Questões Militares
Sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português
Foram encontradas 45 questões
Texto para a questão.
Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.
Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”
Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?
Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.
Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.
A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.
O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.
Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.
Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.
As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.
O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.
Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.
O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.
Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.
O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.
No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.
NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.
TEXTO I

(A importância da Lei Geral de Proteção de Dados no Comércio Exterior.
Disponível em: www.domaniconsultoria.com.br - Acesso em 26/03/2025).
Texto 4


( ) A palavra “Republicana" é formada por um processo de derivação parassintética. Ela deriva do substantivo “público” pela adição do prefixo “Re-” e do sufixo “-ana”.
( ) O acento gráfico na palavra “Polícia” se justifica por ser uma paroxítona com ditongo crescente.
( ) Em “Corpo de Guardas Municipais Permanentes”, a palavra “permanentes” exerce função de um adjetivo.
( ) Na palavra “Dragões” em Dragões Del Rei nas Minas predomina a figura de linguagem denominada “Prosopopeia”.
Marque a alternativa que contém a sequência de respostas CORRETAS, na ordem de cima para baixo:
I - a) De acordo com a morfologia, as palavras “não”, “mais” e “desses” são classificadas, respectivamente, como: advérbio, conjunção e pronome. b) A palavra “treinamento” apresenta um sufixo nominal designativo de ação.
II - a) A translineação da palavra “atendente” pode ser “a-tendente” ou “aten-dente”. b) A cedilha é uma notação léxica colocada sobre a letra “c”, a fim de obter o fonema /s/ antes das vogais “a”, “o” e “u" como na palavra “organização”.
III - a) As palavras “sem” e “tem” apresentam encontros vocálicos. b) As palavras “você” e “abacaxí” são acentuadas porque são vocábulos oxítonos terminados em “e” fechado e em “i”.
Há, pelo menos, uma assertiva CORRETA em:
Quando encontra uma presa, o guepardo sai em disparada. Se demora muito para pegá-la, acaba desistindo, porque tem necessidade de descansar. Dependendo do esforço, ele vai tentar de novo no dia seguinte. Mas a verdade era que nosso felino estava furioso: era a quinquagésima vez que a zebra lhe dava um baile.

I. As palavras infortúnios (linha 1) e incêndios (linha 2) recebem acento gráfico porque são, ambas, paroxítonas terminadas em ditongo decrescente. II. A palavra mediterrânea (linha6) é classificada como polissílaba, além de apresentarem sua estrutura dois dígrafos e um hiato. III. Oplural de herbácea-arbustiva (linha 7) é herbácea-arbustivas, uma vez que essa palavra composta é constituída de dois adjetivos.
Pode-se concluir que
Texto IV

No terceiro quadrinho, a personagem menciona duas noções gramaticais: “ditongo” e “paroxítona”.
O vocábulo que exemplifica essas duas noções é
Lusco-fusco
Da alcova na penumbra andavam flutuando
Em tênue confusão fantasmas indecisos,
Gerados ao fulgor da luz reverberando
Nos límpidos cristais e nos dourados frisos.
Era como um sabbat fantástico e nefando!
Das velhas saturnais talvez tivesse uns visos
A enorme projeção das sombras vacilando
Esguias e sutis sobre os tapetes lisos.
Havia no ambiente uns mórbidos perfumes;
Os bronzes, biscuits, se olhavam com ciúmes
Nos dunkerques, de pé, por dentro das redomas.
Enquanto eu, sem temor, ao lado de uma taça,
Um conto oriental relia entre a fumaça
Dum charuto havanês de excêntricos aromas.
CARVALHO JÚNIOR, Francisco Antônio.
Disponível em: https://periodicos.ufes.br/reel/article/
view/3474/2742. Acesso em: 12 ago. 2021.
Leia:
Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino do diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. (Machado de Assis)
Em relação aos encontros vocálicos existentes no texto, é
correto afirmar que
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) “As andorinhas fizeram um vôo incomum”. O acento da palavra em destaque é obrigatório porque está sobre vogal tônica com terminação “oo (s)”.
( ) “O estranho é perceber que as novas comissárias têm medo de avião”. É obrigatório o uso de acento circunflexo sobre o verbo em destaque porque está na terceira pessoa do plural.
( ) “A feiúra é algo relativo e depende do ponto de vista de cada um”. O vocábulo em destaque é acentuado por possuir vogal tônica “u” em hiato, após um ditongo.
( ) “Semana passada, João não pôde sair de casa, mas agora pode”. A forma verbal destacada está incorretamente acentuada, visto que não há mais acento diferencial.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Analise as afirmativas propostas e, em seguida, escolha a alternativa correta:
I. As palavras mãe, ontem, chão e bem apresentam ditongos nasais.
II. As palavras baixo, jeito, chapéu e tesouro apresentam ditongos orais crescentes.
III. Os vocábulos área, dieta, mágoa e série possuem ditongos orais decrescentes.
“Hei de vencer. Hei de vencer. Hei de vencer” –
como o mantra da autoajuda pode te derrotar
Daniel Martins de Barros
O mantra da autoajuda, de visualizar o sucesso, é um passo para o fracasso. Felizmente, existem alternativas para nos motivar sem prejudicar o desempenho.
Uma das técnicas mais ensinadas por gurus da autoajuda diz que, para alcançar um objetivo, nós temos que visualizar nosso sucesso. Se conseguirmos nos ver no alto do pódio, ou na cadeira de chefe, tirando uma nota dez que seja, essas metas são alcançadas, já que o cérebro se convence do seu sucesso de antemão. Uma versão sofisticada do velho mantra “Hei de vencer”. Muito interessante. Pena que não funciona.
Quando pesquisadores resolveram testar a ideia perceberam que tais técnicas não eram apenas inúteis, eram prejudiciais. Alunos que “visualizavam” boas notas acreditavam mesmo que iriam bem nas provas, e por isso mesmo deixavam de estudar. Resultado? Bomba! Pessoas em dieta que se imaginavam resistindo bravamente aos alimentos calóricos caíam mais nas tentações do que aqueles que eram instruídos a lembrar que a carne é fraca.
Mas nem tudo está perdido. Existem sim técnicas motivacionais que podem nos levar a melhorar nossa performance. O segredo é o foco. Vale recitar mantra ou tentar a visualização, mas em vez de se voltar para o resultado final, é importante pensar no processo. Um estudo on-line com mais de quarenta mil pessoas testou diferentes abordagens. O desafio era um jogo de atenção e velocidade, no qual tinham que clicar nos números de 1 a 36, embaralhados numa matriz de 6×6, na sequência correta. Para aumentar a pressão, o jogo era contra um oponente (na verdade, um software, mas os voluntários não sabiam disso). Diversas intervenções foram testadas, mas as que melhoraram o desempenho dos jogadores foram as que os instruíam a visualizar (ou recitar para si mesmos) não o resultado, mas os processos ou os outcomes (que em inglês mais do que resultado, traz a noção de consequência, desenlace). A instrução com foco no processo era “Quero que você se veja jogando, sabendo que dessa vez você pode reagir mais rapidamente”. Note que a ênfase está na velocidade de reação, em vez de no resultado dela. Já para o outcome era “Quero que você se veja jogando, e se imagine batendo o score anterior” Novamente, não basta se ver “vencendo”, mas melhorando em relação ao esforço anterior.
Dizem que tudo o que a gente pode pensar já foi descoberto na Grécia Antiga. Bom, se é verdade que ter certeza da vitória nos leva a colocar menos esforço na tarefa (aumentando as chances de derrota), e se está provado que o foco tem que ser no processo e não no resultado, então, mil anos atrás, Esopo já havia ensinado essa lição. Nem todos irão concordar comigo, mas essa parece ser uma moral possível de se tirar da fábula sobre a lebre e a tartaruga, na qual a ligeira lebre perde uma corrida para a lerda tartaruga. Acreditando na vitória fácil, ela cai no sono, enquanto a tartaruga vence por manter o foco no esforço. As lições da fábula variam muito, desde “Quanto maior a pressa, pior a velocidade”, até “O sucesso depende de usar os talentos, não apenas de tê-los”. Mas nós bem poderíamos acrescentar: “Quem acredita que a vitória é certa, certamente acaba derrotado”.
Adaptado de: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martinsde-barros/hei-de-vencer-hei-de-vencer-hei-de-vencer-como-o-mantra-da-autoajuda-pode-te-derrotar/
Referente aos excertos “O mantra da autoajuda, de visualizar o sucesso, é um passo para o fracasso.” e “Quero que você se veja jogando, sabendo que dessa vez você pode reagir mais rapidamente”, é correto afirmar que há dígrafo em “mantra”, “sucesso”, “Quero” e “dessa” e há ditongo decrescente em “mais”.
Dígrafo é o grupo de duas letras formando um só fonema. Ditongo é a combinação de uma
vogal com uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba. Nas palavras “também” e “ontem”,
observa-se que há, para cada palavra, respectivamente,
Leia:
“Diante dos fatos marcantes da infância, eu não podia acreditar na inocência de meu pai.”
As palavras podia e pai apresentam, respectivamente,
(Obs.: Os acentos gráficos foram retirados propositadamente.)