunto de atitudes permitidas ou não, naturais ou não, resultantes de uma construção social que pode ser, por parte do indivíduo, consciente ou inconsciente."

Ao abordar a educação do corpo sob a perspectiva antropológica e considerando a educação física, avalie as afirmações a seguir.

I. A existência de diferentes culturas explica a diversidade de técnicas do corpo, incluindo as práticas corporais.
II. As técnicas do corpo resultam das relações entre o homem e a sua biologia exclusivamente.
III. As técnicas corporais existentes na atualidade fazem acreditar que é possível uma educação física que leia a sociedade de maneira unilateral.
IV. As técnicas do corpo são construídas conforme a sociedade e a geração em que o sujeito se encontra.

Fonte: RODRIGUES, R. O pensamento antropológico de Marcel Mauss: uma leitura das "técnicas corporais". (Dissertação de mestrado) Campinas: Unicamp, 1997.

Assinale a alternativa que apresenta apenas os itens CORRETOS.
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Q3869006 Antropologia
        A preponderância do Candomblé, em certos casos, vai diluindo, apagando mesmo, as outras práticas, sobretudo em locais e situações onde elas não possuíam grande vigor. Creio que a Pajelança pode exemplificar isso. Verificou-se no transcorrer da pesquisa que seis babalorixás de Macapá iniciaram a vida religiosa pela Cura. Sendo que um destes, pai Marcos Ribeiro Ode Olu Fonnin, descreveu detalhadamente, conforme veremos no prosseguimento deste estudo, todos os procedimentos a que teria se submetido, em Belém, na década de 1980, para se tornar curador ou pajé
PEREIRA, Decleoma Lobato. O candomblé no Amapá: história, memória, imigração e hibridismo cultural. Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia da Universidade Federal do Pará. Mestrado em História). Belém, 2008.
A prática da pajelança, apresentada no texto como sendo uma das muitas realidades do universo cultural em Macapá, pode ser definida como
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Q3848508 Antropologia
A Capoeira transmite valores éticos e sociais através de sua prática, ritualística e oralidade. Analise as assertivas a seguir sobre esses valores.

I.A oralidade é um pilar da capoeira, onde os saberes, as músicas e as histórias dos antigos mestres são transmitidos verbalmente e na prática da roda, preservando a memória ancestral.
II.O respeito à hierarquia e aos mais velhos (mestres) é um valor central, refletindo a ancestralidade africana onde o conhecimento é acumulado com a experiência de vida.
III.A malícia ou mandinga na capoeira deve ser entendida como desonestidade e violência desmedida, incentivando a traição fora do contexto do jogo para obter vantagens sociais.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: 
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Q3836817 Antropologia
Jocimar Daolio, fundamentado na antropologia social e na fenomenologia, discute o corpo e a experiência na Educação Física. Assinale a alternativa que reflete corretamente a visão deste autor sobre a "cultura corporal".
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Q3828396 Antropologia
Apesar de haver pontos comuns no cuidado de todas as culturas do mundo, culturas diferentes percebem, conhecem e praticam o cuidado de maneiras diferentes. Diante de tais considerações, a família não pode ser vista apenas como aquela que cumpre as ações determinadas por profissionais de saúde.
Fonte: https://www.periodicos.unc.br/index.php/agora/artic le/view/89/170

Considerando esse contexto, analise as afirmativas abaixo.

I. Ao receber o papel da família em responder pela saúde de seus membros, o profissional deve considerar as dúvidas, opiniões e a atuação da família na proposição de suas ações.
II. Todas as famílias são portadoras da cultura da sociedade em que vivem e da cultura com a qual se identificam.
III. Estilos de vida, valores, ideais, crenças e práticas estão impregnados em suas definições e são transmitidos de geração para geração, afetando o comportamento e, consequentemente, o estado de saúde da família.

É CORRETO o que se afirma em:
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Q3827103 Antropologia
No processo de elaboração de um dossiê estadual para registro de bens culturais, uma equipe técnica debate as especificidades do patrimônio cultural e religioso brasileiro, considerando a Constituição de 1988, o Decreto nº 3.551/2000 (que institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial) e debates contemporâneos sobre salvaguarda de tradições de matriz diversa. Analise as afirmativas:

I.No Brasil, práticas religiosas podem ser reconhecidas como patrimônio cultural independentemente de vínculo institucional formal, pois a política de salvaguarda considera modos de fazer, celebrações, lugares e formas de expressão que estruturam identidades coletivas, incluindo religiosidades híbridas, sincréticas ou comunitárias.
II.O reconhecimento oficial de patrimônio cultural religioso deve necessariamente envolver neutralidade axiológica absoluta, proibindo o Estado de registrar bens cuja prática religiosa tenha sido historicamente alvo de estigmatização social, para evitar aparente endosso estatal do conteúdo simbólico das crenças.
III.A Constituição Federal e a política de patrimônio imaterial adotam como referência o princípio da diversidade cultural, o que exige do poder público não apenas identificar tradições religiosas, mas implementá-las curricularmente como conteúdos obrigatórios em todas as escolas, para garantir transmissão intergeracional.
IV.A proteção do patrimônio cultural religioso inclui não apenas o registro de bens, mas a adoção de políticas de salvaguarda, que podem envolver medidas como reconhecimento de mestres tradicionais, apoio à continuidade dos rituais e preservação de territórios culturais associados às práticas religiosas.

Assinale a alternativa correta: 
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Q3825812 Antropologia
Segundo a perspectiva socioantropológica,
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Q3819102 Antropologia
Em uma aula sobre diversidade religiosa, os estudantes analisaram como diferentes culturas expressam o sagrado e constroem práticas que ajudam a explicar a existência, orientar condutas e organizar a vida coletiva. Durante o debate, observou-se que, apesar da grande variedade de crenças e tradições, certos elementos do fenômeno religioso se repetem em distintas sociedades, ainda que com significados particulares.

Com base na compreensão dos fenômenos religiosos e suas manifestações nas diferentes culturas e tradições, assinale a alternativa correta:
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Q3801614 Antropologia
A noção de temporalidade varia conforme o contexto cultural e pode ser percebida tanto por marcos biológicos quanto por práticas sociais. Em algumas culturas, as transições entre fases da vida não se baseiam em idades numéricas, mas em outros critérios simbólicos. Considerando essa discussão, assinale a alternativa correta. 
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Q3985172 Antropologia
A comunidade indígena da etnia Potiguara está situada em dois municípios: Canguaretama e Goianinha. Assim como a Festa da Castanha do Amarelão e a Festa do Milho de Sagi-Trabanda, os Potiguara realizam anualmente no dia de todos os santos — primeiro de novembro — a Festa da Batata. O referido festejo é realizado pelo povo 
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Q3983624 Antropologia
Sobre a dança e sua representatividade no Brasil, qual das alternativas abaixo está corretamente fundamentada pelas pesquisas da antropóloga e pesquisadora Helena Katz, autora de "Um, Dois, Três: A Dança é o Pensamento do Corpo"?
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Q3928909 Antropologia
Considerando que as práticas corporais são elementos constitutivos da identidade cultural dos povos e grupos, assinale a opção correta. 
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Q3894369 Antropologia
A perspectiva socioantropológica da surdez entende que o grupo de pessoas que compartilha a experiência visual e a língua de sinais desenvolve artefatos culturais próprios, constituindo o que se denomina "Cultura Surda". Essa cultura não se define pela ausência da audição, mas pela presença de uma forma distinta de ser e estar no mundo, com produções artísticas, literárias (como a literatura surda), piadas e uma organização social centrada na comunidade e na língua. A transmissão dessa cultura ocorre majoritariamente nas associações, escolas de surdos e encontros informais. Considerando a definição e os elementos que compõem a Cultura Surda, assinale a alternativa correta.
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Q3822573 Antropologia
O Professor de Educação Física que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental compreende as dimensões que fundamentam sua área. Considerando a dimensão antropológica da Educação Física, o corpo humano é compreendido como: 
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Q3813506 Antropologia
“O tempo é um conceito-chave para o entendimento do ritmo de vida, do pensamento e das ações existentes no terreiro de Candomblé e na sociedade global. Com o advento da sociedade industrial surge uma nova concepção de trabalho e de tempo incompatíveis com as sociedades norteadas por outras relações de produção, onde o trabalho constituía parte essencial da vida cotidiana e o tempo era marcado segundo o ritmo das tarefas diárias necessárias e das estações do ano.”

GONÇALVES, Maria Alice Rezende. A vida lúdica de uma comunidade de Candomblé no Cubango: um estudo sobre a categoria "brincadeira". Cadernos CERU, v. 10, 1999., p. 48s. (Adaptado).

Com base no texto, sobre as diferentes formas de lidar com o tempo, é correto afirmar que
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Q3811461 Antropologia
Sobre a interpretação das pinturas rupestres de Várzea Grande, no Piauí, a arqueóloga brasileira Niède Guidon (1933- 2025) afirma: “cada cultura tem sua própria maneira de ver, reconhecer e representar seres ou coisas. Em outras palavras, quando um homem desenha um determinado animal, ele o faz de acordo com convenções geralmente aceitas em sua cultura. Assim, um desenho inclui características significativas para identificação, mas também pode incluir outras que representam uma contribuição pessoal do designer e, por isso, são incomuns”.
GUIDON, Niède. Peintures rupestres de Várzea Grande: Piauí, Brésil. Paris: Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, 1975., p.42. (Adaptado).

No que diz respeito à epistemologia apresentada por Guidon, é correto afirmar que
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Q3810007 Antropologia
"A reciprocidade é fundamental na cosmologia indígena Kaingang, ela aponta para a interrelação e interdependência entre todos os sujeitos do cosmos e do âmbito espiritual simbólico. Ela propicia e fundamenta trocas e comunicação, compromissos e cuidados mútuos, cooperação e intercâmbios de saberes e conhecimentos entre os diversos seres do cosmos. Assim, pensar a cosmologia e a educação, a partir desse princípio e contexto, vai fazer com que nós possamos pensar a escola que queremos e a sociedade que queremos para gerações futuras das sociedades.
Se antes a escola era um espaço que trazia o conhecimento para os indígenas e tínhamos que aceitar, hoje os indígenas querem compartilhar seus conhecimentos. (...) Eles querem construir essas relações de respeito entre os conhecimentos promovendo o diálogo intercultural.
Os indígenas não ensinam ninguém, eles aprendem, aí o outro também aprende. Então essa ideia de ir à escola para aprender é porque lá tem alguém que ensina. Mas nessa relação de quem ensina, existe a negação do aprender, porque um ensina e outro aprende. Não existe a construção intercultural. Na interculturalidade nós trocamos ideias e construímos o que é melhor para nossa sociedade. Então, me parece que tem um abismo entre os indígenas e os não indígenas porque não tem essa compreensão da prática intercultural vivencial."
(Ferreira Kaingang, 2024, p. 836, 844, 847-848.)

"O que são os conhecimentos para os coletivos Kaingang? Como se produz conhecimentos a partir da relação que se faz com esses seres que o mundo eurorreferenciado não considera humanos e são fundamentais para produção do conhecimento para eles?
O professor D. Cardoso [...] é enfático em afirmar constantemente: 'Eu aprendi com o rio, aprendi com a corrente de água; ela me ensina quando está acordada. A água acorda, ela dorme, tem fluxo, ela traz o movimento, o tempo, uma série de conhecimentos, ela pode ser remédio!'.
O sistema Kaingang é muito mais aberto ao outro, à alteridade radical, aos seres extra-humanos. Constitui-se como um mundo em que se percebe e se produz a partir de constantes e intensas relações entre os existentes do cosmos. Estamos diante, pois, de uma sócio-cosmo-ontologia instável, em contínua transformação e de criação de seus corpos e de suas pessoas."
(Baptista da Silva, 2022, p. 10.)

Com base nos trechos selecionados dos textos de Bruno Ferreira Kaingang e Sergio Baptista da Silva, que discutem a cosmologia, a educação e a alteridade no contexto Kaingang, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) O conhecimento Kaingang é relacional e se produz nas interações entre humanos e extra-humanos, em um sistema aberto à alteridade e em contínua transformação.
(__) A reciprocidade é princípio central da cosmologia e da educação Kaingang, pois expressa interdependência, trocas e compromissos entre todos os seres do cosmos.
(__) A escola, segundo Ferreira Kaingang, deve manter a lógica unidirecional do ensino, na qual o professor é o portador do saber e o aluno o receptor do conhecimento.
(__) A educação intercultural proposta pelos autores se baseia na troca e na construção conjunta de saberes, em que aprender é um processo mútuo e não hierárquico.
(__) Para os Kaingang, o conhecimento é prática vivencial e relacional, vinculada à cosmologia e às experiências de reciprocidade com o mundo natural e espiritual.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q3810006 Antropologia
A Constituição Federal de 1988 reconheceu o direito dos povos indígenas a uma educação específica, bilíngue e intercultural, como parte do processo de afirmação de suas identidades e da valorização de seus conhecimentos originários. Normativas posteriores consolidaram esse princípio e definiram diretrizes para o funcionamento das escolas indígenas, para a orientação das práticas pedagógicas e dos projetos educativos e para a formação de professores indígenas no Brasil. Com base na consolidação dessas normativas, ao refletir sobre a educação indígena, analise as afirmativas a seguir:

I. A educação escolar indígena deve ser específica, bilíngue e intercultural, garantindo o direito de cada povo de ensinar e aprender em sua própria língua, conforme seus processos culturais e modos de conhecer.
II. A formação de professores indígenas deve articular os saberes comunitários e os conhecimentos acadêmicos, promovendo o diálogo entre diferentes formas de ensinar e aprender, de modo a assegurar a qualidade e a coerência dos processos formativos.
III. A organização das escolas indígenas deve respeitar a estrutura administrativa e curricular das escolas urbanas, sem considerar a autonomia comunitária ou o calendário cultural de cada povo.
IV. A interculturalidade na educação indígena visa reafirmar as identidades étnicas e valorizar as línguas e ciências dos povos indígenas, promovendo o diálogo com os conhecimentos da sociedade nacional e o acesso às informações que ela valoriza.
V. A docência indígena é compreendida como prática social, política e comunitária, que envolve o compromisso com a memória, a língua e a continuidade das tradições de cada povo.

É correto o que se afirma em:
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Q3810005 Antropologia
"Aqui tocamos o ponto central, a questão da tutela. Para que a assimilação ocorra, há necessidade de um agente que, em primeiro lugar, se encarregue ativamente de dirigi-la, exercendo um controle sobre os que estão referidos a outras crenças e costumes, e em segundo lugar, que passe a intermediar em caráter permanente as relações dos europeus com os autóctones. Em termos de controle e mediação sobre os indígenas, o Brasil irá conhecer três regimes − a tutela pelos missionários, por particulares ou pelo Estado (período republicano).
Para o Estado brasileiro, só é possível a coexistência de culturas dentro de uma unidade social e política quando imaginada como fato passageiro e controlado, um resultado imediato da guerra de conquista ou de suas reverberações posteriores. É a localização de uma pessoa de um lado ou do outro dessa clivagem cultural que irá, desde o início, definir a sua condição de educador e aprendiz, de superior ou subalterno, em suma, de tutor e tutelado. [...] O tutor, católico e civilizado, supostamente europeizado, e o tutelado, índio, negro ou notoriamente mestiço, presumidamente primitivo e selvagem, foram os componentes essenciais da sociedade brasileira.
Ao considerar as culturas indígenas como parte da nação brasileira, a Constituição de 1988 veio, logicamente, a abolir a tutela, introduzindo algo absolutamente novo nas relações entre os indígenas e os demais cidadãos brasileiros. O abandono de uma perspectiva civilizatória na Constituição de 1988 implica que a estruturação da ordem jurídica e administrativa não possa mais fazer-se baseada na absoluta supremacia das tradições ocidentais. Isso abre um espaço importantíssimo para a valorização e o fortalecimento das culturas indígenas. (...) Tudo isso aponta para formas novas de realização da cidadania, em que o paternalismo não tenha mais lugar. Os confrontos que irão se seguir decorrem da dificuldade da sociedade em despojar-se de tal imagem, que tem atrás de si uma longa história, e ainda pode servir a perspectivas tutelares de alguns grupos sociais."
(Oliveira, 2016, p. 309-314)

Com base na análise de João Pacheco de Oliveira sobre a formação histórica do regime tutelar e sua relação com a construção da nação brasileira, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3810004 Antropologia
Entre os Yanomami, o xamã é aquele que aprende a ver e a ouvir os espíritos da floresta, chamados xapiri, responsáveis por defender o mundo. Esse aprendizado não é apenas religioso, mas um modo de conhecimento que integra o corpo, o tempo do sonho e da visão, e a cosmologia nativa. Ao "fazer dançar os espíritos", o xamã renova o elo entre humanos, animais e ancestrais, garantindo a continuidade da vida. Para Davi Kopenawa, esse conhecimento não se separa da política nem da ecologia, já que o xamã também protege o céu e a terra contra a destruição causada pelo "povo da mercadoria". Assim, o xamanismo yanomami expressa uma forma de pensamento que une o domínio espiritual com a cura e o compromisso com a coletividade, revelando um modo de conhecer e existir próprio dos povos da floresta.
Sobre a relação entre xamanismo e conhecimento na cultura yanomami, é correto afirmar que: 
Alternativas
Respostas
61: B
62: C
63: B
64: E
65: A
66: A
67: D
68: A
69: D
70: B
71: B
72: B
73: B
74: A
75: D
76: C
77: A
78: D
79: A
80: E