Foram encontradas 18.734 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q1353266 Português
EDITORIAL » O poder das mulheres do maracatu (Texto brevemente alterado - Publicação: 05/11/2016 3:00) 

Primeiro elas se libertaram do papel de cozinheiras. Depois, ganharam as ruas com roupas coloridas e um som alegre. Desafiaram o machismo instaurado historicamente na brincadeira de maracatu rural. Hoje, estão mais empoderadas que ontem. Prontas, portanto, para receberem a homenagem merecida. Doze anos depois de lançado, o Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno, o único do Brasil formado apenas por mulheres, será agraciado com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), considerada a condecoração mais importante da cultura brasileira e ofertada pelo Ministério da Cultura (MinC). 

O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira. Eliane Rodrigues, idealizadora e coordenadora do maracatu, embarca sozinha para representar 72 mulheres, a maioria de Nazaré da Mata, conhecida como a Capital do Maracatu. O grupo é diverso (...).

Até os anos de 1990, somente os homens podiam brincar no maracatu, explica Eliane Rodrigues. Às mulheres, cabia apenas o papel de cozinhar para eles. Tabu quebrado, as participantes passaram de coadjuvantes a protagonistas. No carnaval, reinam de igual para igual com os maracatus formados por homens. Nas apresentações, tornam-se poderosas em qualquer idade. O Coração Nazareno tem participantes de oito a oitenta anos de idade. Se não preservamos a cultura, perdemos aos poucos nossa história. Primordial, portanto, passar essa informação valiosa para as crianças. 

A importância da agremiação já foi contada no livro A mulher no maracatu rural, da historiadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tamar Thalez, e em curtas, produzidos, inclusive, por estrangeiros em visita ao estado. Hoje, calcula-se 23 maracatus em Nazaré da Mata, sendo que 19 deles estão em maior evidência. 

O grupo foi formado em 8 de março de 2004, no Dia Internacional da Mulher, pelas integrantes da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam). Hoje, tem dois CD’s, além de prêmios, como o Cultura Popular nas Ondas do Rádio e o Prêmio Culturas Populares - 100 Anos Mazzaropi, do Ministério da Cultura. Além de trabalhar o protagonismo feminino na dança, a Amunam investe na economia criativa, através do Ponto de Cultura Engenhos dos Maracatus. Lá, são ofertadas às mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar os olhos dos habitantes de Brasília.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/opiniao/46.97.43.74/2016/11/05/interna opinião, 157335/o-poder-das-mulheres-domaracatu.shtml Acesso: 05/11/2016

Leia estes três conjuntos de trechos do texto e apreciações interpretativas e metalinguísticas, depois responda à questão a seguir.

I. Primeiro elas se libertaram do papel de cozinheiras. Depois, ganharam as ruas com roupas coloridas e um som alegre. Desafiaram o machismo instaurado historicamente na brincadeira de maracatu rural. Hoje, estão mais empoderadas que ontem. (Neste fragmento, o pronome “elas” e o emprego da elipse foram recursos eficientes para manter o tópico “mulheres” nos períodos.) 

II. Até os anos de 1990, somente os homens podiam brincar no maracatu, explica Eliane Rodrigues. Às mulheres, cabia apenas o papel de cozinhar para eles. Tabu quebrado, as participantes passaram de coadjuvantes a protagonistas. No carnaval, reinam de igual para igual com os maracatus formados por homens. (Neste trecho, o recurso semântico da comparação foi empregado para dar destaque à manutenção temática). 

III. A importância da agremiação já foi contada no livro A mulher no maracatu rural, da historiadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tamar Thalez, e em curtas, produzidos, inclusive, por estrangeiros em visita ao estado. Hoje, calcula-se 23 maracatus em Nazaré da Mata, sendo que 19 deles estão em maior evidência. (Neste trecho, a temática das empoderadas foi mantida indiretamente, uma vez que se deu ênfase a fatos associados, não a elas necessariamente)

Ao ler este último período do texto, constatamos as relações de dependência entre os termos que o constituem: “Lá, são ofertadas às mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar os olhos dos habitantes de Brasília.”
Vemos um caso de regência nominal em:
Alternativas
Q1353265 Português
EDITORIAL » O poder das mulheres do maracatu (Texto brevemente alterado - Publicação: 05/11/2016 3:00) 

Primeiro elas se libertaram do papel de cozinheiras. Depois, ganharam as ruas com roupas coloridas e um som alegre. Desafiaram o machismo instaurado historicamente na brincadeira de maracatu rural. Hoje, estão mais empoderadas que ontem. Prontas, portanto, para receberem a homenagem merecida. Doze anos depois de lançado, o Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno, o único do Brasil formado apenas por mulheres, será agraciado com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), considerada a condecoração mais importante da cultura brasileira e ofertada pelo Ministério da Cultura (MinC). 

O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira. Eliane Rodrigues, idealizadora e coordenadora do maracatu, embarca sozinha para representar 72 mulheres, a maioria de Nazaré da Mata, conhecida como a Capital do Maracatu. O grupo é diverso (...).

Até os anos de 1990, somente os homens podiam brincar no maracatu, explica Eliane Rodrigues. Às mulheres, cabia apenas o papel de cozinhar para eles. Tabu quebrado, as participantes passaram de coadjuvantes a protagonistas. No carnaval, reinam de igual para igual com os maracatus formados por homens. Nas apresentações, tornam-se poderosas em qualquer idade. O Coração Nazareno tem participantes de oito a oitenta anos de idade. Se não preservamos a cultura, perdemos aos poucos nossa história. Primordial, portanto, passar essa informação valiosa para as crianças. 

A importância da agremiação já foi contada no livro A mulher no maracatu rural, da historiadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tamar Thalez, e em curtas, produzidos, inclusive, por estrangeiros em visita ao estado. Hoje, calcula-se 23 maracatus em Nazaré da Mata, sendo que 19 deles estão em maior evidência. 

O grupo foi formado em 8 de março de 2004, no Dia Internacional da Mulher, pelas integrantes da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam). Hoje, tem dois CD’s, além de prêmios, como o Cultura Popular nas Ondas do Rádio e o Prêmio Culturas Populares - 100 Anos Mazzaropi, do Ministério da Cultura. Além de trabalhar o protagonismo feminino na dança, a Amunam investe na economia criativa, através do Ponto de Cultura Engenhos dos Maracatus. Lá, são ofertadas às mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar os olhos dos habitantes de Brasília.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/opiniao/46.97.43.74/2016/11/05/interna opinião, 157335/o-poder-das-mulheres-domaracatu.shtml Acesso: 05/11/2016

Leia estes três conjuntos de trechos do texto e apreciações interpretativas e metalinguísticas, depois responda à questão a seguir.

I. Primeiro elas se libertaram do papel de cozinheiras. Depois, ganharam as ruas com roupas coloridas e um som alegre. Desafiaram o machismo instaurado historicamente na brincadeira de maracatu rural. Hoje, estão mais empoderadas que ontem. (Neste fragmento, o pronome “elas” e o emprego da elipse foram recursos eficientes para manter o tópico “mulheres” nos períodos.) 

II. Até os anos de 1990, somente os homens podiam brincar no maracatu, explica Eliane Rodrigues. Às mulheres, cabia apenas o papel de cozinhar para eles. Tabu quebrado, as participantes passaram de coadjuvantes a protagonistas. No carnaval, reinam de igual para igual com os maracatus formados por homens. (Neste trecho, o recurso semântico da comparação foi empregado para dar destaque à manutenção temática). 

III. A importância da agremiação já foi contada no livro A mulher no maracatu rural, da historiadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tamar Thalez, e em curtas, produzidos, inclusive, por estrangeiros em visita ao estado. Hoje, calcula-se 23 maracatus em Nazaré da Mata, sendo que 19 deles estão em maior evidência. (Neste trecho, a temática das empoderadas foi mantida indiretamente, uma vez que se deu ênfase a fatos associados, não a elas necessariamente)

Agora marque o item que representa a(s) apreciação(ões) CORRETA(s).
Alternativas
Q1353263 Português

Aninha e suas pedras (Cora Coralina)


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha ,

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede

(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16) 

Texto IIICora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira, responsável por belos poemas. Foi elogiada por Carlos Drummond de Andrade. Cora Coralina (1889-1985) nasceu na cidade de Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Seu nome de batismo era Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Tornou-se doceira, ofício que exerceu até os últimos dias de sua vida. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo. Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos "A Rosa", em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto "Tragédia na Roça" no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, Fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, com quem teve seis filhos. Foi convidada a participar da Semana de Arte Moderna, mas é impedida pelo seu marido. Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros na editora José Olímpio, onde lançou seu primeiro livro, em 1965, quando tinha 76 anos, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado o livro "Meu Livro de Cordel" pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980. Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o "Prêmio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983. Cora Coralina faleceu em Goiânia, no dia 10 de abril de 1985. Fonte: https://www.ebiografia.com/cora coralina/ Acesso;05/11/2016
O que podemos assegurar como VERDADEIRO na análise comparativa dos sentidos veiculados pelos textos II e III é: 
Alternativas
Q1353262 Português

Aninha e suas pedras (Cora Coralina)


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha ,

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede

(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16) 

É coerente depreender do texto várias interpretações, EXCETO: 
Alternativas
Q1353261 Português

Aninha e suas pedras (Cora Coralina)


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha ,

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede

(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16) 

O texto “Aninha e suas pedras”, pelas características do gênero a que pertence, tem duas fortes orientações: ser universal e ser atemporal. Esses dois aspectos específicos deste texto residem no fato de que o poema Aninha e suas pedras:
Alternativas
Q1353260 Português

Aninha e suas pedras (Cora Coralina)


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha ,

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede

(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16) 

Aninha, segundo o texto, pode e deve fazer praticamente tudo, MENOS:
Alternativas
Q1353259 Português

Aninha e suas pedras (Cora Coralina)


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha ,

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede

(Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/Acesso; 05/11/16) 

Imagem captada da internet.

Imagem associada para resolução da questão

O texto acima, publicado em um blog, certamente, de uma professora de português, comenta sobre um registro bastante comum no português atual. Sobre o texto, identifique o comentário ERRADO.

Alternativas
Q1344373 Português

De acordo com o contexto, a palavra “GRITO!”, apresentada na ilustração ao final do texto, pode ser substituída, sem alteração de sentido, exceto por:

Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q1334235 Português
A fala do dono da casa para o agente da saúde: “É melhor você visitar outra casa. Aqui não existe criadouro do mosquito da dengue!”, é compreendida como
Alternativas
Q1334234 Português
Na frase: “ Agentes de saúde ainda enfrentam dificuldades para fiscalizar casa e combater a dengue”, a palavra ainda significa
Alternativas
Q1334232 Português

Texto 2

Imagem associada para resolução da questão



Os dois textos 1 e 2, com enfoques diferentes, abordam um mesmo problema, que se refere ao mosquito da dengue. Considerando a relação entre eles, verifica-se que têm em comum o fato de que:

Alternativas
Q1334231 Português

Texto 2

Imagem associada para resolução da questão

Leia as frases abaixo retiradas dos texto 1 e 2 e, em seguida, identifique a alternativa correta, considerando a distinção de um fato e de uma opinião.

I. Melhor não mexer nos vasos da mamãe, ela tem o maior ciúme das plantas!” ( Texto l)

-> Fato

II. “Em alguns vasos com bromélias, por exemplo, as crianças balançaram com cuidado as folhas para tirar a água.” (Texto l) -> Opinião

III. “O cuidado para evitar a sua proliferação deve ser feito por todos”. ( Texto 2)-^ Fato

IV. “Quando diagnosticadas e tratadas ainda no início, a dengue, a zika e a chikungunya têm bom prognóstico e geralmente são curadas sem apresentar evoluções mais graves ou sequelas”.( Texto 2) -> Opinião

V. “A dengue, a zika e a chikungunya são três doenças que circulam no Brasil transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti” (texto 2) -> Fato

VI. “ Ele até que é bonitinho” (Texto l) ->Fato

Alternativas
Q1327839 Raciocínio Lógico
Na tabela abaixo, os símbolos iguais representam o mesmo número. As setas apontam para a soma de cada linha (fileira horizontal) ou de cada coluna (fileira vertical).
Imagem associada para resolução da questão
O valor da operação Imagem associada para resolução da questão é igual a:
Alternativas
Q1327838 Raciocínio Lógico
Pedro tem duas maneiras de ir para escola: de ônibus ou a pé. Ao observar o tempo que gasta no trajeto de ida e vinda do colégio para sua casa notou que: se ele vai a pé e volta de ônibus, gasta uma hora e quinze minutos e; quando vai e volta de ônibus, ele gasta 46 minutos. Para cada meio de transporte, o tempo gasto na ida é igual ao tempo gasto na volta. O tempo que ele gasta quando vai e volta a pé é:
Imagem associada para resolução da questão 
Alternativas
Q1327831 Raciocínio Lógico

Seu Nestor é dono de uma granja e vende os ovos em quatro tipos de embalagens diferentes: A, B, C e D, conforme mostra a figura abaixo. Observe a quantidade de ovos existente em cada embalagem.

Imagem associada para resolução da questão

Ao consultar a quantidade de embalagens no seu estoque, encontrou o seguinte resultado:

Imagem associada para resolução da questão

Ele tem uma encomenda de 19 centenas de ovos e os arrumou de forma a utilizar a menor quantidade possível de embalagens. Dessa maneira:

Alternativas
Q1327761 Português

Leia charge abaixo para responder ao item:Imagem associada para resolução da questão

Quando se olha essa charge, veem-se três fatos históricos, respectivamente: a menina da bomba de Hiroshima no Japão, uma criança faminta da África e Aylan Kurdi, o menino sírio que morreu com outros refugiados. Os fotógrafos ganharam o prêmio de foto do ano, mas carregam consigo um peso dividido entre milhares de pessoas. Quanto à charge, é CORRETO afirmar que

Alternativas
Q1327760 Português
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1327759 Português

Leia o TEXTO VIII para responder aos item.

TEXTO VIII 

SOLIDARIEDADE

    “O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer.

    O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora. 

    Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas. 

    [...] 

    Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo - se estamos perdidos no nosso cotidiano? 

    Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados? 

    Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

    Depois de sermos gente, podemos - e devemos - sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, tão precisado. ” 

(Lya Luft, São Paulo 2001. Adaptado)

De acordo com a leitura do texto, NÃO se pode afirmar que:
Alternativas
Q1327758 Português

Leia o TEXTO VIII para responder aos item.

TEXTO VIII 

SOLIDARIEDADE

    “O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer.

    O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora. 

    Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas. 

    [...] 

    Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo - se estamos perdidos no nosso cotidiano? 

    Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados? 

    Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

    Depois de sermos gente, podemos - e devemos - sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, tão precisado. ” 

(Lya Luft, São Paulo 2001. Adaptado)

No TEXTO VIII, há marcas do recurso argumentativo. Assim, podemos afirmar que:
Alternativas
Q1327752 Português

Leia o TEXTO I para responder do item.

TEXTO I

É ASSIM QUE ACONTECE A SOLIDARIEDADE

    “Se te perguntarem quem era essa que às areias e aos gelos quis ensinar a primavera…”: é assim que Cecília Meireles inicia um de seus poemas. Ensinar primavera às areias e aos gelos é coisa difícil. Gelos e areias nada sabem sobre primaveras... Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la? 

    Será possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? Como, se ele não ouve? E poderei ensinar a beleza das telas de Monet a um cego? De que pedagogia irei me valer para comunicar cores e formas a quem não vê? Há coisas que não podem ser ensinadas. Há coisas que estão além das palavras. Os cientistas, os filósofos e os professores são aqueles que se dedicam a ensinar as coisas que podem ser ensinadas. Coisas que são ensinadas são aquelas que podem ser ditas. Sobre a solidariedade muitas coisas podem ser ditas. Por exemplo: eu acho possível desenvolver uma psicologia da solidariedade. Acho também possível desenvolver uma sociologia da solidariedade. E, filosoficamente, uma ética da solidariedade… Mas os saberes científicos e filosóficos da solidariedade não ensinam a solidariedade, da mesma forma como a crítica da música e da pintura não ensina às pessoas a beleza da música e da pintura. A solidariedade, como a beleza, é inefável – está além das palavras.

    Palavras que ensinam são gaiolas para pássaros engaioláveis. Os saberes, todos eles, são pássaros engaiolados. Mas a solidariedade é um pássaro que não pode ser engaiolado. Ela não pode ser dita. A solidariedade pertence a uma classe de pássaros que só existem em voo. Engaiolados, esses pássaros morrem.

    A beleza é um desses pássaros. A beleza está além das palavras. Walt Whitman tinha a consciência disso quando disse: “Sermões e lógicas jamais convencem. O peso da noite cala bem mais fundo a alma…”. Ele conhecia os limites das suas próprias palavras. E Fernando Pessoa sabia que aquilo que o poeta quer comunicar não se encontra nas palavras que ele diz; antes, aparece nos espaços vazios que se abrem entre elas, as palavras. Nesse espaço vazio se ouve uma música. Mas essa música – de onde vem ela se não foi o poeta que a tocou?

    [...].

    O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora: astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras.

    Mas há coisas que não estão do lado de fora. Coisas que moram dentro do corpo. Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera…

    Sim, sim! Imagine isso: o corpo como um grande canteiro! Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes – lembre-se da história da Bela Adormecida! Elas poderão acordar, brotar. Mas poderão também não brotar. Tudo depende… As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra. E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas… De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam. Nos jardins há pragas: tiriricas, picões… 

    Uma dessas sementes é a “solidariedade”. A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora, ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos. Se ela fosse uma entidade do mundo de fora, poderia ser ensinada e produzida. A solidariedade é uma entidade do mundo interior. Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz. A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente… 

    Veja o ipê florido! Nasceu de uma semente. Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica, nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça. Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz: “A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”. O ipê floresce porque floresce. Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.

    A solidariedade é como um ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: “Seja solidário!”. A solidariedade acontece como um simples transbordamento: as fontes transbordam… Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção, um transbordamento da alma do compositor…

    Já disse que solidariedade é um sentimento. É esse o sentimento que nos torna mais humanos. É um sentimento estranho, que perturba nossos próprios sentimentos. A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo. Ela me pede que eu compre um pacotinho de suas balas. Eu e a criança – dois corpos separados e distintos. Mas, ao olhar para ela, estremeço: algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo. E então, por uma magia inexplicável esse sentimento imaginado se aloja junto aos meus próprios sentimentos. Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres, e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles. O que sinto não são meus sentimentos. Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar. Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim. Meu corpo sofre uma transformação: ele não é mais limitado pela pele que o cobre. Expande-se. Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo. Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por mandamento ético. É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade.

    Acho que esse é o sentido do dito de Jesus de que temos de amar o próximo como amamos a nós mesmos. A solidariedade é uma forma visível do amor. Pela magia do sentimento de solidariedade, meu corpo passa a ser morada de outro. É assim que acontece a bondade.

    Mas fica pendente a pergunta inicial: como ensinar primavera a gelos e areias? Para isso as palavras do conhecimento são inúteis. Seria necessário fazer nascer ipês no meio dos gelos e das areias! E eu só conheço uma palavra que tem esse poder: a palavra dos poetas. Ensinar solidariedade? Que se façam ouvir as palavras dos poetas nas igrejas, nas escolas, nas empresas, nas casas, na televisão, nos bares, nas reuniões políticas, e, principalmente, na solidão… 

    “O menino me olhou com olhos suplicantes.

    E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes…”.

(ALVES, Rubem. "As melhores crônicas de Rubem Alves”. Adaptado)

Glossário:

Cecília Meireles: foi jornalista, pintora e escritora brasileira.

Mozart: foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

Monet: foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas.

Walt Whitman: foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano.

Fernando Pessoa: foi um poeta e crítico literário português.


Leia a tirinha abaixo para responder ao item.

Imagem associada para resolução da questão


Na tirinha acima, observa-se a preocupação do pai de Armandinho em criar uma conscientização sobre o tema “doação de medula óssea”, assim tentando sensibilizar o filho a imaginar-se no lugar do outro com o mais profundo sentimento. Comparando a ideia de “mais profundo sentimento” com o TEXTO I, de Rubem Alves, assinale a alternativa que NÃO expressa o mais profundo sentimento: 

Alternativas
Respostas
11321: A
11322: A
11323: B
11324: A
11325: D
11326: A
11327: C
11328: E
11329: D
11330: B
11331: C
11332: C
11333: E
11334: C
11335: A
11336: D
11337: E
11338: E
11339: A
11340: E