Questões de Concurso
Comentadas sobre introdução aos estudos das plantas em biologia
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Para determinados grupos taxonômicos, recomenda-se que a identificação de algumas espécies vegetais seja feita por especialistas. Além disso, antes de se enviar o material por intermédio do herbário ao especialista, é necessário que sejam realizados a prensagem, o preparo e o cadastro prévio desse material.
É possível que os erros nos bancos de dados do herbário sejam eliminados com o uso de programas de informatização, mesmo com vários coletores incluindo dados.
Para o aprimoramento do banco de dados dos herbários, programas de informatização das coleções têm sido utilizados na elaboração das etiquetas.
As etiquetas devem ser coladas, de preferência, no canto superior direito da cartolina; ao passo que, no canto superior esquerdo, deve-se fixar um pequeno envelope para a guarda exclusiva de frutos e flores que caírem do material.
Entre os dados que devem ser incluídos nas etiquetas estão os seguintes: família, nome científico, data da coleta, nome e número do coletor, procedência ou local de coleta, tipo e estado de conservação da vegetação.
Um herbário atua como centro constante de identificação, pois representa um banco de dados natural, que documenta cronologicamente a flora e a vegetação de uma ou de diversas regiões.
Entre as principais funções de um herbário incluem-se a identificação e o controle de plantas tóxicas, e o auxílio na indicação de medicamentos para casos de intoxicação com essas plantas.
Uma das características dos herbários é o fato de poderem armazenar material testemunha de estudos de diversas áreas; com isso, eles funcionam como fornecedores de dados para que especialistas enquadrem as espécies vegetais em categorias como ameaçadas, vulneráveis ou mesmo em extinção.
Para facilitar a observação de características como pilosidade ou nervação, as folhas dos ramos devem ser fixadas com as faces superiores voltadas para cima e inferiores voltadas para baixo.
No caso de árvores muito altas, para garantir a integridade física do coletor de material botânico ante o risco de realização do procedimento em grandes alturas, é justificável a coleta no chão de ramos, flores, frutos e sementes.
A presença de estruturas reprodutivas no material botânico coletado poderá facilitar a identificação do espécime, mesmo que ele tenha sido coletado em um ecossistema com uma grande variedade de espécies vegetais.
A disponibilização das exsicatas em banco de dados disponível na Internet contribui para diminuir o manuseio das exsicatas, evitando-se com isso a deterioração do material no acervo.
Se uma exsicata for obtida por doação, o procedimento correto é substituir a etiqueta do herbário de origem por uma nova numeração e registrar no livro de tombo o recebimento do material doado.
O software Brahms pode ser utilizado para produzir etiquetas para exsicatas, administrar o processo de intercâmbio científico de material botânico e organizar a base de dados.
O método mais adequado para se proteger o material nos herbários contra insetos é a utilização de bolas de naftalina e cravo-da-índia comumente colocados nos armários onde o material se encontre armazenado.
As exsicatas devem possuir etiquetas de identificação que contenham nome científico, família botânica, coletor e identificador do material vegetal e local onde foi coletada.
Para a montagem da exsicata, o material seco deverá ser fixado em papel cartolina com pequenas tiras de papel adesivo sobre 10 pontos, quantidade ideal para fixar o ramo e não deixar extremidades livres.
A cola ideal para ser utilizada em coleções científicas deve ser feita à base de celulose (carboximetilcelulose), um tipo de cola sintética que dificulta a infecção por fungos.
As briófitas, hepáticas e antóceros por serem organismos avasculares, devem ser fixadas na exsicata, após secas, com o auxílio de linha e agulha para não serem danificadas com o papel adesivo.
Para que as características do material vegetal se mantenham inalteradas, deve-se fazer a secagem de forma rápida.