Questões Militares
Comentadas sobre morfologia em português
Foram encontradas 1.157 questões


É correto afirmar que, no período acima, há


Leia o texto para responder a questão.
Foco no cerrado
O tema da preservação ambiental, no Brasil, sempre vai associado a desmatamento da Amazônia, fogo no Pantanal e a quase extinção da mata atlântica. Raramente vem à tona a defesa do cerrado, bioma que perdeu 8531 km2 da vegetação original em 2021, quase seis vezes a área do município de São Paulo. Esse dado desanimador teve divulgação no último dia de 2021.
Existe algo de preconceito nessa visão desfocada do cerrado, paisagem que domina o centro do país. Na estiagem, suas fisionomias campestres e florestais assumem aparência seca, um mosaico de capim, arbustos e árvores retorcidas não raro descrito como reles “mato”.
É o segundo maior bioma do Brasil, contudo, e o que se chama de “hotspot”: área de imensa biodiversidade sob grave ameaça. Metade do cerrado já foi destruída, ante um quinto da floresta amazônica.
A imagem de terra sem valor favoreceu a expansão imprevidente do agronegócio. Hoje a savana brasileira produz 55% da carne bovina, 49% da soja, 49% do milho, 98% do algodão e 47% da cana-de-açúcar, segundo a Embrapa Cerrados.
Foi uma façanha épica e tecnológica convertê-la no celeiro de grãos do país, a partir dos anos 1970. No entanto tal história de sucesso comportou boa dose de negligência com a devastação continuada.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.01.2022. Adaptado)
Leia o fragmento para responder a questão.
Para o céu cristalino alevantando
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
E depois nos meninos atentando,
Que tão queridos tinha e tão mimosos,
Cuja orfandade como mãe temia,
Para o avô cruel assim dizia:
(...)
“Ó tu, que tem de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha”.
(Episódio de Inês de Castro. Luiz Vaz de Camões, Os Lusíadas)
( ) Insististes para que fôssemos ter com o juiz da cidade. — 2.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
( ) Pergunta pela minha tristeza, mas digo que dela não sei. — 2.ª pessoa do singular do imperativo afirmativo.
( ) Quando disseres a verdade, todos hão de compreender o que houve. — 2.ª pessoa do singular do futuro do presente do indicativo.
( ) A notícia do petróleo chegou, e, infelizmente vendêreis as terras para mãos estranhas à família. — 2.ª pessoa do plural do pretérito mais que perfeito do indicativo.
— Quantos são aqui?(...) E o outro: — Dois, cidadão, somos dois. Naturalmente, o senhor não a vê. Mas ela está aqui, está, está! A sua saudade jamais sairá do meu quarto e do meu peito! (Rubem Braga)
No texto acima, há a presença de quantos tipos de pronome?
“Mantenho o outrossim.”, “Retira o deveras.” e “Aliás é ótimo.”
As palavras destacadas nas frases acima, retiradas da crônica De Domingo, de Luís Fernando Veríssimo, assumem, no texto, natureza substantiva, embora, originalmente recebam a seguinte classificação morfológica:
1 – progresso 2 – monarquia 3 – resgate 4 – bem-aventurança
( ) derivação regressiva ( ) derivação prefixal ( ) composição por justaposição ( ) composição por aglutinação

Violência contra a mulher: uma pandemia que precisamos combater
A luta pelo fim da violência contra a mulher não é uma empreitada solitária: ela diz respeito a um movimento muito maior, que demanda comprometimento também dos homens com o enfrentamento a uma situação que, calamitosa, agravou-se sobremaneira durante a pandemia do novo coronavírus. Com o propósito de chamar a atenção para a gravidade do problema, a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” acontece, também neste ano, com o apoio da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF). Realizada em 150 países por meio da mobilização da sociedade civil, a ação conta a cada ano com maior conscientização e engajamento da população e do poder público brasileiro.
Apesar da diminuição da violência de gênero nas ruas, a violência doméstica e familiar cresceu, apontam dados da terceira edição da pesquisa “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, realizada pelo Instituto Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o levantamento, uma em cada quatro brasileiras acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência ou agressão em 2020. Ou seja, no último ano, cerca de 17 milhões de mulheres foram vítimas de violência física, psicológica ou sexual. Esses números correspondem a informações que de algum modo chegaram ao poder público, sem considerar a cifra inviabilizada por ausência de denúncia.
A situação é tão grave que, em mais de uma ocasião, a diretora-executiva da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, a sul-africana Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirmou que enfrentamos duas pandemias: uma, sanitária, que nos expôs ao risco de contaminação por uma doença até então desconhecida, e, outra, silenciosa e invisível, de violência doméstica. O mesmo estudo indica que a ofensa verbal foi o tipo de agressão mais frequente no período analisado: cerca de 13 milhões de brasileiras relataram ter sido xingadas e insultadas no próprio ambiente familiar, enquanto 5,9 milhões passaram por ameaças de violência física, como tapas, empurrões e chutes. O cenário é ainda pior se levarmos em conta que outras questões atravessam o sofrimento dessas cidadãs. Segundo o Datafolha, 46,7% das vítimas de violência desde o início da pandemia também perderam o emprego.
(Nildete Santana de Oliveira – Francisco Caputo – Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2021/12/4968165-violencia-contra-amulher-uma-pandemia-que-precisamos-combater.html. Adaptado.)
I. A palavra “ele” é um pronome, mais especificamente, corresponde a terceira pessoa do singular. II. “pegou” é um verbo e está conjugado no pretérito imperfeito. III. Pode-se classificar “uma” como um artigo indefinido. IV. A palavra “tesoura” é um substantivo abstrato. V. Pode-se afirmar que “e” é uma conjunção. VI. “cortou’ também é um verbo e também está conjugado no pretérito imperfeito. VII. Pode-se afirmar que “o” é um artigo definido masculino. VIII. A palavra “casulo” é um advérbio de modo.