Questões de Concurso Sobre normas e legislações da biblioteconomia em biblioteconomia

Foram encontradas 2.775 questões

Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: EPAGRI Prova: FEPESE - 2023 - EPAGRI - Bibliotecário |
Q2073948 Biblioteconomia
Analise as afirmativas abaixo com base nas regras da norma de abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas.
1. Não se abreviam os títulos constituídos de uma só palavra, simples ou composta, acompanhada ou não do artigo. 2. Abreviam-se todas as palavras do título, e não se devem suprimir artigos, conjunções, preposições e locuções similares. 3. Quando o título do periódico contém sigla ou é constituído de uma sigla, esta é conservada, abreviando-se o resto do título, se for o caso. 4. Quando dois ou mais periódicos têm o mesmo título genérico, abreviado ou não, e o mesmo local de publicação, incorpora-se ao título o nome do editor, usando-se sigla, se houver. 5. Quando o título do periódico contém nome de pessoa, esse nome deve ser abreviado, conforme a lista de abreviaturas apresentada na norma.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FCM Órgão: IFB Prova: FCM - 2023 - IFB - Bibliotecário / Documentalista |
Q2072281 Biblioteconomia
Com base em British Library (2009), no contexto da preservação de documentos, o método de colocar um documento entre duas folhas de material transparente e inerte (poliéster), selando-as ou prendendo-as pelas bordas, consiste no processo de
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FCM Órgão: IFB Prova: FCM - 2023 - IFB - Bibliotecário / Documentalista |
Q2072279 Biblioteconomia
NÃO pertence ao Grupo 1 de entidades do FRBR - Functional Requirements for Bibliographic Records:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FCM Órgão: IFB Prova: FCM - 2023 - IFB - Bibliotecário / Documentalista |
Q2072272 Biblioteconomia
Qual referência a seguir foi elaborada em acordo com a NBR 6023 (ABNT, 2020) em vigor?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FCM Órgão: IFB Prova: FCM - 2023 - IFB - Bibliotecário / Documentalista |
Q2072271 Biblioteconomia
Com base nas regras da ABNT estabelecidas pela NBR 14724/2011 (Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação), é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FCM Órgão: IFB Prova: FCM - 2023 - IFB - Bibliotecário / Documentalista |
Q2072259 Biblioteconomia
De acordo com o Código de Ética e Deontologia do Bibliotecário Brasileiro, aprovado pela Resolução CFB nº 207, de 09 novembro de 2018, que estabelece normas orientadoras de conduta no exercício das atividades profissionais do bibliotecário, é correto afirmar que(,)
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FCM Órgão: IFB Prova: FCM - 2023 - IFB - Bibliotecário / Documentalista |
Q2072256 Biblioteconomia
De acordo com Campello (2019), o International Standard Book Number (ISBN) foi o sistema pioneiro de identificação numérica de documentos.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o ISBN.
( ) Em 1978 a Biblioteca Nacional foi escolhida para ser a agência brasileira do ISBN. ( ) A Lei nº 10753, de 30 de outubro de 2003, que institui a Política Nacional do Livro, obriga a inclusão do ISBN nos livros publicados no Brasil. ( ) O ISBN pode facilitar a automação dos processos de aquisição; pode ser utilizado em catálogos coletivos e em atividades de empréstimo entre bibliotecas.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q2067804 Biblioteconomia
Assinale a alternativa que apresenta os três tipos de notas indicadas pela NBR 10520:2022: 
Alternativas
Q4103965 Biblioteconomia
De acordo com a Resolução n. 05/2013 do Instituto Federal de Goiás (IFG), a declaração de “Nada Consta”, para os casos de demissão e exoneração, será expedida pela biblioteca, conforme solicitação da 
Alternativas
Q4103953 Biblioteconomia
De acordo com a Norma Brasileira (NBR) 6023/2018 da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), qual é a referência para patente? 
Alternativas
Q4103952 Biblioteconomia
De acordo com a Norma Brasileira (NBR) 10520/2002 da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), a definição de citação é 
Alternativas
Q4086841 Biblioteconomia
Considerando a NBR 6023 (ABNT, 2018), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A referência pode ser conceituada como um conjunto de elementos que permite identificar o conteúdo dos documentos, no todo ou em parte.
( ) As referências de documentos eletrônicos devem ser relacionadas em lista específica, ordenada alfabeticamente pelo título.
( ) Os elementos de uma referência podem ser essenciais ou complementares e são extraídos de fontes secundárias de informação.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4086839 Biblioteconomia
Considerando o que estabelece o CCAA2, capítulo 21, em relação à escolha do ponto de acesso principal, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A determinação do ponto de acesso principal de um documento deve ser feita com o uso da fonte principal de informação para esse item, ou por qualquer parte do item que seja usada em sua substituição.
( ) Em caso de obras de natureza administrativa que tratem da própria entidade o ponto de acesso principal deve ser o cabeçalho estabelecido para a entidade correspondente.
( ) Em caso de obras que têm sua autoria compartilhada por duas pessoas sem a responsabilidade principal atribuída a nenhuma delas, a entrada principal do documento deve ser estabelecida pelo seu título.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4083634 Biblioteconomia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.
Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.
Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.
Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.
As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.
Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida."  
A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.
Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.
Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.
O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.
Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.
Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática. O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".
"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
A partir da leitura do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil", analise as afirmações a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Para além da relação de empréstimo de livros, as bibliotecas públicas possibilitam acesso a outras atividades culturais, como saraus, peças de teatro e recitais.
(__) A mercadorização do conhecimento é a causa de as bibliotecas públicas e escolares estarem sendo fechadas desde 2015.
(__) Além das questões culturais, as bibliotecas públicas também podem incentivar pessoas a buscarem por formação na área da Biblioteconomia.
(__) A falta de políticas públicas é um dos reflexos do fechamento das bibliotecas públicas e escolares no Brasil.
Assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Q4083596 Biblioteconomia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.
Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.
Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.
Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.
As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.
Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida."  
A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.
Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.
Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.
O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.
Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.
Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.
O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".
"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.

A partir da leitura do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil", analise as afirmações a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) Para além da relação de empréstimo de livros, as bibliotecas públicas possibilitam acesso a outras atividades culturais, como saraus, peças de teatro e recitais.


(__) A mercadorização do conhecimento é a causa de as bibliotecas públicas e escolares estarem sendo fechadas desde 2015.


(__) Além das questões culturais, as bibliotecas públicas também podem incentivar pessoas a buscarem por formação na área da Biblioteconomia.


(__) A falta de políticas públicas é um dos reflexos do fechamento das bibliotecas públicas e escolares no Brasil.


Assinale a alternativa com a sequência correta: 

Alternativas
Q4083214 Biblioteconomia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.

Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.

Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.

Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas, bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.

As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.

Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida." 

A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma. 

De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.

Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.

Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.

O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente. 

Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.

Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.

O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".

"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
A partir da leitura do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil", analise as afirmações a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Para além da relação de empréstimo de livros, as bibliotecas públicas possibilitam acesso a outras atividades culturais, como saraus, peças de teatro e recitais.
(__) A mercadorização do conhecimento é a causa de as bibliotecas públicas e escolares estarem sendo fechadas desde 2015.
(__) Além das questões culturais, as bibliotecas públicas também podem incentivar pessoas a buscarem por formação na área da Biblioteconomia.
(__) A falta de políticas públicas é um dos reflexos do fechamento das bibliotecas públicas e escolares no Brasil.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4082164 Biblioteconomia
Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil


As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.

Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.

Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.

Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.

As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.

Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida."

A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.

Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.

Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.

O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.

Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.

Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.

O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".

"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
A partir da leitura do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil", analise as afirmações a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Para além da relação de empréstimo de livros, as bibliotecas públicas possibilitam acesso a outras atividades culturais, como saraus, peças de teatro e recitais.

(__) A mercadorização do conhecimento é a causa de as bibliotecas públicas e escolares estarem sendo fechadas desde 2015.

(__) Além das questões culturais, as bibliotecas públicas também podem incentivar pessoas a buscarem por formação na área da Biblioteconomia.

(__) A falta de políticas públicas é um dos reflexos do fechamento das bibliotecas públicas e escolares no Brasil.



Assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Bibliotecário-Documentalista |
Q4081972 Biblioteconomia
Com base na NBR 14724/2011 (Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação), da ABNT, é correto afirmar que  
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Bibliotecário-Documentalista |
Q4081964 Biblioteconomia
Qual referência foi elaborada em desacordo com a NBR 6023 (ABNT, 2020)?




Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Bibliotecário-Documentalista |
Q4081960 Biblioteconomia
Acerca do Código de Ética e Deontologia do Bibliotecário brasileiro, do qual trata a Resolução CFB nº 207, de 09 novembro de 2018, que fixa as normas orientadoras de conduta no exercício de suas atividades profissionais, NÃO corresponde a um dever do bibliotecário
Alternativas
Respostas
821: C
822: A
823: B
824: A
825: D
826: B
827: D
828: E
829: D
830: B
831: A
832: A
833: D
834: C
835: A
836: C
837: E
838: A
839: D
840: E