Questões Militares Comentadas sobre morfologia em português

Foram encontradas 1.166 questões

Q1993677 Português
Leia o meme a seguir.
Imagem associada para resolução da questão


Artes Depressão, 12/11/2019. Disponível em: https://pt-br.facebook.com/ArtesDepressao/photos/a. 196281473834625/2397975413665209/?type=3&theater

Nesse meme, há o uso da palavra “doguinho” no lugar de “cachorrinho”. Ao radical dog (“cão”, em inglês), foi acrescentado um afixo de diminutivo da língua portuguesa, dando origem a um empréstimo linguístico derivado por:  
Alternativas
Q1993672 Português
Texto para a questão.

O que fazer quando alguém “surta”?

Para a medicina, surtar é entrar em um quadro psicótico agudo. Esse quadro antigamente era chamado de loucura, mas eu não gosto dessa expressão
Arthur Guerra - 25 de outubro de 2022
Antes de mais nada, vamos diferenciar o termo médico surto do popular “surto”. Para a medicina, surtar é entrar em um quadro psicótico agudo. Esse quadro antigamente era chamado de “loucura”, mas eu não gosto dessa expressão.
O que vamos tratar aqui é do vocábulo popular, que pode ser aplicado para uma série de situações, como descontrole emocional, ataque de pânico, desajuste de comportamento.
Fiquei com vontade de falar sobre isso porque recentemente viralizou um vídeo gravado dentro de um avião em que, por algum motivo, um passageiro se descontrolava, se debatia muito, superagitado, e todos na cabine estavam sem saber o que fazer. Será que é preciso segurar essa pessoa? Controlá-la? Levá-la para o hospital tão logo quando possível?
O que fazer se alguém perto de nós entrar em um quadro parecido com o desse passageiro? Uma curiosidade. Casos como o desse homem não são tão raros. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe uma expressão para descrever pessoas que ficam violentas, indisciplinadas e inquietas no voo: raiva aérea. Só em 2021, auge da pandemia, foram mais de 5.000 casos, sendo a maioria causados pelo uso de máscara. Bebida e, especialmente, bebida misturada com remédios também podem eventualmente fazer alguém surtar.
Em primeiro lugar, tenha muita calma e, se vocês estiverem em um ambiente fechado, procure retirar objetos que possam, sem querer, quebrar ou ferir a pessoa que está excitada. Procure conter essa pessoa, abraçandoa fortemente. Isso é importante para que ela, na sua agitação, não se machuque.
Agora, se porventura a inquietação dessa pessoa começar a aumentar ao ponto de, por exemplo, ela bater a cabeça na parede ou ter a intenção de se machucar, é fundamental levá-la para um pronto-socorro, nem que seja à força. Qualquer PS público ou privado está capacitado para atender uma pessoa assim. O Samu também está.
Se o surto acontecer durante uma viagem de avião, os comissários de bordo estão orientados a perguntar se existe um médico entre os passageiros. Os voos internacionais, cujas viagens são longas, carregam um kit médico, que, entre outros remédios, tem aqueles voltados para quadros psiquiátricos. Geralmente são drogas da classe dos calmantes, que vão ajudar a tranquilizar quem está agitado, permitindo que a viagem siga sossegada até o pouso, quando esse passageiro deverá ser encaminhado a um hospital ou médico.  


Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.

GUERRA, Arthur. O que fazer quando alguém “surta”? Forbes Brasil, 25 de outubro de 2022. Colunas. Disponível em:
https://forbes.com.br/forbessaude/2022/10/arthur-guerra-o-que-fazerquando-alguem-surta/  
Ao fazer uso de “PS” para se referir a “pronto-socorro” (6º parágrafo), o autor se vale do processo de formação de palavras que cria:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992522 Português
Assinale a frase em que a substituição da locução sublinhada por um adjetivo é feita de forma adequada.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992520 Português
Assinale a frase em que ocorreu a troca indevida entre sob e sobre
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992516 Português
Em todas as opções abaixo as frases foram reescritas de modo a eliminar o advérbio não, mas mantendo-se o sentido original. Assinale a frase em que essa modificação foi feita de forma adequada.
Alternativas
Q1989876 Português

        __________ os Carapicus sentiram a aproximação dos rivais, um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se de ________, sem que a ordem cessasse. Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau e de tudo que servisse para resistir e para matar. Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses, havia um só partido que ia ser atacado pelo partido contrário; os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros, limpando com as costas da mão o sangue das feridas. Agostinho, encostado ao lampião do meio do cortiço, cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música _________ que entoavam lá fora os inimigos; a mãe dera-lhe licença, a pedido dele, para _______ um cinto de Nenê, em que o pequeno enfiou a faca da cozinha. Um mulatinho franzino, que até aí não ______ notado por ninguém no São Romão, postou-se defronte da entrada, de mãos limpas, à espera dos invasores; e todos tiveram confiança nele, ________ o ladrão, além de tudo, estava rindo.

        Os Cabeças de Gato assomaram afinal ao portão. Uns cem homens, em que se não via a arma que traziam. [...]

        – _________! Faz frente! clamavam de dentro os Carapicus.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Na passagem – Um mulatinho franzino [...] postou-se defronte da entrada... –, o adjetivo destacado
Alternativas
Q1989868 Português

Números da fome

        A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.

        Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.

        A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.

        “Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.

        Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.

        O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.

        Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.

        O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado) 

De acordo com Nilce Sant’Anna Martins (2008), quanto às palavras que exprimem julgamento, “predominam os adjetivos que atribuem qualidades positivas/negativas, valorizadoras/depreciativas, que podem ser distribuídas semanticamente no campo de bom/mau, e igualmente os substantivos abstratos, verbos e advérbios a eles correspondentes.” Exemplifica a explicação o termo destacado em:
Alternativas
Q1989100 Português

MILITARES DO GRUPO ESPECIAL DE INSPEÇÃO EM VOO (GEIV)

GARANTEM SEGURANÇA DO TRÁFEGO AÉREO BRASILEIRO


1§Para garantir a segurança do tráfego aéreo brasileiro, uma equipe de militares do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), da Força Aérea Brasileira (FAB), realiza uma espécie de fiscalização no ar, é a missão de Inspeção em Voo. As atividades acontecem por meio de aeronaves-laboratório, que, junto com radares, sistemas de aproximação, rádios, equipamentos de auxílio à navegação e luzes de orientação, proporcionam a circulação segura das aeronaves.

Subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o GEIV é responsável por testar, aferir e avaliar os chamados Auxílios e os Procedimentos de Navegação Aérea e integra o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). O Grupo participa da homologação e verificação periódica de aproximadamente 2.268 auxílios e procedimentos, realiza inspeções em todo o território nacional e, eventualmente, em outros países da América do Sul, de voo nas fases de decolagem, rota e pouso, principalmente em condições adversas de meteorologia.

2§Em dezembro de 2021, o GEIV recebeu a terceira aeronave IU-93M, proveniente do Projeto de Modernização. A plataforma da aeronave-laboratório foi atualizada com o Sistema de Display Integrado Pro Line 21, um aviônico da Rockwell Collins que facilita o voo e aumenta a consciência situacional. O sistema faz com que as informações vitais sejam facilmente acessíveis e compreensíveis, contribuindo para o dinamismo das missões de Inspeção em Voo. Ao longo do segundo semestre de 2021, o GEIV realizou a campanha de Avaliação Operacional (AVOP) do Projeto I-X (IU50 Legacy 500), contribuindo com relevante passo na sedimentação da implantação do projeto na FAB. “Ambos os passos, tanto a AVOP do IU-50 como o recebimento do IU-93M, colocam o GEIV na direção do futuro, tornando o Grupo capaz de inspecionar todos os tipos de auxílios e procedimentos à navegação aérea, contribuindo com a evolução do SISCEAB, conforme prevê o programa SIRIUS BRASIL”, explica o Comandante do GEIV, Tenente-Coronel Aviador Bruno Michel Marcondes Alves.

http://www.portal.intraer/portalintraer/cabine/publicacoes/notaer_fevereiro_2022.pdf (adaptado)

Marque a opção em que o substantivo segue a mesma regra de formação do plural de “aeronaves-laboratório”.
Alternativas
Q1987281 Português
Marque a alternativa correta quanto ao grau do adjetivo destacado na frase abaixo.
     “A alegria de Perpétua foi quase tamanha como a do pai e da mãe, se não maior.” (Machado de Assis)  
Alternativas
Q1987274 Português
Quantos advérbios há nos versos?
O relógio “Passa, tempo, tic-tac Tic-tac, passa, hora Chega logo, tic-tac Tic-tac, e vai-te embora Passa, tempo Bem depressa Não atrasa” (...) (Vinícius de Moraes) 
Alternativas
Q1987268 Português
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa correta com relação aos processos de formação de palavras.
      “Ele é um homem ainda moço, de 30 anos presumíveis, magro, de estatura média. Seu olhar é morto, contemplativo. Suas feições transmitem bondade, tolerância e há em seu rosto um quê de instabilidade. Seus gestos são lentos, preguiçosos, bem como sua maneira de falar.” (Dias Gomes)
Alternativas
Q1987266 Português
Assinale a alternativa cujo plural do substantivo em destaque está correto.
Alternativas
Q1970241 Português

Texto 2A01


        Era um sábado de abril. B... chegara àquele porto e descera a terra, deu alguns passeios. Ao dobrar uma esquina, viu certo movimento no fim da outra rua, e picou o passo a descobrir o que era.

         Era um incêndio no segundo andar de uma casa. Polícia, autoridades, bombas iam começar o seu ofício.

         B... viu episódios interessantes, que esqueceu logo, tal foi o grito de angústia e terror saído da boca de um homem que estava ao pé dele. Não teve tempo nem língua em que perguntasse ao desconhecido o que era. Ali, no meio do fumo que rompia por uma das janelas, destacava-se do clarão, ao fundo, a figura de uma mulher.

         A mulher parecia hesitar entre a morte pelo fogo e a morte pela queda. A alma generosa do oficial não se conteve, rompeu a multidão e enfiou pelo corredor.

         Não se lembrava como pôde fazer isso; lembrava-se que, a despeito das dificuldades, chegou ao segundo andar. Tudo aí era fumo. O fumo rasgou-se de modo que ele pôde ver o busto da mulher...

         – A mulher, — disse ele ao terminar a aventura, e provavelmente sem as reticências que Abel metia neste ponto da narração, — a mulher era um manequim, posto ali de costume ou no começo do incêndio, como quer que fosse, era um manequim.

         A morte agora, não tendo mulher que levasse, parecia espreitá-lo a ele, salvador generoso. Desceu os degraus a quatro e quatro. Transpondo a porta da sala para o corredor, quando a multidão ansiosa estava a esperá-lo, na rua, uma tábua, um ferro, o que quer que era caiu do alto e quebrou-lhe a perna...

         Tratou-se a bordo e em viagem. Desembarcando aqui, no Rio de Janeiro, foi para o hospital onde Abel o conheceu. Contava partir em breves dias. Abel não se despediu dele. Mais tarde soube que, depois de alguma demora em Inglaterra, foi mandado a Calcutá, onde descansou da perna quebrada, e do desejo de salvar ninguém.

Machado de Assis. Um incêndio. In: Obra completa de Machado de Assis

Vol. II, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Internet:: <https://www.machadodeassis.ufsc.br> (com adaptações). 

Assinale a opção em que o termo destacado do texto 2A01 funciona como advérbio de tempo no contexto sintáticosemântico em que se insere.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2022 - PM-SP - Soldado da Polícia Militar |
Q1963662 Português
Atenção: a questão deve ser respondida a partir do Texto III.


Texto III

Má educação dos turistas em templos e bares irrita japoneses

  “Os japoneses estão irritados com o comportamento de turistas que visitam templos, fontes sagradas e até mesmo lojas em Tóquio. A falta de educação dos visitantes, que sobem em telhados, levam sua própria comida para locais que vendem alimentos e usam qualquer coisa como cinzeiro tira do sério quem vive no local.

    O templo de Nanzoin em Sasaguri, Fukuoka, deixou claro, em cartazes feitos em nada menos que 12 idiomas, para nãojaponeses ficarem longe, após uma série de advertências verbais aos turistas. Alguns dos visitantes tocaram música alta, mergulharam em uma cachoeira sagrada e um subiu no telhado para tirar melhores fotos.

    No Izakaya Bar, em Kyoto, o dono perdeu a paciência ao ver os turistas trazendo comida para consumir em suas mesas, usando os pratos como cinzeiros e sacudindo suas cinzas de cigarro no chão. A solução foi fingir que está lotado quando vê grupos com mais de cinco turistas se aproximando.

    Em 2016, uma mulher invadiu uma área proibida no Parque Ueno, em Tóquio, enquanto outras foram vistas no Parque do Castelo de Osaka, arrancando flores para colocar nos cabelos. Em 2018, o Japão recebeu 31,2 milhões de visitantes estrangeiros.”

(https://casavogue.globo.com/LazerCultura/Viagem/noticia/2019/03/ma-educacaodos-turistas-em-templos-e-bares-irrita-japoneses.html. Acesso em 03/08/2022.) 
Analise o segmento de texto a seguir.
“Os japoneses estão irritados com o comportamento de turistas que visitam templos, fontes sagradas e até mesmo lojas em Tóquio. A falta de educação dos visitantes, que sobem em telhados, levam sua própria comida para locais que vendem alimentos e usam qualquer coisa como cinzeiro tira do sério quem vive no local.”
Assinale a opção em que a preposição destacada é uma exigência de um termo anterior.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2022 - PM-SP - Soldado da Polícia Militar |
Q1963661 Português
Atenção: a questão deve ser respondida a partir do Texto III.


Texto III

Má educação dos turistas em templos e bares irrita japoneses

  “Os japoneses estão irritados com o comportamento de turistas que visitam templos, fontes sagradas e até mesmo lojas em Tóquio. A falta de educação dos visitantes, que sobem em telhados, levam sua própria comida para locais que vendem alimentos e usam qualquer coisa como cinzeiro tira do sério quem vive no local.

    O templo de Nanzoin em Sasaguri, Fukuoka, deixou claro, em cartazes feitos em nada menos que 12 idiomas, para nãojaponeses ficarem longe, após uma série de advertências verbais aos turistas. Alguns dos visitantes tocaram música alta, mergulharam em uma cachoeira sagrada e um subiu no telhado para tirar melhores fotos.

    No Izakaya Bar, em Kyoto, o dono perdeu a paciência ao ver os turistas trazendo comida para consumir em suas mesas, usando os pratos como cinzeiros e sacudindo suas cinzas de cigarro no chão. A solução foi fingir que está lotado quando vê grupos com mais de cinco turistas se aproximando.

    Em 2016, uma mulher invadiu uma área proibida no Parque Ueno, em Tóquio, enquanto outras foram vistas no Parque do Castelo de Osaka, arrancando flores para colocar nos cabelos. Em 2018, o Japão recebeu 31,2 milhões de visitantes estrangeiros.”

(https://casavogue.globo.com/LazerCultura/Viagem/noticia/2019/03/ma-educacaodos-turistas-em-templos-e-bares-irrita-japoneses.html. Acesso em 03/08/2022.) 
“No Izakaya Bar, em Kyoto, o dono perdeu a paciência ao ver os turistas trazendo comida para consumir em suas mesas, usando os pratos como cinzeiros e sacudindo suas cinzas de cigarro no chão. A solução foi fingir que estava lotado quando via grupos com mais de cinco turistas se aproximando.”
A expressão verbal que mostra inadequação na substituição por um substantivo cognato, é 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2022 - PM-SP - Soldado da Polícia Militar |
Q1963653 Português
Atenção: a questão deve ser respondida a partir do Texto II.


Texto II

   Além de ter palmeiras onde canta o sabiá, minha terra tem um monumento muito visitado. E para chegar até o Cristo Redentor, uma das maneiras mais práticas é pegar o trenzinho que sobe até o topo do Corcovado, através de um trilho que atravessa a floresta.

     Em um dos trechos, o trem segue mata adentro até fazer uma curva, na qual um clarão na mata e o vão das alturas descortinam uma vista deslumbrante. É a Cidade Maravilhosa vista de cima.
   
   O trecho ficou conhecido como “A curva do ohhhh”, em função da representação onomatopeica da interjeição, produzida pelos turistas que seguem no trem rumo à estátua mais famosa do Brasil. Tão certo como encontrar o Redentor de braços abertos é escutar o “ohhhhhh” em uníssono, expressado pelos passageiros rumo ao Cristo.
     
     Em Paris, acontece algo semelhante na linha 6 do metrô. Durante a ligação entre as estações de Bir-Hakeim e Passy, o trem passa por cima do rio Sena, atravessando a ponte Bir-Hakeim na superfície. A Torre Eiffel, exibida que é, aparece toda frondosa e não há passageiro que resista.
     
      Não chega a ser um “ohhhh” tão expressivo quanto acontece sobre os trilhos cariocas, mas já vi mesmo o mais concentrado ou sisudo francês largar um livro, parar de mexer no celular ou simplesmente desviar um pouco os pensamentos e dar uma espiadinha na velha dama de ferro imponente.

(Somos todos turistas – Crônicas de Paris. Disponível em https://cronicasdeparis.com/index.php/2017/07/02/somos-todos-turistas/)
“O trecho ficou conhecido como “A curva do ohhhh”, em função da representação onomatopeica da interjeição, produzida pelos turistas que seguem no trem rumo à estátua mais famosa do Brasil. Tão certo como encontrar o Redentor de braços abertos é escutar o “ohhhhhh” em uníssono, expressado pelos passageiros rumo ao Cristo.”
Nesse segmento do texto, o cronista classifica “oh” como interjeição; nos trechos “A curva do ohhhh” e “é escutar o ohhhhhh”, esse mesmo vocábulo deve ser classificado, respectivamente, como 
Alternativas
Q1963096 Português

ILHA VISITÁVEL


Carlos Castelo

7 de abril de 2022



                    Eu sou a crônica, sou natural ali do Rio de Janeiro. Sou eu quem leva o dia a dia para milhões de brasileiros.

                    Esse ano completo 170 primaveras em nossas plagas. Não é pouca coisa. Após tanto tempo, posso afirmar até com certo orgulho: mesmo quem não frequenta jornais e revistas, me conhece. Já viu o Veríssimo, o Otto, a Clarice em minha companhia. Se não reparou, agora vou jogar pesado. Perdoe-me o leitor por abrir um parêntese tão avantajado, mas notem o que Machado de Assis – o próprio, de fardão e pincenê – declarou a meu respeito: 

                   Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia. Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Uma dizia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopada do que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica.

                    Era só o começo. Andei na pena e no tinteiro de um sem-número de coroados das letras nacionais. Bandeira disse que sou um conjunto de quase nadas. Drummond foi mais longe, defendeu a minha inutilidade:

                    O inútil tem sua forma particular de utilidade. É a pausa, o descanso, o refrigério do desmedido afã de racionalizar todos os atos de nossa vida (e a do próximo) sob o critério exclusivo de eficiência, produtividade, rentabilidade e tal e coisa. Tão compensatória é essa pausa que o inútil acaba por se tornar da maior utilidade, exagero que não hesito em combater, como nocivo ao equilíbrio moral.

                    E não são apenas poetas apontando a minha conveniência. Eis aí o crítico Antonio Candido, que não me deixa mentir (apesar de que, como sou cruza de ficção com jornalismo, até poderia). 

                    A crônica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas. Em lugar de oferecer um cenário excelso, numa revoada de adjetivos e períodos candentes, pega o miúdo e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas.

                    Era para ficar inflada de contentamento. Acontece que, apesar de tanta fortuna crítica, desafortunadamente os anos 20 de hoje não são os 50 do século passado. [...] 

                    De lá para cá, muita coisa mudou. Jornais e revistas estão longe de ser o que foram sob Samuel Wainer ou Assis Chateaubriand. Minha presença era massiva, terminou sendo substituída por fotos de pratos de comida, gatinhos fofos, cãezinhos hilários, frases de autoajuda e dancinhas nas redes sociais.

                    Os candidatos a me representar foram minguando. Refiro-me aos ótimos, os regulares fervilham por aí. Entretanto, como os talentosos ainda existem e não desistem, vou ocupando espaços como este. 

                    Afinal, eu sou a crônica. Nunca pretendi ser monumental, nem ciência exata. Sempre fui, e serei, como dizia o poeta, uma ilha visitável, sem acomodações de residência. 


Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/ilha-visitavel/. Acesso em: 18 de abr. 2022.
Em relação ao excerto “[...] apesar de que, como sou cruza de ficção com jornalismo, até poderia [...]”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1961078 Português

O copo de café quente do McDonald's.



      (I) ____ (Por que, Por quê, Porque, Porquê) um processo é considerado frívolo? Um exemplo é o caso ocorrido, por conta de um acidente entre a rede McDonald's e Stella Liebeck, o qual originou um processo. Quase todos parecem saber disso. E (II) ___ (a, à, á, há) uma boa chance de tudo o que se acredita estar errado.

      Em 1992, Stella Liebeck, de 79 anos, comprou uma xícara de café para viagem em um drive-thru do McDonald's, em Albuquerque, e o derramou em seu colo. Conjecturou-se: O café não deveria estar quente? O McDonald's não derramou o café nela? Ela derramou o café em si (III) ____________ (mesmo, mesma)? Ela estava dirigindo o carro? Ela não prestou atenção no café?

      Fatos: Stella Liebeck não estava dirigindo quando derramou o café, nem o carro estava em movimento. Ela era a passageira de um veículo que estava parado no estacionamento do McDonald's, no qual, ela havia comprado o café. Ela estava com o copo entre os joelhos, enquanto removia a tampa para adicionar o creme e o açúcar, quando o copo tombou e derramou todo o conteúdo em seu colo.  

      A mensagem do júri: o café não estava apenas quente, mas perigosamente quente. A política corporativa do McDonald's era servi-lo a uma temperatura que pudesse causar queimaduras graves em segundos. Os ferimentos de Liebeck estavam longe de ser frívolos. Ela estava vestindo uma calça de moletom que absorveu o café e o manteve contra a pele. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau (o tipo mais sensível) e precisou de enxertos de pele na parte interna das coxas e em outros lugares.

      O júri teve acesso a processos similares durante o julgamento: o caso de Liebeck estava longe de ser um evento isolado. O McDonald's recebeu mais de 700 relatórios prévios de danos causados por seu café, incluindo relatos de queimaduras de terceiro grau, e pagou indenizações em alguns casos. Liebeck propôs receber US$ 20.000 para cobrir suas despesas médicas e perda de renda, mas o McDonald's nunca ofereceu mais de US$ 800, então o caso foi a julgamento.

      O júri considerou Liebeck parcialmente culpada por seus ferimentos, reduzindo a compensação no acordo. Mas o prêmio de indenização punitiva do júri ganhou as manchetes. Apesar de centenas de pessoas terem sofrido ferimentos similares. Ciente da procrastinação do McDonald's, o júri concedeu à Liebeck o equivalente a dois dias de receita de vendas de café.

      Isso não foi, no entanto, o fim de tudo. A indenização original por danos punitivos foi finalmente reduzida em mais de 80% pelo juiz e, para evitar o que provavelmente seriam anos e anos de apelações, Liebeck e o McDonald’s chegaram a um acordo sigiloso.

Atente às palavras em destaques nas orações abaixo, todas foram retiradas do texto “O copo de café quente do McDonald's”. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) “um processo é considerado frívolo” – o vocábulo frívolo deve ser classificado como um adjetivo e uma palavra proparoxítona. ( ) “o prêmio de indenização punitiva do júri ganhou as manchetes” – o vocábulo júri deve ser classificado como um substantivo e uma palavra paroxítona. ( ) “O café não deveria estar quente” – o vocábulo café deve ser classificado como um substantivo composto e uma palavra oxítona. ( ) “comprou uma xícara de café para viagem em um drive-thru” – a expressão drive-thru foi grafada em itálico, pois, representa uma palavra de origem estrangeira que não foi traduzida ou abrasileirada. ( ) “Ciente da procrastinação do McDonald's” – o vocábulo McDonald’s deve ser classificado como um advérbio de modo, pois indica que a rede pertence à família Donald.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2022 - PM-SP - Aluno - Oficial PM |
Q1940692 Português

Para responder à questão, leia o trecho inicial da crônica “Em preto e branco”, de Carlos Drummond de Andrade, publicada originalmente em 16.06.1970.


    No momento, somos milhões de brasileiros vendo a Copa do Mundo em preto e branco, e algumas dezenas vendo-a colorida. Faço parte da primeira turma, porém não protesto contra o privilégio da segunda. Talvez até sejamos nós, realmente, os privilegiados, pois nos é concedido o exercício livre da imaginação visual, esse cavalinho sem freio. Podemos ver o estádio de Jalisco recoberto das tonalidades mais deslumbrantes, os atletas mudando continuamente de matiz, fusões e superposições cromáticas, efeito de luz que só o cinema e os crepúsculos classe extra do Arpoador têm condição de oferecer-nos. Pelé, o mágico, vira arco-íris, na instantaneidade e gênio de suas criações. E tudo é ballet de cor a que vamos assistindo ao sabor da inventiva, na emoção das jogadas, desde que sejamos capazes de inventar. Ao passo que nossos poucos colegas aparentemente mais afortunados, reunidos a convite da Embratel diante da TV em cores, já têm o espetáculo pintado, bandeiras e uniformes dos jogadores com seus tons intransferíveis, os grandes painéis de publicidade com as tintas que apresentam nos muros do mundo inteiro. Levam desvantagem perante nós, os de imaginação solta. Não podem conceber cores novas, todas já estão carimbadas. Sinto vontade de convidá-los a vir para junto de nós, os preto-e-brancos; será que aceitam?

(Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol, 2014.)

O termo que qualifica o substantivo na expressão “exercício livre” tem sentido equivalente ao termo que qualifica o substantivo em:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2022 - PM-SP - Aluno - Oficial PM |
Q1940690 Português

Leia o texto de Friedrich Nietzsche para responder à questão.


    E se um dia, ou uma noite, um demônio lhe aparecesse furtivamente em sua mais desolada solidão e dissesse: “Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequência e ordem […]. A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente — e você com ela, partícula de poeira!”. — Você não se prostraria e rangeria os dentes e amaldiçoaria o demônio que assim falou? Ou você já experimentou um instante imenso, no qual lhe responderia: “Você é um deus e jamais ouvi coisa tão divina!”. Se esse pensamento tomasse conta de você, tal como você é, ele o transformaria e o esmagaria talvez; a questão […] “Você quer isso mais uma vez e por incontáveis vezes?” pesaria sobre os seus atos como o maior dos pesos!

(Friedrich Nietzsche apud Eduardo Giannetti. O livro das citações, 2008.)

As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. Basta, por exemplo, antepor-se o artigo a qualquer vocábulo da língua para que ele se torne um substantivo. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras dá-se o nome de “derivação imprópria”.

(Celso Cunha. Gramática essencial, 2013. Adaptado.)


Observa-se um exemplo de derivação imprópria no seguinte trecho:

Alternativas
Respostas
241: B
242: E
243: E
244: C
245: E
246: C
247: C
248: D
249: A
250: D
251: B
252: B
253: A
254: A
255: C
256: C
257: E
258: B
259: D
260: B