Questões Militares Comentadas sobre português
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“Prestes a completar uma semana de trégua, Santa Catarina volta a registrar ocorrências relacionadas a onda de atentados. Na noite desta terça-feira, um ônibus e um carro foram incendiados em Florianópolis e outro carro foi incendiado em Penha. A última ocorrência registrada havia sido no dia 14 de outubro.” (notícia publicada em http://diariocatarinense.clicrbs.com.br, no dia 22/10/14)
A ___________ de uma nova onda de ataques provoca uma grande ________ na população e deixa os empresários ________ em relação ao futuro dos seus negócios.
“b. Realizar reunião no CONSEG para a identificação de problemas:
I. Mobilizar o maior número possível de pessoas diferentes para participar do processo de identificação de problemas, congregando, preferencialmente, os seis grandes da polícia comunitária”
Quanto à classe gramatical, as palavras destacadas no texto acima são, respectivamente:
Uma Galinha
Clarice Lispector
Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.
Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:
— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!
— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.
Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.
Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.
Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.
Texto extraído do livro “Laços de Família”, Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1998, pág. 30. Selecionado por Ítalo Moriconi, figura na publicação “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século
Com base no texto abaixo, responda a questão.
Texto base:
“Mulher: Que é isso, João, você está em casa! Diga!
João Grilo: É que o gato que eu lhe trouxe descome dinheiro.
Mulher: Descome dinheiro?
João Grilo: Descome sim.
Mulher: Essa eu só acredito vendo!
[...]
João Grilo: Está aí o gato.
Mulher: E daí?
João Grilo: É só tirar o dinheiro.
Mulher: Pois tire!
[...] João Grilo: (Virando o gato pra Chicó, com o rabo levantado) Tire aí, Chicó!
Chicó: Eu não, tire você!
[...]
João Grilo: (Passa a mão no traseiro do gato e tira uma prata de cinco tostões.) Está aí, cinco tostões que o gato lhe dá de presente”.
(SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida. Rio de Janeiro: Agir, 2005. p. 77-79).
Leia atentamente os excertos abaixo:
Juros bancários
Juro é o custo do dinheiro, o valor que o tomador de recursos deve pagar a mais sobre o valor emprestado, depois de determinado período. É como se o devedor pagasse ao credor um aluguel pelo dinheiro emprestado. A taxa de juros é o valor, em porcentagem, desse aluguel, a ser pago a cada dia, mês ou ano, até a liquidação total da dívida.
Spread bancário
O spread é a diferença entre o que um banco paga como rendimento de investimentos de seus correntistas e o que recolhe de juros para emprestar dinheiro. Nem tudo no spread é lucro. Incluem-se ali, também, outros valores, como o risco estimado de inadimplência dos tomadores de empréstimos e custos administrativos.
Fonte: Guia do Estudante/Matemática, 2014.
Leia a tirinha abaixo para responder aos item:

Na tirinha de Mafalda, a ironia presente só pode ser identificada a partir da seguinte interpretação:
Leia os textos I, II, III e IV a seguir e assinale a única resposta correta em cada questão:





(texto III, 6o parágrafo) representam, do ponto de vista sintático, as seguintes funções,
respectivamente: TEXTO 1


As personagens femininas do texto “Glória” e da charge acima, de Miguel Paiva, são
semelhantes por:
Leia atentamente a charge de Calvin:

A ideia existente no terceiro quadrinho só não se contrapõe à seguinte passagem do texto 1:

trata-se de um somatório, cuja variável t é determinada pelo grau de satisfação individual mediante os pequenos fatos do cotidiano, pode-se afirmar que quanto maior a variável, maior o resultado da felicidade. Analise as proposições abaixo, retiradas do texto 1 , em relação às ideias apresentadas na afirmação:
I. “Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.”(l. 38 e 39) II. “Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo”. (l. 3 e 4) III. “Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas.” (l. 8) IV. “Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes...” (l. 23 e 24) V. “Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz no singular.” (l. 18 e19)
São verdadeiras as proposições:
TEXTO I


Quanto à finalidade dos textos I, II e III, é correto afirmar que
TEXTO I


A análise comparativa entre os textos I, II e III permite afirmar que
As personagens da figurinha acima estão brincando com um instrumento musical, chamado berimbau. Em relação aos movimentos da capoeira feitos por uma das personagens, a frase do texto 1 que mais se aproxima na interpretação com esta figurinha é:
TEXTO VIII
A bola
Toquinho
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
É, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais.
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás.
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando.
Nem sei, nem lembro mais.
Toquinho. A bola. Intérprete: Moraes Moreira. In: Casa de
Brinquedos. São Paulo: Universal, C1995. 1CD. Faixa 11.
Sobre o TEXTO VIII, responda à questão.
Marque V ou F para as afirmações abaixo, a partir da leitura do TEXTO VIII.
( ) A brincadeira é muito praticada por meninos.
( ) A mulher aparece num espaço doméstico ou imaginário.
( ) A menina joga junto com os meninos.
( ) Futebol parece brincadeira de menino.
( ) A bola só cai no pé de jogadores famosos.
TEXTO VIII
A bola
Toquinho
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
É, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais.
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás.
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando.
Nem sei, nem lembro mais.
Toquinho. A bola. Intérprete: Moraes Moreira. In: Casa de
Brinquedos. São Paulo: Universal, C1995. 1CD. Faixa 11.
Sobre o TEXTO VIII, responda à questão.

(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica.
São Paulo: Editora Abril, Ed. nº 9, fev. 2014.)
Sobre o TEXTO VI, responda à questão.
Na segunda tirinha, Cebolinha xinga o coelhinho da Mônica. A explicação para a
atitude de Cebolinha no último quadrinho é que ele

Sobre o texto III, responda à questão.
Segundo o TEXTO III, a Lego foi criticada por usuários dos seus brinquedos por

No 2º quadrinho, a fala do Recruta Zero – “Se ele não dissesse...” – apresenta uma oração subordinada, cuja oração principal está subentendida. O verbo da oração cipal, nesse caso, resulta da representação de uma ação que

Na tira do Recruta Zero, o humor também decorre da confluência das duas formas
de linguagem -a verbal e a não verbal. Nesse caso, a expressão fisionômica das
personagens reforça a comicidade, centrada na ideia de que



