Questões Militares
Sobre uso das aspas em português
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Sem perder a ternura
Contra o cinza das cidades, jovens optam pela jardinagem de guerrilha
para salvar a vizinhança e o planeta
Guilherme Rosa
Parece coisa dos anos 60. Na verdade, a história nasceu um pouco depois, em 1973. A ativista americana LizChristy invadiu um jardim descuidado em Nova York, proclamou-se guerrilheira da pá e do adubo e recuperou o local. Em poucos anos, focos se espalharam pela Europa com grupos que atiravam “granadas” de semente em terrenos. No Brasil, a jardinagem libertária chegou há cinco anos. Agora, começa a se tornar popular com um motivador: no lugar da disputa ideológica (para protestar contra o descaso político com o verde urbano), entrou as alvação do planeta. Aquecimento global, CO², você sabe. “Não dá para esperar o poder público. As pessoas devem ocupar os espaços, cuidar das ruas”, afirma Goura Nataraj, guerrilheiro de Curitiba que mantém o blog Jardinagem Libertária. “A escolha é: morar em um lugar colorido, com árvores, flores, pássaros, ou em blocos de concreto, respirando gás carbônico”, diz o guerrilheiro carioca Walfrido Neto. Portanto, se aparecerem flores na vizinhança, você já sabe. E se não aparecerem, a gente ensina aqui como fazer.
Disponível em: Galileu, março de 2010, p.13.
Quanto à primeira oração desse trecho, só NÃO se pode afirmar que:
Leia o trecho e, a seguir, assinale a opção correta.
Nas últimas horas de viagem a cavalo, Darwin relata que ‘o caminho ficou cada vez mais difícil, porque atravessa uma terra selvagem e pantanosa’. O grupo viaja na região hoje conhecida como Serra da Tiririca... (adaptado)
Leia o texto abaixo, do qual foram retirados os sinais de pontuação, e, a seguir, assinale a alternativa incorreta quanto às opções para pontuá-lo, uma vez que desconsidera as regras estabelecidas pela gramática.
“Francisca tinha me falado tanto no ossuário disse Levindo como esconderijo confesso que não há melhor.”
Eles blogam. E você?
Após o surgimento da rede mundial de computadores, no início da década de 1990, testemunhamos uma revolução nas tecnologias de comunicação instantânea. Nós, que nascemos em um mundo anterior à Internet, aprendemos a viver no universo constituído por coisas palpáveis: casas, máquinas, roupas etc. O contato se estabelecia entre seres humanos reais por meios "físicos": cartas, telefonemas, encontros.
Em um mundo concreto, a escola não poderia ser diferente: livros, giz, carteiras, quadro-negro, mural. Esse espaço é ainda hoje definido por uma série de símbolos de um tempo passado e tem se mantido relativamente inalterado desde o século XIX. Os alunos atuais, porém, são nativos digitais. Em outras palavras: nasceram em um mundo no qual já existiam computadores, Internet, telefone celular, tocadores de MP3, videogames, programas de comunicação instantânea (MSN, Google Talk etc.) e muitas outras ferramentas da era digital. Seu mundo é definido por coisas imateriais: imagens, dados e sons que trafegam e são armazenados no espaço virtual.
Um dos aspectos mais sedutores do ciberespaço é o seu poder de articulação social. Foi no fim da década de 1990 que os usuários da Internet descobriram uma ferramenta facilitadora da interação escrita entre diferentes pessoas conectadas em uma rede virtual: os weblogs, que logo ficaram conhecidos como blogs. O termo é formado pelas palavras web (rede, em inglês) e log (registro, anotação diária). A velocidade de reprodução da blogosfera é assustadora: 120 mil novos blogs por dia, 1,4 blog por semana.
O blog se caracteriza por apresentar as observações pessoais de seu "dono" (o criador do blog) sobre temas que variam de acordo com os interesses do blogueiro e também de acordo com o tipo de blog. As possibilidades são infinitas: há blogs pessoais, políticos, culturais, esportivos, jornalísticos, de humor etc.
Os textos que o blogueiro insere no blog são chamados de posts. Em português, o termo já deu origem a um verbo, "postar", que significa "escrever uma entrada em um blog". Os posts são cronológicos, porém apresentados em ordem inversa: sempre do mais recente para o mais antigo. Os internautas que visitam um blog podem fazer comentários aos posts.
Justamente porque facilitam a comunicação e permitem a interação entre usuários de todas as partes, os blogs são interessantes ferramentas pedagógicas. Se a escola é o espaço preferencial para a construção do conhecimento, nada mais lógico do que levar os blogs para a sala de aula, porque eles têm como vocação a produção de conteúdo. Por que não criar um blog de uma turma, do qual participem todos os alunos, para comentar temas atuais, para debater questões polêmicas, para criar um contexto real em que o texto escrito surja como algo natural?
Na blogosfera, informação é poder. E os jovens sabem disso, porque conhecem o ciberespaço. O entusiasmo pela criação de um blog coletivo certamente será acompanhado pelo desejo de transformá-lo em ponto de parada obrigatória para os leitores que vagam no universo virtual. E esse desejo será um motivador muito importante. Para conquistar leitores, os autores de um blog precisam não só ter o que dizer, mas também saber como dizer o que querem, escolher imagens instigantes, criar títulos provocadores.
Uma vez criado o blog da turma, as possibilidades pedagógicas a ele associadas multiplicam-se. Para gerar conteúdo consistente é necessário pesquisar, considerar diferentes pontos de vista sobre temas polêmicos, avaliar a necessidade de ilustrar determinados conceitos com imagens, definir critérios para a moderação dos comentários, escolher os temas preferenciais a serem abordados etc. Todos esses procedimentos estão na base da construção de conhecimento.
Outro aspecto muito importante é que os jovens, em uma situação rara no espaço escolar, vão constatar que, nesse caso, quem domina o conhecimento são eles. Pela primeira vez não precisarão virar "analógicos" para se adaptar ao universo da sala de aula. Eu blogo. Eles blogam. E você?
Maria Luiza Abaurre, in Revista Carta na Escola. (adaptado)


