Questões de Concurso Comentadas sobre artes visuais
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No que concerne à experiência estética, assinale a alternativa correta.
No que se refere a processos criativos na escola a partir da abordagem de Klauss Viana, assinale a alternativa correta.
Em relação ao ensino da dança e às políticas de diversidade, assinale a alternativa correta.
No que concerne aos estudos de Rudolf Laban e às suas possíveis implicações no ambiente escolar, assinale a alternativa correta.
Acerca da educação somática como processo de aprendizagem e criação no contexto escolar, assinale a alternativa correta.
Em relação ao corpo poético afrodiaspórico, assinale a alternativa correta.
Assim como em outros estados brasileiros, Goiás possuía ecossistemas que constituíam refúgios ideais aos quilombolas. Ali, os negros que fugiam do trabalho escravo encontravam florestas densas, montanhas inexploradas, cerrados espinhosos, manguezais infestados de mosquitos, ilhas escondidas, inúmeros rios e muita distância dos brancos – tinham, enfim, locais onde levantar quilombos e viver em liberdade.
SILVA, Ana M.; SILVA, Ana P.; TUCUNDUVA, Tatiana. Práticas Corporais
em Comunidades Quilombolas de Goiás. Goiânia: Ed. PUC, 2011.
Considerando essas informações, assinale a alternativa correta.
A respeito da dança no ambiente escolar, assinale a alternativa correta.
No artigo intitulado Artes visuais, diversidade e inclusão: a poética expressiva de adultos com deficiência visual, as pesquisadoras Ana Luiza Ruschel Nunes e Esther Teixeira Okita discutem a questão da inclusão e do acesso ao ensino das artes por parte de adultos deficientes visuais: “a educação especial exige uma formação-pesquisa com aspectos sociais, políticos, artísticos e culturais, inclusivos, sendo necessário pensar a diferença na perspectiva de inclusão social para todos”. Elas citam a pesquisa de Maria Teresa Eglér Mantoan (2005, p. 24), ressaltando o termo de inclusão enquanto: “capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós”.
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RUSCHEL NUNES, Ana Luiza; TEIXEIRA OKITA, Esther. “Artes visuais,
diversidade e inclusão: a poética expressiva de adultos com deficiência
visual.” In: Educação, Artes e Inclusão, Florianópolis, v. 15, n. 2. abr./jun.
2019, pp. 99-124, com adaptações.
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Tendo em vista que o texto expressa mais do que uma simples experiência de convivência com pessoas deficientes em ambientes educacionais, assinale a alternativa correspondente ao verbo que pode substituir o fim da oração “compartilhar com pessoas diferentes de nós” no processo de aprendizagem escolar. -
Em 1790, Immanuel Kant publicou a sua célebre Crítica da faculdade de julgar, por meio da qual o filósofo propõe uma reatualização do sistema de classificação das artes segundo a sua natureza, dividida em três categorias: as “artes da expressão das ideias”, as “artes da palavra” e, finalmente, a “arte do belo jogo das sensações”, que se relaciona à música e à arte das cores. Com base no modelo implantado desde o século 8, o modelo em vigor até então separava, de um lado, as ditas sete artes liberais, divididas entre o trivium [ciências da linguagem] e o quadrivium [ciências dos números].
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A esse respeito, a atividade que fazia parte do grupo do quadrivium é a
O ensino das artes passou por diversas mudanças significativas a partir da década de 1980. Hoje em dia, os métodos de aprendizagem vinculam-se às práticas que percorrem várias atividades baseadas tanto na observação de elementos presentes na natureza quanto na análise dos fenômenos culturais contemporâneos. Na pedagogia tradicional, o ensino da arte continua alinhado ao imperativo mimético que pressupõe a adequação às regras e aos princípios universais. Ele tem como fundamentação metodológica a imitação e a progressão das dificuldades por fins de adquirir a perfeição tanto das formas quanto da destreza para sua execução.
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FERRAZ, Maria Felisminda de Rezende; FUSARI, Maria Heloisa C. de
Toledo. Arte na Educação Escolar. São Paulo: Cortez, 1992, com
adaptações.
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Segundo Fusari e Ferraz, esse imperativo continua dominante na educação artística, dando uma ênfase significativa ao produto do trabalho final por meio do domínio de ferramentas e de uma técnica específica. Com base nessas informações, assinale a alternativa que indica essa técnica.
Ana Mae Barbosa é autora de uma proposta conhecida como Proposta Triangular. Essa proposta surgiu da preocupação e do questionamento dos profissionais do ensino das artes, relacionados aos métodos educativos predominantes na década de 1970, com base na aprendizagem do fazer nas diversas linguagens artísticas, valorizando, sobretudo, a experimentação expressiva e o desenvolvimento da livre expressão.
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BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos
tempos. São Paulo: Perspectiva, 2008, com adaptações.
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A proposta triangular é embasada em três pilares fundamentais: a contextualização, o fazer artístico e a
Em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de 1935, Walter Benjamin analisa as alterações provocadas pelas novas técnicas de produção artística – fotografia e cinema – na esfera da cultura. O principal elemento de seu texto é a tese de a reprodutibilidade técnica provocar a superação do caráter aurático da obra de arte. A autenticidade e a unicidade dão lugar à existência serial e à natureza aberta e fragmentária da obra de arte. A obra de arte pós-aurática passa a desempenhar, segundo Benjamin, uma nova função social.
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ARAÚJO, Bráulio Santos Rabelo de. “O conceito de aura, de Walter
Benjamin, e a indústria cultural”. In: Pós. São Paulo, v. 17 n. 28. p. 120-143,
dez. 2010, com adaptações.
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Tendo em vista o tema do texto, os dois princípios que fundamentam o conceito de aura de uma obra de arte são a
Em seu ensaio intitulado Do espiritual na arte e na pintura em particular, Wassily Kandinski escreveu: “A verdadeira obra de arte nasce do “artista” – criação misteriosa, enigmática, mística. Ela desprende-se dele, adquire vida autônoma, torna-se uma personalidade, um sujeito independente, animado de um sopro espiritual, o sujeito que vive uma existência real – um ser. Não é um fenômeno fortuito que surge aqui ou ali, indiferentemente, no mundo espiritual. Como todo ser vivo, ela é dotada de poderes ativos, sua força criadora não se esgota.”
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KANDINSKY, Wassily. “Do espiritual na arte e na pintura em particular”.
In: LICHESTEIN, Jacqueline, A pintura. São Paulo: Editora 34, p. 28-38.
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No texto de Wassily Kandinsky, o artista aproxima a obra pictórica às leis da necessidade interior, considerando a sua dimensão espiritual. Essas leis dizem respeito, sobretudo, à harmonia das formas e à autonomia das cores, no que tange à (ao)
Reivindicando para o artista o objetivo de traduzir, na obra de arte, a sensação visual imediata, independentemente, e mesmo em oposição, de toda noção convencional da estrutura do espaço e da forma dos objetos, o impressionismo afirmara o valor da sensação como fato absoluto e autônomo: o artista realiza, na sensação, uma condição de plena autenticidade do ser, atinge, na renúncia a qualquer noção habitual, um estado de liberdade total, fornece o exemplo daquela que deve ser a figura ideal do homem moderno, livre de preconceitos e pronto para a experiência direta do real.
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ARGAN, Carlos Giulio. As fontes da Arte Moderna. [Trad. Rodrigo Naves].
In: Novos Estudos. Edição 18, vol. 2. São Paulo: Cebrap, 1987, p. 49-56,
com adaptações.
Conforme esse texto de Carlos Giulio Argan, a maior ruptura ocorrida desde o surgimento do movimento do impressionismo, no que concerne aos movimentos artísticos anteriores, relaciona-se à -
O belo existe em toda parte ao redor de nós. Ele intervém, diz Hegel, “em todas as circunstâncias de vida” como neste “gênio amigo que encontramos em toda parte”. E – isto não deve nos espantar – o único belo que interessa é o belo artístico, o das produções humanas, com a exclusão do belo natural. Por quê? Simplesmente porque o belo artístico é sempre superior ao belo da natureza. É uma produção do espírito e “sendo (o espírito) superior à natureza, sua superioridade comunica-se igualmente a seus produtos e, por conseguinte, à arte”.
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JIMENEZ, Marc. O belo: um “gênio amigável”. In: O que é estética? [Trad.
Fulvia M. L. Moretto]. Col. Focus, vol. 3. São Leopoldo: Editora Unisinos,
[s/d] pp. 167-169, com adaptações.
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No texto apresentado, Marc Jimenez cita o filósofo Hegel, por meio do qual a figura do “gênio amigo” permite definir, de forma adequada, um dos maiores preceitos estéticos que norteiam as produções artísticas do fim do século 18. A que preceito específico o autor se refere?
Acerca da história do ensino das artes visuais no Brasil, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa que indica os três eixos da abordagem triangular.
No que se refere às tendências contemporâneas e aos estudos da cultura visual no ensino das artes visuais no Brasil, assinale a alternativa correta.
Quanto à abordagem triangular, sistematizada por Ana Mae Barbosa, assinale a alternativa correta.