A globalização possibilitou um crescimento econômico
em larga escala em vários países e intensificou a velocidade na transferência de capitais, decorrentes do advento das comunicações e da internet. Nesse contexto, surgiram empresas digitais, como as startups e plataformas
de aplicativos, que criaram um novo modelo de negócios,
impulsionando o desenvolvimento econômico e tecnológico, mas também ampliando desafios relacionados à
precarização do trabalho. Uma das principais mudanças
para o trabalhador é a possiblidade de utilização de plataformas digitais, via smartphones, como meio de realização do trabalho. Esse cenário evidencia um processo de
flexibilização e precarização das condições de trabalho –
características da chamada uberização –, decorrente da
ausência de regulamentação específica dessa atividade. O problema é que os trabalhadores que atuam por
meio dessas plataformas para exercer suas atividades,
acabam renunciando aos direitos trabalhistas previstos
no ordenamento jurídico brasileiro, para auferir renda e
garantir sua sobrevivência e a de seus dependentes.
(Celina Naconeski, Marco Antônio César Villatore, Thierry Gihachi Izuta.
A globalização e a “uberização” do trabalho: reflexões sobre os
trabalhadores de entregas de alimentos por aplicativos.
Revista Humanidades e Inovação. Disponível em: https://revista.unitins.br/
index.php/humanidadeseinovacao/article/view/5689. Adaptado)
O texto faz referência a um fenômeno diretamente relacionado à globalização e ao avanço tecnológico, que tem
gerado mudanças nos modelos de negócios, nas formas
de produção, nos padrões de crescimento, nos mercados
de trabalho e no futuro do trabalho, conhecido como