Questões Militares
Sobre morfologia - verbos em português
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(https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia, 29.09.2025. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
TEXTO
O Pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando о esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
(BRAGA, Rubem. O pavão. Disponível em
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao São Paulo. Global,
2005. <https://cronicabrasileira.orgbr/cronicas/11513/o-pavao%20São%20Paulo,%20Global,%202005.>
TEXTO
Uma ideia toda azul
Um dia o Rei teve uma ideia.
Era a primeira vida toda, e tão maravilhado ficou com aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim, correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos, encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém. Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia que já tinha dono?
Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo. Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo. Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher?
Diante de cada porta o Rei parava, pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono. Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se embaraçava em gases, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou a porta.
A chave, prendeu no pescoço em grossa corrente.
E nunca mais mexeu nela.
O tempo correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos que mentiam a verdade.
Apenas sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade de brincar nos jardins.
Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-lhe que já podia descansar e lhe libertaram do manto.
Posta a coroa sobre a almofada, o Rei logo levou a mão à corrente.
— Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
Abriu a porta, levantou o cortinado.
Na cama de marfim, a ideia dormia azul como naquele dia. E linda. Mas o Rei não era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
Tentando na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza. Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a porta.
(COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo, Global, 2005.)
Analise o trecho abaixo:
"Desceu com ela para o jardim, correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos [...]" (2°§). As formas verbais destacadas, no trecho acima, expressam ações:
I. “O ex-promotor tinha cerrados os olhos.” (Érico Veríssimo)
II. O ex-promotor tinha cerrado os olhos.
Assinale a alternativa que analisa corretamente as propriedades gramaticais e semânticas das sentenças acima.
Formas Verbais
(1) detém
(2) mantêm
(3) intervém
(4) mantém
Orações
( ) Piloto ________ na manobra do volante.
( ) Eles tentam fugir, mas não conseguem: uma estranha força os ________ imóveis.
( ) A FAB ________ a maior esquadrilha do Brasil.
( ) A sintaxe de regência ocupa-se das relações de dependência que as palavras ________ na frase.
Assinale a alternativa em que o período acima é integralmente transposto para a voz passiva, respeitando sua estrutura sintática.
“Os concorrentes demonstram que exames qualificatórios têm desdobramentos inevitáveis na qualidade de vida a curto prazo.”
Em relação ao verbo “têm”, assinale a alternativa que classifica corretamente o seu sujeito, considerando a estrutura sintática do período e a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Com base nessas considerações, assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta, segundo a normapadrão da Língua Portuguesa.
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa e o comportamento dos verbos defectivos, assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está empregada corretamente.
Oziel Mabundo Quibuila
Oziel Mabundo Quibuila nasceu no Luongo, bairro do município de Catumbela, província de Benguela, em Angola. Não era herdeiro, nem membro da administração pública, apenas um menino cheio de vida e de sonhos, descendentes de agricultores e artesãos. Um dia, uma ideia começou a brincar em sua cabeça. Mal sabia ele que viraria coisa séria no futuro.
Estava brincando com seu amigo Daniel e meninos do bairro, com a bola que ganhara de presente de seu tio, Bakari Ombela Quibuila, que morava na capital. Não era muito bom em futebol. Tinha mania de construir. E uma vez ou outra era flagrado sozinho, absorto em seu mundo, brincando de qualquer coisa que ninguém compreendia.
Numa dessas vezes, Daniel notou que Oziel brincava de amontoar pedras e as amontoava de um jeito tão especial, que parecia familiar:
- O que é isso, Ozi?
Ele não respondeu. O amigo parou um instante e observou com mais cuidado. Então, olhou para Oziel e disse:
- Parece a Ponte 4 de Abril.
Em um natal, sem ninguém esperar, a família de Oziel recebeu a visita de Bakari Ombela. Ele falou sobre o curso de habilitação que fez para a Marinha Mercante e sobre como estava começando a se tornar bem-sucedido no ramo, trabalhando com suporte e salvatagem a navios e plataformas offshore. Eles conversaram e celebraram, inclusive Oziel, que se divertiu muito com as brincadeiras e presentes do tio
(…).
Disponível em <https://folhadabaixada.com.br/noticia/2209/oziel-mabundo-quibuila>.. Acesso em 12/01/2026.
“Um dia, uma ideia começou a brincar em sua cabeça […]” (1º§).
O verbo “começou” foi flexionado no pretérito perfeito do modo indicativo. Se reescrevêssemos esse mesmo verbo no pretérito mais-que-perfeito do mesmo modo e pessoa, teríamos:
Oziel Mabundo Quibuila
Oziel Mabundo Quibuila nasceu no Luongo, bairro do município de Catumbela, província de Benguela, em Angola. Não era herdeiro, nem membro da administração pública, apenas um menino cheio de vida e de sonhos, descendentes de agricultores e artesãos. Um dia, uma ideia começou a brincar em sua cabeça. Mal sabia ele que viraria coisa séria no futuro.
Estava brincando com seu amigo Daniel e meninos do bairro, com a bola que ganhara de presente de seu tio, Bakari Ombela Quibuila, que morava na capital. Não era muito bom em futebol. Tinha mania de construir. E uma vez ou outra era flagrado sozinho, absorto em seu mundo, brincando de qualquer coisa que ninguém compreendia.
Numa dessas vezes, Daniel notou que Oziel brincava de amontoar pedras e as amontoava de um jeito tão especial, que parecia familiar:
- O que é isso, Ozi?
Ele não respondeu. O amigo parou um instante e observou com mais cuidado. Então, olhou para Oziel e disse:
- Parece a Ponte 4 de Abril.
Em um natal, sem ninguém esperar, a família de Oziel recebeu a visita de Bakari Ombela. Ele falou sobre o curso de habilitação que fez para a Marinha Mercante e sobre como estava começando a se tornar bem-sucedido no ramo, trabalhando com suporte e salvatagem a navios e plataformas offshore. Eles conversaram e celebraram, inclusive Oziel, que se divertiu muito com as brincadeiras e presentes do tio
(…).
Disponível em <https://folhadabaixada.com.br/noticia/2209/oziel-mabundo-quibuila>.. Acesso em 12/01/2026.
O preceptor interveio prontamente.
Ao ser transcrita para a primeira pessoa do singular do presente do indicativo, a flexão verbal CORRETA é:



No trecho, as formas verbais encontram-se no pretérito imperfeito do modo indicativo, expressando a noção de: