Questões Militares
Sobre figuras de linguagem em português
Foram encontradas 389 questões
1.Características relacionadas à noção de tipos textuais
2.Características relacionadas à noção de gêneros textuais
( ) Sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal.
( ) Constructos teóricos definidos por propriedades linguísticas intrínsecas.
( ) Constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas.
( ) Realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas.

TEXTO IV
VOZES-MULHERES

(EVARISTO, Conceição. “Poemas”. In: Cadernos negros – Poemas. São
Paulo: Quilombhoje/ Edição dos autores, nº13, 1990, p.32-33.)
A relação hierárquica existente entre o significado de um termo específico e o significado de um termo mais genérico de um campo é denominada _______________.
“______________ é um fenômeno linguístico, de origem semântica, caracterizado pela possibilidade de se atribuir mais de um significado a uma palavra ou mesmo uma sentença completa. Tal fenômeno pode promover problemas na comunicação quando ocorre no processo de interação entre os participantes de determinado discurso."
Aí pelas três da tarde
(Raduan Nassar)
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom-senso do mundo, aplicando-se em ideias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares à sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pelo, mas sem ferir o pudor (o seu pudor bem entendido), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome depois com uma nudez no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado), e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas la no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé ( já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.
I. “Tremia ainda ao contar as suas impressões.
Descrevia a Câmara, tribunas, galerias cheias
Que não cabia um alfinete."
II. “Lúcio pôs-se a observar a agonia da lenha verde
Que se estorcia, estalava de dor."
III. “Meu pensamento é um rio subterrâneo.
Para que terras vai e donde vem?"
As figuras de linguagem dos trechos destacados acima são, respectivamente,
Moacyr Scliar
2º Vida é combate. De nada me adianta ficar deitado. Levanto-me e começo a fazer ginástica. Ao fletir o tronco, dou com o bilhete da Francisca, em cima da cadeira.
3º Escrever é uma conquista recente de Francisca, que frequenta, com muito sacrifício, um curso noturno de alfabetização. A caligrafia melhora dia a dia, constato, desdobrando a mensagem que, infelizmente, não me dá outros motivos de satisfação: Francisca acaba de me deixar, optando por um estivador – o que afinal de contas está bem de acordo com a falta de sensibilidade dela, mas me cria problemas: quem vai cozinhar? Quem vai arrumar o barraco? Quem vai me arranjar dinheiro para o cinema? Ai, vida é preocupação.
4º Mas a vida também é alegria. O Sol brilha, a ginástica me faz bem, e, se Francisca me deixou, mulheres não me faltarão. Aliás, não guardo nenhum rancor a Francisca. Ela nunca esteve à minha altura. Porque, se hoje moro em barraco, é por opção: fui criado por um tio rico, e nada me faltou a não ser o tédio. Por causa deste me tornei hippie. Depois resolvi profissionalizar-me e me tornei pobre de verdade. Foi assim que vim morar neste barraco, a princípio sozinho; mais tarde trouxe a Francisca, então uma simples empregada doméstica, uma analfabeta. Agora ela me deixou. Mas não tem nada, vamos em frente, amanhã será outro dia.
5º A dor de dentes, momentaneamente aliviada, retorna feroz. Preciso ir ______ dentista, concluo. Cachaça com fumo não vai me adiantar, principalmente se a gente não tem – como é o meu caso – nem cachaça nem fumo. Nestas horas me arrependo um pouco de ter deixado o lar do meu tio. Pelo menos, não deveria ter jogado fora o cartão de crédito que ele me deu.
6º Decido ir ao dentista da associação beneficente da vila, que trata os pobres de graça. O dentista é uma bela pessoa, gordinho e simpático; examina-me rapidamente e decide que o caso é de extração. Posso escolher, informa-me; extração com anestesia (o que me custará uma módica quantia), ou sem. Escolho sem, e berro quando o dente é arrancado. O dentista pensa que eu grito de dor, mas se engana; berro de satisfação pelo dinheiro poupado. Gastar só para me tornar insensível? Absurdo. Vida é sofrimento; sofrer é tragar a vida a grandes goles, conforme explico ao dentista ao me despedir, com a boca cheia de sangue.
7º Cuspindo glóbulos pelos caminhos empoeirados da vila, desço _____ cidade, com o propósito de
arranjar um café, senão o da manhã, pelo menos o da tarde: são quase três horas.
8º O movimento nas ruas do centro me surpreende. Uma quantidade enorme de pessoas, nas ruas, nas lojas. E aí me dou conta: é 31 de dezembro. O último dia do ano!
9º Vida é emoção. Lembro-me de como eu e o tio comemorávamos a passagem do ano: muito doce, muita champanha. Meu tio, esqueci-me ______ dizer, era importador de vinhos finos, de modo que o champanha era sempre do melhor, embora eu custasse um pouco a me embebedar com ele. A noite de 31 de dezembro era de sonhos e esperanças. Lembrando-me disso sento na sarjeta e choro, choro...

1) linguagem técnica especializada, restrita aos profissionais bombeiros.
2) trechos com verbos no imperativo, que servem bem às intenções persuasivas do autor.
3) um segmento em discurso direto, por meio do qual se apresenta uma outra “voz”.
4) evidentes marcas de que é um texto literário, como as diversas figuras de linguagem e trechos rimados.
Está(ão) correta(s) :
Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
(Álvares de Azevedo, Poesias Completas)
I. A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo.
II. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um m omento a luz se apague ou a esperança se desvaneça!
(Extraído de Massaud Moisés, A literatura portuguesa)
E era a gaiola e era a vida era a gaiola e era o muro a cerca e o preconceito e era o filho a família e a aliança e era a grade a filha e era o conceito e era o relógio o horário o apontamento e era o estatuto a lei e o mandamento e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola e era a casa o nome a vestimenta e era o imposto o aluguel a ferramenta e era o orgulho e o coração fechado e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola. (Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.),
As palavras em textos literários não apresentam um sentido único, cujos valores gramaticais são relativizados em virtude da criatividade do autor. Na construção do poema tem-se a repetição da conjunção “e” que cumpre o papel de ligar as palavras e orações. Essa conjunção estabelece entre as ideias relacionadas no texto um sentido de:
Texto III

Analise a fala da personagem Lucy van Pelt no segundo quadro: “O meu pai ganha mais dinheiro que o seu pai... nossa casa é bem melhor que a sua, também”. Em seguida, analise os itens abaixo.
I. A palavra “que” atua, nas duas ocasiões em que é usada, como conjunção comparativa.
II. A elipse (supressão de termos) é um recurso recorrente nesse trecho.
III. O uso de reticências serve para indicar a incompletude de uma ideia.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Leia:
I. Um violão chorava suas canções com saudade.
II. Luísa, ó Luísa! Longe dos olhos e perto do coração!
Nas frases acima há, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
Relacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
(1) Eufemismo
(2) Prosopopeia
(3) Antítese
(4) Metáfora
( ) Um frio inteligente percorria o jardim.
( ) Onde queres prazer eu sou o que dói.
( ) Ele vivia de caridade pública.
( ) Teu corpo é brasa do lume.
