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Inocência não aparecia.
Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto.
– Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade.
E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando as preces que costumava recitar antes de se deitar.
Uma noite, disse ela:
– Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de hoje...
E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando:
– Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...)
Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha-lhe o peito em fogo...
(Visconde de Taunay, Inocência.)
Inocência não aparecia.
Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto.
– Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade.
E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando as preces que costumava recitar antes de se deitar.
Uma noite, disse ela:
– Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de hoje...
E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando:
– Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...)
Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha-lhe o peito em fogo...
(Visconde de Taunay, Inocência.)
Inocência não aparecia.
Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto.
– Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade.
E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando as preces que costumava recitar antes de se deitar.
Uma noite, disse ela:
– Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de hoje...
E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando:
– Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...)
Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha-lhe o peito em fogo...
(Visconde de Taunay, Inocência.)
I. A protagonista apresenta características românticas, tais como a religiosidade e a disposição para o sacrifício em nome do amor.
II. A personagem principal não consegue realizar suas aspirações, tendo em vista que está submetida a um ambiente de estrutura conservadora e patriarcalista.
III. O narrador incorpora, em seu discurso, a linguagem coloquial com que as personagens se comunicam.
Está correto o que se afirma em
Instrução: Leia o texto, extraído de uma entrevista concedida a Clarice Lispector por Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

O pronome relativo que exerce a função de objeto direto, e não
de sujeito, apenas no trecho
Instrução: Leia o texto, extraído de uma entrevista concedida a Clarice Lispector por Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

Ao usar a expressão trapézio voador para representar o ofício de
escritor, a entrevistada lança mão de uma figura de linguagem
denominada
Instrução: Leia o texto, extraído de uma entrevista concedida a Clarice Lispector por Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

A pergunta feita pela entrevistadora liga-se a um aspecto da criação literária que pode ser expresso pela palavra
Instrução: Para responder à questão, leia a estrofe, que faz parte de um poema de Camões.
O prado, as flores brancas e vermelhas
Está suavemente apresentando;
As doces e solícitas abelhas,
Com um brando sussurro vão voando;
As mansas e pacíficas ovelhas,
Do comer esquecidas, inclinando
As cabeças estão ao som divino
Que faz, passando, o Tejo cristalino.
(Luís Vaz de Camões. Obra completa, 1988.)
Um caso de posposição do sujeito em relação ao verbo ocorre
no verso
Instrução: Para responder à questão, leia a estrofe, que faz parte de um poema de Camões.
O prado, as flores brancas e vermelhas
Está suavemente apresentando;
As doces e solícitas abelhas,
Com um brando sussurro vão voando;
As mansas e pacíficas ovelhas,
Do comer esquecidas, inclinando
As cabeças estão ao som divino
Que faz, passando, o Tejo cristalino.
(Luís Vaz de Camões. Obra completa, 1988.)
I. É uma característica do Classicismo renascentista que resulta da tentativa de imitar a sintaxe do Latim clássico.
II. Prende-se à necessidade de preservar as rimas, revelando uma preocupação com a perfeição formal.
III. Contribui de maneira decisiva para se alcançar a pretendida regularidade rítmica.
Está correto o que se afirma em
Instrução: Para responder à questão, leia a estrofe, que faz parte de um poema de Camões.
O prado, as flores brancas e vermelhas
Está suavemente apresentando;
As doces e solícitas abelhas,
Com um brando sussurro vão voando;
As mansas e pacíficas ovelhas,
Do comer esquecidas, inclinando
As cabeças estão ao som divino
Que faz, passando, o Tejo cristalino.
(Luís Vaz de Camões. Obra completa, 1988.)
A estrofe exemplifica a lírica clássica portuguesa, na qual
Meu benzinho adorado (...) eu te peço por tudo o que há de mais sagrado que você me escreva uma cartinha sim dizendo como é que você vai que eu não sei eu ando tão zaranza por causa do teu abandono eu choro e um dia pego tomo um porre danado que você vai ver e aí nunca mais mesmo que você me quer e sabe o que eu faço eu vou-me embora para sempre e nunca mais vejo esse rosto lindo que eu adoro porque você é toda a minha vida e eu só escrevo por tua causa ingrata (...) do teu definitivo e sempre amigo...
(Vinícius de Moraes. Antologia poética, 1981.)
O substantivo porre pertence à variante popular da língua, assim
como, tendo em vista o contexto, a forma verbal
O Brasil na fossa
O Imperador dom Pedro II iniciou a construção de esgotos no Brasil em 1857. Só a inglesa Londres e a alemã Hamburgo dispunham, então, de sistemas de coleta de dejetos. O Rio de Janeiro, a capital imperial, tornou-se a terceira cidade do mundo a investir nessa infraestrutura. O pioneirismo nacional no quesito saneamento terminou aí. Mais de 150 anos depois, 45% dos domicílios brasileiros ainda permanecem desconectados do sistema de escoamento. Nesses lares, 90 milhões de pessoas usam fossas sépticas ou, pior, despejam seus excrementos em valas a céu aberto ou diretamente nos rios e no mar.
(Veja, 25.05.2011.)
Reproduz-se uma informação do texto de modo correto e coerente em:
O Brasil na fossa
O Imperador dom Pedro II iniciou a construção de esgotos no Brasil em 1857. Só a inglesa Londres e a alemã Hamburgo dispunham, então, de sistemas de coleta de dejetos. O Rio de Janeiro, a capital imperial, tornou-se a terceira cidade do mundo a investir nessa infraestrutura. O pioneirismo nacional no quesito saneamento terminou aí. Mais de 150 anos depois, 45% dos domicílios brasileiros ainda permanecem desconectados do sistema de escoamento. Nesses lares, 90 milhões de pessoas usam fossas sépticas ou, pior, despejam seus excrementos em valas a céu aberto ou diretamente nos rios e no mar.
(Veja, 25.05.2011.)
Considerado o contexto, o advérbio então pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido, pela expressão
I. Ele foi conosco ao baile de formatura.
II. Nós se divertimos muito até altas horas.
III. Na volta para casa, ele pediu para eu dirigir o carro, pois estava cansado.
É correto o que se apresenta em

Na frase - Temos uma situação seriíssima a discutir. - um antônimo para o termo em destaque é
Considere os quadrinhos para responder à questão.

Considere as afirmações.
I. Em - Os alistamentos estão caindo. - a forma verbal em destaque indica uma ação já concluída.
II. Em - O futuro parece nebuloso. - o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por sombrio ou incerto.
III. Pela última cena, conclui-se que o general conseguiu seu objetivo que era impressionar, positivamente, os integrantes de sua equipe.
É correto o que se afirma em

- As estimativas originais estavam cheias de furos. - a expressão em destaque foi empregada em sentido

Pela leitura dos quadrinhos, é correto afirmar que o general usou efeitos especiais, durante a reunião, porque
Um erro de português levou a polícia a prender sete integrantes de uma quadrilha suspeita de roubar R$ 15 milhões da sede da transportadora de valores Protege, na Água Branca, zona oeste de São Paulo.
O grupo se preparava para invadir um condomínio de luxo na Lapa anteontem e foi descoberto porque, do lado de fora do Fiat Dobló que seria usado para entrar no local, os bandidos usaram adesivos com a inscrição “Impório Santa Maria", em referência a um conhecido empório da cidade. No veículo, foram presos três homens e com eles havia ferramentas para arrombar cofres.
Outros quatro homens foram presos em outro veículo na mesma rua. No carro havia fuzis, uma metralhadora e duas pistolas, além de radiocomunicadores, coletes à prova de bala e camisetas similares às da Polícia Federal
Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic, a polícia identificou o grupo pela investigação do caso Protege.
(Folha de S.Paulo, 10.11.2007. Adaptado)