Questões Militares
Comentadas sobre medicina intensiva em medicina
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Paciente de 61 anos, com hipertensão arterial crônica, sem outros diagnósticos prévios, apresenta quadro de queda do estado geral nos últimos dias com inapetência, sonolência, náuseas e vômitos. Nega febre. Trazido ao pronto-atendimento, devido à piora de quadro neurológico, manifesta confusão mental.
Na avaliação inicial, encontra-se gravemente desidratado ++++/4+, abertura ocular apenas após estímulo doloroso, não atendendo a comandos verbais. Glicemia capilar à admissão é High (acima dos valores de detecção do aparelho).
FC = 103bpm, PA = 160/78mmHg, FR = 28irpm
Exames laboratoriais apresentam:
Leucócitos = 9100
Gasometria arterial:
pH: 7,30
HCO3: 19
Glicemia: 1.220
Sódio: 121
Potássio 3,2
Cloreto: 105
Creatinina: 2,4
Ureia: 150
Beta-hidroxibutirato: 0,5 (Valor de referência < 0,6).
A respeito do diagnóstico e manejo do caso acima, é correto afirmar que
Sepse e choque séptico constituem uma das principais causas de óbito da população geral.
Acerca do manejo inicial do choque séptico, de acordo com a Campanha de Sobrevivência à Sepse, é incorreto afirmar que
Paciente em insuficiência respiratória por exacerbação grave de asma foi intubado. Gasometria arterial apresenta acidose respiratória grave com pH de 7,05.
A melhor estratégia ventilatória a ser seguida, inicialmente, é
Paciente em pós-operatório de retosigmoidectomia eletiva apresenta mal-estar súbito e parada cardiorrespiratória em fibrilação ventricular. Durante os 2 primeiros ciclos de ressuscitação cardiopulmonar, recebeu 1mg de epinefrina, 2 choques no desfibrilador, permanecendo sem pulso, porém evoluindo para o ritmo de assistolia, mesmo após checagem de cabos e derivações.
Qual o medicamento deve ser administrado a seguir?
Paciente etilista inveterado, admitido na UTI com quadro de dor abdominal intensa em andar superior, associada à hipotensão e desidratação pronunciada.
O exames apresentam:
Global de leucócitos = 22.000 (VR 5.000 a 10.000)
Lactato = 3,5 (VR < 2,0) Albumina = 3,0 (VR 4 a 6)
Amilase sérica = 700 (VR < 130)
Libapse sérica = 800 (VR < 50)
Cálcio sérico = 7,6 (VR 8,8 a 10,3)
Sobre o manejo inicial deste paciente, é correto afirmar que a
Paciente, com quadro de SARA por COVID-19, encontra-se intubado e sedado. A relação PaO2/FiO2 é menor que 150.
As seguintes estratégias, potencialmente, minimizam lesão pulmonar e favorecem o prognóstico do paciente, exceto o/a
Paciente do sexo feminino, 47 anos. Obesidade grau 1. Admitida na UTI por síndrome respiratória aguda grave pela COVID-19. Na avaliação inicial, apresenta: FR = 32irpm, esforço respiratório leve. Saturação de O2 90% com O2 a 15L/min na máscara facial com reservatório. Foi optado por adaptá-la na cânula nasal de alto fluxo (CNAF).
A respeito da utilização da CNAF na insuficiência respiratória hipoxêmica, é correto afirmar que a
Paciente de 19 anos, previamente hígido, é admitido na UTI após traumatismo cranioencefálico. Passadas 48 horas sem sedação, encontra-se intubado, com os sinais vitais sem alterações dignas de nota. Porém, ao exame neurológico, observa-se: escala de coma de Glasgow de 3, ausência de drive respiratório, reflexos de tosse oculoencefálico, corneopalpebral e vestibulococlear também ausentes.
Tomografia de crânio apresenta hemorragia intracerebral com hemoventrículo, hematoma subdural com efeito de massa, padrão swelling e lesão axional difusa.
Considerando o modelo de priorização de pacientes na UTI, trata-se de um paciente com prioridade
Paciente de 75 anos, DPOC com 3 internações nos últimos 12 meses, FEV1 de 25% do valor previsto para idade, dispneia aos esforços habituais, dá entrada na UTI com choque séptico de foco pulmonar. No manejo inicial, demandou norepinefrina em doses moderadas, faliu na ventilação não-invasiva, sendo intubado e sedado. No dia seguinte, apresenta piora da função renal com critérios de terapia substitutiva renal.
Acerca do caso descrito, a conduta mais correta é
Paciente transferido para a UTI devido ao quadro de instabilidade hemodinâmica de etiologia a esclarecer. Avaliação ultrassonográfica à beira leito apresenta linhas A em todos os campos pulmonares, razão entre a área diastólica do ventrículo direito e a área diastólica do ventrículo esquerdo de 0,8, TAPSE de 10mm, gradiente da regurgitação tricúspide 35mmHg e tempo de aceleração pulmonar de 45ms. Observa-se, ainda, abaulamento do septo interventricular com um ventrículo esquerdo em formato de “D”.
Considerando os achados descritos, é correto afirmar que a provável etiologia do choque é
Em 2019, a Campanha de Sobrevivência à Sepse propôs a introdução de um bundle da primeira hora no manejo da sepse ou choque séptico, que traz novidades no manejo inicial desta condição.
É correto afirmar que o bundle propõe o/a
Paciente, sexo masculino, 56 anos de idade, submetido à cirurgia de revascularização miocárdica com circulação extracorpórea evoluindo nas primeiras horas da admissão com instabilidade hemodinâmica e necessidade de aumento de infusão de Norepinefrina a despeito de adequação volêmica com infusão de cristaloides.
Na avaliação à beira do leito, o paciente apresentou extremidades quentes, débito de dreno de, aproximadamente, 50mL/h nas primeiras horas, PAM 62mmHg, FC: 120bpm, índice cardíaco 3,4L/min/m2 (VR: 3 a 4), resistência vascular sistêmica 900 (VR 1800 a 2100 dina/s/cm5/m2 ).
Considerando o caso descrito, é correto afirmar que a melhor conduta a ser tomada é o/a