Questões Militares
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Portanto, a conclusão cínica é que ao destino deve ser debitado tudo o que contribuiu para a morte de 230 pessoas e ferimentos em mais 100: superlotação, plano de prevenção vencido, inexistência de saída de emergência, artefatos pirotécnicos com fogos de artifício, uso de ' revestimento acústico altamente inflamável, falta de fiscalização. Em suma, como disse o delegado logo após as primeiras investigações, "a boate Kiss não podia estar funcionando".
A bem da verdade mesmo, o nome para a cu pa por esse e outros episódios trágicos não e fatalidade, mas impunidade, uma espécie de mãe de todos os vícios nacionais, não apenas da corrupção. Aqui se faz e aqui em geral não se paga.
Pode-se alegar que incêndios em boates acontecem em toda parte - no Japão, na China, na Europa, na Argentina. De fato. Mas a diferença é que em Buenos Aires, por exemplo, tragédia semelhante ocorrida em 2004, com 194 mortos, levou o dono à prisão por anos e provocou mudanças drásticas no sistema de segurança das casas noturnas.
Aqui, há 52 anos houve o incêndio do circo de Niterói, o maior da história. A comoção geral, a repercussão internacional, a mobilização das autoridades (o então presidente Jango visitou as . vítimas, o Papa enviou mensagem de solidariedade, houve jogo com Pelé e Garrincha), a indignação e o clamor popular foram parecidos com a reação de agora.
Acreditava-se que a morte de mais de 500 pessoas iria pelo menos servir de lição, pois as autoridades prometeram logo "rigorosa apuração da culpa" e medidas enérgicas de segurança.
Mais ou menos como naquela época, as inúmeras promessas de providências estão disputando espaço no noticiário com o relato de dor dos que ficaram.
Governadores e prefeitos anunciam varreduras e em algumas cidades estabelecimentos ja foram interditados por falta de segurança.
Por que só agora?
De qualquer maneira, vamos esquecer que as providências já deveriam ter sido tomadas muito antes, pois mais do que legislação o que falta é aplicação da lei e fiscalização, e vamos torcer para que dessa vez a tragédia sirva realmente de liçao.
Zuenir Ventura. O Globo. 30/01/2013.
No segmento ‘fronteiriça à de Catayo’ (l.38-39), o emprego do sinal indicativo de crase seria obrigatório ainda que se eliminasse a preposição “de”.
No período “Um ano depois da morte de Colombo, que passou a vida sem entender bem o que havia encontrado” (l.46-48), a vírgula, empregada para separar o sujeito do predicado, torna mais claras as informações para o leitor.
De acordo com o texto, não há provas de que outros navegadores tenham aportado na América antes de Colombo, embora haja indícios muito fortes de que isso tenha acontecido algumas vezes.
A opinião defendida pelo autor do texto é a de que Colombo foi um grande injustiçado pela história, tendo em vista o fato de que seus feitos não foram reconhecidos pelos seus contemporâneos.
A fim de comprovar a tese de que Colombo não teve consciência de que havia “descoberto” um continente, o autor utiliza, como estratégia argumentativa, a citação de trechos de textos que o próprio navegador escreveu.
O sentido original do texto seria preservado caso a palavra “terra”, no trecho “o próprio Colombo nunca se deu conta de que a terra que encontrou era um continente até então desconhecido” (l.4-6), fosse grafada com a letra inicial maiúscula: Terra.
No trecho “Mas foi necessário certo tempo para que a existência de um novo continente começasse a ser aceita pelos europeus” (l.42-43), a conjunção “Mas” tem valor conclusivo, razão por que poderia ser substituída por Portanto sem prejuízo para o sentido e para a correção gramatical do texto.
No período “Nesse mesmo documento, Colombo escreveu que, segundo o que os índios haviam informado, ele estava a caminho do Japão” (l.31-33), a primeira vírgula foi empregada para isolar termo com valor adverbial e as demais, para isolar uma oração de valor temporal intercalada.
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos se, no trecho “a vida aparece relativamente rápido” (l.34), a palavra “rápido” fosse substituída por rápida.
A expressão coloquial que encerra o período — “segurando as pontas” — pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, pela palavra subsistindo.
Nos trechos “Além disso, se o nosso planeta for um exemplo representativo da evolução da vida Cosmos afora, isso significa que (...)” (l.32-34) e “teria havido tempo, na fase ‘molhada’ do passado de Marte, para que ao menos alguns micróbios aparecessem” (l.37-39), as vírgulas são empregadas pelo mesmo motivo: isolar termos com a mesma função gramatical.
Conforme o texto, os pesquisadores consideram remota a chance de haver ou ter havido alguma forma de vida no planeta Marte, embora essa hipótese não possa ser totalmente descartada.
A expressão “Ou seja” (l.37), que garante coesão textual e possui valor semântico de oposição, poderia ser corretamente substituída pela conjunção Contudo.
De acordo com o texto, a principal utilidade do envio do jipe-robô a Marte relaciona-se ao projeto de recolhimento de informações que comprovem ou não a presença de vida naquele planeta.
A expressão “espírito épico” (l.3) pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, pela expressão espírito prático.
No trecho “ou quem sabe até ainda o seja” (l.16-17) o termo “o” classifica-se como pronome e refere-se ao adjetivo “hospitaleiro” (l.16).
O emprego da primeira pessoa do singular confere ao texto um caráter testemunhal que possibilita a criação de empatia entre o leitor e as experiências da autora.
O emprego do acento gráfico na palavra “atrás” justifica-se com base na mesma regra que justifica o emprego do acento gráfico em “fiéis”.
Os dois primeiros parágrafos do texto são predominantemente narrativos.