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Q3512506 História
Diversos grupos de muçulmanos locais reunidos por um discurso nacionalista comum, em 1947, formaram um grupo revolucionário que contava com homens de escolaridade formal limitada, mas com experiência militar no exército francês. Eles aderiram à Organização Secreta, iniciando uma coleta de armas e dinheiro. Em 1954, contando também com membros das elites culturais e políticas, foi formada a Frente de Libertação Nacional (FLN), que iniciou a guerra de guerrilhas.
O movimento cresceu também como reação à repressão militar do governo francês, tornando-se um movimento nacional que contava com a simpatia da opinião pública de todo o mundo.

(Leila L. Hernandez. A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O excerto aborda contexto histórico relativo à
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Q3512505 História
Para os Três Grandes, o problema político passou a ser muito mais importante. O que interessava era a modelagem do sistema internacional que estava para nascer com o fim da guerra. Para Stalin, Churchill e Roosevelt, tratava-se de criar condições favoráveis para a realização de seus respectivos interesses nacionais.

(Williams da S. Gonçalves. “A Segunda Guerra Mundial”. Em: D.A. Reis Filho; J. Ferreira; C. Zenha. O século XX: O tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, vol. 2. Adaptado)

Considerando o contexto histórico abordado, de acordo com o autor, é correto afirmar que, em síntese, Stalin, Churchill e Roosevelt tiveram, respectivamente, como interesses
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Q3512504 História
Importante assinalar que os dois padres, em especial Morelos, defenderam as aspirações dos mais pobres, tomando atitudes radicais. Hidalgo proclamou a abolição da escravidão negra e o fim dos tributos indígenas. Morelos propôs a distribuição de terras, inclusive da Igreja, para os camponeses. Desse modo se entende a grande participação de indígenas e camponeses nos exércitos rebeldes, que chegaram a contar com 80 mil homens.
Finalmente, em 1821, depois de 10 anos de guerra, da morte de aproximadamente 1 milhão de pessoas (a sexta parte da população) e da devastação da economia, a independência foi alcançada.

(Maria Ligia Prado; Gabriela Pellegrino. História da América Latina. Adaptado)

O excerto se refere ao processo de independência
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Q3512503 História
Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sob a influência da revolução industrial britânica, sua política e ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. Foi a França que fez suas resoluções e a elas deu suas ideias, a ponto de bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes.

(Eric Hobsbawm. A Era das Revoluções: 1789-1848)

Para a obra em referência, são consideradas como parte das heranças da Revolução Francesa para um grande número de países
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Q3512502 História
A curva dos preços dos escravos do engenho Sergipe do Conde, situado no Recôncavo e estudado por Vera Ferlini, desenha o impacto das fases da guerra holandesa. Há uma primeira alta em 1623-24, em consequência da ofensiva naval resultando na tomada de Salvador; um segundo movimento ascendente entre 1629 e 1631, na conquista de Pernambuco; um pico em 1633-34, quando se intensifica o bloqueio naval holandês [...].
Em resumo, as grandes correrias paulistas atrás de indígenas acontecem na fase em que a ruptura das atividades negreiras dobra o preço dos africanos no Brasil.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

O fragmento aborda contexto relativo
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Q3512501 História
Sempre que se evoca o tema do Renascimento, a imagem que imediatamente nos vem à mente é a dos grandes artistas plásticos e de suas obras mais famosas, amplamente reproduzidas e difundidas até nossos dias. Isso nos coloca a questão: por que razão o Renascimento implica esse destaque tão grande dado às artes visuais?

(Nicolau Sevcenko. O Renascimento. Adaptado)

Para responder à pergunta pontuada no excerto, uma das razões apontadas pelo autor consiste no fato de que
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Q3512500 História
As mudanças nas formas da exploração feudal que sobrevieram ao fim da época medieval estiveram, é claro, muito longe de serem insignificantes. De fato, foram precisamente essas mudanças que alteraram as formas do Estado. Em essência, o absolutismo era apenas isto: um aparato de dominação feudal reimplantado e reforçado, concebido para reprimir as massas camponesas de volta a sua posição social tradicional [...].

(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista. Grifos do autor)

Considerando o contexto abordado pelo fragmento, de acordo com o historiador Perry Anderson, o Estado absolutista
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Q3512499 História
De um lado, a cultura erudita, de elite, cultura letrada que, pelo menos até o século XIII, foi eclesiástica do ponto de vista social e latina do ponto de vista linguístico. Conscientemente elaborada, era formalmente transmitida. Por isso, tendia a ser conservadora, a se fundamentar em autoridades.
De outro lado, estava a cultura que já foi chamada de popular, laica ou folclórica, e que preferimos denominar “vulgar”, pois para os medievais esta palavra rotulava sem ambiguidade tudo que não fosse clerical.
Esses dois polos culturais opostos em tantos aspectos não eram impermeáveis um ao outro.

(Hilário Franco Júnior. Idade Média - Nascimento do Ocidente. Adaptado)

Uma das razões pelas quais o autor considera que não havia a mencionada impermeabilidade encontra-se no fato de que
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Q3512498 História
A partir da década de 1980, as Ciências Humanas sofreram uma grande reviravolta, que é denominada, de modo habitual, como a viragem cultural. Os estudos sobre economia e sociedade foram colocados em um segundo plano, e todos os fatos sociais passaram a ser interpretados por uma ótica cultural e simbólica. Todas as afirmações da razão foram colocadas em suspenso e contestadas. Esse movimento foi o início do que chamamos, hoje em dia, de pós-modernismo. Essa mudança teve efeitos profundos na História Antiga, que se tornou, ela também, uma História Cultural.

(Norberto L. Guarinello. História Antiga. Adaptado)

De acordo com o autor, um desses efeitos reside no fato de que
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Q3512497 História
Por exemplo, num quadro como O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, o observador parece ter acesso imediato à cena histórica da proclamação da Independência por D. Pedro I e sua comitiva e, muitas vezes, se esquece de pensar sobre as convenções e linguagens da “pintura histórica”, gênero específico que floresceu no século XIX e que possuía regras próprias de composição, para além da representação “verdadeira” dos fatos históricos retratados.

(Marcos Napolitano. “Fontes audiovisuais – A História depois do papel”. Em: Carla B. Pinsky (Org.). Fontes Históricas)

No fragmento, o historiador Marcos Napolitano exemplifica
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Q3512496 História
Onde não há nada ou quase nada escrito, as tradições orais devem suportar o peso da reconstrução histórica. Elas não farão isso como se fossem fontes escritas. [...] As limitações da tradição oral devem ser amplamente avaliadas, de modo que ela não se transforme em um desapontamento, quando, após longos períodos de pesquisa, resultar uma reconstrução ainda não muito detalhada. O que se reconstrói a partir de fontes orais pode bem ter um baixo grau de confiabilidade, na medida em que não existem fontes independentes para uma verificação cruzada.

(Jan Vansina. Apud G. Prins. “História Oral”. Em: Peter Burke (Org.). A escrita da História: novas perspectivas)

No excerto, Jan Vasina analisa
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Q3512483 História
Fizeram-se poucas concessões à classe operária durante à República Velha. Cumpre notar que a famosa declaração de Washington Luís, emitida durante a sua campanha para governador, segundo a qual “a questão operária era um caso de polícia”, pretendia ser uma expressão liberal – a saber, que não se tratava de um problema de segurança nacional, mas apenas de uma tarefa administrativa. Depois das greves desastrosas de 1917 e 1919, causadas pela exportação de gêneros alimentícios básicos para os Aliados, com a consequente elevação dos preços nacionais, poucas leis se promulgaram com a intenção de apaziguar a mão de obra.

(Warren Dean. “A industrialização durante a República Velha”. In: Boris Fausto (org.) História Geral da Civilização Brasileira: O Brasil Republicano Estrutura de Poder e economia (1889-1930), 1975)

Os movimentos operários, durante a Primeira República brasileira, foram marcados pela
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Q3512480 História
Ainda ocorre na segunda metade do século (XVIII) mais um fator particular que estimula a agricultura brasileira. Até então, o grande gênero tropical fora o açúcar. Outro virá emparelhar-se a ele, e o sobrepujará em breve: o algodão. [...] Os progressos técnicos do século XVIII permitirão o seu aproveitamento em medidas quase ilimitadas.

(Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo, 1994)

O excerto refere-se
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Q3512301 História
Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1° de dezembro, com apenas 24 anos, o príncipe regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do novo país.

(Boris Fausto. História do Brasil, 2000)

A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto,
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Q3511123 Conhecimentos Gerais
Cada país exporta o bem cuja produção é intensiva no fator relativamente abundante. Essa afirmação refere-se ao modelo
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Q3503298 História
Nas primeiras décadas do século XX, o Brasil passou por mudanças importantes no campo da cultura e da ciência, marcadas pela criação de instituições voltadas para o desenvolvimento do conhecimento.
Uma das instituições criadas no Brasil durante o começo do século XX com esse objetivo foi
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Q3503297 História
Leia o trecho a seguir.
Soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária Aliada, estais prestes a embarcar na Grande Cruzada, pela qual temos lutado durante todos estes meses. Os olhos do mundo estão voltados para vós. As esperanças e orações de todos os que amam a liberdade vos acompanham. [...] Tenho total confiança na sua coragem, dedicação ao dever e habilidade em combate. Não aceitaremos nada menos do que a vitória total. Boa sorte! E que todos supliquemos a bênção de Deus Todo-Poderoso sobre essa grande e nobre missão.
Adaptado de: Ordem do Dia do Dia D, declaração emitida aos soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária Aliada, em 6 de junho de 1944.
O trecho se refere à ordem dada aos soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária dos Aliados no Dia D, conhecido como Operação Overlord, na Normandia, um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial.
O resultado do Dia D representou 
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Q3503296 História

Observe a charge a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


(Fonte: Capa da Revista Careta (RJ), 17 de fevereiro de 1934. Adaptado)


A charge, intitulada “O Velho Cordão da Gente Nova”, mostra, em primeiro plano, um grupo de homens formalmente vestidos, apresentados como foliões, liderados por Getúlio Vargas, que carrega uma bandeira com os dizeres “Há uma forte corrente a nosso favor”. Ao fundo, vê-se uma multidão fantasiada, em alusão ao carnaval de rua.


Assinale a opção que identifica corretamente um elemento do Governo Provisório de Getúlio Vargas representado na charge. 

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Q3503295 História
Analise o trecho a seguir, extraído da crônica do Padre Simão de Vasconcellos, jesuíta que esteve no Brasil e escreveu sobre os primeiros contatos dos europeus com os indígenas brasileiros.
E como a curiosidade do homem em procurar saber é tão natural, pretenderam tirar dos índios algumas respostas das dúvidas que tinham e faziam-lhes as seguintes perguntas. Quando os primeiros progenitores de suas gentes entraram a povoar aquelas suas terras? De que parte do mundo vieram? De que nação eram? Por onde, e de que maneira passaram a terras tão remotas, sendo que, não havia entre os antigos embarcações muito mais avançadas do que suas ordinárias canoas? Como não conservaram suas cores? Como não conservaram suas línguas? Como chegaram a degenerar seus costumes? Como alguns dos seus, especialmente os tapuias, chegaram a um estado tão grosseiro que se pode duvidar se eles nasceram de homens, ou se são indivíduos da espécie humana?
E, finalmente, perguntavam quais bondades tinham esta terra e este clima em que vivem? Essas e outras perguntas semelhantes iam fazendo os nossos exploradores aos Índios, segundo as ocasiões que achavam.

Adaptado de: Vasconcelos, Simão. Crônica da Companhia de Jesus, 1668, p. 58.

Com base no trecho, é correto afirmar que a atitude dos europeus durante o primeiro contato com os indígenas que habitavam o Brasil foi marcada pela
Alternativas
Q3503294 História
Leia o trecho a seguir.
A posição dos moradores do hemisfério americano foi, por séculos, puramente passiva; sua existência política era nula. Nós estávamos em um grau ainda mais baixo de servidão e, por isso, com mais dificuldade para nos elevarmos ao gozo da liberdade.
Adaptado de: Bolívar, Simón. Carta de Jamaica, 1815.
O trecho é da Carta da Jamaica, de Simón Bolívar, e trata da independência do continente americano em relação à monarquia hispânica.
Assinale a afirmativa correta acerca do projeto de Simón Bolívar para a América.
Alternativas
Respostas
81: D
82: B
83: E
84: A
85: D
86: E
87: B
88: B
89: C
90: E
91: D
92: B
93: D
94: C
95: B
96: D
97: D
98: A
99: B
100: E