Questões Militares
Comentadas sobre regência em português
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“ A época em que vivemos tem uma característica que afeta profundamente as relações interpessoais e, portanto, a vida em sociedade: a desconfiança que criamos em relação ao outro.
Precisamos dos outros. Sem eles não há vida social possível. Convivemos com os outros, como colegas e estranhos, boa parte de nossa vida: no trabalho, nos espaços públicos das cidades, no trânsito, nos transportes coletivos etc. E que tipo de vida é essa, se estamos sempre prontos a pensar que o outro aí está para nos prejudicar?
Nós temos pouco a fazer para mudar este mundo. Os mais novos farão isso. Mas bem que eles poderiam contar com nossa pequena colaboração: a de mostrar a eles que o outro faz parte de nossa vida e que temos com ele uma relação de interdependência.
Por isso, melhor ter apreço e respeito do que desconfiança e hostilidade. Só assim o clima social pode melhorar.”
(Adapt de Eu desconfio, tu desconfias. Rosely Saião, Folha de São Paulo, 21 set. 2010: Equilíbrio, p. 12.)
Nas questões abaixo o número entre parênteses indica o parágrafo
em que se encontra a expressão ou a palavra analisada
Observe o texto abaixo.
O jovem sentou _____ mesa, ceou com a família e depois, colocando _____ óculos de grau, ficou assistindo ___ transmissão da Fórmula 1.
Assinale a alternativa que completa, corretamente, os espaços.
“Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.
Estamos tranquilos. Fizemos este verão com paciência e firmeza, como os veteranos fazem a guerra. Estivemos atentos à lua e ao mar; suamos nosso corpo; contemplamos as evoluções de nossas mulheres, pois sabemos o quanto é perigoso para elas o verão.”
(Rubem Braga: O desaparecido, in A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1967.)
Na oração Aurélia surgiu linda e radiante no baile da corte, podemos afirmar que
I- O predicado é verbo-nominal.
II- O predicado é nominal.
III- O verbo surgir é intransitivo.
IV- O verbo surgir é transitivo indireto.
Estão corretas apenas as alternativas
Leia:
Aquela atitude não representava a vontade da maioria.
Que alternativa substitui o verbo em negrito, de maneira que, no a do período, seja obrigatório o uso de acento grave?
Leia:
I- Paula __________ documentos no ônibus. (esquecer)
II- A secretária __________ comandos sem discutir. (obedecer)
III- Meu colega __________ cargo de chefia. (aspirar)
Qual das alternativas completa as lacunas acima, respeitando a norma culta, quanto à regência verbal?
A ÚLTIMA CRÔNICA
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar- se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê- lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho — um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de coca-cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a coca-cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você. . .“ Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo, O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. De súbito, dá comigo a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(SABINO, Fernando. A companheira de viagem. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1972)
Assinale a alternativa em que os termos preenchem corretamente as lacunas do texto:
A Lei da Ficha Limpa é uma prova da evolução do processo democrático no país. As coisas estão andando na direção correta e numa velocidade até razoável.
O movimento contra a corrupção tomou corpo. A Lei da Ficha Limpa teve o apoio de 1,6________ de assinaturas. Ayres Britto, chamado de ingênuo________ quatro anos, ontem comemorava: “Como disse Victor Hugo, ‘não há nada mais poderoso do que a força de uma ideia_________ tempo chegou’ ”.
(Folha de S.Paulo, 12.06.2010. Adaptado.)
I. A predicação de um verbo pode variar a depender do texto em que se encontra.
II. Diferentemente dos advérbios, os substantivos, os adjetivos e os verbos podem ter seus sentidos completados por outras palavras.
III. Adjunto adnominal é o termo de valor nominal que se junta a um substantivo ou a um pronome.
Os trechos a seguir foram alterados e apresentam desvios da norma culta por motivos diversos. Apenas um se apresenta dentro da língua padrão. Correlacione as colunas adequadamente e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
1. Há erro de pontuação.
2. Há erro de pontuação e de regência.
3. Há erro de pontuação e de concordância verbal.
4. Há erro de regência e de grafia.
5. Não apresenta desvios da língua padrão.
( ) O governo quer ampliar de 20% para 100% o limite de participação no capital estrangeiro nas companhias aéreas nacionais, desde que as empresas brasileiras tenham a mesma prerrogativa em outros países.
( ) A abertura total do mercado foi, defendida pelo chefe do Departamento de Política de Aviação Civil do Ministério da Defesa Fernando Soares, durante audiência pública da comissão especial que analisa alterações no Código, Brasileiro de Aeronáutica.
( ) A proposta principal (PL 6716/09) altera ao persentual para 49%, mas um projeto apresentado pelo Executivo neste ano (PL 6961/10), que tramita no executivo, amplia o limite para 100%.
( ) Segundo, o técnico do Ministério da Defesa a origem do capital não importa, desde que a regulação e a fiscalização tenha como base a legislação brasileira. Fernando Soares, defende a adoção do conceito de internacionalização da economia para o setor.
( ) Isso, é uma oportunidade para aumentar ainda mais os serviços aéreos no Brasil. Visa o aumento do número de empresas, aumentando a oferta de assentos, teremos maior competição, melhor qualidade de serviço e maior número de localidades atendidas disse. Ao mesmo tempo, o empresariado brasileiro também poderá investir em outros países.
Japão lança nave movida pela energia do sol
'Pipa solar' será empurrada pela pressão da luz
Na época de veículos "verdes", os ônibus espaciais estão indo para o ferro-velho e as primeiras "pipas espaciais" ou "veleiros solares", movidos apenas pelo sol, começam a aparecer.
Nesta segunda-feira, às 18h44 (horário de Brasília), a Agência Espacial Japonesa (Jaxa) tentará lançar o primeiro veículo desse tipo, a sonda Ikaros, que chegará perto de Vênus movida por uma espécie de vela que gera movimento quando se choca com fótons – as partículas que carregam a luz.
Quando chegar ao Espaço, a nave será parecida com um carretel, com a vela toda enrolada. Girando, em algumas semanas, o tecido – cerca de dez vezes mais fino que um fio de cabelo – se desdobrará, e o objeto ganhará a forma de um quadrado de 14 metros de lado com uma pequena carga útil no centro. A ideia é que a nave comece sua jornada devagar, mas que ganhe aceleração continuamente.
Para dirigir a "pipa solar", os japoneses prepararam um sistema que aumenta ou diminui a reflexão nas bordas do tecido, fazendo com que um lado ou outro acelere mais. Também será levado a bordo, para testes, um jato propulsor movido a gás e energia solar que consegue mudar a trajetória da sonda.
Como não terá estrutura para sustentar as velas, a nave Ikaros irá contar com a força centrífuga – que faz pressão de dentro para fora – para manter o tecido esticado. Serão colocados quatro pequenos pesos na ponta da vela para puxá-la para fora, e a nave ficará eternamente girando sobre si mesma.
Grande parte da trajetória do Ikaros será paralela à da sonda Akatsuki, que analisará a atmosfera de Vênus e entrará em órbita nesse planeta. A nave solar, contudo, seguirá adiante e dará a volta em torno do sol. Como não utilizam combustível, as naves que se movem apenas pela luz são uma grande esperança em viagens especiais muito longas, impossíveis de serem feitas com os foguetes tradicionais.
Duas tentativas de lançar veículos como o Ikaros já foram feitas, mas tiveram problemas no lançamento. No final de 2010, a Planetary Society – uma das maiores ONGs do mundo dedicada à astronomia – pretende colocar no Espaço a sonda LightSail-1, também para testar a tecnologia da "navegação solar".
O nome Ikaros, apesar de ser uma sigla (Interplanetary Kite-craft Accelerated by Radiation Of the Sun ou "Nave-pipa Interplanetária Acelerada pela Radiação do Sol") lembra o personagem da mitologia grega Ícaro.
Segundo a lenda, o jovem alçou voo usando uma asa fabricada com penas e cera, mas se inebriou com a sensação de deixar o chão e chegou perto demais do sol. Suas penas derreteram e ele caiu no mar, morrendo afogado.
Os engenheiros japoneses, é claro, esperam que a história da nave-pipa tenha um final diferente.
(DefesaNet/17 maio 2010)
“Segundo a lenda, o jovem alçou voo usando uma asa fabricada com penas e cera, mas inebriou-se com a sensação de deixar o chão e chegou perto demais do sol. Suas penas derreteram e ele caiu no mar, morrendo afogado.”
