Questões Militares Sobre pronomes demonstrativos em português

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Q1811685 Português
TEXTO II

A VERDADEIRA LEI DE GÉRSON
Raul Marinho Gregorin

(http://www.geocities.ws/cp_adhemar/leidegerson.html. Acesso em: 10
abril 2017. Texto revisado conforme a nova ortografia.)
Assinale a alternativa cuja substituição do pronome grifado por outra estrutura linguística está INCORRETA:
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Q1809122 Português
O youtuber e Machado de Assis, ou uma polêmica bem-vinda
Cláudia Costin*

    1§ Uma polêmica apareceu nos últimos dias, nas redes sociais, a partir de um comentário do youtuber Felipe Neto, sobre a atitude de escolas que tornam as obras de Machado de Assis obrigatórias. Segundo ele, o que estas deveriam promover seria a leitura por prazer, de forma a constituir, nas jovens mentes, o hábito de ler como uma atividade para toda a vida.
    2§ Devo me confessar uma grande admiradora de Machado de Assis, um de nossos maiores escritores, um homem à frente de sua época, crítico de valores associados a aparências e à superficialidade humana na busca de status e do bacharelismo vigente. Mas entendi que nem sempre a linguagem do século 19 pode ser fácil para os adolescentes deste tempo de informações imediatas e superficiais. 
    3§ Num contexto em que adultos letrados leem muito pouco e não são vistos lendo livros por seus filhos, é compreensível que os jovens não percam tempo lendo outra coisa que não o que a escola lhes exige. A última edição da pesquisa Retratos da Leitura coloca-nos claramente como um país de não leitores. A média de livros lidos entre os entrevistados por ano é de 4,95 e só 2,55 deles lidos por inteiro. 
    4§ Cabe sim à escola fomentar a leitura por prazer, oferecendo livros que atraiam o interesse das novas gerações. Em tempos em que o trabalho humano, inclusive o que demanda habilidades mentais, vem sendo substituído por algoritmos, formar pensadores independentes, com um repertório cultural variado, aptos a entender a cultura de seu tempo e sua gênese, torna-se uma prioridade.
    5§ E a literatura nos ajuda a entender não só fatos pretéritos, mas as análises que, a cada época, eram feitas sobre a organização da sociedade. Machado, nesse sentido, é fundamental e merece, dia a dia, uma introdução à altura, instigante e engajadora, feita por bons professores, que orientem os alunos na leitura de suas obras e os ajudem a nelas navegar com profundidade e prazer estético.

* Diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial.
Folha de S. Paulo, Opinião, 29 jan. 2021, p. A2. Adaptado.
“Denomina-se referenciação as diversas formas de introdução, no texto, de novas entidades ou referentes. Quando tais referentes são retomados mais adiante ou servem de base para a introdução de novos referentes, tem-se o que se denomina progressão referencial.”  KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2010, p. 123.
O referente do item em destaque está corretamente indicado entre parênteses em 
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Q1779807 Português

Adolescer: o luto pelo fim da infância e o medo da vida adulta

Bebel Soares* 

   

    1§ Aprendi a reconhecer meus sentimentos. A entender cada um deles. A controlar a fúria, a raiva. Aprendi a acolher a tristeza, a frustração. Aprendi a deixar transbordar a alegria, a euforia. Depois de muito tempo, amadureci.

    2§ Hoje sou brisa, mas já fui vendaval. Hoje sou montanha, mas já fui vulcão. Adolescer é uma tempestade. O luto pelo fim da infância, o medo da vida adulta. Os conflitos internos. As emoções transbordando, às vezes incontroláveis.

    3§ Ser adolescente é um desafio para quem é e para os responsáveis por esse ser em transformação. Hoje sou adulta e me preparo para ser mãe de adolescente.

    4§ Adolescentes precisam é confiar no amor incondicional dos pais. Saber que estaremos por perto, mesmo ouvindo desaforos. Saber que estamos fazendo o certo, mesmo quando eles acham que está tudo errado. Que não vamos desistir deles. Que vamos insistir para que estudem. Que vamos repetir a mesma coisa mil vezes para ter certeza de que eles ouviram.

     5§ Adolescente não é adulto, e não é mais criança, e a gente se lembra tanto do que eles não são, que se esquece do que eles são. Esse é um desafio, olhar para o que eles são hoje, agora, e não o que eles deixaram de ser, ou o que eles não são ainda. Deixar de ver o que falta e olhar para as potências, as capacidades.

    6§ Difícil é aceitar que eles estão crescendo e que está chegando a hora de deixarmos que voem sozinhos.

* Fundadora da Rede Materna Padecendo no Paraíso.

Estado de Minas, Bem Viver, 21 fev. 2021, p. 6. Adaptado.

“Um texto, para ser um texto de verdade, não pode ser um punhado de frases soltas. Ele precisa apresentar conexões, tanto gramaticais quanto de ideias.”


CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva – texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 41.


A esse respeito, avalie o que se afirma acerca dos elementos de coesão e das estruturas linguísticas do texto.


I. Em “Que vamos insistir para que estudem.” (4§), o conector “para que” introduz uma ideia de consecução.

II. No primeiro parágrafo há frases que se organizam com elipses que não comprometem a coerência textual, pois constituem unidades de sentido.

III. Na frase “...e para os responsáveis por esse ser em transformação.” (3§), o pronome demonstrativo faz referência a um termo mencionado anteriormente.

IV. Se houver a substituição da frase “Depois de muito tempo, amadureci.” (1§) por “A muito tempo, amadureci.”, mantém-se a correção gramatical do período.


Está correto apenas o que se afirma em

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Q1772659 Português
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo.
I- O olhar e o sorriso faceiro deixaram(-) ___ atordoado. II- “... nunca os que a amaram e sugaram(-) ___ o leite, tiveram sossego no seu colo.” (Lima Barreto). III- “Tanto tenho falado, tanto tenho escrito. (...) Imprudente ofício é ___, de viver em voz alta” (Rubem Braga). IV- “E nesta maneira, Senhor, dou aqui a ___ Alteza conta do que nesta terra vi.” (Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel).
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Q1752166 Português
Texto 1A2-II

   Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, a beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dele, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
  As manchas dos juazeiros tornaram a aparecer, Fabiano aligeirou o passo, esqueceu a fome, a canseira e os ferimentos. As alpercatas dele estavam gastas nos saltos, e a embira tinha-lhe aberto entre os dedos rachaduras muito dolorosas. Os calcanhares, duros como cascos, gretavam-se e sangravam.
  Num cotovelo do caminho, avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para não estragar a força.
   Deixaram a margem do rio, acompanharam a cerca, subiram uma ladeira, chegaram aos juazeiros. Fazia tempo que não viam sombra. 

Graciliano Ramos. Vidas secas. 107.ª edição (com adaptações).
No texto 1A2-II, a forma pronominal “isto” presente na contração “disto”, em “não guardava lembrança disto” (primeiro parágrafo), refere-se
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Q1725994 Português

POEMA


                        A poesia está guardada nas palavras – é tudo que 

    eu sei.                                                   

     Meu fado é o de não saber quase tudo.

    Sobre o nada eu tenho profundidades.

    Não tenho conexões com a realidade.

                             Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.

                  Para mim poderoso é aquele que descobre as

          Insignificâncias (do mundo e as nossas).

                              Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

    Fiquei emocionado e chorei.               

    Sou fraco para elogios.                        

(Manoel de Barros – Poesia completa)

Tendo como base o fragmento “por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil”, é correto afirmar que o pronome “essa” é um elemento de ___________ que __________ uma ideia já exposta nos versos anteriores.
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Q1780355 Português
Leia atentamente o trecho destacado de “Presença”: “Ele pousou a mala no chão e pediu um apartamento. Por quanto tempo? Não estava bem certo, talvez uns vinte dias. Ou mais. O porteiro examinou-o da cabeça aos pés. Forçou o sorriso paternal, disfarçando o espanto com uma cordialidade exagerada, Mas o jovem queria um apartamento? Ali, naquele hotel?!”
Assinale a alternativa correta relativamente ao grifo do pronome demonstrativo e o uso da pontuação.
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Q1696269 Português
O CORPO ESCRITO DA LITERATURA

    A escrita se faz com o corpo, e dar sua pulsação, seu ritmo pulslonal, sua respiração singular, sua rebeldia, às vezes domada pela força da armadura da língua, pela sintaxe, freios e ordenamentos. Assim, nunca são puras ideias abstratas que se escrevem e por isso, quando se lida com a escrita alheia do escritor ou do escrevente comum, como leitor ou crítico, toca-se em textos, com as mãos, com os olhos, com a pele. Tal gesto pode irritar profundamente aquele que escreveu, como se seu corpo sofresse uma agressão ou uma invasão Indevida, da qual ele tem que se defender, sob o risco de se ver ferido por um olhar ou mäo estranha. Por isso, aquele que escreve, a todo momento, talvez tente se explicar, se suturar, na tentativa de se preservar de um outro intrusivo, que fala de um lugar que nem sempre é o da cumplicidade especular, obrigando a um dizer outro que ele - o que escreve - recusa, desconhece ou simplesmente cala.
    O escrever tem a ver com uma intimidade que, no entanto, sempre se volta para fora, paradoxalmente se mascarando e se desvelando, ao mesmo tempo. Dar, a fugaz medida do texto, que o faz se dizer e se desdizer, no palco mesmo da folha branca, onde ele se exibe, com pudor, falso pudor, ou uma espécie de bravata exibicionista. Textos poéticos ou romanescos querem agradar ou seduzir o incauto leitor com suas manhas e artimanhas, prometendo e faltando à palavra dada, às promessas de respostas. à avidez ingênua de quem espera dele mais do que palavras, letras.
    Assim, o texto fala e fala mais do que o autor pretende, e não há como evitar essa rebeldia de palavras que fogem de um ilusório comando, mesmo quando se buscam recursos os mais variados, para domá-las, se assim se pretende, no cárcere privado da sintaxe, das normas, dos modelos, sonetos, tercetos ou a mais rígida rima livre.
    Porque as palavras são "palavras em pássaros" como afirma um personagem de João Gilberto Noll que se diz dominado por elas, no ato mesmo da escrita, como se elas escapassem de seus dedos que dedilham as teclas da máquina, sem conseguir controlá-las.
    Um dia, escrevi ou me escrevi: literatura são palavras. Mas nem todas as palavras fazem literatura, a não ser aquelas que trabalham no velho barro da língua, laborando nele como quem forja alguma coisa tão material, como com o cristal sonoro ou o som bruto de cordas que esperam as mãos do violinista, para afiná-las ou quebrá-las com som novo que possa arranhar nossos ouvidos duros, rapidamente surdos aos velhos verbos repetidos que ecoam sinistramente na velha casa da escrita. [...]
    A escrita não segura todos os riscos, todos os pontos finais, mas alguma coisa ela faz, quando se gastam todos os recursos do semblant, quando, de repente, ela começa a se dizer sozinha, avizinhando-nos do real, este insabido que fascina e nos deixa nus diante de todos os leitores.
    Talvez ar, nessa hora, surja um voyeurismo que surpreenda o escritor, lá onde ele não se adivinhava, quando pode se desconhecer em suas palavras, estas que saem de seu pobre teatro do quotidiano e o espreitam, no chão mesmo da poesia, na sua letra, ao pé da letra.
    Ela, a poesia, vem, sem suas vestimentas-textos, que, de tão decorados, se põem a despir-se. pois todo ator ou atriz tem sua hora de cansaço, quando sua fala já não fala, quando uma brusca opacidade faz que ele ou ela tropece as palavras e as gagueje, num hiato.
    Depois da luta, a luta mais vã de Drummond, fica-se sabendo que ela - a luta - é de outra ordem e se escreve com outras armas. Mas só se sabe isso depois de liquefazer suas palavras-lutas, de passar por um estado de ruptura do velho chão da gramática, da língua pátria.
    Língua pátria necessária, mas que precisa ser transformada em herança, para ser reescrita e relida, agora, noutros tempos, sem que se deixe de trabalhar o limo verde de seus vocábulos esquecidos no museu de tudo. Tudo o que me diz ou nos diz na floresta de símbolos onde nos perdermos, onde perdemos o rumo e o prumo. Mas também onde inventamos outros itinerários, com outras bússolas. no papel lívido, como disse a voz de um escritor cujo nome esqueci, mas que me fala agora. Ou mesmo, escrevendo nessa outra tela, a dos nossos fantasmas, bela ou temida janela. ou nessa outra, cujo brilho ofusca, a do computador, que faz voar, correr nas suas teclas as palavras-pássaros, sem pouso, sem pausa.
    Palavras-pássaros do tempo-espaço que não se deixam apagar nas letras empoeiradas das prateleiras de Babel, de Borges, sempre reescritas. Sempre renovadas e reinventadas, que é para isso que serve a literatura.[...]

BRANDÃO, Ruth Silviano. A vida escrita. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006. (Texto adaptado)
Assinale a opção em que o termo em destaque NAO exerce a função de demonstrativo no trecho.
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Q1843558 Português

Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda


    Em setembro de 1522, chegava ao porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda (próximo a Sevilha, no sul da Espanha) uma estranha embarcação com o casco perfurado. Os 18 homens que compunham a tripulação vinham muito magros, com barbas e cabelos longos. Na pele queimada de sol, traziam feridas mal curadas.

    Quando desembarcaram, suplicaram por velas de cera. Queriam ir até a igreja mais próxima acendê-las em agradecimento aos céus por terem retornado à terra, depois de três anos no mar.

    Da última vez que a embarcação havia partido daquele porto, estava acompanhada de outras quatro naus, e a tripulação era de 243 marinheiros. Durante os anos no mar, aqueles homens enfrentaram tempestades capazes de destruir frotas inteiras, batalhas campais, rebeliões, naufrágios, doenças desconhecidas e frio. No meio do mar, passaram sede e fome severas. Depois de devorar os ratos, comeram pedaços de couro que cobriam os barcos.

    Com muitas perdas e só alguma carga valiosa a bordo, os viajantes retornavam de uma expedição que parecia fadada a ser vista como um fracasso. Ainda assim, a primeira viagem a contornar a Terra, que neste 2019 completa 500 anos de seu início, entrou para a história como um dos maiores feitos da humanidade.

    Para alguns, tal saga, iniciada pelo português Fernão de Magalhães, é comparável à chegada do homem à Lua. Para outros, trata-se de façanha ainda maior, por ser a primeira viagem que efetivamente descobriu o planeta Terra.

     “Há um paralelismo feliz desta viagem com a ida à Lua. Os astronautas nos anos 1960, antes mesmo de chegarem à Lua, sempre falavam de Magalhães, Vasco da Gama e Colombo como pessoas inspiradoras, homens que fizeram algo, em certos aspectos, mais difícil do que eles estavam fazendo”, explica o historiador português João Paulo Azevedo de Oliveira e Costa.

    De fato, em 1970, quando a Apollo 13 sofreu um grave acidente no espaço, só conseguiu retornar à superfície da Terra com ajuda remota dos engenheiros nos EUA. “Isso não existia para os navegadores. Não havia comunicação com Lisboa ou Sevilha, e os riscos eram maiores”.

(Fabrício Lobel e Marcelo Pliger, “Há 500 anos, começava viagem

que provou que a Terra é redonda”. https://www1.folha.uol.com.br.

15.09.2019. Adaptado)

Nos trechos “... homens que fizeram algo, em certos aspectos, mais difícil do que eles estavam fazendo...” (6º parágrafo) e “Isso não existia para os navegadores.” (7º parágrafo), os pronomes destacados referem-se, correta e respectivamente, a:
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Q1344048 Português

Leia o texto III para responder ao item.


GLOSSÁRIO

1mirá-los: observá-los.

2mostruários: vitrines.

3pendentes: pendurados.

4lanudos: cobertos de lã.

5guizo: pequena esfera de metal com bolinhas em seu interior que, quando sacudida, produz um som.

6de celulóide: de plástico.

7filó: tecido fino e transparente, em forma de rede.

8cravadas: fixas.

9rubro: de cor vermelha.

10chispas: partículas de fogo.

11jorros: jatos fortes.

12cretones: tipos de tecidos.

13platônico: diz-se do que tem um caráter ideal; sem interesses materiais.

14fumoso: fumacento.

15pressentir: suspeitar.

No fragmento "[...] como se para isso, [...]." (linhas 12 e 13), o vocábulo destacado retoma a ideia de
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Q1061217 Português
  1.                                TEXTO I 

Trecho da peça teatral A raposa e as uvas, escrita por Guilherme de Figueiredo. A cena ocorre na cidade de Samos (Grécia antiga), na casa de Xantós, um filósofo grego, que recebe o convidado Agnostos, um capitão ateniense. O jantar é servido por Esopo e Melita, escravos de Xantós. 

(Entra Esopo, com um prato que coloca sobre a mesa. Está coberto com um pano. Xantós e Agnostos se dirigem para a mesa, o primeiro faz ao segundo um sinal para sentarem-se.)  


Em relação ao estudo morfossintático do texto I, assinale a alternativa que traz uma análise correta.
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Ano: 2019 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2019 - EAM - Marinheiro |
Q982660 Português
Texto para responder á questão.

A “sociedade do espetáculo” mostrou seu caráter de sensacionalidade. [...] Hoje, não somos mais apenas regidos por imagens, mas verdadeiramente dominados em nosso corpo, por meio de sensações que nos atingem de fora para dentro. [...]
O capitalismo descobriu o mundo da sensação e passou a reger a vida em sociedade, por meio da administração dos sentidos, de táticas de excitação. Vivemos, como ratos de laboratório, frangos criados sob lâmpadas, excitados peio cinema e pela televisão que nos capturam e acomodam ao seu sistema. Em termos bem simples, vivemos ansiosos, nervosos, [...] e, sobretudo, loucos por emoções. Nas telas de celular, cultuamos a comunicação vazia, vivemos a emissão de expressão deturpada. Viciados em telinhas à mão, coisa que aprendemos com as grandes telas de cinema e televisão, sem consciência de que a excitação cura a excitação. A substância que nos tira a paz é a mesma que nos traz a paz, como nos ensina qualquer vício. Estresse digital será a doença do futuro.
A “sociedade fissurada", em sentido filosófico, se define pela relação com o absoluto que se dá tanto por meio das drogas como substâncias físicas, quanto com Deus e outras idéias que se apresentam como substâncias metafísicas. Nesse contexto, estamos todos “chapados” porque, se estamos fissurados, isso quer dizer que, se havia algo, ele escapa pela fissura. Não temos como “reter" alguma coisa; por exemplo, nosso eu. Chapados, somos uma superfície plana quando antes éramos um organismo com alguma coisa dentro, quem sabe a alma.
O preconceito tem a estrutura de nossa relação com a substância, dependemos dele, ficamos como que viciados em idéias e discursos prontos que não passam pelo crivo da reflexão. Repetimos compulsivamente idéias prontas como quem busca o incomparável prazer da primeira vez. O prazer da linguagem que, desacompanhado de pensamento, não existe. Caímos no uso abusivo da linguagem como se ela não gerasse comprometimentos e responsabilidades. [...] 
Como um grande platô por onde tudo escorrega, a sociedade atual tem um caráter chapado reproduzido em seus indivíduos. As “platitudes” fazem sucesso como mercadoria e serviços: da autoajuda às músicas e filmes da indústria cultural que nada dizem, todos estão apaixonados, emocionados com clichês. O procedimento de copy-paste é o que comanda o mundo da linguagem sem idéias que sustenta as redes sociais e a televisão. O sujeito da sociedade chapada é sem fundo e sem relevo, sem dobras nem reentrâncias. Um sujeito do "irrelevante" transformado em capital. A intimidade, a interioridade, a alma, que dependiam da ideia de profundidade, tornaram-se assuntos caducos. Só o estilo, o fashion, o cool definem seu sentido. Desatentos a esses acontecimentos, nos tornamos escorregadios. Deixamos para trás o caráter que, na era anterior, foi forjado a duras penas.
O consumismo torna-se o padrão de toda ação, até dos atos de fala. A reprodutibilidade sem fim de pensamentos vazios, de emoções e ações cuja função é apenas perpetuar o sistema, tudo o que possa evitar o questionamento - ele mesmo um perfurador de superfícies - é o que nos resta.
TIBURI, Mareia. Chapados: sobre o uso abusivo da linguagem. Disponível em . Acesso em 05 nov, 2018. Com adaptações. 

Fissura - 1. pequena abertura longitudinal em fenda, rachadura, sulco. 2. Ter grande apego ou paixão por; ficar apaixonado por. copy-paste - copiar e colar, cool - legal, bacana. Platô -1 - Palco de um teatro. 2 - Estúdio de cinema ou de televisão. 3 - Planalto.
Em “Desatentos a esses acontecimentos, nos tornamos escorregadios." (5°§) e “[...] apenas perpetuar o sistema, tudo o que possa evitar o questionamento [...] (6°§), os termos em destaque são, respectivamente:
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Q1370286 Português
Na composição de teor informativo do texto, os pronomes demonstrativos ora determinam um substantivo, ora exercem a função de retomada. Do ponto de vista morfológico, observe os pronomes demonstrativos, dos segmentos abaixo, para responder o que se pede.
I. Em “O princípio fundamental dessa iniciativa está baseado em um direito de todo ser humano: o acesso à educação.” (1o parágrafo). II. Em “Além disso, a inclusão escolar, nos espaços de estudo regulares, é importante para o desenvolvimento socioemocional e psicológico das crianças com necessidades especiais.” (2° parágrafo). III. Em “As escolas que promovem a escolarização de todos de maneira efetiva auxiliam para que esses alunos sejam capazes de aprender e serem autônomos...” (5° parágrafo). IV. Em “Para isso, a tecnologia é a maior aliada das instituições de ensino." (8° parágrafo). V. Em “Esse campo é conhecido como “tecnologia assistida", pois assiste, ou seja, ajuda no acesso técnico ao conteúdo." (9° parágrafo).
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela composta pelos segmentos nos quais o demonstrativo exerce a função de retomada.
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Q1355831 Português

Inimigos


O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era "Quequinha". Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:

- Pois a Quequinha...

E a Quequinha, dengosa, protestava:

- Ora, Beto!

Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu iado e ele quisesse se referir a ela, dizia:

- A mulher aqui...

Ou, às vezes:

- Esta mulherzinha...

Mas nunca mais Quequinha.

(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. 6 tempo usa armas químicas.)

Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por "Eia”.

- Ela odeia o Charles Bronson.

- Ah, não gosto mesmo.

Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de E/a,ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer "essa aí” e a apontar com o queixo.

- Essa ai...

E apontava com o queixo, até curvando a boca com certo desdém.

(O tempo, o tempo; O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...) Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz meneio de lado com a cabeça e diz:

-Aquilo...

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 70-71.

Os pronomes demonstrativos utilizados pelo personagem Norberto para se referir à esposa demonstram
Alternativas
Q1344645 Português
Em “Esta que tinha ficado mal acostumada com o salário aumentado, financiou o ‘diabo a I quatro’” (linhas 17 e 18), o termo destacado é um elemento que se refere à
Alternativas
Q1337427 Português

Considere a afirmação a seguir e preencha as lacunas com as palavras na ordem correta.

No cartum (texto V), a palavra "nesse" refere-se ao planeta _____________ e tem valor __________.

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Q930305 Português

Palavra


Peguei meu filho no colo (naquele tempo ainda dava), apertei-o com força e disse que só o soltaria se ele dissesse a palavra mágica.

E ele disse: - Mágica.

Foi solto em seguida.

Um adulto teria procurado outra palavra, uma encantação que o libertasse.

Ele não teve dúvida. Me entendeu mal, mas acertou. Disse o que eu pedi. (Não, não hoje ele não se dedica às ciências exatas. É cantor e compositor)

Nenhuma palavra era mais mágica do que a palavra “mágica”.

Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde se descobre um impostor. Ou se regenera, e passa a usar a palavra com economia e precisão, ou se refestela na impostura: Nabokov e seus borboleteios, Borges e seus labirintos.

Impostura no bom sentido, claro - nada mais fascinante do que ver um bom mágico em ação. Você está ali pelos truques, não pelo seu desmascaramento.

Mas quem quer usar a palavra não para fascinar, mas para transmitir um pensamento ou apenas contar uma história, tem um desafio maior, o de fazer mágica sem truques. Não transformar o lenço em pomba, mas usar o lenço para dar o recado, um “ lençocorreio”. Cuidando o tempo todo, para que as palavras não se tornem mais importante do que o recado e o artifício - a impostura - não apareça e não atrapalhe.

(...)


Noblat.oglobo.globo.com/crônicas/notícia/2017/02/palavra. html - adaptado.

Assinale a opção em que o termo destacado pode ser substituído por um pronome demonstrativo, sem prejuízo ao sentido veiculado, retomando um termo já apresentado.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: PM-TO Prova: AOCP - 2018 - PM-TO - Soldado da Polícia Militar |
Q879474 Português

Texto IV



 

Disponível em: https://donnablu.files.wordpress.com/2013/05/mafalda.jpg Acesso em: 20/01/2018.


Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa correta.
( ) No primeiro quadro, o uso do pronome demonstrativo “nesse” está adequado à norma-padrão da língua, pois o jornal a que Mafalda se refere está nas mãos de Manolito. ( ) No último quadro, o pronome indefinido “alguma” não poderia ser posposto ao substantivo que acompanha, pois adquiriria valor negativo, alterando o sentido que se pretende construir na tira. ( ) No terceiro quadro, os adjuntos adnominais “[...] morais? Espirituais? Artísticos? Humanos?”, que especificam “valores” e estão expostos nos questionamentos de Mafalda, ajudam a construir a crítica subjacente à tirinha, pois revelam a esperança da garota em encontrar esse tipo de informação em jornais. ( ) No último quadro, ocorre uma figura de linguagem denominada elipse.
Alternativas
Q1337266 Português
Observe os fragmentos do texto e as modificações propostas.  I. “[...] é possível informar os pais de que estão saindo da aula [...]” (l.18) é possível informar-lhes de que estão saindo da aula. II. “[...] o celular ajuda os adolescentes a manterem o controle da sua vida [...]” (l.17/18) o celular lhes ajuda a manterem o controle da sua vida. III. “[...] a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento [...]” (l.38) a perspectiva de encontrá-los a qualquer momento. IV. “[...] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia [...]” (l.60)  - esses adolescentes usavam-no mais de 90 vezes por dia.
A substituição de nomes/pronomes está incorreta em:
Alternativas
Q962713 Português

TEXTO:


“Nesta vida, temos três professores importantes: o 'Momento Feliz’, o 'Momento Triste' e o 'Momento Difícil'. O 'Momento Feliz' mostra o que não precisamos mudar. O ‘Momento Triste’ mostra o que precisamos mudar. O Momento Difícil mostra o que somos capazes de superar.'

                                                                            Mário Quintana (1906-1994).

QUINTANA, Mário Mensagem. Disponível em:<http://certform66. blogspot. com.br/2015/12/intimidades-reflexivas-512.html>. Acesso em: 27jul.2017.

Nos três últimos períodos que compõem o enunciado linguístico em análise, aparece a forma verbal “mostra" seguida de “o que’, ou seja, de
Alternativas
Respostas
21: A
22: A
23: C
24: B
25: C
26: A
27: C
28: C
29: D
30: B
31: C
32: D
33: C
34: C
35: D
36: E
37: A
38: D
39: B
40: A