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Q2259118 Português
A alegria da música

     Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza.
     Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum, que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel. Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como na Rêverie, de Schumann; por vezes é maior que o universo, como no Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo.
      Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim.

(Rubem Alves, Na morada das palavras. Adaptado)
Observe os trechos.
… eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras…(1º parágrafo)
Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino… (último parágrafo)
Os enunciados que substituem respectivamente esses trechos, em conformidade com a norma-padrão de ortografia e emprego do sinal indicativo de crase, são:
Alternativas
Q2259117 Português
A alegria da música

     Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza.
     Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum, que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel. Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como na Rêverie, de Schumann; por vezes é maior que o universo, como no Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo.
      Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim.

(Rubem Alves, Na morada das palavras. Adaptado)
A alternativa que reescreve passagem do texto empregando elementos de coesão por retomada de acordo com a norma-padrão é:
Alternativas
Q2258199 Medicina
Paciente do sexo masculino, 34 anos é atendido com fratura da tíbia esquerda. Ao exame o paciente aparentava ser sindrômico. Possuía baixa estatura, alterações craniofaciais com fontanela anterior aberta, falanges distais curtas, escoliose e malformação dentária com osteomielite de mandíbula em decorrência de cirurgia odontológica.
A principal hipótese diagnóstica é 
Alternativas
Q2258198 Medicina
Na instabilidade dorsal intercalar do carpo
Alternativas
Q2258197 Medicina
No tratamento das fraturas desviadas do colo do fêmur em pacientes idosos, a técnica que apresenta o menor risco de revisão é a
Alternativas
Q2258196 Medicina
O tratamento das fraturas distais do rádio com aparelho gessado antibráquio palmar com flexão acentuada pode acarretar comprometimento da(o)
Alternativas
Q2258195 Medicina
Paciente do sexo feminino apresentando quadro clínico compatível com osteonecrose da epífise femoral proximal. O Rx do quadril em AP e Perfil evidenciou áreas de esclerose e osteólise com envolvimento de 20% da epífise sem colapso.
Segundo a classificação de osteonecrose da Associação de Estudo da Circulação Óssea (ARCO), a paciente apresenta osteonecrose do tipo
Alternativas
Q2258194 Medicina
Segundo Lauge-Hansen, a lesão traumática do tornozelo que se apresenta com lesão do ligamento deltoide associada a lesão do ligamento tíbio-fibular anterior e fratura supra-sindesmoidal da fíbula é classificada como 
Alternativas
Q2258193 Medicina
Em relação à luxação do joelho é correto afirmar que 
Alternativas
Q2258192 Medicina
Em relação à luxação coxo femoral, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2258191 Medicina
Em relação aos acessos cirúrgicos para tratamento de fratura do acetábulo, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2258190 Medicina
Paciente do sexo masculino, 18 anos, refere dor e incapacidade para deambular após trauma leve no joelho esquerdo. Ao exame físico, apresentava aumento de volume no terço distal da coxa; imagens radiológicas constataram lesão lítica central na metáfise distal do fêmur. Ressonância magnética evidenciou comprometimento em partes moles. Após vários exames, foi descartada a presença de metástases. A biópsia fechou o diagnóstico de osteossarcoma clássico.
Segundo a classificação de Enneking, estamos frente a uma lesão estágio
Alternativas
Q2258189 Medicina
Em relação à epifisiolise, é correto afirmar que
Alternativas
Q2258188 Medicina
Segundo a classificação de Delbert para as fraturas da extremidade proximal de fêmur na infância, classifica-se como TIPO II a fratura 
Alternativas
Q2258187 Medicina
No ciclo da marcha normal, em relação à resposta a carga, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2258186 Medicina
Criança de 3 anos de idade portadora de L3 mielomeningocele e luxação bilateral das articulações coxo femorais. A conduta mais indicada nesse caso é
Alternativas
Q2258185 Medicina
O nervo periférico mais frequentemente afetado devido à lesão do plexo braquial associada a fratura do terço médio da clavícula é o
Alternativas
Q2258184 Medicina
A artéria de Adamkiewics é mais comumente achada
Alternativas
Q2258183 Medicina
Dos tumores ou lesões pseudotumorais a seguir relacionados, o mais frequentemente associado a fratura patológica na infância é
Alternativas
Q2258182 Medicina
Criança de quatro anos deu entrada na emergência apresentando fratura em espiral da tíbia esquerda com história de queda duvidosa. A história revela que a criança já apresentou três outras fraturas de ossos longos. A família não soube precisar como essas fraturas ocorreram, nega doenças ósseas na família e questiona sobre a possibilidade de a criança ser portadora de osteogenesis inperfecta (informa que consultou a internet). Exames clínico e de radiografia convencional não indicam esse diagnóstico.
Além dos cuidados da fratura, na abordagem dessa criança deve-se incluir
Alternativas
Respostas
19741: D
19742: A
19743: B
19744: A
19745: E
19746: E
19747: C
19748: B
19749: D
19750: A
19751: B
19752: D
19753: C
19754: D
19755: C
19756: A
19757: A
19758: D
19759: C
19760: E