Questões Militares Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q743642 Português

Texto 2

The Queen

    Confesso que gosto da rainha Elizabeth, que, se entendi bem, o que eu duvido, colocou um blog, ou coisa parecida, seu na internet. Ela parecia exercer seu reinado com placidez e um toque de tédio, de quem gostaria mesmo de estar com os seus cavalos, embora às vezes seja difícil saber se alguém está chateado ou apenas sendo inglês em público. Mas, agora, sabe-se que o enfado da rainha escondia um desejo secreto de modernização e relevância. O blog da rainha seria uma resposta às repetidas sugestões para que se aposente. Ela se renova para ficar. Ou talvez só esteja preocupada em poupar a nação do Charles, ou o Charles da nação.
    Nas fotografias de Elizabeth quando moça, nota-se — se não for uma tara minha — uma certa sensualidade no rosto, algo nos olhos que ela teve que domar para não fugir com um cavalariço, ficar e cumprir suas obrigações. Sobrou disso uma resignação irônica que se vê nos cantos da sua boca até hoje. O inglês Alan Bennett escreveu uma peça sobre Anthony Blunt, um aristocrático historiador de arte que era consultor do palácio e também, soube-se muitos anos depois, espião da União Soviética, em que a rainha aparece, de surpresa, numa cena. Elizabeth e Blunt têm uma conversa sobre a autenticidade na arte que também é uma conversa sobre a duplicidade nas pessoas e a crescente vulgarização da monarquia e suas riquezas, e em que ela diz: “Um monarca já foi definido como alguém que não precisa olhar antes de se sentar. Não mais. É preciso olhar, hoje em dia, pois uma boa possibilidade de a sua cadeira não estar ali, mas em exibição em outro lugar.” A frase é de Bennett, mas é possível imaginá-la dita pela rainha, com o meio sorriso desencantado de quem um dia sonhou ser outra coisa, mas não teve escolha.
(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós
temos ver com isso
. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 131-132)
Em “Elizabeth e Blunt têm uma conversa sobre a autenticidade na arte...”, observa-se o emprego do acento circunflexo no verbo ter porque:
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Q715196 Português

                                      Vidas curtas

      O Brasil tem assistido a um aumento crescente de mortes violentas entre os jovens. Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, passando de 633 mortes em cada 100 mil habitantes para 568, a mortalidade na faixa de 15 a 24 anos aumentou de 128 a cada 100 mil jovens para 133, nesse período, de acordo com dados do Ministério da Justiça (MJ). Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas que veem diferentes causas e soluções para o problema.

      De acordo com o último Mapa da Violência do Ministério da Justiça, elaborado anualmente em parceria com o Instituto Sangari – organização não governamental presente em 17 países – a maioria dessas mortes é violenta e causada por fatores externos, como homicídio, suicídio e acidente de trânsito. Em 2008, último ano analisado pelo estudo, essas três causas foram responsáveis por 62,9% das mortes dos jovens brasileiros. Na população adulta, apenas 10% se deram por essas razões. (...)

      O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é um país continental que exige uma estratégia de mesmas proporções. São necessárias medidas de grande impacto. A melhor ferramenta é a educação”, afirma. “A escola tem um papel fundamental porque, além de ser ela mesma um foco de violência, o que precisa ser mudado, ela tem o poder da transformação pelos estudos.”

(Revista Ciência Hoje. nº. 282, volume 47, junho 2011, pág. 50-52 / fragmento com adaptações)

De acordo com a relação sintática estabelecida pelo termo grifado no segmento a seguir, relacione a coluna da direita com a da esquerda e depois marque a alternativa que possui a sequência correta. (Alguns números não serão usados.)

(1) Sujeito

(2) Predicado verbo-nominal

(3) Objeto direto

(4) Complemento nominal

(5) Agente da passiva

(6) Objeto indireto

(7) Adjunto adnominal


( ) “... tem assistido a um aumento crescente de mortes...”

( ) “Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas...”

( ) “... país continental que exige uma estratégia...”

( ) “A escola tem um papel fundamental...”

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Q715185 Português

                                       A dor do mundo

      Por muito tempo achei – escrevi e disse – que os males humanos foram sempre mais ou menos os mesmos, e que a loucura toda já contamina o nosso café da manhã pelo universo cibernético. As aflições, as malandragens, as corrupções, os assassinatos absurdos, os piores aleijões morais, tudo é meu, seu, nosso pão de cada dia. Mas, de tempos para cá, comecei a achar que era lirismo sentimental meu. Estamos bem piores, sim. Por sermos mais estressados, por termos valores fracos, tortos ou nenhum, porque estamos incrivelmente fúteis e nos deixamos atingir por qualquer maluquice, porque até nossos ídolos são os mais transtornados, complicados. Nossos desejos não têm limite, nossos sonhos, por outro lado, andam ralinhos. Temos manias de gourmet, mas não podemos comer. Vivemos mais tempo, mas não sabemos o que fazer com ele. Podemos ter mais saúde, mas nos intoxicamos com excesso de remédios. Drogas habituais não bastam, então usamos substâncias e doses cavalares.

      A sexualização infantil é um fato e começa em casa com mães amalucadas e programas de televisão pornográficos a qualquer hora do dia. O endeusamento da juventude a enfraquece, os adolescentes lidam sozinhos com a explosão de seus hormônios e a permissividade geral que anula limites e desorienta.

      ”(...)”

      Uma cantora pop, que me desinteressava pela aparência e por algumas músicas, morre, mata-se, por uso desmedido de drogas (álcool sendo uma delas) aos 27 anos. Logo se exibe (quase com orgulho, ou isso já é maldade minha?) uma lista de brilhantes artistas mortos na mesma idade pela mesma razão. Nas homenagens que lhe fazem, de repente escuto canções lindas, com uma voz extraordinária: mais triste ainda, pensar que esse talento se perdeu.

      “(...)”

      Viramos assassinos ao volante, de preferência bêbados. Nossos edifícios precisam ter portarias treinadas como segurança, nossas casas, mil artifícios contra invasores, andamos na rua feito coelhos assustados. Não há lugar nas prisões, então se solta a bandidagem, as penas são cada vez mais brandas ou não há pena alguma. Pena temos nós, pena por nós, pela tão espalhada dor do mundo. Sempre falando em trilhões, brigando por quatrilhões, diante da imagem das crianças morrendo de fome na Etiópia, na Somália e em outros países, tão fracas que não têm mais força para engolir o mingau que alguma alma compadecida lhes alcança: a mãe observa apática as moscas que pousam no rostinho sofrido. Estou me repetindo, eu sei, talvez assim alivie um pouco a angústia da também repetida indagação: que sociedade estamos nos tornando?

      Eu, recolhida na ponta inferior deste país, sou parte dela e da loucura toda: porque tenho alguma voz, escrevo e falo, sem ilusão de que adiantará alguma coisa. Talvez, como na vida das pessoas, esta seja apenas uma fase ruim da humanidade, que conserva fulgores de solidariedade e beleza. Onde não a matamos, a natureza nos fornece material de otimismo: uma folha de outono avermelhada que a chuva grudou na vidraça, a voz das crianças que estão chegando, uma música que merece o termo “sublime”, gente honrada e produtiva, ou que cuida dos outros. Ainda dá para viver neste planeta. Ainda dá para ter esperança de que, de alguma forma, algum dia, a gente comece a se curar enquanto sociedade, e a miséria concreta não mate mais ninguém, enquanto líderes mundiais brigam por abstratos quatrilhões.

               (Lya Luft – Revista Veja – Edição 2228 – ano 44 – nº 31 – 3 de agosto de 2011)  

Em relação às palavras ou expressões grifadas nas orações abaixo e sua função sintática, indique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma e, em seguida, assinale a alternativa que possui a sequência correta.

( ) “... que os males humanos foram sempre mais ou menos os mesmos.” (1º§) – sujeito

( ) “... e programas de televisão pornográficos a qualquer hora...” (2º§) – adjunto adverbial

( ) “... os adolescentes lidam sozinhos com a explosão de seus hormônios...” (2º§) – objeto direto

( ) “... a mãe observa apática as moscas...” (4º§) – predicativo

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Q681115 Português

Leia:

Nada impediria o candidato na realização de seus objetivos.

Como se classifica o sujeito da oração acima?

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Q681108 Português
Assinale a frase em que há predicado verbo-nominal.
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Q664031 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação à classificação do predicado.
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Q664029 Português

Leia os versos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta com relação aos tipos de sujeito.

“ Faz tempo sim que não te escrevo,

Ficaram velhas todas as notícias.

Eu mesmo envelheci.”

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Q661730 Português
O prado, as flores brancas e vermelhas
Está suavemente apresentando;
As doces e solícitas abelhas,
Com um brando sussurro vão voando;
As mansas e pacíficas ovelhas,
Do comer esquecidas, inclinando
As cabeças estão ao som divino
Que faz, passando, o Tejo cristalino.
(Luís Vaz de Camões. Obra completa, 1988.)

Um caso de posposição do sujeito em relação ao verbo ocorre no verso
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Q658090 Português

Quanto ao tipo de predicado, coloque (1) Verbal, (2) Nominal, (3) Verbo-Nominal e, em seguida, assinale a sequência correta.

( ) Diante de tanta injustiça, o povo fica calado.

( ) Nunca os encontrei tão desanimados com as tarefas.

( ) Os manifestantes permaneceram estáticos em frente ao prédio.

( ) Perante aquela enorme desgraça, lanço meu grito de socorro.

Alternativas
Q658088 Português

Leia:

As autoridades e os repórteres que se amontoavam no palanque não se entendiam. Na verdade, pouco se importavam com as pessoas ali presentes.

Os sujeitos das formas verbais destacadas no texto acima classificam-se, respectivamente, como:

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Q655470 Português
Qual alternativa contém uma informação correta quanto ao sujeito da oração?
Alternativas
Q529084 Português

Instrução: Leia o texto, extraído de uma entrevista concedida a Clarice Lispector por Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


Imagem associada para resolução da questão


O pronome relativo que exerce a função de objeto direto, e não de sujeito, apenas no trecho

Alternativas
Q529081 Português

Instrução: Para responder à questão, leia a estrofe, que faz parte de um poema de Camões.


O prado, as flores brancas e vermelhas

Está suavemente apresentando;

As doces e solícitas abelhas,

Com um brando sussurro vão voando;

As mansas e pacíficas ovelhas,

Do comer esquecidas, inclinando

As cabeças estão ao som divino

Que faz, passando, o Tejo cristalino.

(Luís Vaz de Camões. Obra completa, 1988.)


Um caso de posposição do sujeito em relação ao verbo ocorre no verso

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Q481753 Português
Imagem associada para resolução da questão

Sobre os elementos da língua presentes no texto II, é verdadeiro o que se afirma em
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Q258184 Português
Imagem 001.jpg

Com referência às ideias do texto acima e às estruturas linguísticas
nele empregadas, julgue o item que se segue.

O trecho “que a bactéria em questão — Escherichia coli — somente é transmitida a um cultivo quando, nele, estão presentes fezes — animais ou humanas” (L.8-10) exerce a função de sujeito da locução “É sabido” (L.8).

Alternativas
Q250129 Português
Assinale a opção em que a forma verbal se refere a um sujeito diferente do que vem destacado em "Eles já foram acusados de tudo. . ." (1° § )

Alternativas
Q244679 Português
Assinale a oração cujo sujeito é inexistente.
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Q244676 Português
Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir.

Imagem 002.jpg

O sujeito de “enche-se”, no 3º verso é
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Q111711 Português
Considerando o texto acima, julgue os seguintes itens.
O sujeito da oração “transporta muito mais passageiros” (Imagem 002.jpg.8) está elíptico.
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Q2046165 Português

A barbárie nossa de todos os dias

Paulo Henrique Costa Mattos


              Diante da atual onda de violência no Brasil fala-se muito de uma ameaça de regressão à barbárie. A cada dia naturalizam-se as mazelas e as misérias da condição humana, que em nome de um determinismo amparado pelo viés tecnicista e pelas necessidades da concorrência internacional faz predominar o mercado de forma absoluta e de maneira a suprimir quaisquer possibilidades históricas alternativas. Os poderosos de plantão decretam que não existem alternativas e muitos intelectuais, salvo algumas honrosas exceções, se acomodam. Frequentemente quem quer lutar contra tudo isso é taxado de radical, maluco e inconsequente, pois a única postura aceita é o comodismo, o servilismo e a passividade. 

            Um das evidências mais brutais do aviltamento da condição humana e da barbárie instalada é a exploração sexual infantil. A situação de violência e as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil são evidenciadas pelos números. Segundo a ABRAPIA (Associação brasileira multiprofissional de proteção à infância e adolescência), sete crianças e adolescentes sofrem abuso sexual por hora no Brasil. E a estatística é maior ainda quando falamos na exploração mercantil do sexo infantil. Segundo a UNICEF, o Brasil tem 937 municípios onde ocorre a exploração sexual comercial infantil. Destes 937 31,8% estão concentrados no Nordeste, 25,7% no Sudeste, 17,3% no Sul, 11,6% no Centro-Oeste e 13,6% na Região Norte.

Essa é a barbárie nossa de cada dia, que está conduzindo o país a uma encruzilhada existencial e a uma situação de tragédia social como nunca antes vista. 


http://www.socialismo.org.br/portal/questoes-sociais/113-artigo/299--a-barbarie-nossa-de-todos-os-dias [com adaptações]  

Julgue as afirmações abaixo quanto aos fatos gramaticais da língua:
I. Há um desvio de concordância em “31,8% estão concentrados no Nordeste” (linha 19).
II. O verbo “existir” em “que não existem alternativas” (linhas 6-7) está no plural porque seu sujeito é composto.
III. No enunciado “que está conduzindo o país” (linha 21), “que” é um pronome relativo e refere-se a “barbárie nossa de cada dia” (linha 21).
IV. A partícula “se” em “no Brasil fala-se muito de uma ameaça” (linha 1) e em “A cada dia naturalizam-se as mazelas” (linha 2) é, respectivamente, índice de indeterminação do sujeito e partícula apassivadora.
V. Há problemas de sintaxe no trecho “A cada dia naturalizam-se as mazelas e as misérias da condição humana, que em nome de um determinismo amparado pelo viés tecnicista e nas necessidades da concorrência internacional faz predominar o mercado de forma absoluta” (linhas 2-5).
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Respostas
201: D
202: D
203: A
204: C
205: B
206: B
207: C
208: E
209: C
210: A
211: A
212: A
213: E
214: E
215: C
216: D
217: D
218: C
219: C
220: D