Questões de Concurso
Comentadas sobre história, estética e crítica das artes visuais em artes visuais
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A produção artística desenvolvida nos Países Baixos ao longo do século XVII apresenta características que a distinguem tanto do Barroco italiano quanto do espanhol.
Considerando as relações entre arte, sociedade, religião e mercado nesse contexto, assinale a alternativa que interpreta corretamente o significado histórico e cultural da arte neerlandesa desse período
Mostra no Metropolitan de Nova York exibe as obras nos vibrantes tons usados na época, demolindo o mito da brancura como sinônimo de beleza O arqueólogo alemão Vinzenz Brinkmann, da Universidade Ludwig Maximilian, em Monique, estudava o uso de ferramentas na Antiguidade. Em busca de marcas microscópicas em estátuas da época, ele desenvolveu uma lâmpada capaz de destacar o relevo da superfície e, por mero acaso, encontrou resíduos de pigmentos apagados pela ação do tempo.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/cultura/exposicao-recupera-as-cores-originais-de-estatuas-gregas/. Acesso em: 2 fev. 2026.
Estudos arqueológicos contemporâneos, favorecidos pelo uso de tecnologias, vêm promovendo atualizações na história da arte mundial.
O conceito de beleza clássica, associada à brancura de suas esculturas, foi historicamente estruturado
Sobre a representação da imagem na Idade Média, Visalli e Godoi consideram que
Compreender seu significado, perceber suas funções, seus destinos e os objetos a que aderem são pontos significativos e essenciais para o trabalho com imagens medievais. Queremos olhar para as construções visuais que os medievais elaboraram abrindo a possibilidade de perceber suas escolhas. Uma dessas escolhas diz respeito ao sentido atribuído a essas construções. A imagem medieval foi definida pela historiografia, tanto pelo o que ela foi, como também pela sua negação: o que ela não foi. Esse reconhecimento apresentou a possibilidade de identificar, ainda, o seu caminhar na história, suas transformações e as posições que ao longo do medievo desfrutou.
VISALLI, A. M.; GODOI, P. W. Estudos sobre imagens medie- vais: o caso das iluminuras. Diálogos (Maringá, Impresso) v. 20, n. 3, p. 131, 2016.
Diante do exposto, segundo a perspectiva historiográfica, as Iluminuras da Idade Média
Lygia Clark negou, na expressão da sua arte, o quadro como um apoio para a representação, afirmando-o como objeto-símbolo. Ao criar os Bichos, a artista transita em espaços da arte não desbravados. Para o crítico Ferreira Gullar, o trabalho de Lygia Clark cria uma categoria de obra definida por ele como um não-objeto.
Na arte Neoconcreta, o não-objeto de Lygia Clark
A artista Anitta Malfatti, expoente do Modernismo Brasileiro, contribuiu para as bases de novas estéticas visuais com sua poética particular. Suas cinquenta e três obras expostas em sua segunda exposição individual, na cidade de São Paulo no ano de 1917, impactaram a vida artística do país e abriram caminho para a Semana da Arte Moderna, ocorrida em 1922.
Na produção artística de Anita Malfatti,
Depois dos “ready-made” de Duchamp, a arte nunca mais voltou a ser a mesma. Com ele, o ato criativo foi reduzido a um nível espantosamente rudimentar: à decisão singular, intelectual e largamente aleatória de chamar “arte” a este ou aquele objeto ou atividade. Duchamp deu a entender que a arte podia existir fora dos veículos convencionais e “manuais” da pintura e da escultura, e para além das considerações de gosto; seu ponto de vista era que a arte se relacionava mais com as intenções do artista do que com qualquer coisa que ele fizesse com as próprias mãos ou sentisse a respeito de beleza.
SMITH, Roberta. Arte Conceitual. In: Conceitos da Arte Moderna: com 123 ilustrações. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. p. 2 - 3. Adaptado.
O trecho acima se refere ao seguinte movimento da segunda metade do século XX: