Questões Militares Sobre uso da vírgula em português

Foram encontradas 421 questões

Ano: 2025 Banca: Aeronáutica Órgão: EPCAR Prova: Aeronáutica - 2025 - EPCAR - Cadete |
Q4170568 Português
Em relação à pontuação, assinale a análise INCORRETA.  
Alternativas
Q3450992 Português
A questão se refere ao Texto I.
Texto I
Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras
Em uma empresa de Sorocaba (SP), vendas de mudas para hortas caseiras saltou de 5% para 20% em um período de quatro anos.
As hortas caseiras têm se tornado opção cada vez mais presente na mesa das pessoas. Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.
O mercado já percebeu essa mudança no estilo de vida da população. Em uma empresa, situada em Sorocaba (SP), as vendas de mudas de hortas caseiras saltaram de 5% para 20% em um período de quatro anos, com cerca de 180 mil unidades por semana.
Dentro de casa, é possível cultivar uma série de vegetais distintos. Entre eles, alface, rúcula, brócolis, couve-flor e pepino, garantindo uma alimentação mais saudável, sem agrotóxicos e com um maior valor nutricional.
"Tenho vários clientes que atendo em busca de uma vida mais saudável. É uma distração, uma terapia, uma ocupação. As pessoas relatam que esperam o final de semana para dar uma desestressada, fazendo o próprio manejo da horta ou plantando outras mudas", comenta Marcelo Higashi, dono do espaço.
Fonte: G1. Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sorocabajundiai/nosso-campo/noticia/2025/02/09/algumas-dicas-ajudam-a-melhorar-a-producao-de-hortas-caseiras.ghtml. (Texto adaptado). Acesso em: 09 fev. 2025.
Marque a opção em que a reescrita de trechos do Texto I apresenta inadequações, de acordo com as normas gramaticais, quanto ao uso da concordância verbal.
Alternativas
Q3450989 Português
A questão se refere ao Texto I.
Texto I
Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras
Em uma empresa de Sorocaba (SP), vendas de mudas para hortas caseiras saltou de 5% para 20% em um período de quatro anos.
As hortas caseiras têm se tornado opção cada vez mais presente na mesa das pessoas. Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.
O mercado já percebeu essa mudança no estilo de vida da população. Em uma empresa, situada em Sorocaba (SP), as vendas de mudas de hortas caseiras saltaram de 5% para 20% em um período de quatro anos, com cerca de 180 mil unidades por semana.
Dentro de casa, é possível cultivar uma série de vegetais distintos. Entre eles, alface, rúcula, brócolis, couve-flor e pepino, garantindo uma alimentação mais saudável, sem agrotóxicos e com um maior valor nutricional.
"Tenho vários clientes que atendo em busca de uma vida mais saudável. É uma distração, uma terapia, uma ocupação. As pessoas relatam que esperam o final de semana para dar uma desestressada, fazendo o próprio manejo da horta ou plantando outras mudas", comenta Marcelo Higashi, dono do espaço.
Fonte: G1. Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sorocabajundiai/nosso-campo/noticia/2025/02/09/algumas-dicas-ajudam-a-melhorar-a-producao-de-hortas-caseiras.ghtml. (Texto adaptado). Acesso em: 09 fev. 2025.
Leia o trecho retirado do Texto I.
“Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.”
Sobre o uso da vírgula no trecho acima, marque a opção que segue a mesma regra.
Alternativas
Q3303810 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
No seguinte trecho do texto "Tempo da Ansiedade", de Ana Helena Reis: "Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue...", a pontuação tem um papel importante para a compreensão do sentido da frase. Assinale a alternativa que descreve corretamente a função da pontuação utilizada.
Alternativas
Q3272852 Português
Texto 2 


Por parte de pai 


    Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco. 

    [...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.  

    [...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: “Oi, seu Queirós”. Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avo, assentada na sala, fazendo bico de croché em pano de prato, não via a rua. 

    [...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras. 

    Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada. 

    Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia. 

    [...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.  

    [...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. lá passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.

    [...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou: 

    O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, arvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as historias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo. 

    [..] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milénios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo. 

    Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.


Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995. 
Assinale a opção em que a reescritura do trecho abaixo respeita a norma culta e o sentido do texto original.

“O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar.” (4° §) 
Alternativas
Q3256312 Português

Texto 2


COBRANÇA


   Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: "Aqui mora uma devedora inadimplente.


   - Você não pode fazer isso comigo - protestou ela.


   - Claro que posso - replicou ele.- Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou o cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.


    - Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise... 


    - Já sei - ironizou ele. - Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.


    - Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...


   - Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando esse cartaz, até você saldar a sua dívida.


    Neste momento começou a chuviscar.


   - Você vai se molhar- advertiu ela. - Vai acabar ficando doente.


   - Ele riu, amargo:


   - E dai? Se você está preocupada com a minha saúde, pague o que deve.


   - Posso lhe dar um guarda-chuva...


   - Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.


   Ela agora estava irritada:


   - Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui. 


   - Sou seu marido - retrucou ele - e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que você quer que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.


  - Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para o outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.



SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

"Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro." (15° §). Ao reescrever o trecho, a pontuação se mantém correta em:
Alternativas
Q3226936 Português
Texto 2 

COM O САСНОRRO AO LADO

Toda manhã saía levando o cachorro a passear. Era umaboa justificativa o cachorro, para ele que, aposentado,talvez não tivesse outra. la caminhando devagar até aavenida junto ao mar, e lá chegando deixava-se ficar numbanco, o olhar posto nos navios fundeados ao largo. Haviasempre muitos navios. No seu tempo de prático, naviosnão precisavam esperar. De lancha ou rebocador, emcalmaria ou em tempestade, ele cruzava a barra e, no maraberto, se aproximava do casco tão mais alto do que suaprópria embarcação, olhava para cima avaliando adistância, começava a subir pela escadinha ondeante.Havia riscos. Muitas vezes chegara na ponte de comandoencharcado. Mas era o que sabia fazer, e o fazia melhordo que outros. Melhor do que outros conhecia as lajessubmersas, os bancos de areia, as correntezas todasdaquele porto, e nele conduzia os navios como se a águafosse vidro e ele visse o que para os demais era oculto.Os navios entravam no porto como cegos guiados porquem vê. Havia sido um belo trabalho. Agora sentava-seno banco junto ao mar, e olhava ao longe os navios. Sabiaque não estavam ali à espera do prático. O tráfegomarítimo havia aumentado ano a ano, e aos poucostornara-se necessário esperar por uma vaga no porto,como em qualquer estacionamento de automóveis. Mas.sentado no banco, com o cachorro deitado a seu lado,gostava de pensar que na névoa da manhã os naviosesperavam por ele, esperavam a lancha ou o rebocadorque o traria até junto do alto casco, quando entãolevantaria a cabeça avaliando a distância antes decomeçar a subir. Um a um, aqueles navios agora cravadosna água como se na rocha, sairiam da névoa e,comandados por ele cruzariam a barra entrando no porto.Progressivamente, o horizonte ficaria despovoado. Seusdevaneios chegavam só até esse ponto, só até ohorizonte desimpedido. Acrescentava ainda um lamentode sirene, longo. Depois se levantava do banco. Ocachorro se levantava do chão. O passeio da manhäestava terminado.

COLASANTI, Marina. Hora de alimentar serpentes. São Paulo:Editora Global, 2013.
Observe o trecho abaixo.
"Mas, sentado no banco, com o cachorro deitado a seu lado, gostava de pensar que na névoa da manhã os navios esperavam por ele (...)".

Assinale a opção em que a reescritura do trecho mantém a correção gramatical, com relação à pontuação.
Alternativas
Q4181442 Português
Missão da Nasa decola rumo ao asteroide Psyche

A agência espacial americana alça voo para o asteroide Psyche, na busca por compreender os mistérios de um mundo metalizado, revelando segredos da formação do sistema solar

Publicado em 13 de outubro de 2023, 12h12


     A Nasa lançou, nesta sexta-feira, 13, uma missão ao distante asteroide Psyche, um mundo feito de metal até então não estudado, que os cientistas acreditam que poderia ser o núcleo de um antigo corpo celeste.

    A sonda da missão Psyche decolou conforme planejado, às 10h19, horário local (11h19 no horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX.

[...]

    A humanidade já visitou mundos feitos de rochas, gelo ou gás. Mas "esta será a primeira vez que o fará em um mundo que tem uma superfície metálica", disse Lindy Elkins-Tanton, gestora científica da missão, em coletiva de imprensa.

   A viagem será longa: Psyche está localizada na parte externa do cinturão de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sonda da Nasa percorrerá cerca de 3,5 bilhões de quilômetros para chegar até lá, provavelmente no verão boreal (hemisfério norte) de 2029.

   Graças à luz refletida em sua superfície, os cientistas sabem que Psyche é muito densa e feita de metal, além de algum outro material, talvez rochas. "Não sabemos realmente como é Psyche", explicou a pesquisadora. "Costumo brincar que tem o formato de uma batata, porque as batatas têm vários formatos diferentes, então não estou errada".

    Os cientistas pensam que Psyche, com mais de 200 quilômetros de comprimento, pode ser o núcleo de um antigo corpo celeste, cuja superfície foi arrancada por impactos de asteroides.

    A Terra, como Marte, Vênus e Mercúrio, tem um núcleo metálico. "Nunca veremos esses núcleos, é muito quente e muito profundo", disse Lindy ElkinsTanton. A missão a Psyche é, portanto, "nossa única maneira de ver um núcleo".

[...]

   A sonda permanecerá em órbita ao redor de Psyche por pouco mais de dois anos para estudá-la, alternando entre diversas altitudes.

  Serão utilizados três instrumentos científicos: imagens multiespectrais para fotografá-lo, espectrômetros para determinar sua composição e magnetômetros para medir seu campo magnético.

  Para se deslocar, a sonda também utilizará propulsores de efeito Hall, uma novidade nas viagens interplanetárias. Esses motores utilizam a eletricidade fornecida pelos painéis solares da sonda para obter íons de um gás nobre (gás xenônio), que são acelerados pela passagem por um campo elétrico.

   Eles são, então, ejetados em alta velocidade, "cinco vezes mais rápido que o combustível que sai de um foguete convencional", disse David Oh, engenheiro da Nasa. "É o tipo de coisa que vimos em Star Wars e Star Trek, mas hoje estamos tornando o futuro uma realidade", disse ele.

   A missão Psyche também testará um sistema de comunicação a laser, que deverá permitir a transmissão de mais dados do que comunicações por rádio.


Adaptado de: https://exame.com/ciencia/missao-da-nasa-decolarumo-ao-asteroide-psyche/. Acesso em: 14 nov 2023. 
Assinale a alternativa em que se apresenta uma sentença adaptada do texto, na qual se preserva o uso correto da pontuação. 
Alternativas
Q4181363 Português
O papel da memória e a memória de papel


    Com espantosa frequência, leilões on-line oferecem ao mercado preciosos documentos públicos. Enquanto atuaram em funções estatais, personagens como Epitácio Pessoa, José de Alencar, Machado de Assis ou Pedro 2º produziram documentos públicos que, hoje, são disputados como investimento, como raridade colecionável e até como instrumento de crimes financeiros. A depender do conteúdo, do autógrafo, do estado de conservação e da procedência, um documento pode alcançar milhares de reais. 

    Papéis tramitados entre duas esferas públicas, contudo, estão sujeitos, caso autênticos, ao art. 10 da Lei nº 8.159/1991, que proíbe a comercialização de documentos de valor histórico egressos de arquivos públicos.

    A Instrução Normativa 01/2007 do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) exige que leilões contendo documentos produzidos até o ano de 2000 sejam previamente informados ao órgão para análise de restrições de circulação ou identificação de eventual interesse de alguma instituição de acautelamento de patrimônio cultural.

    A partir dessa informação, a autoridade pode exigir a retirada do documento do leilão definitivamente ou, caso seja necessário, para a realização de perícia, a fim de identificar, por exemplo, numerações, carimbos, vestígios de amarração, marcas de que o papel foi destacado de alguma encadernação, além do próprio conteúdo oficial do documento. Tudo isso para definir autenticidade e procedência do documento, mas nem sempre a comunicação prévia é feita. 

    Um documento público original assinado por Epitácio Pessoa, por exemplo, antes de chegar a uma grande plataforma de leilão on-line como eBay, Catawiki, Mercado Livre ou LeilõesBR, ou a grupos de WhatsApp, Facebook e Telegram, provavelmente saiu de modo ilícito de algum arquivo federal ou estadual. O aperfeiçoamento da legislação esparsa e a adoção de medidas interinstitucionais são um caminho urgente e necessário para salvaguardar o patrimônio documental.

    Neste momento, a Câmara dos Deputados discute o Projeto de Lei nº 2.789/2021, que atualiza a Lei de Arquivos (Lei nº 8.159/1991) e torna improbidade administrativa o ato de "agir ou concorrer para a perda, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens materiais e imateriais do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro, inclusive mediante desestruturação e corte de verbas para custeio dos órgãos incumbidos de proteger tal acervo".

    A proposta é bem-vinda. Não é razoável que a Lei de Improbidade (Lei nº 8.429/1992) ainda não contenha uma única referência a bens culturais. Mas essa medida ainda demoraria algum tempo até produzir efeitos concretos em uma realidade que, neste momento, já exige providências urgentes.

    Uma ação complementar, de efeitos mais rápidos, poderia mobilizar os ministérios da Cultura e da Justiça e o Ministério Público para obrigar os marketplaces a se comprometer com "effective moderation policies" e impedir a venda de bens culturais sem prova de origem e comercialização lícitas. Medidas auxiliares incluiriam a adoção de códigos de conduta para essas plataformas digitais e o desenvolvimento de "bots" para detectar automaticamente, a partir da análise de imagens ou palavras-chave via inteligência artificial, bens procurados.

    A Constituição Federal definiu os documentos como parte do patrimônio cultural do Brasil (art. 216, inc. IV) e fixou que é competência comum de todos os entes da Federação protegê-los (art. 23, inc. III). A Unesco, por sua vez, ao aprovar a "Declaração Universal sobre Arquivos", em 2011, destacou o "papel essencial dos arquivos para (...) assegurar a memória individual e coletiva, e para compreender o passado, documentar o presente com vista a orientar o futuro".

    Documentos – textuais, cartográficos, iconográficos, fonográficos etc. – são preciosas fontes de informação, e subtraí-los, extraviá-los, danificar ou destruir é pôr em risco a nossa memória. Sem memória, é impossível haver cultura e, sem cultura, nada resta da sociedade. Descuidar do patrimônio arquivístico, portanto, é o mesmo que abandonar uma parte de nós mesmos, de nossa humanidade.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/11/opapel-da-memoria-e-a-memoria-de-papel.shtml. Acesso em: 17 nov. 2023. 
Assinale a alternativa que analisa e explica corretamente o uso de vírgulas no trecho a seguir:

“A partir dessa informação, a autoridade pode exigir a retirada do documento do leilão definitivamente ou, caso seja necessário, para a realização de perícia, a fim de identificar, por exemplo, numerações, carimbos, vestígios de amarração, marcas de que o papel foi destacado de alguma encadernação, além do próprio conteúdo oficial do documento.”
Alternativas
Q3264216 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


Incentivo bem-vindo


    Políticas de transferência de renda, quando bem desenhadas e focadas, já se provaram altamente positivas no Brasil e em outros países com grande desigualdade social. A eficácia aumenta quando são centradas em alvos específicos e exigem contrapartidas dos beneficiados. Essa premissa parece ter sido seguida no projeto de lei que cria a Poupança do Ensino Médio, mais conhecido como Pé de Meia, com o objetivo de estimular jovens de baixa renda a concluírem o ensino médio.

    Como bem se sabe, os indicadores educacionais têm sido há décadas um dos principais gargalos para o crescimento econômico e a redução da desigualdade social no Brasil. Manter as crianças na escola foi uma contrapartida incluída pelos gestores públicos para as famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Escola, no fim dos anos 1990. Com a ampliação desse programa de transferência de renda para o Bolsa Família, na década seguinte, essa e outras exigências foram sabiamente preservadas. O resultado foi o inegável salto nas estatísticas de conclusão do Ensino Fundamental 1 e menos crianças expostas à mendicância.

    Aos quesitos básicos para manter-se no programa – assistir às aulas e obter a aprovação no ano letivo –, somam-se as obrigações de concluir o Ensino Médio e realizar os exames do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) e do Enem. Ingressar em uma faculdade, obviamente, será decisão pessoal. Mas os elementos essenciais, em tese, estarão dados.

    Todo esforço é válido para estimular o acesso de jovens de baixa renda ao mercado de trabalho e às universidades. Obviamente, não basta que os alunos sejam incentivados a ficar na escola. É preciso que a escola seja boa o bastante para fazer a diferença na vida desses estudantes.


(Opinião, 19.01.2024. Disponível em:
https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
 
O emprego de vírgula(s) tem o objetivo de separar uma expressão explicativa em:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: PM-MG Órgão: PM-MG Prova: PM-MG - 2024 - PM-MG - Soldado |
Q3055938 Português
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao uso obrigatório da vírgula: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2024 - PM-SP - PM - Sargento |
Q3029756 Português
Assinale a frase construída com pontuação correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2024 - PM-SP - Soldado PM de 2ª Classe |
Q2553692 Português
Assinale a frase em que todos os sinais de pontuação foram bem-empregados. 
Alternativas
Q2551758 Português
Considere os trechos a seguir e as explicações entre parênteses quanto ao uso de vírgulas.
I. "Devemos buscar o desenvolvimento econômico, mas, ao mesmo tempo, nos conscientizar de nossa responsabilidade ambiental.” (há um erro no emprego das vírgulas com relação à conjunção “mas”)
II. “Devemos considerar não só as escolhas de compra e consumo, mas também as formas de utilização e reuso de bens e recursos disponíveis na natureza.” (na construção “não só” "mas também", a vírgula é facultativa)
III. “O aproveitamento da água da chuva é uma ótima alternativa não só aos gastos excessivos em sua conta, como também em questões de sustentabilidade.” (o emprego da vírgula, na construção “não só” "como também", é incorreto)
IV. “Promover o crescimento econômico é fundamental, e, para construirmos um futuro sustentável, ele deve ser pensado com responsabilidade ambiental.” (a vírgula antes da conjunção “e” marca uma adversidade)
Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q2547472 Português
Para responder à questão proposta, considere os seguintes textos:


Texto 1:

Excertos do Edital DRH/CRS Nº 14/2023 - CFSd QPE-PM

3.2 Função geral/missão do cargo de Soldado da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais: Executar atividades de policiamento ostensivo, a fim de prevenir e reprimir a criminalidade, garantindo a ordem e a segurança pública e promovendo os direitos fundamentais para o alcance da paz social.

(...)

3.5 Condições gerais de exercício do cargo: trabalhar em contato cotidiano com o público, de forma individual ou em equipe, sob supervisão permanente, em ambiente de trabalho que pode ser fechado ou a céu aberto, a pé, montado ou em veículos, em horários diversos (diurno, noturno ou em rodízio de turnos); atuar em condições adversas e de risco de contágio de moléstias e de morte em sua rotina de trabalho.

POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS. Edital DRH/CRS Nº 14/2023CFSd QPE-PM. Disponível em: https://intranet.policiamilitar.mg.gov.br/conteudoportal/sites/concurso/071220232023278950.pdf. Acesso em: 10 de jan. de 2024.


Texto 2:

EMOCIONANTE

Militar faz parto às margens de rodovia: 'Ajudei uma criança a nascer'

Ele realizou um parto às margens da MG-010, nas proximidades do bairro Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Um Policial Militar viveu, nesta terça-feira (27), uma experiência fora da rotina do combate e prevenção à criminalidade. Ele realizou um parto às margens da MG-010, nas proximidades do bairro Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o militar que atendeu a ocorrência, o cabo Walace Ferreira, uma gestante estava acompanhada do marido e do cunhado quando precisou de ajuda. Eles estavam a caminho do hospital quando a mulher entrou em trabalho de parto dentro do veículo da família. Para tentar auxiliar a mulher, que estava no banco traseiro do veículo, o pai da criança estacionou o carro às margens da rodovia. Por sorte, militares passaram pelo local, no momento do parto. O homem, então, solicitou auxílio dos policiais que realizaram o parto e o corte do cordão umbilical. Após o nascimento da criança, a mãe e o bebê foram encaminhados para o Hospital Risoleta Neves, onde exames seriam realizados. "Tenho 16 anos de corporação e esta foi a primeira vez que participei de uma ocorrência deste tipo. Sempre atendi ocorrências de grande complexidade e perigo e, hoje, pude ter uma experiência inédita, inovadora e gratificante, de ajudar uma criança nascer", lembrou o militar.

BRITO, Alice. MARÇAL, Manuel. O tempo.com.br.2022. Militar faz parto às margens de rodovia: 'Ajudei uma criança a nascer'. Disponível em: https://www.otempo.com.br/cidades/video-militar-faz-parto-as-margens-derodovia-ajudei-uma-crianca-a-nascer-1.2740817. Acesso em: 10 de jan. de 2024.


Texto 3:

Segunda Pele – o preço da ordem

Quanto custa ao ser humano que veste uma farda combater a crueldade do crime? Essa pergunta deu origem à Segunda Pele, nova série policial criada pela Polícia Militar de Minas Gerais, com direção de Guto Aeraphe e produção de Humberto de C.Rezende. Com 6 episódios de 20 minutos cada, a série foi idealizada pela Diretoria de Comunicação Organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais como parte do plano de comunicação da PMMG. Inspirada em diversas ocorrências, e principalmente, na vida cotidiana dos policiais militares, a série tem o objetivo de valorizar estas pessoas que dedicam suas vidas a servir a comunidade, mesmo com o risco iminente de perderem a vida.

POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS. Série Segunda Pele. Disponível em:
<https://www.policiamilitar.mg.gov.br/site/4bpm/noticias/244323/serie-segunda-pele> Acesso em: 10 de jan.
de 2024.
Marque a opção que contém a justificativa CORRETA para o emprego da vírgula: 
Alternativas
Q2469276 Português

Assinale a alternativa cujo emprego da vírgula segue a mesma regra da oração abaixo.


A gargalhada inesperada, quebrando o silêncio, ressoou pelo salão. 

Alternativas
Q2350461 Português
Texto 1A1-I


          Atitudes de confiança em relação a situações, pessoas ou sistemas específicos, e também num nível mais geral, estão diretamente ligadas à segurança psicológica dos indivíduos e dos grupos. Confiança e segurança, risco e perigo, existem em conjunções historicamente únicas nas condições da modernidade. Os mecanismos de desencaixe, por exemplo, garantem amplas arenas de segurança relativa na atividade social diária. Pessoas que vivem em países industrializados, e em certa medida em qualquer lugar hoje, estão geralmente protegidas contra alguns dos perigos enfrentados rotineiramente em tempos pré-modernos — como as forças da natureza. Por outro lado, novos riscos e perigos, tanto locais quanto globais, são criados pelos próprios mecanismos de desencaixe. Comidas com ingredientes artificiais podem ter características tóxicas ausentes das comidas mais tradicionais; perigos ambientais podem ameaçar os ecossistemas da Terra como um todo.


Anthony Giddens. Modernidade e identidade. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002, p. 25 (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto 1A1-I, assinale a opção correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Sargento |
Q2567477 Português




(Bill Waterson. O melhor de Calvin. www.estadao.com.br, 16.07.2023. Adaptado)


Assinale a alternativa em que o acréscimo de uma vírgula ao trecho da tira preserva a correção gramatical e o sentido.
Alternativas
Q2364907 Português
Texto CB1A1-I   

    É importante não confundir juízos de valor com julgamentos moralizadores. Todos fazemos juízos de valor sobre as qualidades que admiramos na vida; por exemplo, podemos valorizar a honestidade, a liberdade ou a paz. Os juízos de valor refletem o que acreditamos ser melhor para a vida. Fazemos julgamentos moralizadores de pessoas e comportamentos que estão em desacordo com nossos juízos de valor; por exemplo, “A violência é ruim; pessoas que matam outras são más”. Se tivéssemos sido criados falando uma linguagem que facilitasse exprimir compaixão, teríamos aprendido a articular diretamente nossas necessidades e nossos valores, em vez de insinuarmos que algo é ou está errado quando eles não são atendidos. Por exemplo, em vez de “A violência é ruim”, poderíamos dizer: “Tenho medo do uso da violência para resolver conflitos; valorizo a resolução de conflitos por outros meios”.   
    A relação entre linguagem e violência é tema das pesquisas de O. J. Harvey, professor de psicologia na Universidade do Colorado. Ele tomou amostras aleatórias de obras literárias de países mundo afora e tabulou a frequência das palavras que classificam e julgam as pessoas. Seu estudo constata elevada correlação entre o uso frequente dessas palavras e a incidência de violência. Não me surpreende saber que existe consideravelmente menos violência em culturas nas quais as pessoas pensam em termos das necessidades humanas do que em outras nas quais as pessoas se rotulam de “boas” ou “más” e acreditam que as “más” merecem ser punidas. Em 75% dos programas exibidos nos horários em que existe maior probabilidade de as crianças americanas estarem assistindo à TV, o herói ou mata pessoas, ou as espanca. Os telespectadores (a quem se ensinou que os maus merecem castigo) sentem prazer em ver essa violência.   
    Na raiz de grande parte ou talvez de toda violência — verbal, psicológica ou física, entre familiares, tribos ou nações —, está um tipo de pensamento que atribui a causa do conflito ao fato de os adversários estarem errados, assim como a correspondente incapacidade de pensar em si mesmos ou nos outros em termos de vulnerabilidade — o que a pessoa pode estar sentindo, temendo, ansiando, do que pode estar sentindo falta, e assim por diante. 

Marshall Rosenberg. Comunicação não violenta. 
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 
São Paulo: Ágora, 2006, p. 34-35 (com adaptações). 
Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CB1A1-I caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após 
Alternativas
Q2260599 Português
      Fomos jantar com a minha velha. Já lhe podia chamar assim, posto que os seus cabelos brancos não o fossem todos nem totalmente, e o rosto estivesse comparativamente fresco; era uma espécie de mocidade quinquagenária ou de ancianidade viçosa, à escolha... Mas nada de melancolias: não me compraz falar dos olhos molhados, à entrada e à saída. Pouco entrou na conversação. Também não era diferente da costumada. José Dias falou do casamento e suas belezas, da política, da Europa e da homeopatia, tio Cosme das suas moléstias, prima Justina da vizinhança, ou de José Dias, quando ele saía da sala.
       Quando voltamos, à noite, viemos por ali a pé, falando das minhas dúvidas. Capitu novamente me aconselhou que esperássemos. Sogras eram todas assim; lá vinha um dia e mudavam. Ao passo que me falava, recrudescia de ternura. Dali em diante foi cada vez mais doce comigo; não me ia esperar à janela, para não espertar-me os ciúmes, mas quando eu subia, via no alto da escada, entre as grades da cancela, a cara deliciosa da minha amiga e esposa, risonha como toda a nossa infância. Ezequiel às vezes estava com ela; nós o havíamos acostumado a ver o ósculo da chegada e da saída, e ele enchia-me a cara de beijos.

(Machado de Assis, Dom Casmurro. Adaptado)
A alternativa em que se adota nova pontuação, de acordo com a norma-padrão, para a passagem – José Dias falou do casamento e suas belezas, da política, da Europa e da homeopatia, tio Cosme das suas moléstias, prima Justina da vizinhança, ou de José Dias, quando ele saía da sala. – é:
Alternativas
Respostas
21: A
22: D
23: D
24: D
25: D
26: B
27: A
28: A
29: A
30: E
31: B
32: B
33: A
34: D
35: A
36: D
37: C
38: C
39: E
40: D