Questões de Concurso
Comentadas sobre hereditariedade e diversidade da vida em biologia
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(https://revistapesquisa.fapesp.br. Adaptado.)
Os “errinhos de digitação” referidos no excerto têm o significado biológico de
Dois meses após a aprovação pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana, da primeira aplicação desse procedimento em adultos com hemofilia A grave — tratamento que faz a substituição de genes com problemas —, o medicamento Roctavian recebeu liberação para seu primeiro uso na Europa. O tratamento usa genes humanos sadios para substituir genes defeituosos. O Roctavian, que é administrado como uma infusão única, fornece um gene funcional projetado para permitir que o corpo produza o fator VIII nesses pacientes com hemofilia A.
(https://veja.abril.com.br, 27.09.2023. Adaptado.)
O procedimento descrito no excerto, utilizado para o tratamento da hemofilia A, denomina-se
Sobre o sistema ABO nesse cruzamento, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
OMS dá prêmio póstumo a mulher negra que teve células cancerígenas retiradas do corpo sem consentimento
Henrietta Lacks morreu de câncer do colo do útero em 1951, aos 31 anos. Suas células deram origem a uma nova linhagem e permitiram o avanço de pesquisas de vacinas, HIV, câncer e até contra a Covid-19.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) homenageou [...] de forma póstuma, a mulher negra americana Henrietta Lacks com o Prêmio do Diretor-Geral da OMS.
O prêmio reconheceu a contribuição e o legado de Lacks para a ciência e as injustiças raciais cometidas em nome da ciência contra pessoas negras, especialmente mulheres, no passado.
Lacks morreu em 1951, aos 31 anos, de câncer de colo de útero. Ao perceber os primeiros sintomas da doença e procurar atendimento médico, ela teve suas células cancerígenas retiradas para biópsia sem seu conhecimento nem consentimento. Elas acabaram possibilitando grandes avanços na ciência.
[...]
Avanços para a ciência
Em 1951, Henrietta Lacks, mãe de 5 filhos, visitou o Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, queixando-se de sangramento vaginal. Após um exame, o ginecologista Howard Jones descobriu um grande tumor maligno em seu colo do útero. Na época, o hospital era um dos poucos que tratava americanos negros pobres. (O estado de Maryland, onde ele está localizado, era um dos que aplicavam as leis Jim Crow de segregação racial).
Segundo o próprio hospital, Henrietta se submeteu a tratamentos com rádio (o elemento químico) para o câncer − o melhor disponível naquela época. Os pesquisadores coletaram biópsias das células cancerígenas sem ela saber ou consentir.
Uma amostra dessas células foi enviada a um laboratório de tecidos próximo − de um médico chamado George Gey. Durante anos, Gey, que era um proeminente pesquisador de câncer e vírus, havia coletado células de todas as pacientes que foram ao Johns Hopkins com câncer cervical, mas todas as amostras morriam rapidamente no laboratório.
O que Gey logo descobriria, entretanto, é que as células de Henrietta Lacks eram diferentes de qualquer outra que ele já tinha visto: em vez de morrerem, elas dobravam a cada 20 a 24 horas.
Na época, as células foram produzidas em massa, com fins lucrativos, sem o reconhecimento à família de Lacks. Mais de 50 milhões de toneladas das células foram distribuídas em todo o mundo, e elas foram objeto de mais de 75 mil estudos.
Hoje, essas células − que passaram a ser chamadas de células "HeLa", a partir das duas primeiras letras do nome e sobrenome de Lacks − são usadas para estudar os efeitos de toxinas, drogas, hormônios e vírus no crescimento de células cancerosas sem que seja necessário fazer experimentos em humanos.
As HeLa já foram usadas para testar efeitos da radiação e dos venenos, para estudar o genoma humano, para aprender mais sobre como os vírus funcionam e, além disso, desempenharam um papel crucial no desenvolvimento da vacina contra a poliomielite.
Também permitiram avanços na vacina do papilomavírus humano (HPV) − que causa o câncer de colo de útero −, em medicamentos para o HIV, câncer, hemofilia, doença de Parkinson, avanços na saúde reprodutiva − incluindo fertilização in vitro −, em pesquisas sobre problemas cromossômicos e, mais recentemente, da própria Covid, segundo a OMS.
[...]
"A vacina contra o HPV foi desenvolvida usando células de Henrietta Lacks. Embora as células tenham sido retiradas sem seu consentimento e sem seu conhecimento, ela deixou um legado que poderia potencialmente salvar milhões de vidas. Devemos isso a ela e sua família obter acesso equitativo a esta vacina inovadora", disse Princesa Nothemba Simelela, Subdiretora Geral para Prioridades Estratégicas e conselheira especial do diretor-geral da OMS.
G1, 13 out. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: 15 dez. 2025.
O câncer de colo de útero que acometeu Henrietta Lacks é resultado de uma desregulação do ciclo celular, caracterizada pela proliferação descontrolada e pela capacidade de invasão e metástase. O estudo das células HeLa , que possuem um cariótipo aneuploide e grande instabilidade genômica, oferece direcionamento sobre o mecanismo de malignidade. Com base na Biologia Celular e Molecular do câncer, analise as seguintes assertivas e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O sucesso das células HeLa em cultura (imortalidade) está relacionado a uma ativação da enzima telomerase, que impede o encurtamento progressivo dos telômeros e a consequente entrada da célula em senescência ou apoptose.
(__)A transição de G1 para S, ponto crucial de checagem do ciclo celular, é controlada pela interação entre ciclinas e quinases dependentes de ciclinas (CdKs). Em células cancerosas, a disfunção de supressores tumorais, como o p53, permite que células com DNA danificado sigam para a replicação.
(__)Em termos moleculares, o câncer surge da acumulação de mutações que ativam oncogenes e inativam genes supressores de tumor, sendo o p53 um exemplo de oncogene.
(__)O tratamento de Henrietta Lacks com o elemento químico rádio baseava-se na propriedade da radiação ionizante de gerar danos extensos no DNA e induzir a morte celular programada (apoptose) nas células tumorais em divisão.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I. Em plantas com reprodução sexuada, os gametas são produzidos por meiose nos esporófitos, enquanto nas espécies com alternância de gerações o gametófito haploide forma gametas por mitose.
II. Nos seres humanos, a puberdade corresponde à fase de ativação hormonal que promove o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e a maturação funcional dos sistemas reprodutores, tornando possível a produção de gametas.
III. Métodos contraceptivos de barreira, como o preservativo, reduzem significativamente o risco de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis, enquanto que métodos hormonais não oferecem proteção contra esses agentes.
IV. Em organismos diploides que seguem dominância completa, indivíduos heterozigotos (Aa) produzem gametas contendo o alelo recessivo em aproximadamente 50% dos casos, conforme a Primeira Lei de Mendel.
Quais estão corretas?