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Questões de Concurso Sobre antropologia social: família, sistemas de parentesco, matrimônio e incesto. organizações políticas em sociedades tradicionais em antropologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 102 questões

Q4219584 Antropologia

Observe a imagem a seguir. 


q_25 h.png (394×347)


Fonte: https://www.themorgan.org/collection/Histoire-Naturelle-des-Indes/111


A interdependência entre familiarização e predação nas Américas é evocada em uma pintura do final do século XVI: um caçador retorna com duas aves, uma para ser consumida e outra para ser alimentada. Enquanto na Europa a caça e a criação de animais coexistiam em tensão, nas Américas a predação e a familiarização eram modos complementares de interação. Alguns animais selvagens eram capturados e domesticados no sentido de serem incorporados como parentes. Tornar alguém parente reside no ato de alimentar. Uma vez que um ser era alimentado, deveria ser estimado, não consumido como comida. Nessa perspectiva, a essência da pecuária europeia — alimentar animais para transformá-los em alimento — simplesmente não faz sentido.


Adaptado de NORTON, M. The tame and the wild. People and animals after 1492. Massachusetts: Harvard University Press, 2024, p. 7.


Com base na imagem e no texto, assinale a opção que interpreta corretamente as diferenças nas formas de relação entre humanos e não humanos nas Américas e na Europa.

Alternativas
Q4217693 Antropologia
Leia os trechos a seguir.

I. A perspectiva defendida por Janet Carsten, conhecida como o novo parentesco, utilizou-se do pensamento de Schneider para pensar a concepção de parentes em função de outras dimensões, diferentes do elo biológico. O esforço para desnaturalizar o lugar da mulher (mãe/esposa); para contestar as opressões de gênero relacionadas ao caráter natural da procriação e das diferenças fisiológicas. Mas Carsten pondera que pensar as “relacionalidades” afastadas da dimensão biológica arrisca colocar outro problema: quaisquer relações poderiam ser vistas, no limite, como relações de parentesco.

Adaptado de MURILLO, Aline Lopes. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia, 2016.

II. A Etnologia americanista critica essa nova abordagem do parentesco por considerar que ele carrega o traço eurocêntrico da dicotomia dado/construído, específica do parentesco ocidental, apontando o caráter construído do parentesco para qualquer sociedade. A partir dessas críticas, a ideia de relatedness passou a ser conhecida como parentesco construtivista. 

Adaptado de MURILLO, Aline Lopes. 2016. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia, 2016.

Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a dimensão relacional dos seres humanos. 
Alternativas
Q4217685 Antropologia
A pesquisadora Marcela Coelho de Souza indicou, em seus estudos, que o parentesco em grupos ameríndios Jê é, entre outras características, uma relação posicional e construída mediante interação social.

A respeito do parentesco, com base nessa leitura, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3974320 Antropologia
No contexto da hierarquia e da estratificação social em contextos tradicionais, o sistema de castas pode ser definido como um sistema
Alternativas
Q3925030 Antropologia
Para a antropologia estrutural de Claude Lévi-Strauss, a passagem do estado de natureza para o estado de cultura é marcada por uma regra universal. A norma que funda a sociedade humana, obrigando a exogamia e o estabelecimento de alianças sociais, é a proibição do: 
Alternativas
Q3828396 Antropologia
Apesar de haver pontos comuns no cuidado de todas as culturas do mundo, culturas diferentes percebem, conhecem e praticam o cuidado de maneiras diferentes. Diante de tais considerações, a família não pode ser vista apenas como aquela que cumpre as ações determinadas por profissionais de saúde.
Fonte: https://www.periodicos.unc.br/index.php/agora/artic le/view/89/170

Considerando esse contexto, analise as afirmativas abaixo.

I. Ao receber o papel da família em responder pela saúde de seus membros, o profissional deve considerar as dúvidas, opiniões e a atuação da família na proposição de suas ações.
II. Todas as famílias são portadoras da cultura da sociedade em que vivem e da cultura com a qual se identificam.
III. Estilos de vida, valores, ideais, crenças e práticas estão impregnados em suas definições e são transmitidos de geração para geração, afetando o comportamento e, consequentemente, o estado de saúde da família.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4108652 Antropologia
A respeito da organização social e da presença territorial do povo Kaingang, assinale a alternativa que apresenta corretamente uma de suas características.
Alternativas
Q3748213 Antropologia
No contexto da diversidade familiar, quando há arranjos familiares, tais como: famílias nucleares; famílias extensas; famílias monoparentais; famílias homoafetivas etc, essa diversidade familiar se enquadra diretamente na
Alternativas
Q3337503 Antropologia

Imagem associada para resolução da questão

Indígenas participam de marcha após a criação do G9, durante a programação da COP16, em Cali (Colômbia), em outubro de 2024.


Em outubro de 2024, em Cali (Colômbia), no contexto da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), organizações indígenas lançaram duas iniciativas: o “G9 da Amazônia Indígena”, uma coalizão para proteção da floresta nos nove países amazônicos, e o manifesto que pede a participação indígena na presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), prevista para novembro de 2025, em Belém (Pará).

A respeito do crescente protagonismo diplomático de lideranças indígenas, as iniciativas citadas exemplificam que:

Alternativas
Q3337502 Antropologia
Em A Sociedade contra o Estado (1974), o filósofo e etnólogo Pierre Clastres lançou as bases para uma nova antropologia política: “Os povos sem escrita não são menos adultos que as sociedades letradas. Sua história é tão profunda quanto a nossa e, a não ser por racismo, não há por que julgá-los incapazes de refletir sobre a sua própria experiência e de dar a seus problemas as soluções apropriadas. É exatamente por isso que não nos poderíamos contentar em enunciar que nas sociedades onde não se observa a relação de comando-obediência (isto é, nas sociedades sem poder político), a vida do grupo como projeto coletivo se mantém através do controle social imediato, imediatamente qualificado de apolítico. O que precisamente se entende por isso? Qual é o referente político que permite, por oposição, falar de apolítico?” (Adaptado de CLASTRES, P. A Sociedade contra o Estado: pesquisas de antropologia política. Rio de Janeiro: F. Alves, 1978, p. 16). Com base no trecho, é correto afirmar que a antropologia política defendida por Pierre Clastres:
Alternativas
Q3337484 Antropologia
No artigo Atualização e contraefetuação do virtual: o processo do parentesco, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro propõe o conceito de "afinidade potencial" para explicar as complexas relações entre grupos e entidades nos sistemas de parentesco ameríndios. O autor afirma que: "A afinidade potencial, valor genérico, não é um componente do parentesco (como o é a afinidade matrimonial, efetiva), mas sua condição exterior. Ela é a dimensão de virtualidade de que o parentesco é o processo de atualização” (Viveiros de Castro, 2000, p. 412). Em diversas sociedades amazônicas, a afinidade potencial:
Alternativas
Q3337479 Antropologia
Em As estruturas elementares do parentesco (1949), Claude Lévi-Strauss desenvolveu uma teoria sobre a proibição do incesto e suas implicações para a estruturação das sociedades humanas. Conforme a proposta do autor, a proibição do incesto não é nem puramente de origem cultural nem puramente de origem natural, e também não é uma dosagem de elementos variados tomados de empréstimo parcialmente à natureza e parcialmente à cultura. Segundo Lévi-Strauss, a proibição do incesto:
Alternativas
Q3335786 Antropologia
O povoamento do Cariri cearense ocorreu a partir do ciclo da “civilização do couro” dos séculos XVII e XVIII. A partir do enunciado, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3335784 Antropologia
“E aí então, as pessoas têm que ir para a periferia e observar como é o modo de vida e tentar então agora incorporar o olhar do outro que é a grande contribuição que a Antropologia tem frente a outros recortes em Ciências Sociais, é valorizar o discurso do outro e fazer um contraponto entre um discurso daquele que nunca foi ouvido porque parecia que era lá no fundo escondido, com outros discursos dominantes”.
(Mendoza, Edgar Salvador Gutiérrez. Sociologia da Antropologia Urbana no Brasil: a década de 70).

De acordo com o texto acima e com os conhecimentos sobre a evolução da Antropologia Urbana, é correto afirmar:
Alternativas
Q3335783 Antropologia
Não é possível afirmar, a partir dos conceitos da Antropologia Urbana: 
Alternativas
Q3335782 Antropologia
A luta contra as nações indígenas e o consequente domínio das terras constituíam-se em um pré-requisito para a conquista de poder e da expansão da atividade pecuária para subsidiar o litoral canavieiro. A partir do enunciado, podemos afirmar que: 
Alternativas
Q3335781 Antropologia
A Constituição Federal de 1988 estabelece que os povos indígenas têm direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. É incorreto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217755 Antropologia
No fragmento a seguir, Marcel Mauss discorre sobre a vida econômica em determinadas sociedades não ocidentais, propondo um contraste em relação às concepções modernas.

[T]oda essa economia muito rica está cheia de elementos religiosos: a moeda tem ainda seu poder mágico e ainda está ligada ao clã ou ao indivíduo; as diversas atividades econômicas, por exemplo o mercado, ainda estão impregnadas de ritos e de mitos; conservam um caráter cerimonial, obrigatório, eficaz; estão repletas de ritos e de direitos. É algo muito diferente do útil que circula nessas sociedades, a maioria delas já bastante esclarecidas.

MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003.

De acordo com o fragmento, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217751 Antropologia
No trecho a seguir, Pierre Clastres apresenta uma leitura sobre a organização política das sociedades sem Estado.

[O] que os selvagens [sic] nos mostram é o esforço permanente para impedir os chefes de serem chefes, é a recusa da unificação, é o trabalho de conjuração do Um, do Estado. A história dos povos que têm uma história é, diz-se, a história da luta de classes. A história dos povos sem história é, dir-se-á com ao menos tanta verdade, a história da sua luta contra o Estado.

CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify, 2003.

Assinale a opção que melhor representa a concepção do autor.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217750 Antropologia
Leia o trecho a seguir.

Não foram apenas os intelectuais racistas formuladores das propostas de branqueamento racial ou os propagadores da mestiçagem hierarquizada e cordial que viram os povos bantos como dotados de um conjunto de práticas desprovidas de maior profundidade. Até mesmo intelectuais comprometidos com a valorização das culturas africanas para a formação da identidade brasileira consideraram os saberes e espiritualidades dos bantos menos sofisticados, complexos e elaborados do que os dos iorubás, trouxeram ao Brasil o culto dos orixás.

SIMAS, Luiz Antonio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.

Com base no trecho, que aborda as tensões em torno das culturas africanas no Brasil, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: E
4: B
5: C
6: A
7: A
8: D
9: A
10: D
11: A
12: E
13: B
14: E
15: E
16: A
17: D
18: C
19: D
20: A