Questões Militares Sobre figuras de linguagem em português

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Q503004 Português
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem anacoluto.
Alternativas
Q494094 Português
Leia:

I. “Tremia ainda ao contar as suas impressões.
    Descrevia a Câmara, tribunas, galerias cheias
    Que não cabia um alfinete."

II. “Lúcio pôs-se a observar a agonia da lenha verde
     Que se estorcia, estalava de dor."

III. “Meu pensamento é um rio subterrâneo.
      Para que terras vai e donde vem?"

As figuras de linguagem dos trechos destacados acima são, respectivamente,
Alternativas
Q434779 Português
                             ANO NOVO, VIDA NOVA
                                                                                                               Moacyr Scliar

1º Vida é dor, e acordo com dor de dentes. O dia é  belíssimo, um sol de verão invade o barraco; quanto a  mim, choro de dor. Choro também por outras razões,  mas principalmente de dor. 

2º Vida é combate. De nada me adianta ficar  deitado. Levanto-me e começo a fazer ginástica. Ao  fletir o tronco, dou com o bilhete da Francisca, em cima  da cadeira.

3º Escrever é uma conquista recente de Francisca,  que frequenta, com muito sacrifício, um curso noturno  de alfabetização. A caligrafia melhora dia a dia,  constato, desdobrando a mensagem que, infelizmente,  não me dá outros motivos de satisfação: Francisca  acaba de me deixar, optando por um estivador – o que  afinal de contas está bem de acordo com a falta de  sensibilidade dela, mas me cria problemas: quem vai  cozinhar? Quem vai arrumar o barraco? Quem vai me  arranjar dinheiro para o cinema? Ai, vida é  preocupação. 

4º Mas a vida também é alegria. O Sol brilha, a  ginástica me faz bem, e, se Francisca me deixou, mulheres não me faltarão. Aliás, não guardo nenhum  rancor a Francisca. Ela nunca esteve à minha altura.  Porque, se hoje moro em barraco, é por opção: fui  criado por um tio rico, e nada me faltou a não ser o  tédio. Por causa deste me tornei hippie. Depois resolvi  profissionalizar-me e me tornei pobre de verdade. Foi  assim que vim morar neste barraco, a princípio sozinho;  mais tarde trouxe a Francisca, então uma simples  empregada doméstica, uma analfabeta. Agora ela me  deixou. Mas não tem nada, vamos em frente, amanhã  será outro dia. 

5º A dor de dentes, momentaneamente aliviada,  retorna feroz. Preciso ir ______ dentista, concluo. Cachaça com fumo não vai me adiantar, principalmente se a gente não tem – como é o meu caso – nem cachaça  nem fumo. Nestas horas me arrependo um pouco de ter deixado o lar do meu tio. Pelo menos, não deveria ter  jogado fora o cartão de crédito que ele me deu.

6º Decido ir ao dentista da associação beneficente  da vila, que trata os pobres de graça. O dentista é uma  bela pessoa, gordinho e simpático; examina-me  rapidamente e decide que o caso é de extração. Posso  escolher, informa-me; extração com anestesia (o que  me custará uma módica quantia), ou sem. Escolho sem,  e berro quando o dente é arrancado. O dentista pensa  que eu grito de dor, mas se engana; berro de satisfação  pelo dinheiro poupado. Gastar só para me tornar  insensível? Absurdo. Vida é sofrimento; sofrer é tragar  a vida a grandes goles, conforme explico ao dentista ao  me despedir, com a boca cheia de sangue. 

7º Cuspindo glóbulos pelos caminhos empoeirados  da vila, desço _____ cidade, com o propósito de
arranjar um café, senão o da manhã, pelo menos o da  tarde: são quase três horas. 

8º O movimento nas ruas do centro me surpreende. Uma quantidade enorme de pessoas, nas ruas, nas lojas. E aí me dou conta: é 31 de dezembro. O último dia do ano! 

9º Vida é emoção. Lembro-me de como eu e o tio  comemorávamos a passagem do ano: muito doce, muita  champanha. Meu tio, esqueci-me ______ dizer, era  importador de vinhos finos, de modo que o champanha  era sempre do melhor, embora eu custasse um pouco a  me embebedar com ele. A noite de 31 de dezembro era  de sonhos e esperanças. Lembrando-me disso sento na  sarjeta e choro, choro...

Assinale a alternativa em que não haja linguagem figurada:
Alternativas
Q418580 Português
A afirmação de que "O otimismo é o vinho tinto das emoções” constitui um exemplo da seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q417950 Português
Do ponto de vista da textualidade, o Texto 1 se caracteriza por apresentar:

1) linguagem técnica especializada, restrita aos profissionais bombeiros.
2) trechos com verbos no imperativo, que servem bem às intenções persuasivas do autor.
3) um segmento em discurso direto, por meio do qual se apresenta uma outra “voz”.
4) evidentes marcas de que é um texto literário, como as diversas figuras de linguagem e trechos rimados.

Está(ão) correta(s) :
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Q393289 Português
Leia o poema para responder à questão:

        Pálida à luz da lâmpada sombria,
        Sobre o leito de flores reclinada,
        Como a lua por noite embalsamada,
        Entre as nuvens do amor ela dormia!

        Era a virgem do mar, na escuma fria
        Pela maré das águas embalada!
        Era um anjo entre nuvens d’alvorada
        Que em sonhos se banhava e se esquecia!

        Era mais bela! o seio palpitando
        Negros olhos as pálpebras abrindo
        Formas nuas no leito resvalando

        Não te rias de mim, meu anjo lindo!
        Por ti - as noites eu velei chorando,
        Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

                                   (Álvares de Azevedo, Poesias Completas)


Assinale a alternativa em que se indica corretamente a relação estabelecida entre os versos transcritos.
Alternativas
Q393272 Português
Leia dois trechos do conto O Pároco da Aldeia, de Alexandre Herculano, para responder à questão

I. A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo.
II. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um m omento a luz se apague ou a esperança se desvaneça!

                     (Extraído de Massaud Moisés, A literatura portuguesa)


No trecho I, o termo peçonha significa metaforicamente
Alternativas
Q682105 Português
Leia o texto a seguir: A gaiola de Maria do Carmo B. C. de Melo
E era a gaiola e era a vida era a gaiola e era o muro a cerca e o preconceito e era o filho a família e a aliança e era a grade a filha e era o conceito e era o relógio o horário o apontamento e era o estatuto a lei e o mandamento e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola e era a casa o nome a vestimenta e era o imposto o aluguel a ferramenta e era o orgulho e o coração fechado e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola. (Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.),
As palavras em textos literários não apresentam um sentido único, cujos valores gramaticais são relativizados em virtude da criatividade do autor. Na construção do poema tem-se a repetição da conjunção “e” que cumpre o papel de ligar as palavras e orações. Essa conjunção estabelece entre as ideias relacionadas no texto um sentido de: 
Alternativas
Q680850 Português
Assinale a alternativa em que ocorre uma prosopopeia (ou personificação).
Alternativas
Q660192 Português

Analise a fala da personagem Lucy van Pelt no segundo quadro: “O meu pai ganha mais dinheiro que o seu pai... nossa casa é bem melhor que a sua, também”. Em seguida, analise os itens abaixo.

I. A palavra “que” atua, nas duas ocasiões em que é usada, como conjunção comparativa.

II. A elipse (supressão de termos) é um recurso recorrente nesse trecho.

III. O uso de reticências serve para indicar a incompletude de uma ideia.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q655642 Português

Leia:

I. Um violão chorava suas canções com saudade.

II. Luísa, ó Luísa! Longe dos olhos e perto do coração!

Nas frases acima há, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

Alternativas
Q654675 Português

Relacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

(1) Eufemismo

(2) Prosopopeia

(3) Antítese

(4) Metáfora


( ) Um frio inteligente percorria o jardim.

( ) Onde queres prazer eu sou o que dói.

( ) Ele vivia de caridade pública.

( ) Teu corpo é brasa do lume.

Alternativas
Q646515 Português
Na frase “A pessoa estava com tanta fome que comeu dois pratos”, encontra-se a seguinte figura de linguagem
Alternativas
Q636915 Português

Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

I. Um magnata comprou um Leonardo da Vinci no leilão ontem.

II. José trabalha como um cavalo e come como um passarinho.

III. O samba é o pai do prazer e é o filho da dor.

Alternativas
Q632842 Português

Analise o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém o fenômeno semântico presente no texto.


“O Brasil se prepara para fazer uma limpeza nas condições precárias e na informalidade dos serviços domésticos. Só falta tirar a poeira da Lei Trabalhista.”

(Fonte: Revista Época. Edição 775. 28/03/2013)

Alternativas
Q632421 Português

Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa em que os fenômenos semânticos estão respectivamente presentes nos trechos.


I. Aquela música nasceu quando João Gilberto viu uma mulata descendo uma ladeira no Rio de Janeiro.

II. A casa de leilão mais famosa de Londres vendeu um Renoir por mais de 30 milhões de libras esterlinas.

III. Ontem os meios de comunicação divulgaram o falecimento do sambista Emílio Santiago no Rio. 

Alternativas
Q614962 Português
Campeonato do desperdício
     No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto. Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que "nem tanto".
     Vocês já ouviram falar em lixo rico? Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar muito mais do que a população do Haiti. Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que "nem tanto". Somos um país pobre com mania de rico. E nosso lixo é mais rico do que o lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa o queijo com as costas da faca; remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era um homem preconceituoso, mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
     Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas. Não viajo pouco e me considero testemunha ocular. A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões.
    Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes. Com o que se joga fora de material (do mais bruto ao mais sofisticado) , o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige e ainda poderia exportar cidades para o mundo.
     Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite. Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compra-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para jogá-la no lixo. Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos? Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo? Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade de ligar os fenômenos entre si.
    E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco, engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo, são gênios que se desperdiçam diariamente como se fossem recursos, eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega. No dia em que a gente precisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.BRAFF, Menalton.

Em www.cartacapital.com.br - Acesso em 14 jan., 2013 - adaptado.

Dr.Pangloss - personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz - Autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível. Adamastor, o- gigante - personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões,
Dentre as opções a seguir, em qual se percebe um tom irônico?
Alternativas
Q388340 Português
Marque a alternativa CORRETA que apresenta um exemplo de metonímia:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UERR Órgão: PM-RR Prova: UERR - 2013 - PM-RR - Soldado da Polícia Militar |
Q383262 Português
                                   TEXTO II

                                    Neto do Nordeste
                                          Eliakin Rufino


                                    Eu tenho um pé no Ceará
                                    O meu avô era de lá
                                    Eu tenho um pé no Maranhão
                                    Eu tenho mais eu tenho a mão

                                    Eu tenho um pé no Piauí
                           Rio Grande do Norte passa por aqui
                                Eu tenho um pé em Pernambuco
                                    Tenho uma perna no sertão

                                    Eu tenho um braço na Bahia
                                      Uma costela em Alagoas
                                         Na Paraíba o coração

                                         Quem é filho do Norte
                                            É neto do Nordeste
                                           Sou chuva na floresta
                                        Sou mandacaru do agreste

                                           Quem é filho do Norte
                                              É neto do Nordeste
                                           Sou farinha de caboclo
                                            Eu sou cabra da peste


                                                            Disponível em http://letras.mus.br/eliakin-rufino/neto-do-nordeste/


Assinale a alternativa FALSA, a partir do TEXTO II:
Alternativas
Q380531 Português
Ao referir-se à correspondência entre Machado de Assis e Joaquim Nabuco, o locutor afirma que o diálogo nas cartas entre ambos “Tem sabor de um velho vinho do Porto.” (£.57 e 58)

Essa frase assume, nesse parágrafo, a função de uma figura de linguagem denominada
Alternativas
Respostas
261: A
262: C
263: A
264: E
265: C
266: E
267: B
268: D
269: B
270: C
271: C
272: D
273: D
274: C
275: A
276: A
277: B
278: C
279: D
280: C