Questões Militares
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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É correto afirmar que a materialidade linguística da charge responde pelo efeito de sentido de humor com base em
Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum, que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel.
É correto afirmar que a abordagem do autor acerca da palavra “alienado” reporta-se à estilística, com foco
A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como na Rêverie, de Schumann; por vezes é maior que o universo, como no Concerto nº 3 de Rachmaninoff.
É correto afirmar que esse trecho aponta, metaforicamente,
“Via-se ao centro a grande mesa, devastada e abandonada, como um campo depois de medieválica peleja a ferro frio, e, no meio do destroço, dominante, e altiva, erguia-se intacta, numa apoteose de açúcar e fios de ovos, uma noivazinha de alfenim, coroada de áureos caramelos e vestida de papel de seda.
Essa ridícula boneca, que se poderia derreter com um bochecho d’água, representava, entretanto, ali, naquele centro burguês e pretensioso, nada menos que a instituição mais respeitável da sociedade, representava a família. Naquele alfenim, frágil, cândido e consagrado, havia a doçura do lar doméstico, toda a pureza do amor conjugal e também toda a fragilidade da honra de um marido”.
A estruturação desse fragmento textual descritivo mostra uma visão negativa da cena descrita, construída por um conjunto de elementos distintos. Assinale o elemento abaixo que não participa dessa construção negativa.
A interpretação de texto envolve leitura e a compreensão de textos escritos.
Responda a questão a partir do texto abaixo:
O sol que entra pelas janelas no alto da sala ilumina o rosto das mulheres sentadas no carpete. No chão, as biografias de Michele Obama, Angela Davis, Conceição Evaristo e Elza Soares dão dicas do assunto que o projeto Historias Além Muros tratou na tarde da última quarta-feira. Sentadas em circulo, 14 presas na Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, seguram um pedaço de papel e uma caneta. Cada uma tentou em poucas linhas, escrever parte de sua história. Depois, leram a autobiografia em voz alta e revelaram do que gostam e desgostam no mundo "Quase não existe coisa de que não gosto, porém, uma me fere a alma: a maldade do ser humano diz uma delas. "Mesmo estando em situação carcerária, sou feliz pois aqui aprendi o verdadeiro valor da vida ",conta outra. O ambiente reúne uma estante de livros que ocupa uma parede inteira e almofadas e espalhadas pelo chão. O espaço é dedicado a leitura e a reflexões que as palavras proporcionam. Cada encontro tem um tema e, para apresentar os livros, as educadoras explicam as características dos gêneros, discutem os autores e realizam atividades relacionadas aos livros indicados. Os encontros ocorrem três vezes por semana, duas vezes por dia, desde 2021.
A proposta veio do sonho de melhorar o acesso aos livros em penitenciárias brasileiras, em especial no Estado do Rio. O acesso das presas à biblioteca não é tão simples. O agente penitenciário precisa estar disponível para levá-las e ficar lá, já que elas não podem ficar sozinhas. Além disso, o acervo tem que ter pluralidade de estilos e vozes, considerando diferentes graus de escolaridade. Para facilitar o processo de integração, a biblioteca, pensando no seu público, inclui obras com personagens femininas e negras, por exemplo. E até a organização visa a tornar as obras mais atrativas: as publicações ficam com as capas viradas para a frente, para ajudar na escolha. Desde 2021, mais de 300 mulheres já passaram pelo projeto e pegaram livros na biblioteca.
SOUZA, Roberta https://extra.globo,com/rio/casos-de-de. Disponível policia/noticia/2023/07/projeto-apresenta-novo-mundo-a- mais-de-300-presas-do-rio-atraves-da-leitura. em: ntml
A interpretação de texto envolve leitura e a compreensão de textos escritos.
Responda a questão a partir do texto abaixo:
O sol que entra pelas janelas no alto da sala ilumina o rosto das mulheres sentadas no carpete. No chão, as biografias de Michele Obama, Angela Davis, Conceição Evaristo e Elza Soares dão dicas do assunto que o projeto Historias Além Muros tratou na tarde da última quarta-feira. Sentadas em circulo, 14 presas na Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, seguram um pedaço de papel e uma caneta. Cada uma tentou em poucas linhas, escrever parte de sua história. Depois, leram a autobiografia em voz alta e revelaram do que gostam e desgostam no mundo "Quase não existe coisa de que não gosto, porém, uma me fere a alma: a maldade do ser humano diz uma delas. "Mesmo estando em situação carcerária, sou feliz pois aqui aprendi o verdadeiro valor da vida ",conta outra. O ambiente reúne uma estante de livros que ocupa uma parede inteira e almofadas e espalhadas pelo chão. O espaço é dedicado a leitura e a reflexões que as palavras proporcionam. Cada encontro tem um tema e, para apresentar os livros, as educadoras explicam as características dos gêneros, discutem os autores e realizam atividades relacionadas aos livros indicados. Os encontros ocorrem três vezes por semana, duas vezes por dia, desde 2021.
A proposta veio do sonho de melhorar o acesso aos livros em penitenciárias brasileiras, em especial no Estado do Rio. O acesso das presas à biblioteca não é tão simples. O agente penitenciário precisa estar disponível para levá-las e ficar lá, já que elas não podem ficar sozinhas. Além disso, o acervo tem que ter pluralidade de estilos e vozes, considerando diferentes graus de escolaridade. Para facilitar o processo de integração, a biblioteca, pensando no seu público, inclui obras com personagens femininas e negras, por exemplo. E até a organização visa a tornar as obras mais atrativas: as publicações ficam com as capas viradas para a frente, para ajudar na escolha. Desde 2021, mais de 300 mulheres já passaram pelo projeto e pegaram livros na biblioteca.
SOUZA, Roberta https://extra.globo,com/rio/casos-de-de. Disponível policia/noticia/2023/07/projeto-apresenta-novo-mundo-a- mais-de-300-presas-do-rio-atraves-da-leitura. em: ntml
A interpretação de texto envolve leitura e a compreensão de textos escritos.
Responda a questão a partir do texto abaixo:
O sol que entra pelas janelas no alto da sala ilumina o rosto das mulheres sentadas no carpete. No chão, as biografias de Michele Obama, Angela Davis, Conceição Evaristo e Elza Soares dão dicas do assunto que o projeto Historias Além Muros tratou na tarde da última quarta-feira. Sentadas em circulo, 14 presas na Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, seguram um pedaço de papel e uma caneta. Cada uma tentou em poucas linhas, escrever parte de sua história. Depois, leram a autobiografia em voz alta e revelaram do que gostam e desgostam no mundo "Quase não existe coisa de que não gosto, porém, uma me fere a alma: a maldade do ser humano diz uma delas. "Mesmo estando em situação carcerária, sou feliz pois aqui aprendi o verdadeiro valor da vida ",conta outra. O ambiente reúne uma estante de livros que ocupa uma parede inteira e almofadas e espalhadas pelo chão. O espaço é dedicado a leitura e a reflexões que as palavras proporcionam. Cada encontro tem um tema e, para apresentar os livros, as educadoras explicam as características dos gêneros, discutem os autores e realizam atividades relacionadas aos livros indicados. Os encontros ocorrem três vezes por semana, duas vezes por dia, desde 2021.
A proposta veio do sonho de melhorar o acesso aos livros em penitenciárias brasileiras, em especial no Estado do Rio. O acesso das presas à biblioteca não é tão simples. O agente penitenciário precisa estar disponível para levá-las e ficar lá, já que elas não podem ficar sozinhas. Além disso, o acervo tem que ter pluralidade de estilos e vozes, considerando diferentes graus de escolaridade. Para facilitar o processo de integração, a biblioteca, pensando no seu público, inclui obras com personagens femininas e negras, por exemplo. E até a organização visa a tornar as obras mais atrativas: as publicações ficam com as capas viradas para a frente, para ajudar na escolha. Desde 2021, mais de 300 mulheres já passaram pelo projeto e pegaram livros na biblioteca.
SOUZA, Roberta https://extra.globo,com/rio/casos-de-de. Disponível policia/noticia/2023/07/projeto-apresenta-novo-mundo-a- mais-de-300-presas-do-rio-atraves-da-leitura. em: ntml
Texto 1 A9-I
A situação carcerária é uma das questões mais complexas da realidade social brasileira. O retrato das prisões no Brasil desafia o sistema de justiça penal, a política criminal e a política de segurança pública. O equacionamento de seus problemas exige, necessariamente, o envolvimento dos três Poderes da República, em todos os níveis de Federação, além de se relacionar diretamente com o que a sociedade espera do Estado como agente de pacificação social.
Diante dessa complexidade, parece acertado descartar qualquer solução que se apresente como uma panaceia, seja no âmbito legislativo, seja no administrativo, seja no judicial. No entanto, isso não significa que nada possa ser feito. Ao contrário, a magnitude do problema exige que os operadores jurídicos, os gestores públicos e os legisladores intensifiquem seus esforços na busca conjunta de soluções e estratégias inteligentes, e não reducionistas, aptas a nos conduzir à construção de horizontes mais alentadores.
Os problemas do sistema penitenciário que se concretizam em nosso país devem nos conduzir a profundas reflexões, sobretudo em uma conjuntura em que o perfil das pessoas presas é majoritariamente de jovens negros, de baixa escolaridade e de baixa renda. Além da necessidade de construção de vagas para o sistema prisional, é preciso analisar a "qualidade" das prisões efetuadas e o perfil das pessoas que têm sido encarceradas, para que seja possível problematizar a "porta de entrada" e as práticas de gestão dos serviços penais. desde a baixa aplicação de medida cautelares e de alternativas penais até a organização das diversas rotinas do cotidiano das unidades prisionais.
A necessária busca por alternativas penais tão ou mais eficazes que o encarceramento é um desafio de alta complexidade que depende de estreita articulação entre os órgãos do sistema de justiça criminal. Nesse sentido, têm sido extremamente interessantes os resultados da implantação das audiências de custódia, objeto de acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça, que consistem na garantia da rápida apresentação da pessoa presa a um juiz no caso de prisão em flagrante. Na audiência, são ouvidas as manifestações do Ministério Público, da Defensoria Pública ou do advogado da pessoa presa. Além de analisar a legalidade e a necessidade da prisão, o juiz pode verificar eventuais ocorrências de tortura ou de maus-tratos.
A humanização das condições carcerárias depende da promoção de um modelo intersetorial de políticas públicas de saúde, de educação, de trabalho, de cultura, de esporte, de assistência social e de acesso à justiça. Para que esses serviços alcancem as pessoas que se encontram nos presídios brasileiros, as políticas devem ser implementadas pelos gestores estaduais especializados nas diferentes temáticas sociais governamentais. Já se sabe que é inadequado o modelo de “instituição total”, que desafia unicamente o gestor prisional a improvisar arranjos de serviços para o ambiente intramuros, de forma frágil e desconectada das políticas sociais do Estado. Esse passo parece ser decisivo para reconhecermos, de fato, a pessoa privada de liberdade e o egresso como sujeitos de direitos.
Tatiana W. de Moura e Natália C. T. Ribeiro.
Levantamento nacional de informações penitenciárias (INFOPEN).
Ministério da Justiça, 2014 (com adaptações).
De acordo com o texto 1 A9-I,
