Questões Militares Sobre morfologia - pronomes em português

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Q655484 Português
Assinale a alternativa em que um pronome oblíquo foi, de acordo com a norma culta, colocado incorretamente.
Alternativas
Q645369 Português

                                  O Médico e o monstro

                                                                                     Paulo  Mendes Campos

      Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.

      O avental na verdade é uma camisa de homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e cirurgia saem duma caixinha de brinquedos.

      Ela, seis anos e meio; o doutor tem cinco. Enquanto trabalham, a enfermeira presta informações:

      - Esta menina é boba mesmo, não gosta de injeção, nem de vitamina, mas a irmãzinha dela adora.

      O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca uma receita, enquanto a enfermeira continua:

      - O senhor pode dar injeção que eu faço ela tomar de qualquer jeito, porque é claro que se ela não quiser, NE, vai ficar muito magrinha que até o vento carrega.

      O médico, no entanto, prefere enrolar uma gaze em torno do pescoço da boneca, diagnosticando:

      - Mordida de leão.

      - Mordida de leão, pergunta, desapontada, a enfermeira, para logo aceitar este faz de conta dentro do outro faz de conta; eu já disse tanto, meu Deus, para essa garota não ir na floresta brincar com Chapeuzinho Vermelho...

      Novos clientes desfilam pela clínica: uma baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras bonecas de vários tamanhos, um papai Noel, uma bola de borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da enfermeira.

      De repente, o médico diz que está com sede e corre para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas: tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável droga.

      - Tem de tomar, senão quem acaba no médico é você mesmo, doutor.

      Ele implora em vão por uma bebida mais inócua. O copo é levado com energia aos seus lábios, a beberagem é provada com uma careta. Em seguida, propõe um trato:

      - Só se você depois me der um sorvete.

      A terrível mistura é sorvida com dificuldade e repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar de ser, presenciado a metamorfose do médico em monstro.

      Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio, remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo, bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um grito de horror e começa a chorar nervosamente. O monstro, exultante, espeta-lhe a espada na barriga e brada:

      - Eu sou o Demônio do Deserto!

      Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando o terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã massacrado sob os seus pés, é um cometa indo tinir no ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum apartamento carioca.

      Subitamente, o monstro se acalma. Suado e ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho de verdade.

      E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num lar ameaçado pelas forças do mal.

OBS.: O texto foi adaptado às regras no Novo Acordo Ortográfico. 

É possível o deslocamento do pronome átono na opção:
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Q562818 Português
Leia o trecho de O Guarani, de José de Alencar, para responder à questão. 

      As cortinas da janela cerraram-se; Cecília tinha-se deitado. Junto da inocente menina, adormecida na isenção de sua alma pura de virgem, velavam três sentimentos profundos, palpitavam três corações bem diferentes.
      Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe requeimava o sangue: o instinto brutal desta natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que sua condição criava, pela barreira que se elevava entre ele, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.
      (...)
      Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e de lealdade.
      (...)
      Em Peri, o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor de seus desejos, para evitar que a moça tivesse um pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.  
      (...)
      Assim o amor se transformava tão completamente nessas organizações que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião.
Observe as passagens do texto:

I. ... uma febre que lhe requeimava o sangue... (2.º parágrafo)

II. ... para cumprir o menor de seus desejos... (penúltimo parágrafo)

É correto afirmar que os pronomes referem-se, respectivamente, a
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Q529089 Português

      Inocência não aparecia.

      Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto.

      – Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade.

      E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando as preces que costumava recitar antes de se deitar.

      Uma noite, disse ela:

      – Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de hoje...

      E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando:

      – Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...)

      Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha-lhe o peito em fogo...


                                                                                         (Visconde de Taunay, Inocência.)

Na primeira vez em que se dirige a Nossa Senhora, a protagonista usa um tratamento e, na segunda, outro. Uma das explicações é que, na segunda vez, ela
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Q529084 Português

Instrução: Leia o texto, extraído de uma entrevista concedida a Clarice Lispector por Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


Imagem associada para resolução da questão


O pronome relativo que exerce a função de objeto direto, e não de sujeito, apenas no trecho

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Q505226 Português
Considere o emprego dos pronomes nas frases a seguir.

I. Ele foi conosco ao baile de formatura.
II. Nós se divertimos muito até altas horas.
III. Na volta para casa, ele pediu para eu dirigir o carro, pois estava cansado.

É correto o que se apresenta em
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Q505218 Português
                                       Erro de ortografia em adesivo desmascara assalto

    Um erro de português levou a polícia a prender sete integrantes de uma quadrilha suspeita de roubar R$ 15 milhões da sede da transportadora de valores Protege, na Água Branca, zona oeste de São Paulo.
    O grupo se preparava para invadir um condomínio de luxo na Lapa anteontem e foi descoberto porque, do lado de fora do Fiat Dobló que seria usado para entrar no local, os bandidos usaram adesivos com a inscrição “Impório Santa Maria", em referência a um conhecido empório da cidade. No veículo, foram presos três homens e com eles havia ferramentas para arrombar cofres.
    Outros quatro homens foram presos em outro veículo na mesma rua. No carro havia fuzis, uma metralhadora e duas pistolas, além de radiocomunicadores, coletes à prova de bala e camisetas similares às da Polícia Federal
    Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic, a polícia identificou o grupo pela investigação do caso Protege.

                                                                                              (Folha de S.Paulo, 10.11.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa em que os termos em destaque foram substituídos, correta e respectivamente, pelo pronome adequado. A polícia percebeu o erro de português cometido pelos assaltantes, o que levou a polícia a prender os assaltantes.
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Q505211 Português
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal atende à norma padrão.
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Q380818 Português
Assinale a afirmativa correta.
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Q380805 Português
Analise as afirmativas abaixo.

I - 0 texto está organizado numa seqüência temporal, apresentando como era a vida no passado, como é agora e como será no futuro.

II - 0 primeiro parágrafo são lembranças de um tempo passado; o segundo e terceiro são constatações da realidade atual e os parágrafos restantes são a proposta de solução para os problemas da atualidade.

III - No terceiro parágrafo, linhas 23 a 26, os três períodos que seguem à interrogação poderiam estar coordenados entre si, mas foram construídos dessa forma para dar ênfase à informação dada em cada um.

IV- 0 pronome relativo “onde” (l. 41) não possui um antecedente explícito no período. Sua retomada é extratextual

V - A expressão “ao nível de” (l. 44), segundo alguns gramáticos, deve ser evitada, pois é uma construção inadequada do ponto de vista da norma culta padrão.

São verdadeiros os itens.
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Ano: 2011 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2011 - EAM - Marinheiro |
Q359913 Português
Assinale a opção que apresenta o termo ou expressão a que se refere o pronome oblíquo na seguinte frase: " . . . para tentar mensurá-lo e estabelecer estratégias de exploração". (25).
Alternativas
Ano: 2011 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2011 - EAM - Marinheiro |
Q359903 Português
Assinale a opção que apresenta o correto uso da ênclise.
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Q326035 Português
Observe:“Coesão referencial é aquela que cria, no interior do texto,um sistema de relação entre palavras e expressões, permitindo que o leitor identifique os referentes sobre os quais se fala no texto.Coesão sequencial é aquela que cria no interior do texto,condições para que o discurso avance.”Nos 03 (três) fragmentos destacados a seguir, algumas palavras fazem a coesão referencial e outras a coesão sequencial.Fragmento 1“Essa simples ideia tem algumas consequências notáveis: talvez a mais conhecida seja a equivalência de massa e energia, contida na famosa equação de Einstein E=mc2 (...)”. (Texto I, 3º parágrafo).Fragmento 2 “Como não há força atuando sobre o corpo, a sua velocidade não aumenta, nem diminui, nem muda de direção. Portanto o único movimento possível do corpo na ausência de qualquer força atuando sobre ele é o movimento retilíneo uniforme.” (Texto II, 2 º parágrafo).Fragmento 3 “um corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme se nenhuma força atuar sobre ele.” (Texto II, 3º parágrafo).Indique a opção em que se fez uma ANÁLISE EQUIVOCADA dos elementos coesivos destacados nos fragmentos acima.

Alternativas
Q317019 Português
Em relação ao uso dos pronomes pessoais, todas as alternativas abaixo estão de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, exceto em:

Alternativas
Q293292 Português
Texto I
Se um dia, já homem feito e realizado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras desmoronam, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças, as últimas palavras que sempre te restarão na alma: minha mãe, meu pai.
 (Rui Barbosa)
Assinale a alternativa INCORRETA.

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Q266651 Português
Acerca das ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens a seguir.


Em “as atingia” (L.11), o pronome “as” retoma o antecedente “muitas” (L.9).

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Q266289 Português
No trecho “Limb não a coloca em um pedestal. Ele a vê como um processo biológico normal que algumas pessoas conseguem levar a níveis extremamente profundos” (L.15-17), os vocábulos em negrito retomam, todos, “criatividade” (L.15) e têm a mesma classificação morfológica: pronome pessoal.

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Q266282 Português
Na linha 15, o pronome demonstrativo “daquela” refere-se ao substantivo próprio “Maria da Penha Maia Fernandes”.

Alternativas
Q266279 Português
O pronome “lhe” (L.15) refere-se à expressão “Lei Maria da Penha” (L.14).

Alternativas
Q266275 Português
O pronome “Isso” (L.12) refere-se à informação contida no período que o precede.

Alternativas
Respostas
681: C
682: E
683: A
684: E
685: A
686: C
687: B
688: B
689: B
690: B
691: B
692: A
693: C
694: A
695: A
696: E
697: E
698: C
699: C
700: C