Questões de Concurso Comentadas sobre educação artística
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O choro é um dos mais originais estilos da nossa música, principalmente instrumental, cuja origem remonta o século XIX. Nascido no Rio de Janeiro, o choro ganhou forte expressão nacional, tornando-se um símbolo da cultura brasileira.
Entre seus artistas representantes, o compositor e flautista, que é considerado o pai desse gênero, tendo entre suas composições “Flor Amorosa”, foi
Do Tupi, veio a denominação do tambor de tronco que daria nome a essa importante manifestação cultural brasileira. Atualmente, o termo é associado principalmente à expressão que envolve festa, música e coreografias características. Apresentado como resultado da união das influências culturais de indígenas, negros e portugueses, é comumente divulgado como uma das mais significativas formas de expressão da identidade paraense, já que essas referências estariam presentes de forma integrada no canto, na música, na dança e na formação instrumental.
Diante desse cenário, constata-se que esse texto descreve a Dança Brasileira
Na Educação Musical Básica, conforme orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a prática instrumental no ensino médio deve contribuir para o desenvolvimento de competências que envolvem a experiência estética, a reflexão crítica e a produção musical em diferentes contextos. Nesse sentido, o professor organiza atividades instrumentais que dialogam com repertórios diversos e com processos de aprendizagem progressivos.
Considerando-se os pressupostos da BNCC aplicados à prática pedagógica da Educação Musical com ênfase em prática instrumental, verifica-se que a(o)
A abordagem do gênero sertanejo pode contribuir para a compreensão crítica de processos sociais, estéticos e mercadológicos da música popular brasileira. Ao analisar a atuação feminina no sertanejo, um professor do ensino médio discorre sobre as transformações históricas, disputas simbólicas e reconfigurações de papéis de gênero no interior desse gênero musical.
Considerando-se uma abordagem pedagógica crítica e contextualizada do sertanejo na Educação Musical, acerca da atuação feminina no sertanejo, verifica-se que a(o)
No âmbito da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Música, do segundo segmento do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, está inserido no componente Arte e orienta-se por princípios que articulam experiências estéticas, processos de criação, fruição, reflexão e contextualização cultural.
À luz das diretrizes da BNCC para o ensino de Música nesses níveis de escolarização, verifica-se que a(o)
Em uma execução coletiva de um trecho musical, diferentes grupos de alunos realizam linhas melódicas simultâneas, cada uma com contornos rítmicos e intervalares próprios, sem que haja uma melodia claramente predominante sobre as demais. Ao final da atividade, o professor solicita que os estudantes identifiquem a textura musical predominante no trecho executado.
Considerando-se essa situação pedagógica e os conceitos de textura musical, a textura musical descrita é
No estudo histórico da música brasileira, o jabá desempenhou papel relevante na mediação entre produção musical e consumo.
Considerando-se os diferentes períodos da indústria fonográfica no Brasil, qual é a relação entre o jabá e o consumo de música no Brasil?
Classificando-se as produções de obras vinculadas ao Clube da Esquina, identifica-se a presença simultânea de elementos associados à MPB, ao rock, ao jazz e à música erudita, o que problematiza sua inserção em categorias tradicionais de gênero musical.
À luz dos fundamentos teóricos sobre gêneros musicais e hibridismo, constata-se que
[...] as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018. p. 194.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que rege a construção dos currículos nacionais. O componente curricular Arte está centrado nas linguagens: Artes visuais, Música, Dança e Teatro. A BNCC propõe que o ensino das diferentes linguagens artísticas articule seis dimensões do conhecimento, promovendo uma abordagem ampla e integrada.
Dentre essas dimensões, destaca-se o conceito de Estesia, que diz respeito
Nos anos 1980, foi criada e difundida no Brasil a Metodologia Triangular para o ensino de Arte, estruturada em três eixos fundamentais: o fazer artístico, a leitura da obra de arte e a contextualização. Após décadas de desenvolvimento, essa proposta permanece relevante, sendo constantemente aprimorada por pesquisas e práticas pedagógicas.
Considere que, em uma aula de artes para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, o(a) docente apresentou aos estudantes uma obra do artista Juan Miró e propôs uma atividade de releitura.
Levando-se em conta o conceito de releitura em uma perspectiva contemporânea do ensino de artes, conclui- -se que a proposta de releitura
Há uma hegemonia do visual no ensino de Arte que limita a leitura e a fruição estética de obras bidimensionais por pessoas com deficiência visual (DV). Diante desse cenário, coloca-se a necessidade de o professor, ao organizar práticas pedagógicas em arte para o aluno com DV, promover o desenvolvimento de sua cultura, sensibilidade, criatividade e conhecimentos.
Como uma estratégia de acessibilidade que possibilita a leitura e a fruição estética de obras de arte planas para estudantes deficientes visuais, de forma a respeitar sua autonomia, destaca-se a
I - Fundamentando II - Interpretando III - Revelando IV - Descrevendo
P - Incentiva a busca por conhecimentos adicionais em campos teóricos, como história da arte, ou conteúdos relativos à crítica da arte, contextos, autor, época e obras em questão. Q - Possibilita a materialização pelo estudante dos aprendizados construídos, por meio da construção de uma produção de sua autoria. R - Possibilita a interpretação da obra e a correlação de sentimentos, ideias ou sensações pelos estudantes, a partir da imagem em questão. S - Favorece a observação da obra analisada e sua investigação, por meio de anotações sobre os detalhes visualmente percebidos. T - Promove a identificação e a comparação dos elementos de estrutura e organização de composição da obra analisada.
As associações corretas são:
De acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, de 17 de outubro de 2003, patrimônio imaterial são
[...] as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os objetos e lugares culturais que estão ligados a essas tradições – que as comunidades e grupos reconhecem como parte de sua cultura. Esse patrimônio é passado de geração em geração e é recriado constantemente pelas comunidades, o que ajuda a criar um sentimento de identidade e continuidade, além de promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/bem-cultural-imaterial/. Acesso em: 01 fev. 2026.
Quando um bem cultural de natureza imaterial é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil, ele é oficialmente registrado, assumindo-se o compromisso institucional de sua preservação e valorização. Os bens imateriais brasileiros podem ser inscritos em quatro categorias de registros, denominadas livros das
Até poucas décadas atrás, a oportunidade de se consumir arte estava restrita aos museus, espaços culturais. A arte e a produção de imagens estavam atreladas aos ateliers e escolas de arte. Hoje, a arte está nas ruas, as imagens povoam as telas dos celulares e os vídeos na internet. Produzir imagens é algo cotidiano, e ser artista envolve outros contextos de produção e consumo. Diante desse novo paradigma, é importante a reflexão sobre as metodologias de ensino de arte. Sobre o tema, Sardelich afirma:
Não cabe mais ao/à educador/a se perguntar o que as/os educandas/os não sabem e propor-se a ensinar- -lhes, e sim o que já sabem e como é possível ampliar as conexões, para que, juntos, possam organizar outros discursos com os saberes-mosaico que todos possuem. Mais do que pensar em representações e artefatos, interessa ao/à educador/a saber o que o grupo de trabalho, que inclui educandas/os e educadoras/ es, quer aprender e o que pode aprender.
SARDELICH, M. E. Leitura de imagens, cultura visual e prática educativa. Cadernos de Pesquisa, v. 36, n. 128, p. 451-472, maio/ago. 2006.
Esse trecho refere-se ao conceito de
Segundo Derdyk,
[...] é fundamental que o arte-educador reconheça em si a capacidade de exercer o ato criativo de forma tão natural quanto comer, dormir e sonhar. O arte-educador, que vivencia o desenho como potência expressiva e poética, dificilmente incorrerá em erros grosseiros de interpretação e avaliação de um desenho.
DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo: Panda Educação, 2010. Adaptado.
Nesse contexto, o desenho, como linguagem que habita o espaço escolar,