Questões Militares Comentadas sobre português
Foram encontradas 10.545 questões
1 Graúna – É o pássaro conhecido de cor negra luzidia. Seu nome vem de guira (pássaro) e una (abreviação de pixuna – preto).
(https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia, 29.09.2025. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
• O Brasil está envelhecendo – e rápido. (1o parágrafo)
• Esse novo desenho etário impõe desafios estruturais. (2o parágrafo)
Com base em Nilce Sant’anna Martins (2008), identificam-se nas passagens, correta e respectivamente, as figuras de linguagem:
“Gli effetti del cambiamento climatico non riguardano solamente i Paesi del sud del mondo, seppur saranno proprio questi Paesi (...) a subire le conseguenze più gravi...” (2o parágrafo)
É correto afirmar que a oração iniciada por “seppur”, em relação à oração anterior,
Coerentemente ao que afirma o texto, Ana deve se atentar ao trabalho em dois domínios: um quanto
Leia o texto a seguir para responder à questão
As dificuldades para lidar com o que o destino nos traz
Não é trivial analisar, ao menos a meus olhos míopes, a complexidade do mundo de hoje, e, menos ainda, ter claro como deveríamos lidar com o que há, e com o que o destino nos traz. Uma provocação interessante seria explorar eventuais conexões entre “fato” (aquilo que foi feito), “fado” (destino, aquilo que foi dito, postulado por alguma transcendência) e “fatalidade”, um acontecimento vivido como destino.
Quando sentimos a serenidade abalada, vem à memória o torturado solilóquio* de Hamlet: o dilema entre sofrer passivamente as flechas da fortuna**, ou postar-se contra o mar de aflições. O célebre trecho não refletiria uma opção entre coragem e covardia, mas entre duas atitudes diante da fatalidade. Hamlet sabe que “o mar” não pode ser derrotado e hesita, não porque teme agir, mas porque sabe que sua ação não resolverá o mundo. A pergunta dele talvez não seja “o que se deve escolher?”, mas “como viver com o que não escolhemos?”.
Para os estoicos, o destino não é capricho dos deuses, mas uma necessidade racional do cosmos. A ética consistiria em viver de acordo com a natureza, aceitar o que não depende de nós e agir virtuosamente no que depende. O estoico não se queixa, rejeita o ressentimento e mantém a dignidade sem ilusões; o mundo seria, no fundo, compreensível, e a serenidade, possível.
Uma terceira via, que seguiria sem rebelar-se ao fado, nem tentar sua “domesticação” via razão, seria a adotada por Nietzsche: o “amor fati”, literalmente “amor ao destino”, amor ao mundo como é, sem buscar desculpas. Em Ecce Homo, ele afirma: “Minha receita para a grandeza do ser humano (amor fati) é não querer nada diferente, nem para frente, nem para trás, por toda a eternidade. Não apenas suportar o necessário, ou justificá-lo, mas amá-lo”. Assumir o destino como fato, e responder por ele, sem a resignação estoica, nem a hesitação hamletiana. Não se questiona se o mundo é justo, racional ou digno; pergunta-se apenas se somos capazes de afirmá-lo. Amor fati – amar o destino – seria a recusa radical ao álibi. Não cabe dizer “tudo acontece por alguma razão”, mas sim afirmar “isto aconteceu – e eu o assumo”. Amar o destino é tratar o fado como se fato fosse, não no sentido de tê-lo causado, mas em responder por ele.
Amenizando, haveria talvez ainda outra resposta, bem menos rebuscada e muito mais conhecida, que veio de um conjunto musical nos anos 70. Ela nos tranquiliza lembrando-nos que, quando estamos em tempos de tribulação, “… a mãe Maria vem a mim e me diz, com palavras de sabedoria, ‘deixa estar’”… Let it be!
(Demi Getschko, “As dificuldades para lidar com o que o destino nos traz”, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ economia/demi-getschko/as-dificuldades-para-lidar-com- o-que-o-destino-nos-traz/. Adaptado)
*Solilóquio: monólogo.
**Fortuna: destino, fado.
Considere as passagens a seguir:
• “… ter claro como deveríamos lidar com o que há…” (1o parágrafo)
• “A ética consistiria em viver de acordo com a natureza, aceitar o que não depende de nós…” (3o parágrafo)
• “ Assumir o destino como fato, e responder por ele…” (4o parágrafo)
De acordo com a norma-padrão de regência e com o sentido original do texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
• “… para ter um vislumbre do conhecimento…” (1º parágrafo)
• “… a capacidade de escrutinar que se apossa dos seus sentidos…” (1º parágrafo)
Nos contextos em que estão empregados, os termos destacados podem ser substituídos, sem alteração do sentido original, correta e respectivamente, por:
A partir dessa informação, assinale a alternativa em que uma oração exerce função sintática de outra.