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A grande novidade na economia brasileira das primeiras décadas do século XIX foi o surgimento da produção do café para exportação. A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia. Foi, porém, no extenso Vale do Rio Paraíba, atravessando uma parte do Rio e de São Paulo, que se reuniram as condições para sua primeira grande expansão em níveis comerciais.
(Boris Fausto, História do Brasil, p. 186)
Sobre tais condições, é correto afirmar que, no Vale do Rio Paraíba,
Da luta entre liberais radicais, de um lado, e moderados e conservadores, de outro, resultaria o Ato Adicional de 1834, forma conciliatória encontrada temporariamente pelos vários grupos em jogo.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república:
momentos decisivos, p. 154)
Segundo a obra citada, o Ato Adicional de 1834
Uma lei de agosto de 1831 criou a Guarda Nacional, em substituição às antigas milícias. Ela era cópia de uma lei francesa do mesmo ano. A ideia consistia em organizar um corpo armado de cidadãos confiáveis, capaz de reduzir tanto os excessos do governo centralizado como as ameaças das ‘‘classes perigosas”. Na prática, a nova instituição ficou incumbida de manter a ordem no município onde fosse formada.
(Boris Fausto, História do Brasil, p. 163-164)
A Guarda Nacional era composta
A tentativa de restringir seus direitos e limitar seus poderes evidentemente não agradou ao imperador. A última gota num copo já cheio ocorreu quando a Assembleia discutiu o direito de veto do imperador – um direito que a maioria dos liberais queria reduzir ao mínimo e alguns chegavam até mesmo a negar-lhe. O conflito entre o imperador e setores da elite interrompeu-se momentaneamente com a vitória do primeiro em 1823, quando enviou tropas para dissolver a Assembleia Constituinte […]. No ano seguinte, o imperador aprovou uma Carta Constitucional.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república:
momentos decisivos, p. 139. Adaptado)
Segundo Emília Viotti da Costa, na Constituição de 1824,
Em março de 1826, o Imperador abre os trabalhos da primeira Assembleia Geral Legislativa. Dessa data até 1831, ano que iria abdicar em favor de seu filho Pedro de Alcântara, assiste-se a um crescente confronto entre a Câmara dos Deputados e o monarca.
Em pouco tempo, a questão sai da tribuna e dos jornais e espraia-se pelas ruas. Partidários dos dois lados entram em choques violentos, um dos quais, no Rio de Janeiro, ficou conhecido como “noite das garrafadas”, quando elementos portugueses atacam oponentes do Imperador.
Finalmente, a 7 de abril de 1831, diante do povo revoltado e das tropas brasileiras amotinadas, Pedro I abdica.
(Hamilton de Mattos Monteiro, Da Independência à
vitória da ordem. Em: Maria Yedda Linhares (org.),
História Geral do Brasil, p. 121. Adaptado)
Segundo Hamilton Monteiro, com a abdicação de dom Pedro I,
Em 1980, o triunfo do movimento sindical Solidariedade como, na verdade, um movimento de oposição pública nacional, brandindo a arma da greve geral, demonstrou duas coisas: que o regime do Partido Comunista do país chegara ao fim da corda; mas também que não podia ser derrubado por agitação de massa. Em 1981, Igreja e Estado concordaram discretamente em adiantar-se ao perigo de intervenção militar soviética (que foi seriamente considerada) com alguns anos de lei marcial sob o comandante das Forças Armadas, que podia, de maneira plausível, alegar legitimidade comunista e nacionalista. A ordem foi restabelecida com pouca dificuldade, mais pela polícia que pelo exército, mas, na verdade, o governo, tão desamparado como sempre para enfrentar os problemas econômicos, nada tinha para usar contra a oposição, que continuou existindo como manifestação organizada da opinião pública do país.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos, p. 461. Adaptado)
O excerto traz referência à
A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os lados, mas sobretudo do lado americano, os governos das duas superpotências aceitaram a distribuição global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial, que equivalia a um equilíbrio de poder desigual, mas não contestado em sua essência.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos)
Nesse sentido, para Eric Hobsbawm, é correto afirmar que
Não se deve julgar o impacto da Grande Depressão apenas, ou mesmo principalmente, por seus efeitos políticos de curto prazo, por mais impressionantes que muitas vezes tenham sido. Trata-se de uma catástrofe que destruiu toda a esperança de restaurar a economia, e a sociedade, do longo século XIX. O período de 1929-33 foi um abismo a partir do qual o retorno a 1913 tornou-se não apenas impossível, como impensável. Três opções competiam agora pela hegemonia intelectual-política.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos, p. 111. Adaptado)
Segundo Eric Hobsbawm, uma dessas opções era
[…] tentando compreender a importância dessas viagens exploratórias para os países europeus, é útil recordar que elas não só deram continuidade como aceleraram o processo de “roedura” do continente e tornaram acaloradas as discussões sobre a partilha, precipitadas pela forte crise do Império Otomano e pelo final do trato negreiro. O marco foi a Conferência de Berlim, cujas consequências para a África fazem-se presentes até os dias atuais.
Muito pouco se sabe acerca do ocorrido nos bastidores da diplomacia europeia, capaz de informar propósitos e resultados das negociações que culminaram em um dos períodos mais violentos da época contemporânea. O que parece consensual, no entanto, foram os quatro principais motivos que levaram à realização da Conferência.
(Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula:
visita à História Contemporânea, p. 59)
Um desses principais motivos, segundo a obra citada, foram
[…] não havia maiores diferenças entre as tensões internacionais que levaram à Primeira Guerra Mundial e as que são subjacentes ao perigo de uma terceira, que as pessoas, nos anos 1980, ainda esperam evitar. Nunca houve, desde 1945, a mínima dúvida quanto aos principais adversários numa terceira guerra mundial: os EUA e a URSS. Mas, em 1880, as coalizões de 1914 não eram previstas. Naturalmente, alguns aliados e inimigos potenciais eram fáceis de discernir.
(Eric J. Hobsbawm, A Era dos Impérios, p. 431-432)
Hobsbawm assinala como inimigos fáceis de discernir
Importante assinalar que os dois padres, Hidalgo e Morelos, defenderam as aspirações dos mais pobres, tomando atitudes radicais. Hidalgo proclamou a abolição da escravidão negra e o fim dos tributos indígenas. Morelos propôs a distribuição de terras, inclusive as da Igreja, para os camponeses. Desse modo, se entende a grande participação de indígenas e camponeses nos exércitos rebeldes, que carregavam à frente o estandarte da Virgem de Guadalupe e que chegaram a contar com 80 mil homens.
(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino,
História da América Latina, p. 37. Adaptado)
O excerto traz elementos acerca do processo de independência
A revolução francesa consigna-se desta maneira um lugar excepcional da história do mundo contemporâneo. Revolução burguesa clássica, ela constitui, para a abolição do regime senhorial e da feudalidade, o ponto de partida da sociedade capitalista e da democracia liberal na história da França. Revolução camponesa e popular, porque antifeudal sem compromisso, tendeu por duas vezes a ultrapassar seus limites burgueses […]
(Albert Soboul, A Revolução Francesa, p. 122)
Uma dessas vezes, segundo Soboul, refere-se
A despeito de tanta abundância, em meados do século XVIII, a velha Espanha deu-se conta de que muitas riquezas obtidas com a exploração dos recursos humanos e naturais americanos haviam sido drenadas para o pagamento de dívidas contraídas com a Inglaterra, país então a caminho da industrialização. No Peru, as autoridades vice-reinais endureceram o sistema de arrecadação tributária e adotaram medidas para fortalecer seu controle sobre a sociedade colonial.
(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino,
História da América Latina, p. 13. Adaptado)
Um efeito dessa reorganização administrativa no Peru, segundo a obra citada, foi
Uma vez completamente destruída a população guarani do Guairá, os paulistas voltaram sua atenção novamente para os Guarani do Sul. Passaram, então, a atacar as missões de Tape e Uruguai, situadas no atual território do estado do Rio Grande do Sul. A situação na província de Tape assemelhava-se àquela do Guairá, na medida em que as reduções ainda eram recém-constituídas (1633-1634) quando dos ataques portugueses (1635-1641).
Por volta de 1640, diversos fatores convergiram para dificultar o cativeiro dos Guarani pelos paulistas.
(John Manuel Monteiro, Negros da terra:
Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, p. 75. Adaptado)
No contexto apresentado, a dificuldade em escravizar os Guarani, segundo Monteiro, tem relação com
A reflexão histórica e social e a ciência política nasceram juntas no Renascimento, num encontro que não foi meramente casual. Desse cruzamento de interesses nasceria outra corrente de pensamento tão original quanto ousada: os utopistas. As obras mais notáveis nesse gênero são a Utopia (1516) de Thomas Morus, a Cidade do Sol (1623) de Campanella e a Nova Atlântida (1626) de Francis Bacon.
(Nicolau Sevcenko, O renascimento, p. 22. Adaptado)
Sobre as três obras utopistas, é correto afirmar que elas, segundo Sevcenko,
O que se deve chamar de feudalismo é o conjunto da formação social dominante no Ocidente da Idade Média Central, com suas facetas política, econômica, ideológica, institucional, social, cultural, religiosa. Uma totalidade histórica, da qual o feudo foi apenas um elemento. No entanto – e procurando não perder essa globalidade de vista –, como examinamos cada uma daquelas facetas nos capítulos correspondentes, vamos aqui nos prender apenas à análise das relações sociais do feudalismo. Ou melhor, do feudo-clericalismo. Este rótulo parece-nos mais conveniente.
(Hilário Franco Júnior,
A Idade Média, nascimento do Ocidente, p. 88-89. Adaptado)
Franco Júnior faz a defesa do termo feudo-clericalismo ao
Uma indicação da expansão demográfica do Ocidente cristão, a partir de meados do século X, está no acentuado crescimento da população urbana naquele período. Enquanto por volta do ano 1 000 talvez não existisse na Europa católica nenhuma cidade com uma população de 10 000 habitantes, no século XIII havia 55 cidades com um número de habitantes superior àquele: duas na Inglaterra, seis na Península Ibérica, oito na Alemanha, 18 na França e Países Baixos, 21 na Itália. Esta última era não apenas a região mais urbanizada do Ocidente como também a que possuía as maiores cidades.
(Hilário Franco Júnior,
A Idade Média, nascimento do Ocidente, p. 23. Adaptado)
Para Hilário Franco Júnior, outro indício dessa expansão demográfica
La nouvelle historire é o título de uma coleção de ensaios editada pelo renomado medievalista francês Jacques Le Goff. A expressão “a nova história” é mais bem conhecida na França e representa a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, que seria convenientemente descrito como “história rankeana”.
(Peter Burke, Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro.
Em: Peter Burke (org.), A escrita da História:
novas perspectivas, p. 9-10. Adaptado)
O contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em alguns pontos, entre os quais, é correto considerar que, segundo o paradigma tradicional,
Em seu livro mais influente, A economia antiga, publicado em 1973, Moses Finley fez questão de expor seus pressupostos teóricos. Seus textos não eram apenas um relato ingênuo do que “aconteceu” na História, mas interpretações colocadas no contexto de um debate científico e político mais amplo, que ultrapassava em muito as fronteiras especializadas da História Antiga.
Nos textos de Finley, as Histórias de Grécia e Roma aparecem unificadas. Elas formam um mundo antigo, greco-romano, diferente do Antigo Oriente Próximo.
(Norberto Luiz Guarinello, História Antiga, p. 36. Adaptado)
Para Finley, a unidade do mundo greco-romano efetiva-se pela
Os historiadores estruturais mostraram que a narrativa tradicional passa por cima de aspectos importantes do passado, que ela simplesmente é incapaz de conciliar, desde a estrutura econômica e social até à experiência e os modos de pensar das pessoas comuns.
(Peter Burke, A história dos acontecimentos e o renascimento
da narrativa. Em: Peter Burke (org.), A escrita da História:
novas perspectivas, p. 338. Adaptado)
Nesse debate, segundo Peter Burke, os historiadores defensores da narrativa observam que a análise de estruturas