Questões Militares
Sobre ortografia em português
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TEXTO II
Aula de português
01 A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
05 A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
10 o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
15 em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
(ANDPADE, Carlos D. Aula de Português. Boitempo - Esquecer para lembrar. São Paulo: Record, 2006).
vagaroso com vagarosas
paradas
em cada estaçãozinha pobre
05 para comprar
pastéis
pés-de-moleque
sonhos
- principalmente sonhos!
10 porque as moças da cidade vinham olhar o trem passar;
elas suspirando maravilhosas viagens
e a gente com um desejo súbito de ali ficar morando
sempre...Nisto,
o apito da locomotiva
15 e o trem se afastando
e o trem arquejando é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!
20 ...no entanto
eu gostava era mesmo de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
25 fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas.
(QUINTANA, Mário. Baú de Espantos. in: MARÇAL, Iguami Antônio T. Antologia Escolar, Vol.1; BIBLIEX; p. 169.)
I. O Presidente Obama acredita que haverá gastos vultuosíssimos para o próximo ano.
II. Havia na despensa muitos alimentos que estavam com o prazo de validade vencido.
III. O eminente Senador declarou-se a favor da greve dos militares em Minas Gerais.
IV. Os deputados, sem exceção, desfrutam de muitos previlégios .
De acordo com o sentido das palavras detacadas, nas frases acima, há erro de grafia em
I. O aluno respondeu mal a professora.
II. Obedeceram o que foi pedido e partiram.
Ill. Após longa espera,atenderam ao seu pedido.
IV. Amou-o como um filho, apesar de tê-la rejeitado.
De acordo com a norma culta da Lingua Portuguesa, estão corretos apenas:
I. A diferença de grafia entre as duas formas é fruto de um erro de ortografia.
II. A diferença de grafia se dá devido "gilete",do título,ser um nome comum e "Gillette", do primeiro parágrafo,um nome próprio.
Ill. Há diferença entre as formas por "Gillette" ser parte do nome de um problema recorrente em economia chamado síndrome do "Gillette".
IV. Há diferença entre as formas por "gilete" ser a designação de qualquer lâmina descartável de barbear e "Gillette", uma lâmina descartável de uma marca específica.
Estão corretas apenas as afirmativas
I. A diferença de grafia entre as duas formas é fruto de um erro de ortografia.
II. A diferença de grafia se dá devido “gilete”, do título, ser um nome comum e “Gillette”, do primeiro parágrafo, um nome próprio.
III. Há diferença entre as formas por “Gillette” ser parte do nome de um problema recorrente em economia chamado síndrome do “Gillette”.
IV. Há diferença entre as formas por “gilete” ser a designação de qualquer lâmina descartável de barbear e “Gillette”, uma lâmina descartável de uma marca específica.
Estão corretas apenas as afirmativas

Com relação a aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue
os próximos itens.
Vidas curtas
O Brasil tem assistido a um aumento crescente de mortes violentas entre os jovens. Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, passando de 633 mortes em cada 100 mil habitantes para 568, a mortalidade na faixa de 15 a 24 anos aumentou de 128 a cada 100 mil jovens para 133, nesse período, de acordo com dados do Ministério da Justiça (MJ). Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas que veem diferentes causas e soluções para o problema.
De acordo com o último Mapa da Violência do Ministério da Justiça, elaborado anualmente em parceria com o Instituto Sangari – organização não governamental presente em 17 países – a maioria dessas mortes é violenta e causada por fatores externos, como homicídio, suicídio e acidente de trânsito. Em 2008, último ano analisado pelo estudo, essas três causas foram responsáveis por 62,9% das mortes dos jovens brasileiros. Na população adulta, apenas 10% se deram por essas razões. (...)
O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é um país continental que exige uma estratégia de mesmas proporções. São necessárias medidas de grande impacto. A melhor ferramenta é a educação”, afirma. “A escola tem um papel fundamental porque, além de ser ela mesma um foco de violência, o que precisa ser mudado, ela tem o poder da transformação pelos estudos.”
(Revista Ciência Hoje. nº. 282, volume 47, junho 2011, pág. 50-52 / fragmento com adaptações)
Preencha os parênteses com o número correspondente à regra de acentuação gráfica das palavras grifadas. Em seguida, assinale a alternativa que contém a sequência correta. (Alguns números poderão ser utilizados mais de uma vez e outros poderão não ser usados.)
(1) As proparoxítonas são todas acentuadas.
(2) Quando a segunda vogal do hiato for i ou u tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento.
(3) São acentuadas as oxítonas que terminam em a,as, e, es, o, os, em, ens.
(4) São acentuados os monossílabos tônicos terminados em a,as, e, es, os,os.
“O sociólogo ( ) Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê ( ) na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é ( ) um país ( ) continental...”
Texto 2
The Queen
temos ver com isso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 131-132)
Texto 1
Clonagem de textos
TEXTO 2:
Coisas da Magia
O fascínio que os cometas exercem decorre certamente de sua forma inusitada, de suas aparições rápidas e de suas prolongadas ausências. Um astro, que arrasta atrás de si uma cauda luminosa, surge voando em direção ao Sol e desaparece do céu para tornar a aparecer anos mais tarde só poderia fascinar a mente humana. Não é de admirar ter sido a cauda a primeira parte do cometa a merecer atenção. O próprio nome cometa, que deriva do grego, quer dizer “estrela de cabelo”, uma evidente associação com a cauda; e as palavras chinesa e japonesa para cometa significam “estrela de vassoura” — de novo a alusão à cauda. (Talvez seja essa origem, aliás, a responsável pela confusão que a certa altura se fez entre cauda e cabeleira, o invólucro do núcleo do cometa.)
Assim também as ausências, mesmo curtas, causaram perplexidade entre os antigos observadores, gerando não só polêmicas, mas explicações que hoje fazem rir. Em 1680, por exemplo, Isaac Newton avistou o cometa que tomou seu nome. O Newton sumiu em novembro para reaparecer em meados de dezembro. E foi uma luta para o astrônomo inglês convencer os seus contemporâneos de que o cometa simplesmente dera a volta por trás do Sol. Para eles, um primeiro cometa se chocara contra o astro e posteriormente outro surgira do lado oposto.
Nem o século XX escapou a explicações estapafúrdias. Antes e durante a visita do cometa Halley, em 1910, multiplicaram-se reações que variaram do pitoresco ao dramático. Toda uma aldeia húngara, convencida de que o cometa se chocaria com a Terra, fazendo-a em pedaços, acendeu uma grande fogueira na praça e se atirou a uma orgia místico-gastronômica. Ao som das orações e imprecações, todo o estoque de comida e de bebida foi sendo consumido até que a ressaca e o pasmo se instalaram. Além da colisão, anunciada por astrólogos, temia-se o envenenamento por gases da cauda do cometa (a qual, conforme as previsões, a Terra cruzaria a 21 de maio). Muita gente vedou portas e janelas e se trancou a sete chaves, e não faltou quem amealhasse gordas somas vendendo máscaras contra gases. Segundo um boato jamais confirmado ou desmentido, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, uma virgem quase foi sacrificada por religiosos fanáticos ansiosos para aplacar o cometa; teria sido salva por policiais, no bom estilo dos romances de aventuras. Em vários lugares houve casos de suicídio.
Claro, não ocorreu colisão nem envenenamento. (a possibilidade de colisão existe, mas, segundo os astrônomos, é de apenas uma em um milhão). E cruzar os gases na cauda de um cometa não é mais perigoso do que se expor à poluição de uma área industrial durante algumas horas. Mas o Halley, portador de uma antiga fama como assassino de monarcas, em 1910 a confirmou: faleceu Eduardo VII da Grã-Bretanha e Irlanda. Para muita gente, foi o cometa que matou o rei, embora ele já estivesse doente e até pensando em abdicar.
Por um lado, como se vê, os homens buscam os cometas como um deslumbrante espetáculo celeste. Por outro, atribuem-lhes mortes e todo tipo de desastres. Até o dilúvio universal já foi atribuído a um deles. No ano 11 a.C., a aparição de um cometa teria anunciado a morte de Marco Agripa, poderoso general e estadista romano. No ano 48 a.C., quando César e Pompeu entraram em guerra, Plínio o Velho, famoso naturalista romano, pontificou: o conflito seria “um exemplo dos terríveis efeitos que se seguem à aparição de um cometa”. No ano 60 de nossa era, Nero, verificando que os deuses se punham a enviar cometas contra Roma, e temendo que os patrícios romanos o sacrificassem a fim de apaziguá- los, houve por bem tomar a iniciativa; ato contínuo, vários patrícios foram passados pelo fio da espada. Atribuíram-se igualmente a cometas a destruição de Jerusalém, no ano 66; a morte do imperador romano Macrino, em 218; a derrota de Átila, rei dos hunos, em 451; e a morte de Haroldo II, rei dos anglo-saxões. Haroldo II morreu em 1066, ano de visita do cometa Halley, em luta contra Guilherme I o Conquistador, duque da Normandia e depois rei da Inglaterra. Tanto a aparição do Halley quanto a conquista normanda da Inglaterra estão retratados no célebre bordado conhecido como tapeçaria de Bayeux (por ter sido trabalhado nesse famoso centro tapeceiro) e também como tapete da rainha Matilde (por ser atribuído a Matilde, esposa de Guilherme). Responsabilizados por tantas desgraças, os cometas sofreram revides. Afonso VI de Portugal entrincheirou-se numa ameia de seu palácio e recebeu o Halley a tiros de pistola. Mas se a associação entre os cometas e a desgraça é predominante, pelo menos não é única. Giotto de Bondone, considerado o maior pintor do século XIV, viu o Halley em 1301 e, dois anos depois, o incluiu no afresco “Adoração dos magos”, do ciclo de Pádua, em que retratou a história sacra. Vem daí a confusão entre o Halley e a estrela de Belém. Na verdade, não consta que esse cometa tenha aparecido no ano do nascimento de Jesus Cristo.
(http://www.idealdicas.com/o-cometa-halley/)
Vocabulário:
Estapafúrdio – excêntrico, bizarro, singular.
Pitoresco – que diverte; recreativo.
Imprecação – pedido de favor ou graça; rogo, súplica.
Amealhar – acumular, juntar, enriquecer.
Ameia – parte alta ou superior de alguma coisa.

