Questões de Concurso Comentadas sobre artes cênicas
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Lugar de diversão ou agência de propaganda, terra prometida ou fórum de debates, eterno ‘como se’ de uma realidade mais elevada ou tela de raio X de uma realidade mais baixa, instituição moral no sentido de Schiller ou ‘reflexão ativa do homem sobre si mesmo’ nas palavras de Novalis, plataforma de lançamento de discussões éticas, ideológicas e filosóficas ou museu para as clássicas estrelas fixas, trilha para o encontro do homem consigo mesmo ou mostra sem inibição das próprias emoções.
BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2006, p. 521.
Arte milenar que sobrevive ao tempo e às condições nem sempre favoráveis ao seu florescimento, o teatro atravessa os séculos se reinventando. Como o próprio ator, o teatro também se traveste com as necessidades do momento e improvisa seu texto modulando-o aos interesses de cada plateia, sendo porta-voz de cada momento histórico.
Assinale a alternativa que relaciona corretamente o universo teatral com sua história.
Questionando-se sobre o valor pedagógico da experiência teatral na escola, o professor de teatro não está a salvo de ouvir definições vagas, apoiadas em chavões como “teatro é cultura”, ou ainda reducionismos que apenas destacam o valor didático no tocante à transmissão de conteúdos e ao desenvolvimento do estudante como indivíduo. Medir a experiência artística como ação pedagógica é um diálogo inconcluso e, portanto, necessário.
Sobre a relação entre a linguagem teatral e a experiência pedagógica em uma perspectiva comunicacional, é correto afirmar que
Durante pelo menos meio século tem-se aceito que o teatro é uma unidade na qual todos os elementos deveriam tentar fundir-se. Com este fim surgiu o diretor. Mas no fundo tem sido principalmente uma questão de unidade externa. Uma fusão de estilos um tanto superficial para que estilos contraditórios não ser choquem. Se levarmos em conta como a unidade interna de um trabalho complexo pode verdadeiramente ser expressa, podemos achar exatamente o oposto: que o choque de externos é essencial.
BROOK,1970 apud FICHER, 2010, p. 158.
Dialogando com Peter Brook, Stela Fischer, em seu livro Processo colaborativo e experiências de companhias teatrais brasileiras (2010), dá especial atenção à figura do diretor/encenador, destacando que, ao invés de desaparecer, a figura do diretor, bem como sua função, são reafirmados e validados.
Em alguns processos colaborativos de encenação teatral, a figura do diretor/encenador é favorável ao sucesso do projeto porque
A maneira correta de se trabalhar a teatralidade na dança em sala de aula é
Em sua obra Uma cartilha para o dançarino moderno, a bailarina Martha Graham afirma:
Eu não desejo ser uma árvore, uma flor ou uma onda. Quando somos espectadores, no corpo de um dançarino devemos ver nós mesmos, não a ação ilimitada das forças; não os fenômenos da natureza, não as criaturas exóticas de outros planetas, mas algum milagre que é o ser humano, motivado, disciplinado.
GRAHAM apud TAVARES, J.; KEISERMAN, N. O corpo cênico: entre a dança e o teatro. São Paulo: Annablume, 2013, p. 73-74.
Com essas palavras, Martha Graham revela sua
Seguindo esse pensamento, a estratégia para se trabalhar a improvisação numa aula de Dança é
Com relação aos fundamentos da educação teatral e das pedagogias do teatro, julgue o item que segue.
O sistema de jogos teatrais proposto por Viola Spolin
fundamenta‐se principalmente em Piaget e Stanislavski.
Propõe como essências do jogo teatral o foco, a
instrução e a avaliação e pretende que o jogador
aprenda a resolver problemas cênicos.
Com relação aos fundamentos da educação teatral e das pedagogias do teatro, julgue o item que segue.
Beatriz Cabral propõe o drama como método de ensino
em que o professor‐personagem medeia por meio da
ação teatral, e não apenas verbalmente. Os alunos
interagem dentro de um contexto de ficção.
Com relação aos fundamentos da educação teatral e das pedagogias do teatro, julgue o item que segue.
Na estética do oprimido, proposta por Augusto Boal, a
palavra, a imagem e o som são considerados como
instrumentos de poder e opressão. Assim, considera que
é dever do cidadão‐artista usar esses canais de opressão
para destruir os dogmas da arte e da cultura, mostrando
que todos os seres humanos são artistas de todas as
artes.
Com relação aos fundamentos da educação teatral e das pedagogias do teatro, julgue o item que segue.
Quando o teatro é utilizado como ferramenta para a
aprendizagem de outras disciplinas (tais como história,
geografia, português), potencializa‐se a aprendizagem
da linguagem teatral e a ação pedagógica se configura
como interdisciplinar.
A ampliação de repertórios estéticos é um dos objetivos do ensino de teatro no ensino médio. Assim, conhecer e(ou) experimentar, por meio de leituras dramáticas e(ou) jogos e cenas, a dramaturgia de autores brasileiros, como Martins Pena, Artur de Azevedo, Nelson Rodrigues, Molière, Vianinha, Oswald de Andrade, Plínio Marcos, Ariano Suassuna etc., é um caminho que pode ser profícuo para essa conquista cultural.
Os estudos sobre recepção e mediação teatral têm se expandido nas últimas décadas no Brasil, contribuindo para ações culturais, artísticas e(ou) pedagógicas realizadas por agentes culturais, artistas e professores que possuem no cerne de sua preocupação o teatro como educação. Com base nesses estudos, julgue o seguinte item.
A variação entre espectador e público acentua
diferentes ênfases: por um lado, o aspecto subjetivo da
relação entre o indivíduo e a obra e, por outro, ações,
tendo em vista o conjunto dos fruidores e a expectativa
da sua ampliação quantitativa.
A pedagogia do espectador defende que a leitura cênica é inventiva e ocorre na tensão entre o modo de produção proposto pelo autor e aquele a que o espectador está habituado (seus horizontes de expectativas).
No livro A linguagem da encenação teatral, Roubine contextualiza historicamente e analisa a encenação como arte autônoma. Acerca dos elementos da linguagem e da encenação teatral, julgue o item a seguir.
O encenador Bertolt Brecht propunha, pelo teatro épico
e suas peças didáticas, o efeito estético da catarse, em
prol da reflexão crítica e politizada do espectador.
No livro A linguagem da encenação teatral, Roubine contextualiza historicamente e analisa a encenação como arte autônoma. Acerca dos elementos da linguagem e da encenação teatral, julgue o item a seguir.
No século XX, as encenações de Meyerhold eram
subordinadas ao mimetismo psicológico ou ao realismo
sociológico, Stanislavski propunha encenações
exclusivamente teatrais, desviando‐se do drama e do
textocentrismo ocidental, e Brecht propunha um teatro
épico, desnudando os equipamentos cênicos no palco.
No livro A linguagem da encenação teatral, Roubine contextualiza historicamente e analisa a encenação como arte autônoma. Acerca dos elementos da linguagem e da encenação teatral, julgue o item a seguir.
Se o cenário pictórico dominou os palcos de teatro até
meados do século XV, a tendência inverteu‐se no teatro
renascentista, com uma nova teoria proposta pelos
cenógrafos Appia e Craig. Cenógrafos das principais
obras de Shakespeare, propuseram encenações
fundamentadas na arquitetura, incluindo elementos
como profundidade e perspectiva.