Questões Militares
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Baseando-se em Hirata (2002), no que tange aos procedimentos gerais para segurança no armazenamento e no manuseio de produtos e resíduos químicos, analise as afirmativas abaixo.
I. Estocar segundo a compatibilidade das substâncias químicas.
II. Organizar o armazenamento em ordem alfabética e em locais iluminados.
III. Estocar em ambientes de estufa, iluminados pela energia elétrica ou luz solar.
Está(ão) correta(s) a(s) a afirmativa(s)
Sobre as principais funções das apolipoproteínas, componentes proteicos das lipoproteínas, analise as afirmativas abaixo.
I. Impedem a atividade das enzimas que agem nas lipoproteínas.
II. Mantêm a integridade estrutural do complexo lipoprotéico.
III. Facilitam a captação de lipoproteína agindo como ligandos para receptores de superfície celular específicos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Conforme Burtis et. al. (2008), o metabolismo da lipoproteína comumente é dividido nas vias exógena, endógena, transporte de colesterol intracelular e transporte reverso de colesterol. Nesse sentido, associe as duas colunas relacionando as referidas vias com suas respectivas características.
(1) Via exógena
(2) Via endógena
(3) Via de transporte reverso de colesterol
(4) Via de transporte de colesterol intracelular
( ) a sua função primária é transferir os lipídios derivados do fígado, especialmente triglicerídeos, para as células periféricas para metabolismo de energia.
( ) a sua função é remover o excesso de colesterol celular das células periféricas e retorná-lo para o fígado para excreção.
( ) seu papel é o transporte de lipídios dietéticos que são absorvidos pelo intestino até o fígado e células periféricas e é amplamente mediado pelos quilomícrons.
( ) sua via representa os vários mecanismos homeostáticos que as células usam para manter seu equilíbrio de colesterol.
A sequência correta dessa classificação é
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo sobre a hemoglobinopatia e, a seguir, marque a opção com a sequência correta.
( ) A amostra preferível para a investigação de hemoglobinas é uma amostra fresca de sangue em ácido tranexâmico.
( ) Nas hemoglobinopatias, a CBC apresenta alterações consistentes em diversas variantes de hemoglobina.
( ) O sequenciamento de DNA ou espectroscopia de massa fornecem informação definitiva quanto à hemoglobinopatia.
( ) Os parâmetros de CBC e cálculos ou o esfregaço de sangue periférico fornecem o diagnóstico definitivo de talassemia ou hemoglobinopatias.
Sobre os eritrócitos presentes no sangue de uma pessoa saudável, analise as afirmativas abaixo.
I. Eles variam no conteúdo de hemoglobina, tamanho, morfologia, propriedades de coloração e estrutura.
II. Quando não agrupados, aparecem como discos circulares homogêneos de tamanho praticamente uniforme, variando de 6 a 8μm em diâmetro.
III. As células individuais podem variar em tamanho, desde pequenas, apresentando 5,5μm até grandes, com 9,5μm.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo, baseando-se nos Princípios Fundamentais que devem reger o exercício profissional do farmacêutico, nos termos do Código de Ética da Profissão Farmacêutica. A seguir, marque a opção com a sequência correta.
( ) O farmacêutico deve negar-se a realizar atos que, embora autorizados por lei, sejam contrários aos ditames da ciência e da técnica, comunicando o fato, quando for o caso.
( ) Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão.
( ) O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar, de forma contínua, o desempenho de sua atividade profissional.
( ) Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão.
Segundo a Resolução RDC nº 302/2005, o laboratório clínico deve
I. possuir alvará atualizado, expedido pela prefeitura ou órgão competente.
II. possuir um profissional legalmente habilitado como responsável técnico.
III. estar inscrito no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES.
IV. dispor de instruções escritas e atualizadas das rotinas técnicas implantadas.
Assim, no que tange à organização, estão corretas as afirmativas
Em casos de paciente com suspeita ou confirmação de deterioração na função renal, o exame de urina é muito importante. Além de química e microscopicamente, a urina também deve ser examinada visualmente. Dessa forma, analise as afirmativas abaixo.
I. Hemoglobina e mioglobina dão uma coloração que varia entre rosa, vermelho e marrom, dependendo da concentração.
II. Turvação em uma amostra fresca de urina pode indicar infecção, mas também pode ser causada por partículas adiposas em pacientes com síndrome nefrótica.
III. O excesso de espuma quando se agita a urina sugere proteinúria, achado comum em pacientes com insuficiência renal.
Estão corretas as afirmativas
De acordo com Ferreira et. al. (2001), no que tange ao imunoensaio fluorescente, analise as afirmativas abaixo.
I. Caracteriza-se como método direto de medida da dispersão de uma luz incidente por partículas em suspensão.
II. É utilizado para detecção e quantificação de drogas, hormônios, proteínas e peptídios em fluidos biológicos.
III. Trata-se de um ensaio rápido, sensível e adaptável à automação, sendo uma alternativa ao radioimunoensaio e ao enzimaimunoensaio.
IV. Pode ser heterogêneo, ou de fase sólida e homogêneo, ou de fase fluida.
Estão corretas apenas as afirmativas
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)
Considere alguns usos da partícula “que”, na coluna da direita, e os classifique morfologicamente conforme a coluna da esquerda. A seguir, marque a alternativa que apresenta a classificação correta.
(1) Pronome
(2) Conjunção
( ) “O que consigo” (1º§).
( ) “comigo que formam” (2º§).
( ) “Mas que seria” (3º§).
( ) “mais que o esforço” (3º§).
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)