Questões Militares
Comentadas sobre uso da vírgula em português
Foram encontradas 319 questões
Avião da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo cai na Ucrânia
Assessor de ministério ucraniano disse que aeronave teria sido abatida.
Região da queda está sob controle de milicianos separatistas pró-Rússia.
Um Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, nesta quinta-feira (17). A informação inicial era de que seriam 295, mas a companhia atualizou o número.
A agência russa Interfax afirmou que o avião teria sido derrubado quando estava a 10 mil metros de altitude. [...]
A Malaysia Airlines informou que perdeu contato com o voo MH17 às 14h15 GMT (11h15 de Brasília) a cerca de 50 km da fronteira entre Ucrânia e Rússia. O avião havia decolado de Amsterdã, na Holanda, às 12h15 locais, e deveria chegar a Kuala Lumpur, na Malásia, às 6h10 desta sexta-feira (18), também no horário local.
A aeronave voava normalmente, sem registro de problemas, até desaparecer do radar, segundo Dmytro Babeychuk, chefe do órgão regulador do espaço aéreo ucraniano. A Associação Internacional de Transporte Aéreo informou que o avião voava em uma área livre de restrições.
Após a queda do avião, todo o espaço aéreo no leste da Ucrânia foi fechado, disse a Eurocontrol em comunicado.
(Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/aviao-
da-malasia-com-295-bordo-cai-na-ucrania-diz-agencia.html.)
Analise as afirmativas referentes às estruturas destacadas a seguir.
I. No 4º§, a vírgula antes de “chefe” foi empregada para separar o aposto do termo fundamental.
II. No 1º§, a vírgula antes de “mas” é dispensável, pois não há uma quebra da sequência sintática.
III. Caso a ordem direta da 1ª oração do período fosse aplicada no 5º§, a vírgula após “avião” seria necessária.
Estão corretas as afirmativas
“Depois Iracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.”
I. Para digerir o saber, é necessário que ele seja devorado com apetite.
II. O papel, explicam os cientistas, amarela com o tempo por causa de uma substância chamada lignina.
III. O rio São Francisco permite a agricultura em suas margens, irriga terras distantes.
A(s) vírgula(s) separa(m)
( ) a oração assindética.
( ) a oração intercalada.
( ) a oração adverbial reduzida.
No período “Um ano depois da morte de Colombo, que passou a vida sem entender bem o que havia encontrado” (l.46-48), a vírgula, empregada para separar o sujeito do predicado, torna mais claras as informações para o leitor.
No período “Nesse mesmo documento, Colombo escreveu que, segundo o que os índios haviam informado, ele estava a caminho do Japão” (l.31-33), a primeira vírgula foi empregada para isolar termo com valor adverbial e as demais, para isolar uma oração de valor temporal intercalada.
Nos trechos “Além disso, se o nosso planeta for um exemplo representativo da evolução da vida Cosmos afora, isso significa que (...)” (l.32-34) e “teria havido tempo, na fase ‘molhada’ do passado de Marte, para que ao menos alguns micróbios aparecessem” (l.37-39), as vírgulas são empregadas pelo mesmo motivo: isolar termos com a mesma função gramatical.
Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto caso os parênteses empregados nas linhas 27 e 28 fossem substituídos por vírgulas
I - Vou solicitar ajuda ao meu colega para levar as caixas. Caso a locução verbal destacada seja substituída pela forma verbal simples (solicitarei), haverá mudança no sentido da frase. II - Senhor José, traga, por gentileza, o memorando. A primeira vírgula está empregada indevidamente, pois separa o sujeito do verbo e prejudica a coerência frasal. III - Prefiro contos à Machado de Assis. Diante de palavras masculinas não ocorre crase, porém se as expressões à maneira de ou à moda de estiverem subentendidas, o uso da crase será facultativo. IV - Faz dois anos que ele pediu transferência. Quando o verbo fazer refere-se a tempo decorrido deve ser usado no singular. V - A tenente deu uma entrevista onde afirmou que a Operação Carnaval estava definida. O uso do pronome relativo onde está incorreto.
I - Usa-se a vírgula para marcar a supressão do verbo. II - Usa-se a vírgula para separar o aposto explicativo. III - Separa-se por vírgula o objeto pleonástico. IV - Usa-se a vírgula para separar as datas das localidades.
( ) Campo Grande, 13 de setembro de 2013. ( ) Machado de Assis, autor de Dom Casmurro, foi um ótimo escritor. ( ) No mar, os peixes. ( ) O caderno, guarda-o na pasta da escola.
A sequência correta é:
Analise o trecho abaixo e, em seguida, indique quantas vírgulas são necessárias para que a pontuação do trecho fique adequada aos padrões normativos.
Aos 12 anos Maria de Jesus deixou os oito irmãos na casinha apertada em Paripe na periferia de Salvador para ser entregue pela mãe a uma família com a promessa de ser tratada como filha e ir à escola pela primeira vez. Em troca faria o trabalho doméstico. A realidade era outra. Sem remuneração ela teve de servir aos patrões 24 por dia durante sete anos.
Fronteiras do pensamento
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (superfícies e essências), do físico convertido em cientista cognitivo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem a demonstrá-la.
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argumentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algumas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias. Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), banais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “vendo” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo que não nos demos conta disso.
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categorização, que muitos especialistas consideram a base do pensamento, não envolve nada mais do que fazer analogias.
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digressões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas, estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia teriam sido suficientes.
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
