Questões Militares Sobre ortografia em português

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Q658776 Português
Há palavras na língua, chamadas de homônimas, que apresentam a mesma pronúncia, ou a mesma grafia, ou ainda, a mesma pronúncia e grafia, porém possuem significados diferentes. Assinale o período abaixo em que NÃO há este tipo de vocábulo.
Alternativas
Q644625 Português

                                  ESPERA UMA CARTA

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

      Agora sei por que não vieste, depois de tanto e tanto te esperar. Cheguei a supor que não existisses. Imaginei, às vezes, que foras ter a outra porta, e alguém se beneficiava de ti. Era o equívoco mais consolador, afinal não se perderia a mensagem. Eu indagava os rostos, pesquisava neles a furtiva iluminação, o traço de beatitude, que indicasse conhecimento de teu segredo. Não distinguia bem, as pessoas se afastavam ou escondiam tão finamente tua posse, que a dúvida ficava enrodilhada à minha esquerda. O desengano, à direita. E não havia combate entre eles. Coexistiam, mais a cabeçuda esperança.

      Todas as manhãs te aguardava. Ao meio-dia já era certo que não vinhas. O resto do dia era neutro. Restava amanhã. E outro amanhã. E depois. Repousava, aos domingos, dessa expectação sem limites. Via-te aparecer em sonho, e fechava os olhos como quem soubesse que não te merecia, ou quisesse retardar o instante de comunicação. Esperar era quase receber. Cismava que te recebera havia longos anos, mas era menino e sem condições de avaliar-te, ou vieras em código, e eu, sem possuir a chave, me quedava mirando-te e remirando-te como à estrela intocável.

      Muitas recebi durante esse prazo. Não se confundiam contigo. Traziam palavras boas ou más, indiferentes, quaisquer. E o receio de que entre elas rolasses perdida, fosses considerada insignificante? Desprezada, como impresso de propaganda?

      As dádivas que devias trazer-me, quais seriam? Nunca imaginei ao certo o que de grande me reservavas. Quem sabe se a riqueza, de que eu tinha medo, mas revestida de doçura e imaginação, a resumir os prazeres do despojamento? Ou a glória espiritual, sem seus gêmeos a jactância e o orgulho? Ou o amor – e esta só palavra me fazia curvar a cabeça, ao peso de sua magnificência. Eu não escolhia nem hesitava. O dom seria perfeito, sem proporção com o ente gratificado. E infinito, a envolver minha finitude.

      Mas agora sei por que não vieste nem virás. Estavas entre inúmeras companheiras, jogadas em sacos espessos, por sua vez afundados num subterrâneo. E dizer que todos os dias passei por tuas proximidades, até mesmo em cima de ti, sem discernir tua pulsação. Servidores infiéis ou cansados foram acumulando debaixo do chão o monte de notícias, lamentos, beijos, ameaças, faturas, ordens, saudades, sobre o qual os caminhões passavam, os dias passavam, passavam os governos e suas reformas. Escondida, esmagada no monte, sem sombra de movimento, lá te deixaste jazer, enquanto eu conjeturava mil formas de extravio e omissão. Cheguei a desconfiar de ti, a crer que zombavas de minha urgência, distraindo-te por itinerários loucos. Suspeitei que te recusavas, quase desejei que fogo ou água te liquidassem, já que te esquivavas a tua missão.

      E foi o que aconteceu, sem dúvida. A umidade e os ratos de esgoto te consumiram. Restam – se restarem – fragmentos que nada contam ou explicam, senão que uma carta maravilhosa, esperada desde a eternidade, por mim e por outro qualquer homem igual a mim, foi escrita em alguma parte do mundo e não chegou a destino, porque o Correio a jogou fora, entre trezentas mil ou trezentos milhões de cartas. 

OBS.: O texto foi adaptado às regras do Novo Acordo Ortográfico. 

Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada se acentua por uma regra que se DISTINGUE das demais.
Alternativas
Q615940 Português
Assinale a sequência corretamente grafada.
Alternativas
Q505584 Português
                                              Restos do carnaval

       Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Atéque viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate.Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados,pois, era essencial para mim. 
    Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice. 
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha eo nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira. 
    Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma. 
    Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e aindasem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vidainfantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava. 
    Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se,minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
    Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa. 

                       (Lispector, Clarice. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

Acerca da acentuação das palavras, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) A palavra “indispensável" é acentuada por ser paroxítona terminada em l.

( ) A mesma regra de acentuação que vale para “" vale também para “até".

( ) A palavra “rainha" deve receber acento no “i" porque é a 2ª vogal do hiato.

( ) “Máscaras" e “calculávamos" recebem acento porque são vocábulos proparoxítonos.
Alternativas
Q482888 Português
Assinale a alternativa cuja sentença está de acordo com as regras da gramática normativa.
Alternativas
Q482884 Português
Assinale a sentença cujas palavras estão ortografadas corretamente.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356733 Português

TEXTO II
Aula de português

01   A linguagem
       na ponta da língua,
      tão fácil de falar
      e de entender.

05   A linguagem
       na superfície estrelada de letras,
       sabe lá o que ela quer dizer?

       Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
       e vai desmatando
10   o amazonas de minha ignorância.
       Figuras de gramática, esquipáticas,
       atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

       Já esqueci a língua em que comia,
       em que pedia para ir lá fora,
15   em que levava e dava pontapé,
       a língua, breve língua entrecortada
       do namoro com a prima.

     O português são dois; o outro, mistério.

(ANDPADE, Carlos D. Aula de Português. Boitempo - Esquecer para lembrar. São Paulo: Record, 2006).

Assinale a opção em que as palavras são acentuadas pela mesma razão que FÁCIL (verso 3) , GÓIS (verso 8) e GRAMATICA (verso 11) , respectivamente.
Alternativas
Q325849 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras obedecem à mesma regra de acentuação.

Alternativas
Q325832 Português
Assinale a alternativa em que as palavras estão corretamente acentuadas.

Alternativas
Q325831 Português
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos foram ortografados corretamente.

Alternativas
Q325830 Português
Assinale a sentença cujas palavras estão ortografadas corretamente.

Alternativas
Q325449 Português
01  Eu que nasci na Era da Fumaça: - trenzinho
      vagaroso com vagarosas
      paradas
      em cada estaçãozinha pobre
05  para comprar
      pastéis
      pés-de-moleque
      sonhos
      - principalmente sonhos!
10  porque as moças da cidade vinham olhar o trem passar;
      elas suspirando maravilhosas viagens
      e a gente com um desejo súbito de ali ficar morando
      sempre...Nisto,
      o apito da locomotiva
15  e o trem se afastando
      e o trem arquejando é preciso partir
      é preciso chegar
      é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!
20   ...no entanto
      eu gostava era mesmo de partir...
      e - até hoje - quando acaso embarco
      para alguma parte
      acomodo-me no meu lugar
25  fecho os olhos e sonho:
      viajar, viajar
      mas para parte nenhuma...
      viajar indefinidamente...
      como uma nave espacial perdida entre as estrelas.

(QUINTANA, Mário. Baú de Espantos. in: MARÇAL, Iguami Antônio T. Antologia Escolar, Vol.1; BIBLIEX; p. 169.)
Assinale a alternativa cujos vocábulos exigem acento gráfico pelo mesmo motivo dos existentes,respectivamente,nas palavras cosméticos, laboratórios e países, (Os acentos gráficos das palavras abaixo estão omitidos.).



Alternativas
Q324370 Português
Observe as palavras destacadas. Em seguida, assinale a alternativa em que a regra de acentuação não foi obedecida.
Alternativas
Q324357 Português
Leia:

I. O Presidente Obama acredita que haverá gastos vultuosíssimos para o próximo ano.

II. Havia na despensa muitos alimentos que estavam com o prazo de validade vencido.

III. O eminente Senador declarou-se a favor da greve dos militares em Minas Gerais.

IV. Os deputados, sem exceção, desfrutam de muitos previlégios .

De acordo com o sentido das palavras detacadas, nas frases acima, há erro de grafia em
Alternativas
Q297429 Português
Analise os itens abaixo.

I. O aluno respondeu mal a professora.

II. Obedeceram o que foi pedido e partiram.

Ill. Após longa espera,atenderam ao seu pedido.

IV. Amou-o como um filho, apesar de tê-la rejeitado.

De acordo com a norma culta da Lingua Portuguesa, estão corretos apenas:
Alternativas
Q297413 Português
No texto I, a palavra "gilete" (com inicial minúscula e apenas uma letra "L" na segunda silaba) compõe o título,ao passo que no primeiro parágrafo tem-se a forma "Gillette" (com inicial maiúscula e duas letras "L" na segunda silaba). Julgue as afirmativas a respeito dessa diferença.

I. A diferença de grafia entre as duas formas é fruto de um erro de ortografia.

II. A diferença de grafia se dá devido "gilete",do título,ser um nome comum e "Gillette", do primeiro parágrafo,um nome próprio.

Ill. Há diferença entre as formas por "Gillette" ser parte do nome de um problema recorrente em economia chamado síndrome do "Gillette".

IV. Há diferença entre as formas por "gilete" ser a designação de qualquer lâmina descartável de barbear e "Gillette", uma lâmina descartável de uma marca específica.

Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
Q289599 Português
Marque a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas.

Alternativas
Q289598 Português
No texto I, a palavra “gilete” (com inicial minúscula e apenas uma letra “L” na segunda sílaba) compõe o título, ao passo que no primeiro parágrafo tem-se a forma “Gillette” (com inicial maiúscula e duas letras “L” na segunda sílaba). Julgue as afirmativas a respeito dessa diferença.


I. A diferença de grafia entre as duas formas é fruto de um erro de ortografia.


II. A diferença de grafia se dá devido “gilete”, do título, ser um nome comum e “Gillette”, do primeiro parágrafo, um nome próprio.


III. Há diferença entre as formas por “Gillette” ser parte do nome de um problema recorrente em economia chamado síndrome do “Gillette”.


IV. Há diferença entre as formas por “gilete” ser a designação de qualquer lâmina descartável de barbear e “Gillette”, uma lâmina descartável de uma marca específica.


Estão corretas apenas as afirmativas

Alternativas
Q283199 Português
Marque a opção correta quanto à grafia da palavra destacada.

Alternativas
Q258925 Português
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Com relação a aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue
os próximos itens.

O emprego da inicial maiúscula confere aos vocábulos “Pátria” (L.2), “Nação” (L.3) e “País” (L.4 e L.17) sentido particular e determinado, elevando-os à categoria de alto conceito político ou nacionalista.



Alternativas
Respostas
521: A
522: D
523: A
524: B
525: A
526: D
527: C
528: B
529: A
530: C
531: C
532: B
533: C
534: A
535: D
536: C
537: C
538: C
539: D
540: C