Questões Militares Para médico cardiologista

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Q1964962 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Assinale a alternativa em que a definição apresentada para o termo em destaque está correta.
Alternativas
Q1964961 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Sobre o excerto “O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno [...] queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1964960 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Qual é a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações “A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.”?
Alternativas
Q1964959 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Sobre o primeiro parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1899982 Medicina
Em relação à doença tromboembólica venosa é correto afirmar que
Alternativas
Q1899981 Medicina
Um medicamento inibidor da enzima HMG-CoA redutase é o(a) 
Alternativas
Q1899980 Medicina
Dos anti-hipertensivos relacionados a seguir, assinale a opção mais adequada como monoterapia em um homem de 60 anos sem outras comorbidades e com hipertensão estágio I não responsiva a medidas não-farmacológicas.
Alternativas
Q1899979 Medicina
Assinale a opção que apresenta apenas fatores de risco cardiovasculares não-modificáveis.
Alternativas
Q1899978 Medicina
Identifique o achado de exame físico que pode estar associado à condição identificada na radiografia abaixo.

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q1899977 Medicina
ATENÇÃO: o caso clínico a seguir refere-se à próxima questão.

Homem de 65 anos, com hipertensão arterial, diabetes e história de acidente vascular cerebral isquêmico há cerca de 1 ano, foi atendido na emergência com dor torácica iniciada há 90 minutos. Ao exame estava sonolento, com extremidades frias e sudoreico. Frequência cardíaca 115 bpm e pressão arterial 80 x 40 mmHg. Crepitação nas bases pulmonares e ritmo cardíaco regular em 3 tempos (B3).

O eletrocardiograma de admissão está abaixo.


Após receber o tratamento indicado, o paciente evoluiu com estabilidade clínica até o terceiro dia, quando evoluiu subitamente com rebaixamento do nível de consciência e hipotensão arterial. No exame físico foi identificado um novo sopro sistólico na borda esternal esquerda baixa, com frêmito palpável.
Assinale a complicação mais provável que justifique o quadro. 
Alternativas
Q1899976 Medicina
ATENÇÃO: o caso clínico a seguir refere-se à próxima questão.

Homem de 65 anos, com hipertensão arterial, diabetes e história de acidente vascular cerebral isquêmico há cerca de 1 ano, foi atendido na emergência com dor torácica iniciada há 90 minutos. Ao exame estava sonolento, com extremidades frias e sudoreico. Frequência cardíaca 115 bpm e pressão arterial 80 x 40 mmHg. Crepitação nas bases pulmonares e ritmo cardíaco regular em 3 tempos (B3).

O eletrocardiograma de admissão está abaixo.


Considerando que o paciente foi atendido em um hospital terciário plenamente equipado, a conduta mais adequada é
Alternativas
Q1899975 Medicina
O seguinte agente etiológico está associado à presença de neoplasias colorretais em pacientes com endocardite infecciosa:
Alternativas
Q1899974 Medicina
O seguinte achado clínico constitui um critério maior de Jones para o diagnóstico de febre reumática:
Alternativas
Q1899973 Medicina
No contexto das cardiopatias congênitas detectadas apenas na vida adulta, assinale o achado do exame físico compatível com o defeito apresentado na figura a seguir.

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q1899972 Medicina
O seguinte anticoagulante atua como um inibidor direto da trombina:
Alternativas
Q1899971 Medicina
Homem de 64 anos, tabagista, hipertenso e diabético em tratamento irregular, procura atendimento de urgência relatando dispneia aos pequenos esforços há uma semana associada a tosse com expectoração amarelada e calafrios noturnos. Negava dor torácica, palpitação ou síncope.
Ao exame: taquidispneico, sudoreico, frequência cardíaca 110 bpm; pressão arterial 190 x 110 mmHg, SatO2 86%, temperatura 37,8ºC. Ritmo cardíaco regular, sem sopros, murmúrio reduzido na base direita e com estertores até os ápices pulmonares bilateralmente.
Assinale a melhor alternativa considerando o diagnóstico na sala de emergência, o fator precipitante e a terapêutica medicamentosa imediata a ser instituída.
Alternativas
Q1899970 Medicina
De acordo com as classificações de Stanford e DeBakey para dissecção aórtica, a forma apresentada na figura a seguir corresponde ao tipo

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q1899969 Medicina
Identifique a droga hipoglicemiante a seguir que está associada à redução de mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida.
Alternativas
Q1899968 Medicina
Uma paciente com história de síncope e períodos de bloqueio atrioventricular total foi submetida a implante de marcapasso definitivo.

Imagem associada para resolução da questão

De acordo com sua radiografia de tórax, o tipo de dispositivo mais provável é o
Alternativas
Q1899967 Medicina
Mulher de 58 anos com hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia foi encaminhada para a realização de um risco cirúrgico para colecistectomia por videolaparoscopia. Relata que caminha 3 vezes por semana durante 1 hora, sem limitações. Está em uso de losartana, atenolol, metformina e sinvastatina. Frequência cardíaca: 66 bpm; pressão arterial: 126 x 74 mmHg e o restante do exame físico normal. Eletrocardiograma e laboratório sem alterações.
Em relação ao manejo do risco cardiovascular na avaliação pré-operatória, assinale a opção mais adequada. 
Alternativas
Respostas
421: B
422: E
423: A
424: D
425: A
426: C
427: D
428: C
429: A
430: E
431: B
432: A
433: C
434: E
435: D
436: B
437: A
438: C
439: C
440: B