Questões Militares
Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português
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“MAS em matéria de segurança do cidadão e, PORTANTO, de avanço da criminalidade, chegamos a níveis insuportáveis.”
“O problema da segurança, portanto, não pode mais estar apenas adstrito ao repertório tradicional do direito e das instituições da justiça, particularmente, da justiça criminal, presídios e polícia.” (linhas de 16 a 18).
A palavra “portanto” sinaliza, no texto, para uma:

Nesse trecho, o termo destacado sugere uma:
Vidas curtas
O Brasil tem assistido a um aumento crescente de mortes violentas entre os jovens. Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, passando de 633 mortes em cada 100 mil habitantes para 568, a mortalidade na faixa de 15 a 24 anos aumentou de 128 a cada 100 mil jovens para 133, nesse período, de acordo com dados do Ministério da Justiça (MJ). Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas que veem diferentes causas e soluções para o problema.
De acordo com o último Mapa da Violência do Ministério da Justiça, elaborado anualmente em parceria com o Instituto Sangari – organização não governamental presente em 17 países – a maioria dessas mortes é violenta e causada por fatores externos, como homicídio, suicídio e acidente de trânsito. Em 2008, último ano analisado pelo estudo, essas três causas foram responsáveis por 62,9% das mortes dos jovens brasileiros. Na população adulta, apenas 10% se deram por essas razões. (...)
O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é um país continental que exige uma estratégia de mesmas proporções. São necessárias medidas de grande impacto. A melhor ferramenta é a educação”, afirma. “A escola tem um papel fundamental porque, além de ser ela mesma um foco de violência, o que precisa ser mudado, ela tem o poder da transformação pelos estudos.”
(Revista Ciência Hoje. nº. 282, volume 47, junho 2011, pág. 50-52 / fragmento com adaptações)
Considerando o uso efetivo das estruturas linguísticas, observe o emprego da conjunção “enquanto” na seguinte frase: “Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, ...”. Indique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo sobre esse emprego e depois assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Indica ideia de tempo, exprime fatos simultâneos.
( ) Pode ser substituída, mantendo o sentido, por “como”.
( ) Introduz uma oração subordinada adverbial.
A dor do mundo
Por muito tempo achei – escrevi e disse – que os males humanos foram sempre mais ou menos os mesmos, e que a loucura toda já contamina o nosso café da manhã pelo universo cibernético. As aflições, as malandragens, as corrupções, os assassinatos absurdos, os piores aleijões morais, tudo é meu, seu, nosso pão de cada dia. Mas, de tempos para cá, comecei a achar que era lirismo sentimental meu. Estamos bem piores, sim. Por sermos mais estressados, por termos valores fracos, tortos ou nenhum, porque estamos incrivelmente fúteis e nos deixamos atingir por qualquer maluquice, porque até nossos ídolos são os mais transtornados, complicados. Nossos desejos não têm limite, nossos sonhos, por outro lado, andam ralinhos. Temos manias de gourmet, mas não podemos comer. Vivemos mais tempo, mas não sabemos o que fazer com ele. Podemos ter mais saúde, mas nos intoxicamos com excesso de remédios. Drogas habituais não bastam, então usamos substâncias e doses cavalares.
A sexualização infantil é um fato e começa em casa com mães amalucadas e programas de televisão pornográficos a qualquer hora do dia. O endeusamento da juventude a enfraquece, os adolescentes lidam sozinhos com a explosão de seus hormônios e a permissividade geral que anula limites e desorienta.
”(...)”
Uma cantora pop, que me desinteressava pela aparência e por algumas músicas, morre, mata-se, por uso desmedido de drogas (álcool sendo uma delas) aos 27 anos. Logo se exibe (quase com orgulho, ou isso já é maldade minha?) uma lista de brilhantes artistas mortos na mesma idade pela mesma razão. Nas homenagens que lhe fazem, de repente escuto canções lindas, com uma voz extraordinária: mais triste ainda, pensar que esse talento se perdeu.
“(...)”
Viramos assassinos ao volante, de preferência bêbados. Nossos edifícios precisam ter portarias treinadas como segurança, nossas casas, mil artifícios contra invasores, andamos na rua feito coelhos assustados. Não há lugar nas prisões, então se solta a bandidagem, as penas são cada vez mais brandas ou não há pena alguma. Pena temos nós, pena por nós, pela tão espalhada dor do mundo. Sempre falando em trilhões, brigando por quatrilhões, diante da imagem das crianças morrendo de fome na Etiópia, na Somália e em outros países, tão fracas que não têm mais força para engolir o mingau que alguma alma compadecida lhes alcança: a mãe observa apática as moscas que pousam no rostinho sofrido. Estou me repetindo, eu sei, talvez assim alivie um pouco a angústia da também repetida indagação: que sociedade estamos nos tornando?
Eu, recolhida na ponta inferior deste país, sou parte dela e da loucura toda: porque tenho alguma voz, escrevo e falo, sem ilusão de que adiantará alguma coisa. Talvez, como na vida das pessoas, esta seja apenas uma fase ruim da humanidade, que conserva fulgores de solidariedade e beleza. Onde não a matamos, a natureza nos fornece material de otimismo: uma folha de outono avermelhada que a chuva grudou na vidraça, a voz das crianças que estão chegando, uma música que merece o termo “sublime”, gente honrada e produtiva, ou que cuida dos outros. Ainda dá para viver neste planeta. Ainda dá para ter esperança de que, de alguma forma, algum dia, a gente comece a se curar enquanto sociedade, e a miséria concreta não mate mais ninguém, enquanto líderes mundiais brigam por abstratos quatrilhões.
(Lya Luft – Revista Veja – Edição 2228 – ano 44 – nº 31 – 3 de agosto de 2011)
Em relação à classe gramatical das palavras sublinhadas, relacione a coluna da esquerda com a da direita e depois marque a sequência correta nas alternativas abaixo.
(1) Conjunção
(2) Artigo
(3) Preposição
(4) Advérbio
(5) Pronome
( ) “... e que a loucura toda já contamina...”
( ) “... comecei a achar que era lirismo sentimental meu.”
( ) “O endeusamento da juventude a enfraquece...”
( ) “... mas não sabemos o que fazer com ele.”
( ) “Uma cantora pop, que me desinteressava...”
Texto IV
Tsunami
No Japão, os quebra-mares construídos para conter as ondas gigantes não deram nem para o começo. E a maior parte das casas não estava pronta para resistir à força das águas. “Faltam investimentos”, diz o professor Synolakis. _______ ele, pouco foi feito ________ o desastre na Indonésia, em 2004, _____ deixou 230 mil vítimas. Os principais problemas são a falta de mapeamento de quais áreas podem ser atingidas e o número limitado de tsunamógrafos – ______ seu nome sugere, são os aparelhos que medem a frequência e o tamanho das ondas.
Mas a pedra maior no caminho é a falta de informação, como no desastre das ilhas Samoa, em 2009, que deixou 189 vítimas. Muitas tentaram fugir de carro e, com o trânsito, morreram afogadas dentro deles. O correto teria sido caminhar até os terrenos altos nas redondezas e esperar o aguaceiro passar.
Para aliviar as tragédias, o aviso precisa ser rápido e eficaz. Na Indonésia, em 2004, muitos dos 230 mil mortos não chegaram a ver o alerta emitido pela televisão local. A razão: eles viviam em vilas sem energia elétrica. Mas em muitos casos não há sequer tempo para divulgar a informação: um tsunami formado perto da costa pode chegar a ela em menos de 10 minutos. No caso recente do Japão, o problema de comunicação foi agravado porque o terremoto havia sido tão forte que cortou até a internet.
Outra medida necessária é investir em uma arquitetura antitsunami. Um bom exemplo é o dos templos islâmicos na Indonésia, que passaram ilesos pela avalanche de ondas. Suas grandes colunas circulares, que sustentavam os andares superiores, permitiram que a água fluísse livremente. Moral da história: se não pode vencê-lo, adapte-se a ele.
(Superinteressante – 04/2011)
A respeito do uso da partícula “se” no trecho: “Moral da história: se não pode vencê-lo, adapte-se a ele.” complete as lacunas a seguir.
No período acima há dois registros do vocábulo “se”. É possível identificar que de acordo com as unidades linguísticas com que se acha combinado e conforme o entorno situacional, tal vocábulo terá significados diversos. O primeiro registro trata-se de ____________________, já o segundo registro trata-se de __________________.
Completam corretamente as lacunas, respectivamente
Texto II
Mas a natureza não mata apenas com enchentes, deslizamentos, terremotos e tsunamis. Mata pela mão dos humanos, o que pode parecer um fato em escala menor, mas é bem mais preocupante. Homens, mulheres e meninos-bomba quase diariamente se explodem levando consigo dezenas de vidas inocentes: pais de família, mães ou crianças, mulheres fazendo a feira, jovens indo para a escola. Bandidos incendeiam um ônibus com passageiros dentro: dois morrem logo, outros vários curtem em hospitais o grave sofrimento dos queimados. Não tinham nada a ver com a bandidagem, estavam apenas indo para o trabalho, ou vindo dele. Assaltantes explodem bancos em cidades do interior antes tranquilas. Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos maiores vexames e terror. Como está virando costume, a gente agradece por escapar com vida.
(Lya Luft Revista Veja – Edição 2156 / 17 de março de 2010, fragmento)
Preencha os parênteses com o número correspondente à classe gramatical das palavras grifadas. Depois, assinale a alternativa que contém a sequência correta.
( 1 ) substantivo
( 2 ) artigo
( 3 ) adjetivo
( 4 ) preposição
( 5 ) pronome relativo
( 6 ) pronome pessoal
( 7 ) pronome demonstrativo
( 8 ) conjunção
Assaltantes ( ) explodem bancos em cidades do interior antes tranquilas.
Criminosos sequestram casais ou ( ) famílias inteiras ( ) e os ( ) submetem
aos maiores vexames e terror. Como está virando costume, a ( ) gente
agradece por escapar com vida.
Leia:
É preciso chegar a tempo ao teatro, portanto devemos tomar um táxi.
Assinale a alternativa em que a palavra logo apresenta o mesmo valor da conjunção em negrito da frase acima.
Um erro de português levou a polícia a prender sete integrantes de uma quadrilha suspeita de roubar R$ 15 milhões da sede da transportadora de valores Protege, na Água Branca, zona oeste de São Paulo.
O grupo se preparava para invadir um condomínio de luxo na Lapa anteontem e foi descoberto porque, do lado de fora do Fiat Dobló que seria usado para entrar no local, os bandidos usaram adesivos com a inscrição “Impório Santa Maria", em referência a um conhecido empório da cidade. No veículo, foram presos três homens e com eles havia ferramentas para arrombar cofres.
Outros quatro homens foram presos em outro veículo na mesma rua. No carro havia fuzis, uma metralhadora e duas pistolas, além de radiocomunicadores, coletes à prova de bala e camisetas similares às da Polícia Federal
Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic, a polícia identificou o grupo pela investigação do caso Protege.
(Folha de S.Paulo, 10.11.2007. Adaptado)
_______ alguns moradores do edifício estavam alheios ao que ocorria, tudo se resolveu positivamente,________a polícia agiu com prontidão.
Chego em casa à noite, exausto. A mesa vazia. Nada sobre o fogão. Nem no forno. Nem na geladeira. Não há jantar! No dia seguinte, revolto-me diante da empregada.
- Passei fome!
-Ih! Achei que o senhor não vinha jantar!
Solto faíscas que nem um fio desencapado ao ouvir o verbo “achar" em qualquer conjugação. É um perigo achar. Não no sentido de expressar alguma coisa, mas de supor alguma coisa.
Tenho trauma, é verdade!
Tudo começou aos 9 anos de idade, quando pedi à professora para ir ao banheiro. Ela não permitiu e voltei agoniado à carteira. Cruzei as pernas, cruzei de novo, torci os pés, mas foi impossível escrever ou ouvir a lição... De repente, senti algo morno escorrendo pelas pernas. Fiz xixi nas calças!
Alguém gritou:
- Olha, ele fez xixi!
Dali a pouco toda a classe ria. E a professora, surpresa:
- Ih . eu achei que você pediu para sair só por malandragem.
Tomei horror ao “achismo" e aprendi: sempre que alguém “acha" alguma coisa, “acha" errado.
Meu assistente, Felippe, é mestre no assunto.
- Não botei gasolina no carro porque achei que ia dar! - explica ele, enquanto, desesperado, faço sinais na estrada tentando carona até algum posto.
Quem trabalha comigo, agora, não pode mais achar. Tem de saber!
Outro dia ouvi uma história melancólica. Dois colegas de classe se encontraram trinta anos depois. Ambos com vida amorosa péssima e casamento desfeito. Com a sinceridade que só a passagem do tempo permite, ele desabafou:
- Eu era apaixonado por você, mas achei que você não ia querer nada comigo.
Ela suspirou, decepcionada.
- Eu achava você o máximo! Como nunca se aproximou, achei que não tinha atração por mim!
Os dois se encararam arrasados. E se tivessem namorado? Talvez a vida deles fosse diferente! Mas o que fazer com os trinta anos passados?
Por isso, quando alguém me diz:
-Eu acho que .
Respondo:
- Não ache, ninguém perdeu nada.
E sempre que posso, insisto:
- Se não sabe, pergunte!
É o lema que adotei: melhor que achar, sempre é verificar!
(Walcyr Carrasco, Veja SãoPaulo, 19.05.2010. Adaptado)
“Ao entrar para a Caserna, uma das primeiras lições que é ensinada ao soldado combatente é que "missão dada é missão cumprida". Lições, estas, que vêm educar o jovem soldado a vida na dura vida de quartel, regida pela hierarquia e disciplina.”
extraído de http://nuncafalhara.blogspot.com/2008/06/soldado-qual-sua-misso.html
Se um dia, já homem feito e realizado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras desmoronam, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças, as últimas palavras que sempre te restarão na alma: minha mãe, meu pai.
(Rui Barbosa)
No trecho “em decorrência do fogo ou porque se atiraram do prédio” (L.10-11), a conjunção alternativa “ou” adquire valor de exclusão, pois uma informação exclui a outra.

Julgue o item que segue, relativos ao texto acima.
Prejudica-se a correção gramatical e alteram-se as informações originais do período ao se substituir “pois” (l.7) por qualquer um dos termos seguintes: já que, uma vez que, porque, porquanto, visto que.
A expressão “bem como” (
.17) pode ser substituída pela conjunção e, com as devida alteração de pontuação, sem prejuízo para o sentido do texto. 



