Questões Militares
Sobre regência em português
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Considere o fragmento abaixo.
“Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida, mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo, sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu gostaria de, como criança levada que recebeu um presente, dizer:
– Muito obrigado, meu professor.”
Analise as afirmativas a seguir.
I) A situação proposta ocorre no presente e retrocede ao passado quando se refere à figura do mestre: “...me despertou...”, “...mostrou-me...”.
II) Em “Muito obrigado”, o adjetivo concorda com o gênero do locutor.
III) No trecho que vai de “Mas ele sabe, ...dizer:” prevalece a intransitividade verbal.
IV) Infere-se que o mestre é atuante, ele educa e ensina verdadeiramente.
V) As palavras “despertou”, “caminho” e “errei” referem-se à decisão de seguir a carreira militar.
Estão corretas apenas
Bruno Lichtenstein
Rubem Braga
18 de Julho de 1939
Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:
"se entre os amigos encontrei cachorros,
entre os cachorros encontrei-te, amigo".
Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.
Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.
Um vulto se destacou em um salto - e um focinho e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era para a rua, para a liberdade, para a vida ...
Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.
Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.
Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.
O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em Porto Alegre (Uma fada no front)", Ed. Record Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37.
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale
somente UMA opção correta em cada questão.
"Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte." (2°parágrafo)
A regência a que pertence o verbo da oração acima também se encontra no verbo sublinhado na opção:
Considerando a norma culta da língua portuguesa sobre a regência verbal, analise as afirmativas abaixo.
I. Haviam muitos problemas para resolver.
II. Hão de existir leis que protejam os mais fracos de fé.
III. Hão de haver leis que protejam os mais fracos.
IV. Podem haver seres viventes em outros planetas.
Houve falhas de regência verbal nas afirmativas
I- A peça a que assistimos foi dirigida por um dramaturgo de cujo nome não me lembro.
II- Estava rasgado o livro cujas páginas escrevi seu nome e último endereço.
III- Essas são as propostas das quais todos os funcionários discordam.
Estão corretas
I. Pedi-lhe que viesse logo.
II. Entrei e saí das salas confuso e desorientado.
III. O que não se justifica, é o sentimento de desprezo por alguém.
IV. Ele era avesso a que mentissem para o professor.
V. Digne-se em aceitar meu pedido de demissão.

Em relação ao texto acima, julgue os próximos itens.

Em relação ao texto acima, julgue os próximos itens.

A partir do texto acima, julgue os itens a seguir.
A dupla possibilidade de complementos para o verbo enganar, com pronome reflexivo ou não, mantém o texto correto e coerente se o pronome for retirado de “Engana-se” (l.11).
Nas linhas 10 e 11, a repetição da preposição de antes de “sua liberdade”, “sua integridade” e “outros bens” indica que se trata de três expressões que complementam “proteção”, e não “direito”.
1. intransitivo
2. transitivo direto
3. transitivo indireto
4. transitivo direto e indireto
( ) “Os Estados Unidos ocupam um modestíssimo...”
( ) “...ONG inglesa surge na esteira...”
( ) “...permitir às pessoas a conquista da felicidade.”
( ) “...remete à figura romântica do "bom selvagem...”
( ) “Não se trata de uma pergunta fácil.”
( ) "...escreveram sobre a felicidade.”
I - "Há coisas que a gente não esquece" (linha 1) II - "o livro que jamais esqueceríamos" (linhas 31-32)
As frases acima apresentam regencia verbal correta. Identifique, agora, o item em que isso NÃO ocorre.
Pode-se afirmar do enunciado que:
( ) É um período composto por três orações.
( ) Todos os predicados das orações são verbais.
( ) “Caminhos” e “alianças” são complementos de um mesmo verbo.
( ) As orações apresentam sujeito inexistente.
( ) O verbo “espera” tem como complementos um objeto direto e um indireto.
Analise as proposições, acima, e coloque V para Verdadeira e F para Falsa.
Marque a alternativa CORRETA.
do Editorial da Folha de S.Paulo de 4/8/2008. Julgue-os quanto
à correção gramatical.


