Questões Militares
Comentadas sobre teorias da personalidade em psicologia
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Leia o fragmento de texto de Freudem “O Ego e o ld”.
‘“Estar ‘consciente’ é, em primeiro lugar, um termo puramente descritivo, que repousa na percepção do caráter mais imediato e certo. A experiência demonstra que um elemento psíquico (uma ideia, por exemplo) não é, via de regra, consciente por um período de tempo prolongado. Pelo contrário, um estado de consciência é, caracteristicamente, muito transitório; uma ideia que é consciente agora não o é mais um momento depois, embora assim possa tornar-se novamente, em certas condições que são facilmente ocasionadas. No intervalo, a ideia foi... Não sabemos o quê. Podemos dizer que esteve latente, e, por isso, queremos dizer que era capaz de tomar-se consciente a qualquer momento. Ora, se dissermos que era inconsciente, estaremos também dando uma descrição correta dela. Aqui Inconsciente’ coincide com ‘latente e capaz de tornar-se consciente’. (...) O estado em que as ideias existiam antes de se tornarem conscientes é chamado por nós de repressão, e asseveramos que a força que instituiu a repressão e a mantém é percebida como resistência durante o trabalho de análise. Obtemos, assim, o nosso conceito de inconsciente a partir da teoria da repressão. O reprimido é, para nós, o protótipo do inconsciente. Percebemos, contudo, que temos dois tipos de inconsciente: um que é latente, mas capaz de tomar-se consciente, e outro que é reprimido e não é, em si próprio e sem mais trabalho, capaz de tornar-se consciente (...). Fazendo uma generalização rápida, poderíamos conjecturar que a essência de uma regressão da libido (da fase genital para a anal-sádica, por exemplo) reside numa desfusão de instintos, tal como, inversamente, o avanço de uma fase anterior para a genital definitiva estaria condicionado a um acréscimo de componentes eróticos. Surge também a questão de saber se a ambivalência comum, que com tanta frequência é inusitadamente forte na disposição constitucional à neurose, não deveria ser encarada como produto de uma desfusão; a ambivalência, contudo, é um fenômeno tão fundamental que ela mais provavelmente representa uma fusão instintual que não se completou. (...) Ora, o caso em que alguém primeiramente ama e depois odeia a mesma pessoa (ou o inverso), porque essa pessoa lhe deu motivo para fazê-lo, obviamente nada tem a ver com o nosso problema. Tampouco o tem o outro caso, em que sentimentos de amor que ainda não se tornaram manifestos, expressam-se, inicialmente, por hostilidade e tendências agressivas; e pode ser que aqui o componente destrutivo da catexia do objeto se tenha apressado em ir à frente e somente mais tarde se lhe juntou o erótico. Mas sabemos de diversos casos na psicologia das neuroses em que é mais plausível supor que uma transformação se efetua. Na paranoia persecutória, o paciente desvia um vínculo homossexual excessivamente forte que o liga a uma pessoa em especial; em resultado, esta pessoa a quem muito amava, se torna um perseguidor, contra quem o paciente dirige uma agressividade frequentemente perigosa. Aqui, temos o direito de interpolar uma fase prévia, que transformou o amor em ódio.”.
Considerando o fragmento do texto, é possível levantar hipóteses acerca da neurose e da psicose para Freud.
Tendo isso em vista, assinale a opção correta.
Analise as afirmativas abaixo sobre a teoria freudiana sobre paranoia e, em seguida, coloque entre parênteses a letra “V”, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra “F”, quando se tratar de afirmativa falsa.
( ) A paranoia é uma psicose de defesa, cujo mecanismo utilizado é a projeção.
( ) A libido liberada na paranoia vincula-se ao ego e é utilizada para o engrandecimento deste, na megalomania.
( ) O paranoico percebe o mundo externo e suas alterações, sendo estimulado por este para inventar suas teorias explanatórias.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
Com relação ao debate sobre o homem como ser social proposto por La Taille (1992), analise as afirmativas abaixo e, em seguida, coloque entre parênteses a letra “V”, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra “F”, quando se tratar de afirmativa falsa.
( ) O “ser social” é justamente aquele que consegue relacionar-se com seus semelhantes de forma hierarquizada.
( ) Só a partir da aquisição da linguagem inicia-se uma socialização efetiva da inteligência.
( ) O homem normal é social da mesma maneira, independente do estágio de desenvolvimento que se encontre.
( ) Incapacidade de aderir a uma escala comum de referência; conservar as definições e afirmações que fez e extrema dificuldade em se colocar no ponto de vista do outro são características concernentes ao que Piaget chamou de pensamento egocêntrico.
( ) Egocentrismo significa, dentre outras questões, que a criança ainda não tem domínio sobre seu “eu” e que, longe de ser autônoma, é heterônoma nos seus modos de pensar e agir.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
Segundo Friedman e Shustack (2004), as perspectivas existencial e humanistas da personalidade “mostram o caminho para solução de conflitos humanos básicos, relacionados como o valor e significado, questões normalmente ignoradas por outras teorias da personalidade”. Acerca da abordagem existencial e humanista, analise as afirmativas abaixo e marque a opção correta.
I. As abordagens existencial e humanista trazem o amor como uma dimensão para o estudo da personalidade
II. A abordagem criada por Erick Fromm também é conhecida como humanismo dialético.
III. Assuntos como ética e valores pessoais não estão no campo de estudos das abordagens humanistas.
IV. Para Cari Rogers o desenvolvimento e a maturidade não são inerentes aos seres humanos, devendo o terapeuta intervir positivamente para que estes assumam a responsabilidade por si mesmas.
V. Na terapia Rogeriana o terapeuta dá ao cliente atenção positiva incondicional.
Analise as afirmativas abaixo, que se referem ao debate sobre os danos causados pela privação materna segundo Bowlby (2001) e marque a opção correta.
I. Estudos retrospectivos de adolescentes e adultos que desenvolveram problemas psicológicos não podem ser considerados relevantes para o desenvolvimento da teoria do apego.
II. O termo “depressão” é inadequado para diagnóstico de bebês menores de seis meses, pois o estado semelhante ao depressivo em que eles se encontram necessita de maiores estudos.
III. Crianças que tiveram relações mais íntimas e satisfatórias com suas mães durante os primeiros meses de vida são mais afetadas psiquicamente pela privação materna.
IV. A reação hostil à mãe, ao encontrar-se novamente com esta após um longo período de separação, demonstra o sucesso de sua re-vinculação à mãe substituta.
V. Após os cinco anos de idade, o risco de danos psíquicos decorrentes da separação materna diminui.
Considerando a discussão que Bowlby (2001), realiza acerca da relação estabelecida pela criança com os pais/cuidadores durante a primeira infância, analise as afirmativas abaixo e, em seguida, coloque entre parênteses a letra “V”, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra “F”, quando se tratar de afirmativa falsa.
( ) Uma relação enriquecedora, complexa e compensadora com a mãe durante os primeiros anos de vida, está na base do desenvolvimento da personalidade e saúde mental da criança.
( ) O pai também possui importância fundamental para o desenvolvimento psíquico da criança na primeira infância, na medida em que este também a materna, através de cuidados específicos.
( ) A privação total de cuidados maternos possui efeitos de longo alcance sobre o desenvolvimento da personalidade da criança, sendo determinante para sua capacidade futura de estabelecer relações com outras pessoas.
( ) As pesquisas desenvolvidas pelo autor, explicam, por exemplo, que o cometimento de atos infracionais por adolescentes estariam relacionados à situações de privação materna na primeira infância.
( ) Não é recomendável que uma criança com menos de três anos seja separada de sua mãe.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Segundo o autor Schultz & Schultz (apud, Carl Rogers – 1961), a maior força motivadora da personalidade é o impulso para a ______________ do self. Embora essa ânsia pela ______________ seja inata, pode ser ______________ ou ______________ por experiências da infância e por aprendizagem.
Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Em relação ao modelo estrutural sobre o id, ego e superego, Freud, insatisfeito com a passividade da 1ª tópica, resolveu criar a 2ª tópica, mais ativa e dinâmica. Essa concepção estruturalista ficou cristalizada em “O ego e o id” (1923) e consiste em uma divisão tripartite da mente em três instâncias: o id, o ego e o superego.
De acordo com o ponto de vista topográfico, o _____________, como instância psíquica, virtualmente coincide com o ______________, o qual é considerado o polo ________________ da personalidade, fundamentalmente constituído pelas pulsões. (Zimerman, 2006.)
Leia parte do texto de Freud – “O mal estar na civilização”: Até agora, nossa investigação sobre a felicidade não nos ensinou quase nada que já não pertença ao conhecimento comum. E, mesmo que passemos dela para o problema de saber por que é tão difícil para o homem ser feliz, parece que não há maior perspectiva de aprender algo novo. Já demos a resposta pela indicação das três fontes de que nossos sofrimentos provêm... (Freud, p. 93 volume XIII). As informações anteriores se referem à(ao)
I. poder superior da natureza.
II. fragilidade de nossos próprios corpos.
III. inadequação das regras que procuram ajustar os relacionamentos mútuos dos seres humanos na família, no estado e na sociedade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)