Questões de Concurso
Comentadas sobre práticas e mediações educacionais em artes em educação artística
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TEXTO 1
É fato que a música está presente no cotidiano de crianças, jovens e adultos — muitas vezes constituindo uma trilha sonora para diferentes momentos e atividades em suas vidas. As músicas também evocam sentimentos e recordações de momentos e pessoas importantes para cada um — as delineações de que nos fala Lucy Green (1997). Essas delineações são uma dimensão do significado musical, que é também construído com base em significados inerentes — próprios das relações entre os sons.
OLIVEIRA, L. Música na educação do campo: superando estereótipos
e aprimorando a escuta musical por meio da criação de playlists.
Música na Educação Básica, n. 12, 2020 (adaptado).
TEXTO 2
Um professor de Música da Educação de Jovens e Adultos (EJA) convidou os estudantes a construírem playlists individuais intituladas Trilha sonora da minha vida, contendo as cinco músicas mais significativas da sua história pessoal. Após um período para a investigação de sua história musical, os estudantes deveriam compartilhar com a turma sua playlist, relacionando-a com suas memórias de vida. O grupo selecionou algumas das músicas apresentadas para compor o repertório da prática de conjunto, em que foram explorados os aspectos musicais, expressivos e estruturais das músicas.
Com base nas abordagens teóricas sobre diferentes perspectivas acerca da inteligência musical e seu desenvolvimento, estas perspectivas são referentes aos seguintes pesquisadores:
TEXTO 1
Boa parte da confusão sobre a avaliação formal poderia ser evitada se a dimensão da compreensão musical recebesse uma atenção explícita desde o começo. Podemos pensar a compreensão musical revelada por quatro camadas cumulativas — material, expressão, forma e valor — como critérios observáveis em atividades de composição, execução e apreciação.
SWANWICK, K. Ensinando música musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003 (adaptado).
TEXTO 2
Um professor de Música do Ensino Fundamental desenvolveu com suas turmas dos Anos Finais uma sequência didática que intitulou de A música do som da escola. Como forma de inspirá-los nas criações, o professor reproduziu no aparelho de som a obra Relojes, da compositora Judith Akoschky, que explora musicalmente os sons produzidos por diferentes tipos de relógios. Em seguida, o professor solicitou aos estudantes que realizassem um “passeio sonoro pela escola”. Em sala, dividiu a turma em grupos e solicitou-lhes que organizassem os sons percebidos e mapeados em estruturas musicais com início, meio e fim. Orientou que adicionassem às composições elementos expressivos, como variações de intensidades e dinâmicas. O projeto culminou na apresentação das composições musicais.
TEXTO 1
Boa parte da confusão sobre a avaliação formal poderia ser evitada se a dimensão da compreensão musical recebesse uma atenção explícita desde o começo. Podemos pensar a compreensão musical revelada por quatro camadas cumulativas — material, expressão, forma e valor — como critérios observáveis em atividades de composição, execução e apreciação.
SWANWICK, K. Ensinando música musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003 (adaptado).
TEXTO 2
Um professor de Música do Ensino Fundamental desenvolveu com suas turmas dos Anos Finais uma sequência didática que intitulou de A música do som da escola. Como forma de inspirá-los nas criações, o professor reproduziu no aparelho de som a obra Relojes, da compositora Judith Akoschky, que explora musicalmente os sons produzidos por diferentes tipos de relógios. Em seguida, o professor solicitou aos estudantes que realizassem um “passeio sonoro pela escola”. Em sala, dividiu a turma em grupos e solicitou-lhes que organizassem os sons percebidos e mapeados em estruturas musicais com início, meio e fim. Orientou que adicionassem às composições elementos expressivos, como variações de intensidades e dinâmicas. O projeto culminou na apresentação das composições musicais.
( ) Saber improvisar e atuar nas situações de jogos, explorando as capacidades do corpo e da voz.
( ) Estar capacitado para criar cenas escritas ou encenadas, reconhecendo e organizando os recursos para a sua estruturação.
( ) Identificar momentos importantes da história do teatro, da dramaturgia local, nacional internacional, refletindo e relacionando os aspectos estéticos e cênicos.
( ) Valorizar as fontes de documentação, os acervos e os arquivos da produção artística teatral.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
( ) A perspectiva multicultural defende a adoção de um currículo musical universalista, priorizando repertórios europeus e considerando-os representativos da humanidade.
( ) A etnomusicologia crítica, em diálogo com a educação musical, problematiza as relações de poder implicadas na escolha de repertórios, destacando a necessidade de inclusão de músicas de diferentes grupos sociais e étnicos.
( ) O multiculturalismo musical pressupõe a equivalência absoluta entre todas as manifestações musicais, eliminando a necessidade de critérios pedagógicos ou estéticos na escolha dos repertórios.
( ) Segundo Bennett Reimer, o multiculturalismo em música deve restringir-se a atividades de apreciação auditiva, sem implicar práticas de execução ou criação em sala de aula.
( ) A BNCC veda a inclusão de músicas de origem indígena e afro-brasileira, privilegiando apenas repertórios consagrados na tradição escolar ocidental.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Na perspectiva freireana, a educação musical deve ser dialógica e problematizadora, superando a transmissão mecânica de conteúdos.
II. Segundo Libâneo, a didática escolar organiza-se em planejamento, execução e avaliação, o que implica que a educação musical deve estabelecer objetivos claros, metodologias coerentes e critérios avaliativos consistentes.
III. A pedagogia histórico-crítica de Saviani entende a música como atividade espontânea, desvinculada do processo de apropriação do conhecimento historicamente produzido.
IV. Em uma perspectiva tecnicista, a música foi frequentemente reduzida a instrumento de lazer escolar ou treinamento mecânico, sem vínculo com a formação crítica do aluno.
V. As abordagens críticas da educação musical, de acordo com Penna e Del Ben, defendem a valorização da diversidade cultural, não a preservação exclusiva do repertório erudito europeu.
Quais estão corretas?
I. O método de Carl Orff (Orff-Schulwerk) valoriza a integração entre música, movimento e fala, utilizando instrumentos de percussão acessíveis às crianças como recursos pedagógicos.
II. A Rítmica de Émile Jaques-Dalcroze fundamenta-se na experiência corporal e no movimento, concebidos como meios para o desenvolvimento da percepção rítmica e musical.
ΙΙΙ. O método Suzuki nasceu no ensino do violino e enfatiza a audição e a imitação antes da leitura musical, seguindo a ideia da "língua materna" aplicada à música.
IV. A abordagem de Edgar Willems propõe a centralidade da percepção auditiva, buscando desenvolver a escuta ativa e a sensibilidade musical desde as primeiras etapas do aprendizado.
V. O método de Zoltán Kodály baseia-se na voz e no canto coletivo como instrumentos principais de musicalização, utilizando solmização e repertório folclórico.
Quais estão corretas?
( ) Aborda aspectos como a melhora da técnica, a prevenção e cura de traumas, e o desenvolvimento das capacidades expressivas.
( ) Educadores compartilham uma visão de organização corporal e de aprendizagem do movimento que leva em conta o papel determinante do sistema sensitivo motor.
( ) Educadores adotam situações pedagógicas privilegiando um trabalho em lentidão, uma exploração atenta da amplitude articular, uma variação minuciosa do esforço, entre outros aspectos.
( ) A educação somática pode substituir o treinamento mecanicista tradicional da dança, que envolve aspectos como ir rápido, suar, repetir inúmeras vezes o exercício, alongar o músculo no seu limite, sentir onde está puxando e subir a perna bem no alto.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A avaliação em Arte deve ser coerente com os objetivos do componente curricular e com uma concepção de aprendizagem processual. Sobre a avaliação em Arte no Ensino Fundamental, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A avaliação deve priorizar o acompanhamento do processo de criação e expressão do aluno, valorizando suas pesquisas, experimentações e a evolução de seu trabalho ao longo do tempo, em vez de focar apenas no produto final.
(__)O uso de instrumentos como portfólios, diários de bordo e pautas de observação são adequados para registrar o percurso do aluno, suas hipóteses e descobertas, subsidiando uma avaliação formativa.
(__)A avaliação em Arte deve se basear exclusivamente em critérios técnicos de perfeição e semelhança com modelos pré-estabelecidos, atribuindo notas que classifiquem os alunos entre "talentosos" e "sem talento".
(__)A autoavaliação e a avaliação entre pares podem ser estratégias interessantes para envolver os alunos no processo avaliativo, desenvolvendo sua capacidade crítica e a reflexão sobre o próprio trabalho e o dos colegas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
I. Os materiais “em si” não têm o poder de espontaneamente provocar pesquisas sobre diferentes usos e/ou disparar os imaginários infantis; é imprescindível que as professoras criem situações para que as crianças explorem os materiais, suportes e instrumentos, ampliem repertórios, tendo os fazeres da Arte como referência.
PORQUE
II. É urgente e necessário rever o que entendemos por materiais, e, muito além de expandir as ideias sobre eles, também é necessário explorá-los de diferentes formas, pois nada adianta termos instrumentos como trinchas e brochas e diferentes suportes nas salas e as crianças repetirem estereótipos pictóricos e formais que faziam com pincéis e folhas A4.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.