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Q550449 Português

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Atentando-se para aspectos da construção do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1667291 Enfermagem
Em relação à estratégia de Saúde da Família é correto afirmar que:
Alternativas
Q1667290 Saúde Pública
O Sistema Único de Saúde é composto por serviços:
Alternativas
Q1667289 Enfermagem
É definida como ação de promoção da saúde:
Alternativas
Q1667288 Saúde Pública
O processo de articulação entre os gestores, nos diferentes níveis do Sistema de Saúde, ocorre, preferencialmente,nos seguintes colegiados:
Alternativas
Q1667287 Saúde Pública
O agente comunitário de saúde tem como atribuição em seu processo de trabalho:
Alternativas
Q1667286 Enfermagem
No processo de implantação das equipes de Saúde da Família, a proposta elaborada pelo município deve ser:
Alternativas
Q1667285 Enfermagem
A integralidade da assistência é definida como:
Alternativas
Q1667284 Saúde Pública
Assinale a opção que indica o número máximo de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que uma equipe de Saúde da Família pode ter e o número máximo de pessoas que cada ACS pode acompanhar, de acordo com a Política Nacional de Atenção Básica:
Alternativas
Q1667281 Enfermagem
A responsabilidade pelo financiamento da Atenção Básica é:
Alternativas
Q1667280 Saúde Pública
A regionalização é uma diretriz do Sistema Único de Saúde que tem como objetivo:
Alternativas
Q1667278 Enfermagem
É fundamento da Atenção Básica:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1204763 Medicina
Jogador de tênis amador apresenta quadro de dor no ombro direito, de início insidioso, mas constante com as partidas de tênis. No início a dor incomodava somente após as partidas, porém, após algumas semanas passou a interferir nas atividades pessoais e profissionais e apresentar  dor quando deitava sobre ombro afetado. No consultório médico referiu dor quando elevado o ombro acima do nível da cabeça e a manobra de Jobe estava dolorosa, com diminuição leve da força de abdução do ombro. O teste de Neer foi positivo. A radiografia estava normal, mas a ultrassonografia apresentava presença de líquido na bursa subacromial e espessamento do tendão do supra-espinhoso. A principal hipótese diagnóstica:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1204750 Medicina
Ao ser levantada pelo antebraço esquerdo, criança de três anos inicia quadro de choro com incapacidade de estender o cotovelo, mantendo o mesmo encolhido. Adota essa posição mesmo quando brinquedos ou alimentos são oferecidos. Levada ao pronto-socorro, foi radiografada, não  sendo evidenciadas alterações no cotovelo e no ombro. Após manobra de flexão e supinação forçada, a criança reestabelece os movimentos, aceitando o brinquedo oferecido e movimenta o cotovelo livremente. Nesse caso é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1204726 Medicina
Paciente sofre trauma no antebraço e, ao ser avaliado no pronto-socorro, foi feito diagnóstico de fratura da ulna e luxação da cabeça radial anteriormente. Este tipo de lesão recebe o nome de fratura de:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1194733 Medicina
Paciente jogador de futebol nos finais de semana apresenta dor súbita na face posterior da panturrilha direita durante a partida, que referiu como se fosse uma “pedrada”. Teve que interromper o jogo sendo necessário procurar atendimento médico. Apresentava dificuldade de marcha, manobra de Thompson positiva e depressão na panturrilha. Em face desse quadro clínico é correto afirmar clinicamente uma lesão do tendão:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1194690 Medicina
Para avaliar o comprometimento do tendão do supraespinhal no quadro de dor e incapacidade do ombro utiliza-se a manobra de:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1194666 Medicina
A epifisiólise proximal femoral pode ser detectada no exame radiológico panorâmico da bacia na incidência ânteroposterior, em que traçando-se uma linha sobre a parte superior do colo femoral a mesma: 
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1194571 Medicina
Criança sofre queda de brinquedo infantil com a mão em extensão sentindo fortes dores no cotovelo esquerdo. Levada ao pronto-socorro foi feito diagnóstico de fratura supracondiliana do úmero. No centro cirúrgico, após anestesia, a fratura foi reduzida e gesso axilo-palmar com leve flexão do cotovelo foi aplicado. Após a alta, no dia seguinte, a criança começou a referir dor no antebraço que piorava com a extensão dos dedos e que se manteve forte mesmo após a administração de analgésico oral. Como a dor ainda estava muito intensa, retornou ao pronto-socorro. A complicação ocorrida foi: 
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ISAE Órgão: PM-AM
Q1194563 Medicina
Ao tentar defender um pênalti em partida de futebol, adolescente espalma a bola. Evolui com dor no punho, mas sem perda da movimentação do punho. Por não apresentar melhora da dor procura ambulatório de ortopedia três dias depois, onde, após exame radiográfico, foi constatado alargamento da placa epifisária distal do rádio quando comparada com radiografia contralateral, sem desvio. O paciente foi imobilizado por seis semanas com gesso axilopalmar e se apresentava assintomático após a retirada do aparelho gessado. Radiografia de controle feita com dois meses se apresentava com espessura fisária idêntica ao lado não afetado. Em relação a esse caso é correto dizer que foi:
Alternativas
Respostas
1181: B
1182: B
1183: D
1184: C
1185: A
1186: D
1187: B
1188: A
1189: C
1190: D
1191: C
1192: D
1193: C
1194: D
1195: C
1196: C
1197: D
1198: B
1199: C
1200: A