Questões Militares
Sobre figuras de linguagem em português
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Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
(Álvares de Azevedo, Poesias Completas)
I. A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo.
II. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um m omento a luz se apague ou a esperança se desvaneça!
(Extraído de Massaud Moisés, A literatura portuguesa)
E era a gaiola e era a vida era a gaiola e era o muro a cerca e o preconceito e era o filho a família e a aliança e era a grade a filha e era o conceito e era o relógio o horário o apontamento e era o estatuto a lei e o mandamento e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola e era a casa o nome a vestimenta e era o imposto o aluguel a ferramenta e era o orgulho e o coração fechado e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola. (Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.),
As palavras em textos literários não apresentam um sentido único, cujos valores gramaticais são relativizados em virtude da criatividade do autor. Na construção do poema tem-se a repetição da conjunção “e” que cumpre o papel de ligar as palavras e orações. Essa conjunção estabelece entre as ideias relacionadas no texto um sentido de:
Texto III

Analise a fala da personagem Lucy van Pelt no segundo quadro: “O meu pai ganha mais dinheiro que o seu pai... nossa casa é bem melhor que a sua, também”. Em seguida, analise os itens abaixo.
I. A palavra “que” atua, nas duas ocasiões em que é usada, como conjunção comparativa.
II. A elipse (supressão de termos) é um recurso recorrente nesse trecho.
III. O uso de reticências serve para indicar a incompletude de uma ideia.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Leia:
I. Um violão chorava suas canções com saudade.
II. Luísa, ó Luísa! Longe dos olhos e perto do coração!
Nas frases acima há, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
Relacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
(1) Eufemismo
(2) Prosopopeia
(3) Antítese
(4) Metáfora
( ) Um frio inteligente percorria o jardim.
( ) Onde queres prazer eu sou o que dói.
( ) Ele vivia de caridade pública.
( ) Teu corpo é brasa do lume.
Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. Um magnata comprou um Leonardo da Vinci no leilão ontem.
II. José trabalha como um cavalo e come como um passarinho.
III. O samba é o pai do prazer e é o filho da dor.
Analise o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém o fenômeno semântico presente no texto.
“O Brasil se prepara para fazer uma limpeza nas condições precárias e na informalidade dos serviços domésticos. Só falta tirar a poeira da Lei Trabalhista.”
(Fonte: Revista Época. Edição 775. 28/03/2013)
Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa em que os fenômenos semânticos estão respectivamente presentes nos trechos.
I. Aquela música nasceu quando João Gilberto viu uma mulata descendo uma ladeira no Rio de Janeiro.
II. A casa de leilão mais famosa de Londres vendeu um Renoir por mais de 30 milhões de libras esterlinas.
III. Ontem os meios de comunicação divulgaram o falecimento do sambista Emílio Santiago no Rio.
Neto do Nordeste
Eliakin Rufino
Eu tenho um pé no Ceará
O meu avô era de lá
Eu tenho um pé no Maranhão
Eu tenho mais eu tenho a mão
Eu tenho um pé no Piauí
Rio Grande do Norte passa por aqui
Eu tenho um pé em Pernambuco
Tenho uma perna no sertão
Eu tenho um braço na Bahia
Uma costela em Alagoas
Na Paraíba o coração
Quem é filho do Norte
É neto do Nordeste
Sou chuva na floresta
Sou mandacaru do agreste
Quem é filho do Norte
É neto do Nordeste
Sou farinha de caboclo
Eu sou cabra da peste
Disponível em http://letras.mus.br/eliakin-rufino/neto-do-nordeste/
Essa frase assume, nesse parágrafo, a função de uma figura de linguagem denominada
“As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca dantes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,”
Quanto ao processo de formação das palavras sublinhadas, é correto afirmar que sejam, respectivamente, casos de
Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... eu tenho medo.
Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
(Cora Coralina, Menor abandonado)
Quais são as figuras de linguagem presentes nos termos destacados?
