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Considerando Storpirtis (2011), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o impacto das condições ambientais em relação à estabilidade dos medicamentos. A seguir, marque a opção com a sequência correta.
( ) Em alguns casos, a cada 10ºC de elevação na temperatura, a velocidade de reação de degradação é acelerada de duas a cinco vezes.
( ) A umidade pode ocasionar reações de hidrólise, como também alterar as propriedades de alguns medicamentos que são higroscópicos.
( ) A exposição à luz provoca influência na velocidade de reações de oxidorredução da maioria dos fármacos.
( ) Medicamentos nas formas farmacêuticas de comprimidos, cápsulas gelatinosas e pós são propícios a absorver umidade, tornando-se impróprios para administração.
Conforme previsto pela Resolução n° 585, de 29 de agosto de 2013, dentre as atribuições clínicas do farmacêutico relativas ao cuidado à saúde, nos âmbitos individual e coletivo, analise as afirmativas abaixo.
I. Participar e promover discussões de casos clínicos de forma integrada com os demais membros da equipe de saúde.
II. Prover a consulta farmacêutica em consultório farmacêutico ou em outro ambiente adequado, que garanta a privacidade do atendimento.
III. Fazer a anamnese farmacêutica, bem como verificar sinais e sintomas, com o propósito de prover cuidado ao paciente.
IV. Organizar, interpretar e, se necessário, resumir os dados do paciente, a fim de proceder a avaliação farmacêutica.
Estão corretas as afirmativas
É aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição de profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado, e que estabeleça em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar.
(RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 67, DE 8 DE OUTUBRO DE 2007.)
O trecho acima remete a uma preparação, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC Nº 67, de 8 de
outubro de 2007, que dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso
Humano em farmácias. Assinale a alternativa que identifica corretamente essa preparação.
Segundo Storpirtis (2011), a administração de medicamentos logo após uma refeição plena é prejudicial à absorção de fármacos. Porém, algumas exceções merecem destaque, como por exemplo:
I. o diazepam, dicumarol, griseofulvina, hidroclortiazida, metoprolol, nitrofurantoína, propranolol que, na presença de alimentos ricos em carboidratos e gordura, são mais bem absorvidos.
II. certos antibióticos e antiinflamatórios acompanhados de ingestão alimentar, por exemplo de leite, além de terem sua absorção melhorada, têm seus efeitos colaterais, particularmente irritação gastrintestinal, reduzidos.
III. o chá e alimentos que contêm taninos, são recomendados por impedirem a precipitação de certos fármacos, tipo alcaloides, na forma de tanatos.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
De acordo com Storpirtis (2011), os Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM), definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são ferramentas que permitem
I. observar o uso de fármacos através do tempo.
II. identificar problemas potenciais associados a seu uso.
III. avaliar os efeitos de intervenções reguladoras e educativas.
Estão corretas as afirmativas
Considerando a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC Nº 67, de 8 de outubro de 2007, que dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias, quanto ao recebimento de matéria-prima e materiais de embalagem, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa com sequência correta.
( ) Caso a farmácia fracione matérias-primas para uso próprio, está dispensada a utilização da embalagem do produto original.
( ) Todos os materiais devem ser mantidos em quarentena, imediatamente após o recebimento, até que sejam liberados pelo controle de qualidade.
( ) Os materiais reprovados na inspeção de recebimento devem ser segregados e devolvidos ao fornecedor, atendendo a legislação em vigor.
( ) Os rótulos das matérias-primas fracionadas devem conter identificação que permita a rastreabilidade desde a sua origem.
Sobre o esquema Geral de um setor de Farmacotécnica Hospitalar, associe as duas colunas relacionando As Áreas de formas Farmacêuticas com seus respectivos componentes.
ÁREAS DE FORMAS FARMACÊUTICAS
(1) Estéreis
(2) Não-Estéreis
COMPONENTES
( ) central de Preparo e Diluição de Misturas Intravenosas.
( ) reenvase e diluição de anti-sépticos e germicidas.
( ) preparo de venóclises e outras preparações estéreis.
( ) fracionamento de produtos farmacêuticos.
( ) preparações extemporâneas.
( ) nutrição Parenteral.
( ) quimioterapia.
Considerando Storpirtis (2011), associe as duas colunas relacionando as seguintes definições com seus respectivos fenômenos.
DEFINIÇÃO
(1) Interação por adição
(2) Interação por somação
(3) Incompatibilidade medicamentosa
FENÔMENO
( ) dois fármacos atuam simultaneamente, promovendo mesmo efeito, porém por mecanismos diferentes.
( ) ocorre quase sempre fora do organismo, às vezes na seringa de injeção, quando se misturam dois ou mais medicamentos para uma aplicação única.
( ) associação de dois fármacos que promovem efeitos semelhantes e por mecanismos de ação também semelhantes.
A sequência correta dessa classificação é
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)
“Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me...” (2º§).
Os sujeitos de “formam” e “dirijo”, no trecho acima, são, respectivamente:
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)