Questões Militares
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 2.186 questões
O poema ao lado faz parte da obra Livro sobre nada (1996), de Manoel de Barros:
A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um sabiá
mas não pode medir seus encantos.
A ciência não pode calcular quantos cavalos de força
existem
nos encantos de um sabiá.
Quem acumula muita informação perde o condão de
adivinhar: divinare.
Os sabiás divinam.
É certo dizer que estamos diante de um poema
No romance A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector, o narrador faz muitas observações acerca de Macabéa, tais como:
I. Há os que têm. E há os que não têm. É muito simples: a moça não tinha. Não tinha o quê? É apenas isso mesmo: não tinha.
II. Ela não pensava em Deus. Deus não pensava nela.
III. Vejo a nordestina se olhando no espelho e – um ruflar de tambor – no espelho aparece o meu rosto cansado e barbudo. Tanto nós nos intertrocamos.
IV. [...] ela era um acaso. [...] Pensando bem: quem não é um acaso na vida?
Tais frases nos permitem dizer que Macabéa provoca no narrador
Qual o dito popular que se aplica à situação mostrada na tira abaixo?

O texto abaixo refere-se à questão. Ele é a resposta a uma pergunta dirigida à escritora estadunidense Lenore Skenazy, quando entrevistada.
As coisas mudaram muito em termos do que achamos necessário fazer para manter nossos filhos seguros. Um
exemplo: só 10% das crianças americanas vão para a escola sozinhas hoje em dia. Mesmo quando vão de ônibus,
são levadas pelos pais até a porta do veículo. Chegou a ponto de colocarem à venda vagas que dão o direito de o pai
parar o carro bem em frente à porta na hora de levar e buscar os filhos. Os pais se acham ótimos porque gastam
algumas centenas de dólares na segurança das crianças. Mas o que você realmente fez pelo seu filho? Se o seu filho
está numa cadeira de rodas, você vai querer estacionar em frente à porta. Essa é a vaga normalmente reservada aos
portadores de deficiência. Então, você assegurou ao seu filho saudável a chance de ser tratado como um inválido.
Isso é considerado um exemplo de paternidade hoje em dia. (IstoÉ, 22/07/2009)
O texto abaixo refere-se à questão. Ele é a resposta a uma pergunta dirigida à escritora estadunidense Lenore Skenazy, quando entrevistada.
As coisas mudaram muito em termos do que achamos necessário fazer para manter nossos filhos seguros. Um
exemplo: só 10% das crianças americanas vão para a escola sozinhas hoje em dia. Mesmo quando vão de ônibus,
são levadas pelos pais até a porta do veículo. Chegou a ponto de colocarem à venda vagas que dão o direito de o pai
parar o carro bem em frente à porta na hora de levar e buscar os filhos. Os pais se acham ótimos porque gastam
algumas centenas de dólares na segurança das crianças. Mas o que você realmente fez pelo seu filho? Se o seu filho
está numa cadeira de rodas, você vai querer estacionar em frente à porta. Essa é a vaga normalmente reservada aos
portadores de deficiência. Então, você assegurou ao seu filho saudável a chance de ser tratado como um inválido.
Isso é considerado um exemplo de paternidade hoje em dia. (IstoÉ, 22/07/2009)
Alguma onda conservadora, sempre tão pronta na imprensa e nas academias de ginástica, move-se contra a obrigatoriedade dos cursos de filosofia e sociologia no ensino médio do Brasil. Digo que são conservadores os responsáveis por essa onda porque aquilo que externam tais pessoas de formação culta vai embasado, admitamos, numa razão antiga, embora compreensível.
No Brasil, não se ensinam direito matemática, geografia, lógica ou português, então por que deveríamos nos preocupar com a transmissão dos modos de exercitar o pensamento no decorrer do tempo? Quem vai transmitir coisas tão complicadas em torno da história das interpretações de mundo se não há no mercado do ensino pré- universitário aqueles mestres capazes de ensinar as coisas simples já pensadas?
Da forma como vejo, matemática não é coisa simples. Nem português. Matemática é Pitágoras, Antônio Vieira, português. E Filosofia, Platão; Sociologia, Émile Durkheim. Na minha vida de leitora, talvez tenha percorrido mais vezes Platão e Durkheim do que aquele Pitágoras que, quando bem explicado por alguém, pareceu-me cristalino. Então, matemática não pode ser mais simples que filosofia (isto se não considerarmos a matemática uma pura implicação filosófica).
Matemática tem apenas mais professores especializados a ensiná-la. É preciso que se formem professores novos, não daqui a cem anos, quando parecermos prontos, mas já, estimulados por uma lei à primeira vista arrogante e inadequada. Ou isto acontece agora ou jamais começaremos a preparar quem estuda para a verdadeira vida acadêmica que, esperemos, terá depois.
Seria perda de tempo estender-me aqui sobre as razões pelas quais áreas como filosofia, condenada como
grande abstração, e sociologia, por sua concretude, tornaram-se vitais ao conhecimento de qualquer habitante de um
mundo civilizado. O Brasil está atrasado em relação ao Primeiro Mundo sonhado, a escola vai mal? A filosofia deve
entrar na cabeça dos alunos e a sociologia precisa explicar aspectos importantes do país, tão logo isto seja possível.
Aos 15 anos de idade, um mortal, mesmo que um brasileirinho, pode começar a aprendê-las... [...] (Rosane Pavam.
Carta Capital, 03/07/2008.)
Leia os trechos a seguir.
I. Alguma onda conservadora, sempre tão pronta na imprensa e nas academias de ginástica, move-se contra a obrigatoriedade dos cursos de filosofia e sociologia no ensino médio do Brasil.
II. Da forma como vejo, matemática não é coisa simples. Nem português.
III. A filosofia deve entrar na cabeça dos alunos e a sociologia precisa explicar aspectos importantes do país, tão logo isto seja possível.
Há depreciação apenas em
Alguma onda conservadora, sempre tão pronta na imprensa e nas academias de ginástica, move-se contra a obrigatoriedade dos cursos de filosofia e sociologia no ensino médio do Brasil. Digo que são conservadores os responsáveis por essa onda porque aquilo que externam tais pessoas de formação culta vai embasado, admitamos, numa razão antiga, embora compreensível.
No Brasil, não se ensinam direito matemática, geografia, lógica ou português, então por que deveríamos nos preocupar com a transmissão dos modos de exercitar o pensamento no decorrer do tempo? Quem vai transmitir coisas tão complicadas em torno da história das interpretações de mundo se não há no mercado do ensino pré- universitário aqueles mestres capazes de ensinar as coisas simples já pensadas?
Da forma como vejo, matemática não é coisa simples. Nem português. Matemática é Pitágoras, Antônio Vieira, português. E Filosofia, Platão; Sociologia, Émile Durkheim. Na minha vida de leitora, talvez tenha percorrido mais vezes Platão e Durkheim do que aquele Pitágoras que, quando bem explicado por alguém, pareceu-me cristalino. Então, matemática não pode ser mais simples que filosofia (isto se não considerarmos a matemática uma pura implicação filosófica).
Matemática tem apenas mais professores especializados a ensiná-la. É preciso que se formem professores novos, não daqui a cem anos, quando parecermos prontos, mas já, estimulados por uma lei à primeira vista arrogante e inadequada. Ou isto acontece agora ou jamais começaremos a preparar quem estuda para a verdadeira vida acadêmica que, esperemos, terá depois.
Seria perda de tempo estender-me aqui sobre as razões pelas quais áreas como filosofia, condenada como
grande abstração, e sociologia, por sua concretude, tornaram-se vitais ao conhecimento de qualquer habitante de um
mundo civilizado. O Brasil está atrasado em relação ao Primeiro Mundo sonhado, a escola vai mal? A filosofia deve
entrar na cabeça dos alunos e a sociologia precisa explicar aspectos importantes do país, tão logo isto seja possível.
Aos 15 anos de idade, um mortal, mesmo que um brasileirinho, pode começar a aprendê-las... [...] (Rosane Pavam.
Carta Capital, 03/07/2008.)
Alguma onda conservadora, sempre tão pronta na imprensa e nas academias de ginástica, move-se contra a obrigatoriedade dos cursos de filosofia e sociologia no ensino médio do Brasil. Digo que são conservadores os responsáveis por essa onda porque aquilo que externam tais pessoas de formação culta vai embasado, admitamos, numa razão antiga, embora compreensível.
No Brasil, não se ensinam direito matemática, geografia, lógica ou português, então por que deveríamos nos preocupar com a transmissão dos modos de exercitar o pensamento no decorrer do tempo? Quem vai transmitir coisas tão complicadas em torno da história das interpretações de mundo se não há no mercado do ensino pré- universitário aqueles mestres capazes de ensinar as coisas simples já pensadas?
Da forma como vejo, matemática não é coisa simples. Nem português. Matemática é Pitágoras, Antônio Vieira, português. E Filosofia, Platão; Sociologia, Émile Durkheim. Na minha vida de leitora, talvez tenha percorrido mais vezes Platão e Durkheim do que aquele Pitágoras que, quando bem explicado por alguém, pareceu-me cristalino. Então, matemática não pode ser mais simples que filosofia (isto se não considerarmos a matemática uma pura implicação filosófica).
Matemática tem apenas mais professores especializados a ensiná-la. É preciso que se formem professores novos, não daqui a cem anos, quando parecermos prontos, mas já, estimulados por uma lei à primeira vista arrogante e inadequada. Ou isto acontece agora ou jamais começaremos a preparar quem estuda para a verdadeira vida acadêmica que, esperemos, terá depois.
Seria perda de tempo estender-me aqui sobre as razões pelas quais áreas como filosofia, condenada como
grande abstração, e sociologia, por sua concretude, tornaram-se vitais ao conhecimento de qualquer habitante de um
mundo civilizado. O Brasil está atrasado em relação ao Primeiro Mundo sonhado, a escola vai mal? A filosofia deve
entrar na cabeça dos alunos e a sociologia precisa explicar aspectos importantes do país, tão logo isto seja possível.
Aos 15 anos de idade, um mortal, mesmo que um brasileirinho, pode começar a aprendê-las... [...] (Rosane Pavam.
Carta Capital, 03/07/2008.)
A razão antiga dos conservadores fundamenta-se no(s) seguinte(s) argumento(s):
I. No Brasil, não há professores qualificados para ensinar bem as disciplinas obrigatórias.
II. No Brasil, não há professores qualificados para ensinar as disciplinas de Filosofia e Sociologia.
III. No Brasil, a interpretação do mundo não deve ser tarefa para alunos do Ensino Médio.
Está(ão) correta(s) apenas
“A feição deles é serem pardos maneiras d’avermelhados de bons rostros e bons narizes bem feitos. Andam nus sem nenhuma cobertura nem estimam nenhuma cousa cobrir nem mostrar suas vergonhas e estão acerca disso com tanta inocência como têm de mostra rosto.”
In BOSI, A. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1977. p.17.
Sexta feira foi feriado em São Paulo, o
que levou milhares de
paulistanos ao litoral paulista.
Como os paulistanos adoram
aproveitar até o último momento
de seu merecido descanso,
resolveram voltar todos no
mesmo horário. Em virtude
disso...
“Essa guerra é fundamental para a defesa do nosso povo. Aqueles que atacaram os Estados Unidos em setembro de 2001 estão planejando fazer a mesma coisa de novo. Se não fizermos nada, a insurgência do Talibã se transformará em um refúgio ainda maior, a partir do qual a Al Qaeda poderia se preparar para matar mais americanos.” George W. Bush...Oops! BARACK OBAMA, presidente americano.
Revista Veja. Edição 2127, ano 42, n.34, de 24 de agosto de 2009. p.61
“Essa guerra é fundamental para a defesa do nosso povo. Aqueles que atacaram os Estados Unidos em setembro de 2001 estão planejando fazer a mesma coisa de novo. Se não fizermos nada, a insurgência do Talibã se transformará em um refúgio ainda maior, a partir do qual a Al Qaeda poderia se preparar para matar mais americanos.” George W. Bush...Oops! BARACK OBAMA, presidente americano.
Revista Veja. Edição 2127, ano 42, n.34, de 24 de agosto de 2009. p.61
A linguística textual tem no texto seu objeto de estudo. O conceito de texto varia conforme o autor e/ou a orientação teórica adotada. Relacione as colunas de acordo com as concepções da Linguística do Texto (primeiras concepções) e com as influências das orientações de natureza pragmática. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. Alguns números poderão ser utilizados mais de uma vez e outros poderão não ser usados.
1. Concepções da Linguística do Texto
2. Orientações de natureza pragmática
( ) Unidade linguística superior à frase.
( ) Sequência de atos de fala.
( ) Cadeia de pronominalizações ininterruptas.
( ) Fenômeno primariamente psíquico.
( ) Processo mental.
( ) Complexo de proposições semânticas.
( ) Cadeia de isotopias.
Segundo Leont’ev (apud KOCH), toda atividade humana apresenta vários aspectos fundamentais. Todas as alternativas abaixo apresentam aspectos da atividade humana, EXCETO
Assinale a alternativa que apresenta a ordem numérica correta em relação aos fragmentos abaixo, de modo a se obter um texto coerente.
1. Ainda no Brasil, ainda setor memória, digno de estima, porém mais convencional, é o filme “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, dirigido por Cao Hamburger.
2. É o retorno à juventude, ao amor, neste filme em boa medida autobiográfico, o que bate mais fundo, onde se sente Babenco ir longe, numa audácia que não é apenas artística, mas também pessoal. Maria Luiza Mendonça compõe sua personagem de forma memorável.
3. O filme de Hector Babenco que mais me parece digno de admiração é “Coração Iluminado”. Mais que “Pixote”, mais que “O Beijo da Mulher-Aranha” com seu Oscar etc.
4. Na verdade, minha admiração incondicional é por uma parte do filme, pois a outra, referente ao encontro do personagem masculino com Lilith, parece-me que não deu certo.
A ordem correta dos fragmentos é