Questões Militares
Comentadas para aspirante do corpo de bombeiro
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O termo “aguadeiros e milicianos” (l.3-4) é empregado com a função de explicar o termo antecedente “voluntários” (l.3).
Infere-se da leitura do texto que o número de vítimas dos incêndios aumentava quando estes ocorriam em casas de madeira e à noite.
O pronome “eles” (l.19) é empregado em referência a “Os primeiros bombeiros militares” (l.17)
Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto caso os parênteses empregados nas linhas 27 e 28 fossem substituídos por vírgulas
Na linha 24, o emprego do masculino singular em “criado” deve-se à concordância com “decreto imperial” (l.25).
No trecho “A maioria dos cientistas viajará de avião” (l.14), é opcional o emprego da forma verbal no plural ou no singular.
O termo “continente branco” (l.25) é empregado, no texto, em referência a “Antártida” (l.23).
As palavras “meteorológica”, “científico” e “contêineres” são acentuadas segundo diferentes regras de acentuação gráfica.
Na linha 1, o emprego do sinal indicativo de crase em “à Antártida” justifica-se porque o termo “envio” exige complemento regido da preposição “a” e o termo “Antártida” está precedido de artigo definido feminino.
Das informações do texto depreende-se que dois navios da Marinha brasileira na Antártida servem como base para oitenta pesquisadores.
A oração “que ainda funcionam na Antártida” (l.28-29) particulariza o sentido do termo “instrumentos” (l.28).
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a oração “Alguns estudos foram realizados” (l.26) fosse assim reescrita: Realizaram-se alguns estudos.
No texto, a solidariedade é eleita como um dos pilares das relações entre Brasil e Haiti.
A palavra “milhão” (l.6) poderia ser empregada no plural — milhões — sem prejuízo da correção gramatical do texto.
No texto, afirma-se que a colaboração entre Brasil e Haiti é concretizada com o envio de tropas para auxiliar a Minustah na garantia da estabilidade e segurança do país, bem como para colaborar no seu desenvolvimento urbano, no campo da engenharia e da assistência social.
A palavra “sismo” (l.5) retoma, por coesão, “terremoto” (l.2).
O termo “então” (l.8), empregado no texto como conjunção conclusiva, poderia, sem prejuízo do sentido original do texto, ser substituída por por isso.
Texto base:
“Mulher: Que é isso, João, você está em casa! Diga!
João Grilo: É que o gato que eu lhe trouxe descome
dinheiro.
Mulher: Descome dinheiro?
João Grilo: Descome sim.
Mulher: Essa eu só acredito vendo!
[...]
João Grilo: Está aí o gato.
Mulher: E daí?
João Grilo: É só tirar o dinheiro.
Mulher: Pois tire!
[...]
João Grilo: (Virando o gato pra Chicó, com o rabo
levantado) Tire aí, Chicó!
Chicó: Eu não, tire você!
[...]
João Grilo: (Passa a mão no traseiro do gato e tira
uma prata de cinco tostões.) Está aí, cinco tostões que
o gato lhe dá de presente”.
(SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida. Rio de Janeiro: Agir,
2005. p. 77-79).
Juros bancários
Juro é o custo do dinheiro, o valor que o tomador de recursos deve pagar a mais sobre o valor emprestado, depois de determinado período. É como se o devedor pagasse ao credor um aluguel pelo dinheiro emprestado. A taxa de juros é o valor, em porcentagem, desse aluguel, a ser pago a cada dia, mês ou ano, até a liquidação total da dívida.
Spread bancário
O spread é a diferença entre o que um banco paga como rendimento de investimentos de seus correntistas e o que recolhe de juros para emprestar dinheiro. Nem tudo no spread é lucro. Incluem-se ali, também, outros valores, como o risco estimado de inadimplência dos tomadores de empréstimos e custos administrativos.
Fonte: Guia do Estudante/Matemática, 2014.
Os excertos são discursos sobre sistema financeiro e representam a opção do produtor do texto em usar um gênero textual que:
Texto base:
O CAVALO QUE BEBIA CERVEJA
“[...] Seo Priscílio apareceu, falou com seo Giovânio: se que estórias seriam aquelas, de um cavalo beber cerveja? Apurava com ele, apertava. Seo Giovânio permanecia muito cansado, sacudia devagar a cabeça, fungando o escorrido do nariz, até o toco do charuto; mas não fez mau rosto ao outro. Passou muito a mão na testa: - “Lei, quer ver?” Saiu, para surgir com um cesto com as garrafas cheias, e uma gamela, nela despejou tudo, às espumas. Me mandou buscar o cavalo: o alazão canela-clara, bela face. O qual – era de se dar a fé? – Já avançou, avispado, de atreitas orelhas, arredondando as ventas, se lambendo: e grosso bebeu o rumor daquilo, gostado, até o fundo; a gente vendo que ele já era manhudo, cevado naquilo! Quando era que tinha sido ensinado, possível? Pois, o cavalo ainda queria mais e mais cerveja. Seo Priscílio se vexava, no que agradeceu e se foi. Meu patrão assoviou de esguicho, olhou para mim: - “Irivalíni, que estes tempos vão cambiando mal. Não laxa as armas!” Aproveitei. Sorri de que ele tivesse as todas manhas e patranhas. Mesmo assim, meio me desgostava”.
(ROSA, João Guimarães. O cavalo que bebia cerveja”. In:______. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 145).
Guimarães Rosa, na sua obra, revela a
necessidade de revitalizar o homem, por meio de uma
estrutura linguística autêntica, promovendo, sobretudo,
uma revolução instrumental: a revolução estilística.
Esse é um ponto de vista apontado pelos críticos
Afrânio Coutinho e Eduardo Coutinho, no livro A
Literatura no Brasil, volume 4, publicado pela editora
de São Paulo em 2004. Nessa perspectiva, marque a
alternativa que identifica, nos dois trechos, essa
revolução estilística, pela desconstrução da linguagem
no conto “O cavalo que bebia cerveja”: