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Q4350941 Português

Texto para a questão.


“A Inteligência Artificial não é, como supõem os entusiastas do Vale do Silício, uma entidade dotada de consciência; é, antes, um sofisticado simulacro estatístico. No âmago de seus algoritmos, reside a tentativa de mimetizar a cognição humana — tarefa que, se por um lado fascina a ciência, por outro, suscita temores éticos profundos. Aos programadores, cabe o código; à máquina, o processamento; aos filósofos, contudo, resta a árdua missão de definir os limites entre o silício e o espírito.”

A retextualização exige que o redator preserve o núcleo semântico e as relações de subordinação lógica, ainda que altere o gênero textual ou o nível de formalidade. Considere o texto de referência e analise as propostas de reescritura abaixo. Assinale a alternativa que promove a transposição do trecho para um registro técnico-normativo, mantendo a correção gramatical e a fidelidade às inferências originais.
Alternativas
Q4350940 Português

Texto para a questão.


“A Inteligência Artificial não é, como supõem os entusiastas do Vale do Silício, uma entidade dotada de consciência; é, antes, um sofisticado simulacro estatístico. No âmago de seus algoritmos, reside a tentativa de mimetizar a cognição humana — tarefa que, se por um lado fascina a ciência, por outro, suscita temores éticos profundos. Aos programadores, cabe o código; à máquina, o processamento; aos filósofos, contudo, resta a árdua missão de definir os limites entre o silício e o espírito.”

A pontuação é um recurso morfossintático e discursivo que organiza as hierarquias de sentido no interior do período. Com base nas normas da gramática normativa, analise o emprego dos sinais de pontuação no texto acima e assinale a alternativa tecnicamente correta.
Alternativas
Q4350939 Português
No fragmento “...a promessa de lucro rápido seduz o jovem, cega o pai de família e desorganiza o orçamento doméstico”, a organização das orações e termos revela que:
Alternativas
Q4350938 Português
Considerando as relações sintáticas de subordinação estabelecidas no período composto abaixo, bem como a classificação das orações e dos termos que as constituem, analise a estrutura e identifique a alternativa que apresenta interpretação tecnicamente correta, em estrita conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
“Embora os alunos que se dedicaram intensamente ao estudo tenham alcançado bom desempenho, é necessário que se reconheça que a complexidade do conteúdo, cuja abordagem exige domínio teórico aprofundado, impõe dificuldades que nem sempre podem ser superadas apenas com esforço individual.” 
Alternativas
Q4350937 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

Considerando o emprego dos tempos verbais no texto, bem como os efeitos aspectuais decorrentes de suas escolhas na construção do sentido, analise os enunciados e identifique a alternativa que apresenta interpretação tecnicamente correta, em estrita conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa e com a progressão discursiva estabelecida. 
Alternativas
Q4350936 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

Considerando os mecanismos de coesão textual empregados na progressão temática do texto, especialmente no que se refere à referenciação, substituição lexical e uso de conectores, analise o funcionamento dos elementos coesivos e identifique a alternativa que apresenta interpretação tecnicamente correta, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa e com a construção de sentido do texto. 
Alternativas
Q4350935 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

A acentuação gráfica e a ortografia são instrumentos de registro da norma culta que obedecem a princípios fonéticos e morfológicos rigorosos. Com base nas regras vigentes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e na doutrina gramatical contemporânea, examine as proposições abaixo e assinale a única alternativa tecnicamente correta.
Alternativas
Q4350934 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

Considerando as características linguísticas, a organização composicional e a finalidade comunicativa do texto apresentado, bem como a predominância de sequências discursivas, identifica-se que o texto se configura como:
Alternativas
Q4350933 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

A partir das relações implícitas construídas no texto e da articulação entre os exemplos apresentados, infere-se que a narrativa dos casos individuais cumpre a função de:
Alternativas
Q4350932 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

Considerando a organização argumentativa do texto e a construção de seu sentido global, é correto afirmar que a tese central desenvolvida sustenta que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349461 Meio Ambiente
Sobre a gestão de riscos e desastres, considerando exclusivamente os fundamentos do GIRD+10, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349460 Conhecimentos Gerais
No âmbito das políticas públicas contemporâneas, a gestão de riscos e desastres incorpora integração intersetorial, governança multinível e abordagem contínua do ciclo de gestão. Considerando exclusivamente os fundamentos do GIRD+10, marque a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349459 Segurança Pública
No âmbito do planejamento estratégico aplicado à gestão de riscos e desastres, considerando os fundamentos do GIRD+10, à luz da abordagem integrada de riscos e desastres, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349458 Conhecimentos Gerais
Acerca do contexto da gestão de riscos e desastres no Brasil, com base nos referenciais técnicos do modelo GIRD+10, selecione a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349457 Segurança Pública
No campo da gestão de riscos e desastres, diferentes perspectivas têm orientado a formulação e implementação de políticas públicas, refletindo distintas concepções sobre o risco e os modos de intervenção estatal ao longo do tempo. Considerando exclusivamente as diretrizes conceituais da gestão integrada de riscos e desastres, indique a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349456 Inglês

Read the text to answer the question.

 

To begin the dialogue on cultural identity, it is essential to establish a baseline understanding the concept. Culture can be defined by the “totality of that group’s [a community or population] thought, experiences, and patterns of behavior and its concepts, values, and assumptions about life that guide behavior and how those evolve with contact with other cultures.” Cultural identity refers to people who identify themselves with a specific cultural group that has a shared system of symbols and norms for conduct. Recognition of this identity facilitates others’ understanding of the opportunities and challenges faced by individuals within a cultural group. To assist in understanding the basics of cultural identity, symbols and narratives as elements of culture will be examined in this section.

As many of our judgments are based on external observations, it should not be surprising that identities are shaped through use of symbols. According to sociologist Erik Cohen, the use of symbols in defining identity is a universal human trait. Symbols are employed in value systems such as religion, nationalism, social ideologies, and ethnicity. There are times when symbols become so significant to an existing cultural group’s identity that they stand out amongst all other symbols, dominating the narrative of cultural identity of that group. Dominant symbol systems provide “a set of stories, images, landscapes, scenarios, historical events, national symbols, and rituals which represent the shared experiences, sorrows, and triumphs and disasters which give meaning to the nation.” Therefore, understanding how complex symbol systems function and transmit meaning can help with assessing the motivations that underlie a cultural group’s actions. This is key to developing appropriate engagement strategies with cultural groups in urban environments.

Cultural groups use narrativesas a conduit for conveying messages. Narratives can be used as an analytical framework for understanding a wide spectrum of human activities. The stories conveyed through narrative can be viewed as building-blocks of identity in that they enable cultural groups to understand who they are and what they are in relation to others external to their group. In the search to understand cultural identities, knowledge of a cultural group’s narrative is “instructive for understanding how decisions might have come about, the motivations for actions, the causal assumptions drawn, and the arguments put forward, as well as a variety of other actions or variables. ”Therefore, it can be deduced that the future urban environment an Army may find itself operating within will witness a multitude of competing narratives, which may be further exacerbated by competition over limited resources and power.

Source: https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2015-Online-Exclusive-Articles/Cultural-Identity/ Acess: 03/19/2026.

Based on the excerpt, analyze the classification and referential function of the pronouns and choose the alternative in which both are correctly identified.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349455 Inglês

Read the text to answer the question.

 

To begin the dialogue on cultural identity, it is essential to establish a baseline understanding the concept. Culture can be defined by the “totality of that group’s [a community or population] thought, experiences, and patterns of behavior and its concepts, values, and assumptions about life that guide behavior and how those evolve with contact with other cultures.” Cultural identity refers to people who identify themselves with a specific cultural group that has a shared system of symbols and norms for conduct. Recognition of this identity facilitates others’ understanding of the opportunities and challenges faced by individuals within a cultural group. To assist in understanding the basics of cultural identity, symbols and narratives as elements of culture will be examined in this section.

As many of our judgments are based on external observations, it should not be surprising that identities are shaped through use of symbols. According to sociologist Erik Cohen, the use of symbols in defining identity is a universal human trait. Symbols are employed in value systems such as religion, nationalism, social ideologies, and ethnicity. There are times when symbols become so significant to an existing cultural group’s identity that they stand out amongst all other symbols, dominating the narrative of cultural identity of that group. Dominant symbol systems provide “a set of stories, images, landscapes, scenarios, historical events, national symbols, and rituals which represent the shared experiences, sorrows, and triumphs and disasters which give meaning to the nation.” Therefore, understanding how complex symbol systems function and transmit meaning can help with assessing the motivations that underlie a cultural group’s actions. This is key to developing appropriate engagement strategies with cultural groups in urban environments.

Cultural groups use narrativesas a conduit for conveying messages. Narratives can be used as an analytical framework for understanding a wide spectrum of human activities. The stories conveyed through narrative can be viewed as building-blocks of identity in that they enable cultural groups to understand who they are and what they are in relation to others external to their group. In the search to understand cultural identities, knowledge of a cultural group’s narrative is “instructive for understanding how decisions might have come about, the motivations for actions, the causal assumptions drawn, and the arguments put forward, as well as a variety of other actions or variables. ”Therefore, it can be deduced that the future urban environment an Army may find itself operating within will witness a multitude of competing narratives, which may be further exacerbated by competition over limited resources and power.

Source: https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2015-Online-Exclusive-Articles/Cultural-Identity/ Acess: 03/19/2026.

Considering the distinction between true cognates and false cognates, as well as basic word formation processes in English, choose the alternative in which the lexical and/or morphological analysis is correct.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349454 Inglês

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To begin the dialogue on cultural identity, it is essential to establish a baseline understanding the concept. Culture can be defined by the “totality of that group’s [a community or population] thought, experiences, and patterns of behavior and its concepts, values, and assumptions about life that guide behavior and how those evolve with contact with other cultures.” Cultural identity refers to people who identify themselves with a specific cultural group that has a shared system of symbols and norms for conduct. Recognition of this identity facilitates others’ understanding of the opportunities and challenges faced by individuals within a cultural group. To assist in understanding the basics of cultural identity, symbols and narratives as elements of culture will be examined in this section.

As many of our judgments are based on external observations, it should not be surprising that identities are shaped through use of symbols. According to sociologist Erik Cohen, the use of symbols in defining identity is a universal human trait. Symbols are employed in value systems such as religion, nationalism, social ideologies, and ethnicity. There are times when symbols become so significant to an existing cultural group’s identity that they stand out amongst all other symbols, dominating the narrative of cultural identity of that group. Dominant symbol systems provide “a set of stories, images, landscapes, scenarios, historical events, national symbols, and rituals which represent the shared experiences, sorrows, and triumphs and disasters which give meaning to the nation.” Therefore, understanding how complex symbol systems function and transmit meaning can help with assessing the motivations that underlie a cultural group’s actions. This is key to developing appropriate engagement strategies with cultural groups in urban environments.

Cultural groups use narrativesas a conduit for conveying messages. Narratives can be used as an analytical framework for understanding a wide spectrum of human activities. The stories conveyed through narrative can be viewed as building-blocks of identity in that they enable cultural groups to understand who they are and what they are in relation to others external to their group. In the search to understand cultural identities, knowledge of a cultural group’s narrative is “instructive for understanding how decisions might have come about, the motivations for actions, the causal assumptions drawn, and the arguments put forward, as well as a variety of other actions or variables. ”Therefore, it can be deduced that the future urban environment an Army may find itself operating within will witness a multitude of competing narratives, which may be further exacerbated by competition over limited resources and power.

Source: https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2015-Online-Exclusive-Articles/Cultural-Identity/ Acess: 03/19/2026.

Based on the excerpt, choose the alternative that correctly interprets the meaning of the verb forms, especially modal verbs, in context.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349453 Inglês

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To begin the dialogue on cultural identity, it is essential to establish a baseline understanding the concept. Culture can be defined by the “totality of that group’s [a community or population] thought, experiences, and patterns of behavior and its concepts, values, and assumptions about life that guide behavior and how those evolve with contact with other cultures.” Cultural identity refers to people who identify themselves with a specific cultural group that has a shared system of symbols and norms for conduct. Recognition of this identity facilitates others’ understanding of the opportunities and challenges faced by individuals within a cultural group. To assist in understanding the basics of cultural identity, symbols and narratives as elements of culture will be examined in this section.

As many of our judgments are based on external observations, it should not be surprising that identities are shaped through use of symbols. According to sociologist Erik Cohen, the use of symbols in defining identity is a universal human trait. Symbols are employed in value systems such as religion, nationalism, social ideologies, and ethnicity. There are times when symbols become so significant to an existing cultural group’s identity that they stand out amongst all other symbols, dominating the narrative of cultural identity of that group. Dominant symbol systems provide “a set of stories, images, landscapes, scenarios, historical events, national symbols, and rituals which represent the shared experiences, sorrows, and triumphs and disasters which give meaning to the nation.” Therefore, understanding how complex symbol systems function and transmit meaning can help with assessing the motivations that underlie a cultural group’s actions. This is key to developing appropriate engagement strategies with cultural groups in urban environments.

Cultural groups use narrativesas a conduit for conveying messages. Narratives can be used as an analytical framework for understanding a wide spectrum of human activities. The stories conveyed through narrative can be viewed as building-blocks of identity in that they enable cultural groups to understand who they are and what they are in relation to others external to their group. In the search to understand cultural identities, knowledge of a cultural group’s narrative is “instructive for understanding how decisions might have come about, the motivations for actions, the causal assumptions drawn, and the arguments put forward, as well as a variety of other actions or variables. ”Therefore, it can be deduced that the future urban environment an Army may find itself operating within will witness a multitude of competing narratives, which may be further exacerbated by competition over limited resources and power.

Source: https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2015-Online-Exclusive-Articles/Cultural-Identity/ Acess: 03/19/2026.

In the sentence “it is essential to establish a baseline understanding of the concept”, the word “baseline”, as used in context, most nearly means:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349452 Inglês

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To begin the dialogue on cultural identity, it is essential to establish a baseline understanding the concept. Culture can be defined by the “totality of that group’s [a community or population] thought, experiences, and patterns of behavior and its concepts, values, and assumptions about life that guide behavior and how those evolve with contact with other cultures.” Cultural identity refers to people who identify themselves with a specific cultural group that has a shared system of symbols and norms for conduct. Recognition of this identity facilitates others’ understanding of the opportunities and challenges faced by individuals within a cultural group. To assist in understanding the basics of cultural identity, symbols and narratives as elements of culture will be examined in this section.

As many of our judgments are based on external observations, it should not be surprising that identities are shaped through use of symbols. According to sociologist Erik Cohen, the use of symbols in defining identity is a universal human trait. Symbols are employed in value systems such as religion, nationalism, social ideologies, and ethnicity. There are times when symbols become so significant to an existing cultural group’s identity that they stand out amongst all other symbols, dominating the narrative of cultural identity of that group. Dominant symbol systems provide “a set of stories, images, landscapes, scenarios, historical events, national symbols, and rituals which represent the shared experiences, sorrows, and triumphs and disasters which give meaning to the nation.” Therefore, understanding how complex symbol systems function and transmit meaning can help with assessing the motivations that underlie a cultural group’s actions. This is key to developing appropriate engagement strategies with cultural groups in urban environments.

Cultural groups use narrativesas a conduit for conveying messages. Narratives can be used as an analytical framework for understanding a wide spectrum of human activities. The stories conveyed through narrative can be viewed as building-blocks of identity in that they enable cultural groups to understand who they are and what they are in relation to others external to their group. In the search to understand cultural identities, knowledge of a cultural group’s narrative is “instructive for understanding how decisions might have come about, the motivations for actions, the causal assumptions drawn, and the arguments put forward, as well as a variety of other actions or variables. ”Therefore, it can be deduced that the future urban environment an Army may find itself operating within will witness a multitude of competing narratives, which may be further exacerbated by competition over limited resources and power.

Source: https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2015-Online-Exclusive-Articles/Cultural-Identity/ Acess: 03/19/2026.

According to the text, cultural identity can be understood as:
Alternativas
Respostas
41: C
42: A
43: B
44: C
45: D
46: A
47: D
48: C
49: B
50: A
51: B
52: C
53: A
54: D
55: A
56: B
57: B
58: C
59: A
60: D